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Enquanto estava escrevendo o post do Dia das Mães, pensei em colocar uma receita que combinasse com o almoço comemorativo e que estivesse entre meus pratos possíveis. Mas acontece que eu não ia cozinhar e não tinha como fotografar a delícia. Resolvi desenhar, o que deu mais ou menos o mesmo trabalho que teria tido se tivesse ido pescar o salmão no Chile e voltado para assar…

Para quem não sabe, estou tendo aulas sobre várias técnicas de desenho no Solar do Rosário, aqui em Curitiba, com a professora Mari Inês Piekas e resolvi exercitar tudo que tinha por perto. Ficou tudo mais ou menos, o salmão não tem o volume que eu pretendia, o lápis pastel fez uma lambança, contornos continuam sendo um problema. Mas deu para ilustrar a receita que eu pretendia colocar aqui. Bom proveito.

Salmão ao forno com maçã, pêra e cebola.

Tempere um file alto de salmão com limão, sal e pimenta preta moída na hora. Coloque numa travessa refratária (no meu caso, um prato da Magda) e, ao redor do filé, disponha  pêras e maçãs descascadas e sem sementes, cada uma cortada em 8 pedaços. Coloque também pedaços grandes de cebola. Regue tudo com azeite de oliva extra-virgem e leve ao forno por 30-40 minutos. Sirva com a batata assada com alecrim. E, para acompanhar, um pouco de mango chutney feito em casa. E salada de folhas com molho de vinagre balsâmico. Sucesso garantido.

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Somos quatro. Dos tempos das grandes famílias, dos primórdios da pílula, das donas de casa em tempo integral, quando ter muitos filhos era a ordem natural das coisas. Quando a terceira nasceu, a mais velha não tinha ainda três anos. A quarta veio depois de uma puxada de fôlego, temporã e foco de mimos e desatinos.

Quatro irmãos, mesas grandes, carros grandes, turmas de amigos enormes, saltitando em um apartamento onde ainda viviam dois cães, um deles um avantajado pastor alemão. Tinha sempre alguém brigando por seu espaço: “último no banho!”, “a cadeira tá cuidada!”, “eu vou na frente!”, “eu já tirei a mesa ontem!”, “não fui eu!!!!”.
Um que não comia legumes, para outra nada com cebola, aquela não suportava comer peixe… Dá pra fritar um ovo? O guri fazia tênis no clube, a mais velha encasquetou que queria aprender violão – ups, agora piano! -, aquela levava jeito para a dança, a pequena precisava fazer natação. Amígdalas, pontos, dentista, febre, tombos de bicicleta formidáveis. Inglês, reforço de matemática, a calça ficou curta, festa de aniversário, mais uma, será possível? Quem leva, quem traz? Nesse balé das horas, acabávamos todos, no final do dia, limpos, cheirosos e de pijama, ao redor de uma mesa bem recheada.

Eram os tempos da televisão única em casa, exercício de democracia doméstica: primeiro Bonanza, depois a Feiticeira, quem sabe dá para o pai ver um pedaço do noticiário. Novela para a mãe? Sem chance, devia estar dando conta da bagunça em algum armário ou escondida atrás da máquina de lavar para ser deixada um pouco em paz.

Quatro irmãos. Somos muitos, somos próximos. Sabemos que somos o que somos pela educação e apoio que recebemos de nossos pais, pela presença constante de nossa mãe. E sabemos que podemos contar uns com os outros, sempre. Por essa fraternidade, por esses laços, por essa família, agradecemos: feliz Dia das Mães, D. Christa.

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Essa receita já começa com um problema de saída: requeijão é a mesma coisa no Brasil inteiro? Ou uma parte desse país tão grande chama de ricota, outra chama de queijinho, outra apelidou de queijo branco? Boa sorte aos que tentarem fazer essa torta, então. Aqui a gente fala que é requeijão, mas acaba comprando ricota. Vá entender. O resumo é que essa torta, seja lá do que for, é uma delícia, mais uma especialidade da minha mãe e que recomendo com estrelinhas.

E ela veio a calhar para o já clássico exibicionismo dos pratos lindos que compro. Esse é da Anthropologie e dispensa adjetivos. É simplesmente lindo.

