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Posts Tagged ‘Atitudes’

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Um pouco por ser a mais velha de quatro irmãos – deve ser um dos motivos. Também porque escolhi uma profissão que só pode apresentar bons resultados quando a família do paciente recebe boas orientações, a fonoaudiologia. E, por fim, porque simplesmente não resisto.

O fato é que virei palpiteira. De carteirinha. Um movimento que nasceu tímido e acabou se formalizando com a minha desde sempre e sempre, amiga Â. Fundamos a CIA do Palpite, sociedade aberta e ilimitada que admite membros de qualquer sexo (palpite é uma tendência essencialmente feminina, mas encontra muito adeptos entre os homens também), idade ou credo (precisa apenas acreditar que conselhos são de fundamental importância, é claro).

Se você acredita no conceito “um palpite a qualquer hora” e eles te brotam assim, sem momento nem lugar, venha, associe-se.

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Avisamos, porém, aos recém-chegados, que a iniciativa não é isenta de riscos, considerando que acertar o binômio palpite-hora certa é arte a ser lapidada. E inclui o direito a invertidas inesperadas. Para minimizar essa possibilidade, oferecemos um curso rápido que ensina a lidar com a questão que às vezes se coloca: “mas quem foi que te perguntou?”. O cliente (em geral) não pede o seu produto, o que transforma o seu palpite em, digamos, um brinde. Que pode ser bem-vindo, mas nem sempre é. Tem a seu favor o fato de ser gratuito, mas pode custar amizades ou contratos quase fechados. Ideias, soluções, contatos, somos uma fonte de informações para quem quer. Ou não.

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E você, já fazia parte desse clube e nem sabia?

Para não perder o hábito de palpitar, aqui vai uma pequena coleção:

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Finitude é um troço complicado. Pensar no fim de coisas boas nunca agrada – uma festa, um encontro, um livro, um namoro, um doce, um casamento. A vida. Já outras a gente não vê a hora que acabem, como as palestras longas, os sermões intermináveis, tratamentos doloridos, relacionamentos arrastados.

De qualquer jeito, estamos falando de fim. Aquele, inexorável, que, hora ou outra vai chegar. Nesse caminhar nessa direção indiscutível, o que realmente me transtorna é tudo que ainda quero fazer e que sei, cada vez de maneira mais evidente, que não vai dar tempo. Não será possível ler todos os livros, conhecer todos os lugares, ver todos os filmes, experimentar todos os sabores, correr atrás de todos os sonhos. Ver rugas estriando no meu rosto quando sorrio não me dá metade dessa dor.

Ser seletivo, então? Aprimorar as escolhas, priorizar a qualidade? Nas filas de desejos e projetos, ordenar por grau de importância, ir atrás do que é melhor? Mas como saber se não experimentarmos tudo? Difícil, eu sei. Mas pequenas atitudes são determinantes: o livro não está correspondendo? Tchau, a fila anda. Filmes bons, comida boa, a companhia dos amigos escolhidos.

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No livro que estou lendo, o Clube do Filme (aliás, outra fonte de mini-angústias), um pai resolve que o filho adolescente pode deixar de ir à escola desde que assista os filmes que ele selecionar. A história é recheada de filmes que despertam uma vontade de ver e de novo me deixam com a sensação de que não vai dar… mas o foco é um trecho, quando ele explica que muitas coisas na vida devem ser vistas duas vezes, e que a segunda pode ser melhor que a primeira, porque nessa já sabemos o fim.

A vida é isso, não é? Um filme que sabemos como termina. Motivo para levá-la da melhor maneira possível, perdendo pouco tempo com o que pode ser evitado e aprofundando o contato com tudo que realmente importa. Olhe as suas filas de desejos e projetos, deixe a dor de lado e não perca tempo. Viva.

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Imagem livros: Pinterest

Tag Previsão do Tempo: blog Luz de Luma

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O mundo anda tão complicado. O trânsito nos tira do sério, gente que não sabe o que são horários e compromissos irrita, pessoas que não respeitam a diversidade, os subordinados ou as dores alheias estão soltas por aí, todos desafiando o monstro respondão que habita dentro de nós. Para engatilhar uma discussão, precisa pouco. Dedos apontados, mãos nas cadeiras, queixos empinados e adrenalina em ebulição. Respire fundo, conte até 10, até 1000, dizem. Com a alternativa de se enrodilhar em casa, vestindo uma calça de plush, chinelo e camisetão na frente da TV, afastado do mundo cruel.

Ou você pode fazer parte de uma campanha pelo desarmamento.

Isso mesmo, uma campanha pelo desarmamento. Mas uma bem simplezinha, assim, feita em casa. Desarmar o mau-humor das pessoas com quem você topa por aí, a cara amarrada da vendedora, o bico da dondoca sempre atrasada para nada, do mal- educado que acha que assobiar para mulheres é elogio, o sujeito prepotente que pensa que pode dizer o que quiser a quem lhe der na veneta, o olhar suspeito do cara passando com capuz na cabeça e mãos nos bolsos: bom dia! Boa tarde! Boa noite! Desarma mesmo, experimente.

