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Posts Tagged ‘Desafios’

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Bartolomeu é um elefante. Nasceu da necessidade de sossegar duas crianças inquietas em uma viagem de carro. Assim como nasceram tantas outras histórias, inventadas, incríveis e logo esquecidas em algum canto da mente atarefada de uma mãe, na hora de dormir diante do nosso Contador de Histórias. Mas Bartolomeu ficou. Virava e mexia, a gente se lembrava dele.

Passaram-se muitos anos, meus filhos Leo e Marina são pra lá de grandes já. Eu resolvi aprender a desenhar e passei a frequentar aulas no Solar do Rosário, com a Mari Inês Piekas, ilustradora incrível aqui de Curitiba. Dá para ter uma ideia do trabalho detalhista dela, só pela quantidade de passarinhos nessa imagem…

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Passou-se lá um ano, desenhei frutas, verduras, sombreados, hachuras, virei fanática por lápis de cor, pincéis, grafites, lápis pastel e coisas do gênero. Desenhei uma porção de coisas que aparecem aqui pelo blog, sempre na base da muita diversão e pouco compromisso. Fui descobrindo que desenhar é louco de bom, mas que eu não sou louca de boa nisso. Mesmo assim, resolvi dar vida ao Bartolomeu. Ele foi aparecendo e resolvi fazer dele um livro. Para conviver melhor com o resultado e minhas expectativas, dei mais voz ao meu lado artesão e pedi que o pessoal da Insight, que editou o livro e trabalhou as imagens, o deixasse assim, com cara artesanal, nada muito perfeitinho. Como minha professora Mari Piekas participou do processo de criação (e porque sou muito fã dos desenhos dela), a convidei para criar a ilustração central, que ficou apenas… sensacional. Não mostro aqui porque é a surpresa da história.

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A Coceira de Bartolomeu conta a história do simpático elefante Bartolomeu que precisa resolver um problema e sai em busca de uma solução que seja boa para todos, não apenas para ele. Uma oportunidade para conversar sobre superação de dificuldades, respeito à diversidade e convivências.

A Coceira de Bartolomeu“, da Editora Insight, também conta com ilustrações de Mari Inês Piekas, apresentação de Marilza Conceição.

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O Bartolomeu tem uma página no Facebook, acompanhe.

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Captura de Tela 2015-06-07 às 18.52.06 Quando meus filhos eram pequenos, o tempo passado dentro de carros, tanto nos deslocamentos urbanos quanto nas viagens para a praia e afins, tinha sempre um toque de stress.

Na cidade, acontecia porque ambos (um menino e uma menina) tinham uma capacidade sensacional de implicarem um com o outro. Habilidade que crescia exponencialmente no final da tarde, na volta da escola. Essa situação (a de se levarem à loucura mutuamente no banco de trás do carro enquanto a mãe se enfurecia na direção) se repetia, obviamente, em viagens longas.

Consideremos aqui uma mãe cheia de estratégias para distrair crianças e um tempo em que não existiam (ainda bem) os Ipads que paralisam a petizada na frente de telas acachapantes. Aí era um tal de “Quem acha um Fusca branco?”, “Vamos ver quem vê um cavalo?”, “Fui pra Lua e levei…”. Sacolas cheias de lanches, brinquedos, jogos, livros para ler, livros para pintar e toda a parafernália necessária para isso… Mesmo assim, uma hora a coisa degringolava. E, por puro tédio, eles se estapeavam. E gritavam. E choravam. Aí o pai ficava na frente sozinho e eu pulava para o banco de trás para inventar mais distrações e apartar os meliantes.

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Toda essa história para contar como nasceu uma outra história: como nasceu o Bartolomeu. Numa dessas viagens, nas curvas da estrada para Santa Catarina, o Bartolomeu e sua coceira vieram acalmar Leo e Marina. E de tanto ser contado e repetido para meus filhos e depois, para meus pacientes, foi fazendo parte da família. E virou vontade de ser livro. E… virou livro de verdade. Que eu, muito exibida, resolvi ilustrar por conta própria.

Você já pode conhecer o Bartolomeu aqui: www.acoceiradebartolomeu.com.br

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Arriscando em aquarelas

leo e marina

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Sou do tempo em que, para escolher a cor de uma parede, a gente decidia entre o branco, o gelo, o areia e o palha. E já ficava meio na dúvida. Hoje, qualquer decisão passa por um número industrial de alternativas. Só de pensar em definir o novo piso do banheiro, já dá uma gastura, que fique assim velhinho mesmo, está louco de bom.

