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Archive for the ‘Atitudes’ Category

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Esse texto foi escrito por Alessandro Martins e está, na íntegra, aqui,  no seu blog Livros & Afins. Concordo plenamente com ele, por isso ele veio me visitar. Pense em tudo isso você também.

  1. Espaço: se você gosta de ler, novos livros devem chegar a todo instante à sua estante (rima involuntária). Por que não abrir caminho para os livros novos?
  2. Limpeza: livros (quando parados) juntam pó. Tenha mais tempo para ler e gaste menos tempo limpando estantes.
  3. Simplificar: você já pensou em ter menos coisas e ter uma vida mais simples?  Assista esta palestra e leia este post que, cada um a seu modo, falam sobre simplificar a vida. A sensação de simplicidade e organização.
  4. Parar de se importar com empréstimos que não voltam: todo o mundo que empresta livros e fica sofrendo por que eles não voltam deveria ler a Regra de Ouro Para o Empréstimo de Livros
  5. Colaborar com a leitura: frequentemente aqueles que mais reclamam de que o Brasil é um país que não lê, que livros são caros e outras chorumelas são aquelas pessoas mais sovinas com os seus livros, contribuindo com o baixo número de livros lidos por ano por pessoa.
  6. Socializar suas preferências: quando seus amigos gostam dos mesmos autores que você ou compartilham dos mesmos gostos literários vocês têm mais sobre o que conversar. Dando livros de seus autores preferidos você contribui com esse ambiente.
  7. Ser generoso: não é para bonito ou para dizer que você é generoso. A generosidade é uma qualidade que é um bem em si e quem já descobriu isso não tem como expressar. Por exemplo, a gratidão de um amigo que descobriu um novo autor graças a você não tem preço.
  8. Exercitar o desapego: poucas coisas são realmente essenciais. E, embora eu ame livros, a posse dos livros não é uma delas. Os livros, seu conteúdo e seu objetivo de espargir ideias, sim, o são. Estamos partindo para um momento em que o ser é mais importante que o ter, as experiências mais importantes que as posses.
  9. Manter a voz de seus escritores preferidos viva: já falei sobre isso no início do texto, mas julgo importante.

Escolha pelo menos metade deles e experimente o ato transformador que é fazer os livros voarem.

Escolha amigos adequados para livros adequados e presenteie.

Escolha a biblioteca que melhor receberá essas obras, de maneira que eles cheguem ao maior número de pessoas possível.

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Ilustração colorida: Jimmy Lawlor – Fomentando la lectura – Pinterest

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Idades são marcos. Definem habilidades adquiridas nas primeiras e lapidadas (ou perdidas) na terceira. Bebês, crianças, adolescentes, adultos, idosos. Cada etapa com suas características, aprendizagens e capacidades. Com o bom e o ruim de ser jovem ou velho demais para isso ou para aquilo.

Será?

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Bebês, hoje, precisam ser precoces e para isso são super-estimulados. Crianças se comportam como mini-adultos, com brinquedos cada vez mais com cara de escritório. Adolescentes querem ser adultos o quanto antes, para dirigir, beber, fugir. E os adultos querem viver uma eterna adolescência. Idosos? Bem, esses um dia descobrem: para que debater-se tanto?

Mas o meu foco aqui é o conflito menina-moça-mulher. Venho de uma geração em que meninas andavam de meias 3/4 e maria-chiquinha nos cabelos e senhoras tinham cara de … senhoras. As fronteiras entre as fases da vida eram bem claras. Num tempo não tão distante, mulheres, depois de casar e ter filhos, penduravam as expectativas, entregavam os pontos, vestiam vestidos largos e bem comportados, faziam um permanente no cabelo e dá-lhe fazer tricot.

Aos poucos, a mulher foi percebendo que era tempo demais para ficar afastada do mundo, chutar os cuidados estéticos e deixar o reino das gorduras localizadas tomar conta. Aí, ela resolveu que idade era um detalhe e que o que importava era aquela cabeça jovem, aquela fome de viver.

E começou a se cuidar, a se alimentar de modo saudável, a fazer exercícios, a cultivar sua jovialidade, a se vestir como se tivesse… E foi então que a coisa complicou. Aqueles parâmetros ditados por roupas adequadas para cada idade simplesmente foram pelos ares. Como moças querem parecer mulheres e mulheres querem parecer moças, a roupa passou a ser a melhor ferramenta para compor os disfarces. Mães e filhas super-amigas, usam as mesmas roupas, falam as mesmas gírias, frequentam os mesmos grupos. Calças justas demais, saias curtas demais, deveriam vir com etiquetas:  “Melhor se usado por pessoas com idade até…”

Pareço preconceituosa? Então releia até aqui e pense em uma pessoa que começa a se preocupar com o  senso crítico, com perder a noção do que é ou não adequado para minha idade. O senso do ridículo, aquele ingrediente fundamental que algumas pessoas não têm e outras perdem. Mas sei também que roupa reflete o gosto pessoal de cada um, é claro que regras são flexíveis, relativas a cada cultura e à personalidade de cada uma. Não há como estabelecer aqui um certo ou errado.