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No trânsito, dê a vez, use o pisca, saia de casa com tempo.

Sorriso, então, é devastador. Desmonta o oponente, seja ele o atendente do banco, a vendedora mal-humorada ou o professor de rumba.

Abraço também desarma os de mal com a vida, os pedantes e os egocêntricos, os deprimidos e os céticos – nenhum resiste a um bom tap-tap nas costas.

Elogio? Um perigo, deixa os amargos e irritados de plantão totalmente sem rumo.

Falar com jeito, por pior que seja a coisa que precisa ser dita? Produtos estragados, serviços demorados, motoristas destrambelhados? Dá pra dizer o que você pensa de um jeito educado. Difícil? Treine na frente do espelho.

E quando tudo foi tentado e a batalha parece perdida, o negócio é atacar com a arma  secreta, aquela que desmonta de vez: pergunte se está tudo bem, você quer conversar? E ouvir, de verdade. Fim de guerra.

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Deixar ir

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Ser pai e mãe é a arte de se tornar dispensável. Frase conhecida e real, dar aos filhos as ferramentas e bagagem para que possam ir, tocar as próprias vidas.

Mas não é só filho que a gente deve deixar ir. Tem muita coisa que guardamos por medo de largar, de permitir que saia de perto de nós. Olhe bem nos meus olhos e me diga se não guarda aí dentro um rancorzinho velho e mofado por alguém que nem sabe que causa esse sentimento? Alguém que há séculos te fez algo que, pensando bem, nem era tão sério assim?

E uma tristeza, por algo dito/ não dito, um arrependimento por algo feito/não feito, uma saudade, por alguém que não quer/não pode voltar? As lembranças doídas, os projetos falidos, as relações desgastadas?  Hora de limpar, levantar os tapetes e tirar de lá essas agruras que viraram pó e só fazem emporcalhar o panorama. Deixar ir.

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E os objetos que você segura? Aquele vestido de debutante que já nem é branco, aquele cinto do exército que já nem fecha, a calça jeans que não serve há 7 anos? Os livros que não vai ler nunca mais, os sapatos que não cabem mais no armário, os relógios da adolescência e as armações de óculos que estão esperando sabe-se lá o que para irem embora?

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Desapego é um pequeno parto que fazemos, tirando de nossas entranhas ou proximidades coisas que parecem vitais e… não são.

Ilustrações Jô Bibas

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Como sou fã da ideia do Compro de quem faz, compartilho o conceito: podemos presentear objetos menos industrializados, valorizando produtos praticamente exclusivos. Conheça artesãos e ateliers que já andaram por aqui e encontre algo bonito e personalizado para um presente diferente.

Bárbara faz bichosbolsasdeáguaquente. E muitas outras coisas de tecido.

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As coisas de pano de Barbara

A Bárbara também teve essa ideia linda: juntar livros e bonecos. Nesse caso, o meu A Coceira de Bartolomeu (que também é uma boa ideia de presente!) acompanhado de um boneco para contar a história ou, simplesmente, abraçar e sonhar.

E você pode escolher o personagem de história que seu filho ama para virar boneco!

Da mesma família e com talentos manuais também (faz ilustrações lindas!), a Águeda Horn pinta essas colheres de pau personalizadas. A da minha cozinha ficou um charme.

Gogó continua fazendo dobraduras sensacionais.

DSCN3578    Mais origamis de Gogó

Os pratos rendados da Rosana Erci. Você pode marcar um prato para sempre com uma toalhinha de renda. Aqui também.

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Contar uma história através de um recorte, único e sensacional, da Malu Scheleder. Aqui.

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A delicada arte do recorte

Lenços artesanais, de seda, lindos. As cores… veja aqui. Da Liane Mestrinho.

A cor da seda

Verônica faz esses desenhos lindos em livros antigos. Combina muito com a Freguesia do Livro, por isso, adoro.

Colares e cerâmicas da Ocléris. Sucesso na certa. Conheça seu quintal e sua arte aqui.

Quintal e cerâmicas

Emerson está cheio de bons presentes: cadernos, caixas, tudo feito com papel. Conheça a cartonagem do Emerson aqui.

Emerson e cartonagem

Por ser totalmente apaixonada por caleidoscópios, teimo em pensar que todos adorariam ganhar um. Heidi faz caleidoscópios lindos. Sugestão aqui.

Um caleidoscópio para chamar de seu

Um desejo de boa sorte, tem presente melhor? Caixinhas com bulbos de trevos de 4 folhas. Veja aqui.