Aí entramos em outro quesito, que nos dias atuais assumiu outra proporção: o da pesquisa. Pesquisa de preço, de modelo, de lugar, de hotel, de trajeto, de música, de… tudo. Até o certo e o errado podem ser pesquisados ao toque de um botão: Mr. Google resolve tudo. Só não resolve aquilo tudo que deixamos de usar para pesquisar, como fazíamos antes. Em primeiro lugar, os neurônios, que agora só precisam lembrar dessa ferramenta que está fora de nosso cérebro e vai resolver o problema. Saber clicar e encontrar a resposta, sem que nosso raciocínio esteja envolvido. Usando GPS e Wazes, chegamos mais rápido, isso é certo, não nos perdemos, que bom, mas nosso senso de orientação vai ficando cada vez mais preguiçoso e nós cada vez mais tontos.

Antigamente (há uns 5 anos atrás), para decidir qual televisão comprar, batíamos pernas de loja em loja, passávamos horas pendurados no telefone negociando condições de pagamento e qualidade da peça. Hoje? A internet oferece o produto, dá o preço e faz a entrega. E nós não saímos da cadeira, não exercitamos nem corpo nem dialética, cada vez mais bobos e felizes, pensando: “que bom, economizei tempo, dinheiro e preocupações”. Pois eu acho preocupante. Você não? Não estamos falando de crianças que vivem na frente de computadores e joguinhos, que nunca vão pisar numa grama ou subir numa árvore ou saber de onde saem os ovos. Eles são frutos de uma nova era, a realidade delas é essa.  Estou falando de nós, adultos, com livre arbítrio para ver o que estamos deixando de vivenciar, o quanto estamos deixando de pensar, achando que temos mais agilidade de ação e mais tempo para… continuar na frente do computador. Mas nós ainda sabemos o que estamos perdendo, ainda podemos optar por usar esse dom que é só humano:  refletir, argumentar e decidir.

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Toda esse churumela para falar que, para fazer a camiseta para a Isabella, amada sobrinha-com-tudo-pra-ser-neta e que se revelou apaixonada por coelhos, pesquisei. Baixei uma infinidade de modelos de coelhos para decidir como seriam os que eu ia pintar. Um mix de vários, é claro. Sem grandes detalhes, bem rapidinho, com a ajuda do Google, saiu um coelho com várias influências. O coelho da Isabella.

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Logo em seguida, detonando uma nêga maluca e … a camiseta.

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Mas que seria bom se as crianças voltassem a brincar mais, ah, seria…

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Você já teve vontade de fazer uma coisa e ficou empurrando essa vontade para a frente? Desculpas de todas as origens amarravam a realização daquilo? Uma dieta que precisa esperar passar a festa da Tia Chiquinha, daqui a três meses;  o cabelo ruivo que está sempre aguardando a próxima visita ao salão, e  a próxima, e a próxima. Aquele desejo enorme de ir fazer aula de dança (ou pintura, cerâmica, costura, culinária, francês, natação, carpintaria, yoga, meditação, salsa – escolha sua alternativa, você há de ter uma) e que está sempre esperando tempo livre ou dinheiro sobrando…

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Bem, eu tinha uma vontade de participar do Croquis Urbanos, um grupo de desenhistas e simpatizantes que acontece aqui em Curitiba. Essa iniciativa existe pelo mundo inteiro, mais conhecida como Urban Sketchers: um pessoal que pratica o desenho de observação, se reúne e desenha em locais agendados através de uma página no Facebook. Simples assim, você simplesmente aparece ali, munido do que tiver – papel,  prancheta, lápis de cor, tinta, o que te der na veneta, um banquinho, cadeira ou canga e vai. Tem duas horas para escolher o ângulo que quer desenhar o que quiser: a construção, a paisagem, uma flor. Depois se encontra com o grupo e todos colocam seu desenhos no chão.

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Não tem regra, não tem bonito, não tem feio. Tem só a vontade de passar um tempo em algum lugar da sua cidade retratando o seu olhar sobre ele.

Eu fui. Meio insegura, meio perdida, sem saber bem o que fazer. O desenho ficou assim, assim. Mas fui. Matei minha vontade. Ou melhor, criei uma nova: a de voltar sempre.