Torta de Requeijão

MassaIngredientes:
100 gr. manteiga
100 gr. açúcar
1 gema e 1 ovo inteiro
1 pitada de sal/ 1 pitada de açúcar de baunilha
150 gr trigo
1 colher de chá de fermento Royal
Raspas de casca de limão
Bater com batedeira a manteiga, adicionar o açucar, ovos, sal e e baunilha. Adicionar o trigo e o fermento peneirados e a casca de limão.
Forrar uma forma de abrir untada, subindo um pouco pelas laterais.

RecheioIngredientes:
Fazer um pudim: em 1 xícara de leite fervendo, adicionar uma xícara de leite frio misturado com 1 colher de sopa de maizena e 2 colheres de sopa de pó para pudim. Mexer até engrossar um pouco. Deixar amornar.
1 pacote de ricota fresca peneirada
2 gema
suco de 1 e 1/2 limão
3/4 xícara de açúcar
1 pitada sal
Passas hidratadas em água morna.
Misturar todos os ingredientes do recheio e colocar na forma, sobre a massa. Assar por 45-50 minutos.

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Lápis de pinhão

Ganhei um presente que me encantou de muitos modos, porque é lindo, é útil, é típico daqui e ainda combina com esse blog: consumo consciente e reciclagem, dois temas recorrentes.

Então não resisti e resolvi conversar com a Maria Fernanda, que faz esses lápis de pinhão, e mostrar essa ideia simpática. Motivada pela vontade de ajudar de algum modo, essa professora de Educação Física que atualmente revende produtos da Natura, viu em uma revista de artesanato um jeito de reaproveitar restos de lápis-cera (aqueles que nem a mais econômica das pessoas consegue usar, toquinhos que a gente pensava imprestáveis).

Procurando as forminhas em casa de festas para moldar os novos lápis, Maria Fernanda encontrou os moldes de pinhão. E nasceram os pinholápis ou lapinhões, como queiram. Não ficaram o máximo? E eles têm um formato bom para desenhar.

A produção depende de doações, escolas e famílias que recolhem e encaminham para Maria Fernanda fazer todo o processo de separar as cores, derreter em banho-maria e colocar nas formas. As cores que surgem são as básicas e mais todas as possibilidades que pequenas misturas proporcionam. Quando prontos, são embalados e vendidos para reverter recursos para a Campanha da Vaquinha e para presentear crianças do entorno do Hospital e Leprosário de Piraquara, para pacientes com hanseníase. Quem sabe também não os transformamos em mais um produto da linha Freguesia do Livro?  Novidades à vista, aguardem…

Quer participar? Mande lápis-cera para a Maria Fernanda. Novos, velhos, tudo é bem-vindo para fazer esses lápis que viram um ótimo presente e um jeito lindo de ajudar pessoas. Aqui, um depoimento que mostra que ela, como nosso projeto Freguesia do Livro, acredita que livros podem transformar pessoas:  www.movimentonatura.com.br

Entre em contato com  Maria Fernanda, através de seu blog www.donadalola.blogspot.com ou pelo email mfer.baggio@gmail.com.

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As telas de Renê

Renê Tomczak fez o percurso clássico da formação artística em Curitiba, do Museu Alfredo Andersen à Faculdade de Belas Artes. E se descobriu pintor. Hoje vive retratando a realidade que está ao seu redor, do detalhe ao panorama.

Equipado com tintas e farnel, sai em busca de paisagens, que tanto podem estar em linhas férreas da cidade, quanto em lugares ermos onde só passam os incautos e aventureiros. Viaja horas para encontrar a colina, o pinheiro, a onda, o céu que atrai seu olhar. Uma imersão no panorama, horas registrando sob sol ou chuva sua interpretação do lugar, um longo estudo de cores, formas e texturas que devolvem para casa, no fim do dia, um pintor exausto e satisfeito.

Se você é de Curitiba,  já o viu por aí, sentado diante de um cavalete, na beira de uma rua, num canto de um parque, numa esquina de um bairro qualquer. Agora você já sabe: é o Renê.