Raquel faz coisas lindas em cerâmica corda-seca. Quem sempre está visitando o ArteAmiga a encontra bastante por aqui. Porque ela é  craque e porque mora no meu coração. Veja algumas coisas da Raquel aqui e aqui.

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Que bolo, que prato!

Se você prefere telas, conheça o trabalho do Renê Tomczak. Aquarelas e pinturas a óleo, veja aqui.

As telas de Renê

Pratos e canecas personalizados feitos pela Emília Wanda: emiliawanda@yahoo.com.br e aqui

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Emília Wanda

Rebeca faz jóias lindas com recorte a laser. E deve estar cheia de novidades, pois vive criando.

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As joias contemporâneas de Rebeca

Hélio Leites está na Feira de Artesanato do Largo da Ordem-Curitiba, todos os domingos. Ainda dá tempo de ir escolher alguma de suas peças na sua banca. Veja alguns exemplos aqui.

Artemista, atelier da Suzana Cavalheiro cheio de boas ideias de presentes.

Madeira, porcelana, faiança, sachês. Vale a pena visitar.

Uma curitibana por adoção, que ensina a escrever e escreve que é uma beleza, se descobriu pintora nos encontros com os Croquis Urbanos. Adora sombrinhas e, criativa, decora-as ao gosto do cliente. Doralice Araújo: aqui

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Bancos e banquetas. Para crianças, para enfeitar a casa.  Aqui e aqui.

Bancos e mais bancos

Camisetas. Aqui e aqui.

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E uma caixinha cheia de trufas da Siomara? Veja aqui como são apetitosas e encomende aqui.

E que tal presentear a possibilidade de desenhar, sabendo ou não? Esse caderno da Flávia Sherner proporciona isso. Aqui.

Uma mensagem ecológica: sacolas retornáveis. Presente que tem uma sugestão de carona: use menos plástico!

Necessaires, bolsas, almofadas…. A Chris cria de tudo. Encomende, chega rapidinho. Aqui.

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Surpreendo-me

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Encontrei um blog que combina muito bem com o que penso e faço. Nesses tempos industrializados, massificados e de preços exorbitantes para coisas fugazes, prefiro ir na contramão: quero uma certa exclusividade, um ar artesanal e personalizado.  Algo que passou pela cabeça, coração e mãos de alguém: vale um bolo, um pacote de biscoitos, uma poesia, uma pedra pintada, um potinho de cerâmica. Quero saber que, comprando aquilo, estou valorizando um produto feito por alguém de verdade.

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A presenteada gosta de vermelho? Um lenço de seda estampado com flores vermelhas, só para ela, que tal? Aniversário de uma amiga que cisma em usar tudo azul? Um colar de contas azuis escolhidas a dedo vai ser um sucesso.

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Quando meus filhos saíram da Escola Anjo da Guarda, depois de 10 anos de um ensino maravilhoso, pintei para a sala das professoras uma caixa de chá com o desenho de um anjo segurando uma xícara. Embaixo da caixa estava escrito: Porque meus filhos por aqui passaram e vocês no coração deles ficaram. Você não vai encontrar algo assim em uma loja de departamentos, vai?

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Conheça o blog, absorva a ideia: Compro de quem faz.

Uma bela reunião das coisas que aprecio e compro para presentear. Tem muita gente fazendo coisas muito bonitas que merecem ser valorizadas. Deleite-se:

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Todas as visitas – 2

Todas as visitas – 3

Todas as visitas – 4

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Há um ano sofri uma crise de coluna avassaladora. Uma dor maluca que me imobilizou e me fez chorar feito criança. E a primeira coisa que pensei foi: “eu não vou mais poder dançar”. Entenda-se por dançar, no meu caso, aulas de Jazz duas vezes por semana, para que ninguém imagine que o mundo do espetáculo estava por sofrer alguma perda inestimável…

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Medo de ficar de cama? De não poder dirigir? De não poder cozinhar (quem dera…)? De fazer uma cirurgia? Não, nada disso. Só senti medo de não poder mais dançar.

Por isso hoje, saindo da minha aula, suada, vermelha e feliz, pensei em várias coisas: o quanto ter metas é determinante, a vontade de saltitar na frente daquele espelho ao som de Beyoncé me levou a superar um diagnóstico bem negativo.  E o quanto é importante valorizar a não-dor (ou quase) e aprender que o corpo fala, dita limites, impõe novas regras que a gente precisa respeitar. E, por fim, que todos nós precisamos ter uma coisa que nos faça muito felizes, que nos faça ir atrás. E caso você não tenha, mexa-se, procure, porque isso é fundamental: ter uma motivação, um combustível, uma paixão. Sem isso, pra quê?

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“O que aconteceria se, em vez de apenas construir nossa vida, nós nos entregássemos à loucura ou à sabedoria da dançá-la?” (Roger Garaudy). Recebi esse frase de minha professora de jazz, a quem agradeço todas as segundas e quartas por me motivar sempre.

E agora, um clássico.

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