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Então a discussão está além da roupa, afinal. A definição de papeis ultrapassa a adequação ao vestir-se, refere-se ao papel que temos como modelos, como orientadoras de caminhos e valores, do modo como nos colocamos e comportamos em sociedade. Educação tem se esgarçado e a perda do papel firme de educador que nossos pais tiveram e aplicaram nos fortaleceu, nos deu um rumo que, temo, nossos filhos e os deles terão mais dificuldade em encontrar.

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thumbTempo, tempo, tempo

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A história que você vai ler foi escrita por meu cunhado e escritor Fabrizio Manili. Um craque em fábulas infantis, que ele cria para personagens da vida real, crianças que adoram se ver em histórias cheias de aventuras.

Dessa vez, os personagens da vida real fomos eu e minhas duas companheiras da Freguesia do Livro. A história original foi escrita em italiano, nacionalidade de Fabrizio, livremente traduzida por mim e é linda, me emociono toda vez que a leio. Por isso, resolvi compartilhar aqui.

Caso não conheça essa minha iniciativa literária, te convido a visitar o site www.freguesiadolivro.com.br e/ou a página no Facebook: http://www.facebook.com/freguesiadolivro

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Texto de Fabrizio Manili

Era uma bela manhã de junho em Curitiba, o inverno se aproximava e Leo, meio entediado, naquele dia não tinha vontade de ir brincar com os amigos na praça. Preparou um belo pão com queijo, se deitou no sofá e começou a ler um livro sobre piratas. Marina, sua irmã, chegou na sala bocejando:

“O que está fazendo?” – perguntou ao irmão.
“Lendo” – respondeu Leo.
“E do que fala o livro”? – quis saber ela.

Os irmãos tinham isso em comum: gostavam de ler. Antes que Leo pudesse explicar a história, de repente, no silêncio da sala, se ouviu um lamento vindo de trás da grande estante de livros.
“Escutou isso?” – perguntou Marina, ficando em pé em um salto. Leo confirmou com um movimento de cabeça, prestando atenção ao ruído.
“Tem alguém atrás dos livros! Estou com medo…” – falou Marina assustada.

Leo se aproximou lentamente da estante e tirou alguns livros do lugar.
“Sim, sim” – disse uma voz fraquinha de dentro de um livro vermelho – “Estou bem aqui dentro! Por favor, abram!”

Os dois irmãos tiraram o livro da estante e cuidadosamente o apoiaram no chão. Estava meio empoeirado e, depois de soprarem o pó, reconheceram a velha capa.
“É o livro da história da Cinderela”! – exclamou Marina – “Lembra dele? Quando éramos pequenos, líamos essa história sempre, todos os dias!”

Leo abriu o livro e ouviu de novo aquela estranha voz:  “Adiante, adiante… mais adiante: devem ir à página 21…”
Dezoito, dezenove, vinte… vinte e um…
“Finalmente, me encontraram! Parabéns!” – disse a pequena voz.
“Mas… mas… você, quem é?” – perguntou Marina.
“Sou a fada da Cinderela! Vocês não se lembram mais de mim? Verdade que faz tanto tempo desde a última vez que abriram esse livro…”
“O que acontece?” – perguntou Leo – “Por que se lamenta tanto?”
“Uma desgraça”! – exclamou a voz da fada – “Não consigo mais transformar a abóbora em carruagem! Cinderela deve ir ao baile no castelo para encontrar o Príncipe! Mas se não tiver a carruagem… Oh, céus! Não quero nem pensar o que pode acontecer. Que desgraça!”
“O que aconteceu com a abóbora?”- perguntou Marina.
“Oh! Eu não sei. Há algum tempo tenho visto que a palavra “abóbora” está se encolhendo cada vez mais. E com uma abóbora assim murchinha, a magia não funciona! Me ajudem, por favor! Senão, Cinderela não se casará com o Príncipe!”
“Uhm, talvez… Se a abóbora está murcha, está só precisando de um pouco de água fresca!”- raciocinou o menino.

Marina correu até a cozinha para buscar um copo d’água e um contagotas e voltou rápida para a sala. Deixou que um pequeno pingo caísse sobre a palavra “ABÓBORA”. Os irmãos e a fada esperaram um pouco, mas…. nada: a abóbora continuava seca e murcha como antes.
“A água não funciona” – disse Leo tristonho, enquanto a fada começava a chorar de desespero.
“Precisamos procurar ajuda” – declarou Marina – “Vamos levar o livro para algum médico, farmacêutico, veterinário… Não sei! Alguém que possa ajudar a fada a transformar a abóbora em uma carruagem, para levar a Cinderela ao baile no castelo.”.

Leo e Marina pegaram o livro e sairam de casa. Procuraram ajuda durante o dia todo. Pediram ao médico, ao farmacêutico, ao veterinário, ao florista, ao eletricista… mas nada! Ninguém conseguia resolver o problema.