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Quer saber mais sobre o Croquis Urbanos – Curitiba:? Entre aqui.
Sobre o banquinho? No próximo post.
Foto dos croquiseiros na ponte: Cassio Shimizu
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Há um ano sofri uma crise de coluna avassaladora. Uma dor maluca que me imobilizou e me fez chorar feito criança. E a primeira coisa que pensei foi: “eu não vou mais poder dançar”. Entenda-se por dançar, no meu caso, aulas de Jazz duas vezes por semana, para que ninguém imagine que o mundo do espetáculo estava por sofrer alguma perda inestimável…

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Medo de ficar de cama? De não poder dirigir? De não poder cozinhar (quem dera…)? De fazer uma cirurgia? Não, nada disso. Só senti medo de não poder mais dançar.

Por isso hoje, saindo da minha aula, suada, vermelha e feliz, pensei em várias coisas: o quanto ter metas é determinante, a vontade de saltitar na frente daquele espelho ao som de Beyoncé me levou a superar um diagnóstico bem negativo.  E o quanto é importante valorizar a não-dor (ou quase) e aprender que o corpo fala, dita limites, impõe novas regras que a gente precisa respeitar. E, por fim, que todos nós precisamos ter uma coisa que nos faça muito felizes, que nos faça ir atrás. E caso você não tenha, mexa-se, procure, porque isso é fundamental: ter uma motivação, um combustível, uma paixão. Sem isso, pra quê?

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“O que aconteceria se, em vez de apenas construir nossa vida, nós nos entregássemos à loucura ou à sabedoria da dançá-la?” (Roger Garaudy). Recebi esse frase de minha professora de jazz, a quem agradeço todas as segundas e quartas por me motivar sempre.

E agora, um clássico.

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Um dia falei sobre tudo aquilo que nunca fiz. Coisas que foram desejadas e não cumpridas, que aguardam quietas a promessa de vir a ser. Desejos que não dão em nada.

Mas tem também uma porção de paixões vividas. Coisas pelas quais nos encantamos e vamos atrás. Aprendemos, fazemos e… passam. Pensei nisso olhando para a estante de livros de minha filha, ainda tão jovem e já com tantas tendências e aprendizagens. Formou-se em publicidade, cursou cinema e agora faz doces. Livros e mais livros comprovam essas buscas e fases.

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Somos todos um pouco Picasso, com fases azuis, fases rosas e momentos cubistas. Que, pela casa, deixam marcas.

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Tive minha fase de fonoaudióloga que se manifesta em pastas e mais pastas de desenhos, livros sobre linguagem que se agarram à prateleira e resistem aos meus impulsos doadores. Vivi meu período de bailarina, do qual uma fantasia pende mole no armário. A esse período voltei, ainda bem. No que tange a artes e pintura, então, topo com todo tipo de material que delata minhas nem sempre vitoriosas tentativas – tintas de porcelana, aquarelas, lápis de cor, carimbos, pintura em madeira. Sosseguei? Quem dera, ando espichando o olho para um curso de pintura a óleo…

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Essa busca é saudável, ninguém sabe o que realmente o satisfaz, no que realmente é bom, o que dá dinheiro como esperava, o que  proporciona prazer em fazer. Há que se tentar e há que se deixar aquilo que não corresponde às expectativas, sempre é tempo de encontrar coisas novas que despertem a alegria de levantar da cama todos os dias. E deixar pela casa essas provas de suas fases, de suas tentativas de acerto, mesmo que tenham parecido erros. Não foram, foram partes de sua busca de ser ou fazer o que te faz feliz.

Telas de Picasso: Mulheres Correndo na Praia (1922)/ Dois Saltimbancos (1901)/  Menina Lendo um Livro na Praia (1937)

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Páscoa

 A mensagem de Páscoa que deixo veio através desse coelho, presente feito por uma prima querida que, até pouco tempo atrás, entendia de administrar uma casa e uma gráfica. Ela é a prova de que todos temos talentos e habilidades latentes que precisam ser descobertos e libertados.

Ainda que a vida exija que você faça coisas que precisam ser feitas, nem sempre contente, reserve um tempo para ir descobrir o seu dom, a sua praia, a atividade que te dá prazer, que deixa fluir a arte que há em você. A vida passa rápida, o tempo é moeda cara e valorizar a alegria é renascer um pouco a cada dia.

Feliz Páscoa.

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