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Posts Tagged ‘Inclusão’

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Bruno tem 24 anos. Todos os dias, levanta cedo, se arruma e vai trabalhar.

Bruno trabalha no McDonald’s. Entrega os sanduíches na janela do Drive Thru. Quem já pegou um sanduíche no Drive Thru de um McDonald’s sabe o que isso significa: atenção, rapidez e gentileza.

Bruno foi eleito Funcionário Destaque em março.

Bruno tem um cromossomo extra.

Mas isso é detalhe. O importante dessa história é que Bruno estuda, trabalha e tem amigos. Como todos nós.

O personagem principal dessa história, então, é Bruno, e não sua síndrome.

Nesse 21 de março, Dia Internacional da Síndrome de Down, Bruno e eu damos parabéns a todas as pessoas com SD que fizeram dela um detalhe em suas vidas. E estão aí, mostrando que podem.

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Fotos de Claudia Regina para Reviver Down. Iniciativa SpecialKids Photography

E uma música, Ser Diferente é Normal, escrita por Vinícius Castro, do qual já falei aqui.

Aproveito a ocasião para apresentar um blog que contém textos sobre inclusão escolar para crianças com necessidades educativas especiais, produzidos por mim e minha amiga e psicóloga Maria Izabel Valente. Os textos podem ser úteis para quem pratica a inclusão e quer fazer bem feito.

www.inclusaoaprendiz.wordpress.com

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Captura de Tela 2012-10-07 às 18.49.44Um livro

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Um filme imperdível. Fala de superação, da relação de pessoas totalmente diferentes, da raça à cultura, do nível social às expectativas. Mas fala principalmente do preconceito. Ou da falta dele, o que é muito melhor.

Ser deficiente é algo tão específico, que recusa generalizações. Quem é deficiente, em geral, é deficiente em uma habilidade, mas tão ou mais eficiente em tantas outras. E todas essas outras habilidades querem ser tratadas com normalidade, não sei se me entende. O personagem principal do filme é tetraplégico, mas não quer ser subestimado, não quer ser tratado como coitado, não quer se esconder da vida e tudo isso acontece pela convivência com uma pessoa sem ideias preconcebidas que se relaciona com seu patrão-amigo como se ele pudesse fazer tudo. E isso é o que toda pessoa com necessidades especiais quer: que se lembre do que ela pode, e não apenas do que ela não consegue.

Deficiência acontece. Pense nisso. Hoje estou super bem, penso direitinho, me expresso com clareza, vou e volto por minha conta, levo um garfo à boca sem deixar cair um grão de arroz, enxergo do longe à letra miúda, escuto o passarinho, o trovão e o sussurro, discrimino sabores, odores e texturas. Tudo em mim funciona, mas até quando? Idade, acidente, doença, peças pifadas podem diminuir meu grau de eficiência de uma hora para outra.

Portanto, lute contra os preconceitos. Eles nem sempre são mal-intencionados, na maioria são apenas burros. Generalizações não funcionam bem nunca. E presumir que pessoas não podem, não sabem ou não conseguem por que são isso ou aquilo, é uma bobagem sem fim.

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Era uma vez um menino. Ou uma menina, tanto faz. O que importa é que a criança nasceu diferente. De quem? Das outras. Como todas.
A mãe pegou o seu bebê, levou para casa, apresentou aos irmãozinhos, amamentou, agradou, educou. O filho exigia mais cuidados, ela sabia, mas o assento para portadores de necessidades especiais no ônibus ela não queria não, obrigada. Nem o olhar de compaixão das pessoas que ia encontrando, nem a escola especial, não senhor.
Passada a primeira e necessária fase de estimulação, ela pegou seu filho pela mão e entrou na creche com todas as outras crianças, na escola com todas as outras crianças, no parque, no cinema, na vida com todas as outras crianças.
Ele cresceu, recebendo a atenção, as terapias, os limites, a educação e o amor que toda criança merece. E assim foram, ele e sua família, contagiando quem com eles convivia: “veja só, ele pode!”. “Quem diria, ele consegue!”, “Ele, com as outras crianças? Claro, por que não?”. O menino (ou menina, tanto faz) é uma criança que o mundo finalmente está começando a perceber como realmente é: uma criança.