Você pode encontrar o Renê e suas telas de várias maneiras. Ele dá aulas de pintura em óleo e aquarela na Artemista e na Sarasvati. Tem um blog muito legal: www.rstomczak.blogspot.com e uma página no Facebook cheia de dicas de pintores.

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Esse blog, nanico e despretensioso, acaba de completar 100.000 visualizações. Para os grandes, deve parecer um cisco, mas eu confesso que estou achando o máximo.

Então agradeço quem visita as artes, textos e divagações que aparecem por aqui. E deixo de presente esse vídeo que usa meu mais novo instrumento de paixão: os lápis de cor.

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Meu único tio (e padrinho) escolheu para casar uma pessoa que eu aprovei logo de cara, do alto dos meus 10 anos de idade: ela era a dona do cabelo mais lindo que eu já tinha visto. Todas as suas roupas combinavam e ela era tão organizada que parecia de mentira. E escrevia tudo que lhe acontecia em um diário, o que eu achava para lá de charmoso. A cereja do bolo é que ela trabalhava em uma galeria de arte em Blumenau que eu adorava visitar porque vendia pedras de rio pintadinhas. Eu devia andar atrás dela feito gato emocionado, olhos fixos querendo aproveitar tudo o que a moça linda e descolada, com seus 20 anos, podia me ensinar.

Para sermos ainda mais compatíveis, sempre foi arteira. Pinta e borda,  a casa dela é cheia de detalhes mimosos. Sua fase mais produtiva e criativa foi nos muitos anos em que fez batik, pintou sedas, fez saídas de banho, lenços e uma infinidade de coisas lindas.

Os batiks que fazia:


As toalhas com aquarela que faz agora:

Como nora da minha avó blumenauense, exímia cozinheira de medidas pouco precisas (“um pouco mais ou menos de açúcar…”), Dóris teve a sorte de morar perto e aprender muitas receitas do tipo “venha ver como se faz”. Detalhista, as receitas traduzidas do alemão são de um preciosismo ímpar. O que faz com que os resultados sejam cópias perfeitas, clones culinários dos legados gastronômicos da Dona Nora. Atualmente faz um pão de grãos que está ficando famoso no eixo Blumenau – Balneário Camboriú.

Nesse fim de semana, aniversário do tio, fomos a Blumenau e, como sobremesa, Doris nos apresentou a Wiener Torte (Torta de Viena), daquelas que só quem é detalhista, ou nostálgica, ou aprecia um bolo que leva dias para ficar pronto, vai se aventurar a fazer. Mas como eu só precisei comer a delícia, adorei!

*observe as medidas…

Wiener Torte – Torta Vienense (D. Nora)

Ingredientes
7-8 ovos
265 gr. açúcar
1 colher sopa de açúcar de baunilha
45 gr. de araruta
108 gr. farinha de trigo
Modo de fazer
Bater com a batedeira os ovos, o açúcar e o açúcar de baunilha até espumar e dobrar de tamanho. Bater de novo em banho-maria até amornar a massa (colocar a tigela numa panela com água fervente e ficar batendo). Por fim, o trigo peneirado.
Dividir a massa em 3 formas de abrir. Se os ovos não forem muito grandes, dá apenas duas camadas. Sobre cada disco assado e desenformado, despejar e espalhar açúçar queimado (1/2 xícara de açúcar com 1 colher de sopa de manteiga: derreter e dourar em uma frigideira e espalhar sobre as camadas. Repetir o processo para cada camada). Dica importante: dar uma leve batida com colher de pau em cada camada para trincar o açúcar queimado.

Creme de café
250 gr. de manteiga
150 gr. açúcar confeiteiro
1 colher sopa de açúcar de baunilha
1 gema
1 pitada de sal
1/2 xícara de café forte ou nescafé
1 xícara de água em temperatura ambiente
Bater a manteiga em creme com o açúcar, o açúcar de baunilha, a gema, o sal e aos poucos acrescentar o café (frio) e no final a água.
Cada camada da torta já coberta com o açúcar queimado receberá uma camada desse creme de café. A camada superior será enfeitada com bico de confeiteiro, com florzinhas e listas diagonais.

 Para contatos sobre as toalhas: doris.kegel@googlemail.com

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