No dia 21 de março se comemora no mundo inteiro o Dia Internacional da Síndrome de Down, a partir de 2012 reconhecido pela ONU. Celebre reconhecendo que crianças, jovens e adultos com SD podem ter uma vida plena, com escolaridade, trabalho e lazer. Como todos nós.

Muito do que somos é resultado do que se espera de nós e das oportunidades que recebemos. Olhe de um novo jeito para pessoas com Síndrome de Down. Acredite. Permita. Inclua. De verdade.

Aqui você pode entender um pouco o quanto todos somos belos, todos somos dignos. Diferentes, que bom.

Esse vídeo apresenta um lindo trabalho da Happy Down.

Mais informações:

www.reviverdown.org.br

www.inclusive.org.br

www.avidacomlogan.com.br

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Quem nunca pensou em ser invisível? Ou algo minúsculo, uma mosca, que ninguém vê, para poder presenciar coisas sem ser percebido. Poder transitar sem que ninguém perceba a sua presença…

Muitos tiveram, durante a infância, um amigo invisível. Companheiro imaginário que vai sendo abandonado pelas crianças à medida que a razão cresce mais que a intuição. Lembro de ter lido que o Amir Klink tinha um carneiro, que só ele via, que lhe fez companhia durante alguns anos dos seus tempos de menino. Até que caiu do carro e morreu atropelado na Faria Lima. A mãe teve que parar o carro para pegar o corpinho do carneiro que só Amir via… E da mãe de uma minha paciente que às vezes entrava no consultório avisando: “Pelo tempo que tive de esperar para a turma da Jacque sair do carro, hoje a terapia vai ser animada!”

Outra invisibilidade que me encanta é a das amizades virtuais que vão se constituindo no mundo dos blogs, compatibilidades e trocas com pessoas que muitas vezes nem sabemos como se parecem.

Aspectos positivos da invisibilidade. E os negativos? Sentir-se invisível sem querer ser invisível. Ser desconsiderado. Não ter voz.  Li um texto escrito por um pesquisador da USP que mostra o resultado que obteve  trabalhando por 8 anos, duas vezes por semana, como gari no pátio e estacionamento da universidade que frequentava. Ninguém o reconhecia, ninguém o cumprimentava, ninguém olhava para ele. Ninguém o via.

Desde então, cumprimento “os invisíveis”.  Garis, vigias, seguranças… O sorriso meio perplexo pela inesperada sensação de estar sendo visto recompensa e reforça minha ideia de que nada pior do que ser transparente. Minha vontade de ser invisível não existe mais.

Borboletas quase invisíveis. No próximo post.

Contribuições de um amigo. Combinam muito bem.

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Juntei aqui várias coisas inspiradoras. O Rodrigo Santoro, um filme interessante e, principalmente, a comemoração, minha, discreta, aqui nesse canto, de algo em que acredito e pelo qual trabalhei por tantos anos: o direito à inclusão das pessoas com deficiência.

Ontem o governo brasileiro liberou uma verba importante para viabilizar tantas ideias que ficavam no desejo. É chegada a hora de deixar acontecer, de ver escolas se abrirem com qualidade para receber crianças e jovens que merecem estar com todos. Hora do mercado de trabalho abrir portas de verdade e para que cada um de nós olhe para pessoas com deficiência pensando em possibilidades e não em restrições.

Veja o texto na íntegra aqui.

Foto do golfe. Modelo: Vitor Hugo Armacollo. Fotógrafa: Claudia Regina. Iniciativa SpecialKids Photography.

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