Quando tinham perdido as esperanças de salvar a abóbora e a fábula da Cinderela, passaram diante de um loja muito diferente e colorida. O lugar era cheio de caixas de madeira, daquelas que se usam para carregar frutas e verduras na feira. Todas as caixas estavam cheias de livros, de todo os tamanhos e cores. Leo levantou os olhos e leu a placa em cima da porta: Freguesia do Livro.
“Que lugar estranho”- disse Marina.
“É mesmo, bem estranho”-  concordou Leo. – “Mas aqui cuidam de livros, pode ser que saibam como fazer para não deixar a abóbora da Cinderela murchar e secar de vez. Vamos tentar!”

Os dois entraram meio inseguros. E viram, no fundo da loja repleta de livros, três mulheres que riam e cantavam.
“Que divertidas”…  – disse Marina – “parecem as três fadinhas da Bela Adormecida“.
“Não faça confusão, Marina”. – disse Leo – “Essa é uma outra história.”

Enquanto isso, uma das mulheres se aproximou com delicadeza. Tinha os cabelos escuros, um ar sereno e falava suavemente: “Olá, meninos, eu sou Ângela. O que acontece? O que precisam?”
“Bem… na verdade, nós… não sabemos se…”  – Marina não sabia o que dizer, estava sem jeito de contar aquela história sobre palavras murchas e fadas desesperadas.

Nesse momento entrou correndo na loja um garoto com um livro verde nas mãos. Entregou-o a uma moça loira e sorridente e lhe disse: “Esse é o meu livro da “Branca de Neve” do qual falei ontem. A maçã da bruxa está escura! Está apodrecendo!”
A moça tranquilizou o garotinho: “Não fique preocupado, deixe teu livro aqui que nós cuidamos dele. Vamos levá-lo a pessoas confiáveis”.
Logo depois entrou uma menina com um pequeno livro amarelo apertado entre os braços. Ela chorava e disse entre soluços: “O conto de fadas… Chapeuzinho Vermelho… quando eu era pequenininha… não leio mais… mas agora… a cesta, o pãozinho para a vovó, está seco, cheio de mofo”!!
Outra moça loira acariciou a cabeça da menina e falou: “Fique tranquila, pequena. Você vai ver: vamos encontrar crianças que querem ler esse teu livro amarelo e o pão não vai mais secar. E a fábula vai voltar a ser o que era”.

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A menina sorriu, enxugou as lágrimas  e saiu saltitando de alegria.
Leonardo chegou perto da moça, curioso: “Então… nós também temos um problema com o nosso livro da Cinderela”.
“Do que se trata”? – perguntou ela.
“Acontece que a fada do livro não está conseguindo mais transformar com a sua magia a abóbora em carruagem, porque ela está seca e murcha. Tentamos regar com água a palavra “abóbora”, mas não adiantou nada.”
“Vejam bem, meus jovens” – respondeu a moça – “os livros, quando não são lidos por ninguém e ficam fechados cobrindo-se de pó em uma estante, murcham; suas palavras mofam, encolhem, somem. E as histórias não funcionam mais, não terminam ou terminam mal. As palavras não são regadas com água, mas sim com leitura!”
“E o que podemos fazer?”- quis saber Leo – “Estamos grandes e já lemos e relemos esse livro tantas vezes. Agora lemos outras coisas e não temos mais tempo nem vontade de reler este aqui”.
“E” – completou Marina – “temos tantos outros livros como esse em casa, que não lemos há tanto tempo!”

A moça livreira respondeu: “Se vocês não leem os seus livros antigos, existem muitas outras pessoas, grandes e pequenas, que não os leram ainda e querem ler. E quando elas também não forem mais ler os livros, poderão presenteá-los a outros, e assim por diante…”

Leonardo e Marina saíram daquele lugar mágico pensando nos livros esquecidos e silenciosos que tinham em casa. Mesmo sem trocar uma palavra, ali tomaram uma decisão. Para que os livros continuem levando suas histórias, precisam viajar por outros olhos. Se olharam e sorriram: chega de palavras murchando em casa, vamos regá-los com leituras.

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O texto acima é de Fabrizio Manili, escritor italiano. Traduzido livremente com autorização do autor por Josiane M. Bibas.

www.frabboscrivano.blogspot.com

Ilustração inicial de Karin Jeanne: www.karinjeanne.com

Outras ilustrações de Lea Cavallari

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Quando trabalhava como fonoaudióloga estimulando a fala e linguagem de crianças, insistia com os pais para que permitissem que elas, desde pequenas, decidissem. Para poupar tempo, artigo de luxo nos nossos dias, fazemos muito isso com nossos filhos: escolhemos suas roupas, deixamos o sanduíche pronto, vamos ao supermercado e escolhemos o que vão consumir, vamos sempre na mesma lanchonete. Decidimos por eles. Com certeza, porque isso economiza discussões, argumentações e…tempo. Ao fazer isso, porém, tiramos da criança a possibilidade de, ao tomar uma decisão, usar todas as funções cognitivas envolvidas nesse processo: análise das alternativas, comparação entre elas, levantamento dos prós e contras de cada uma para finalmente… decidir. Quantas coisas estimuladas em um cérebro para uma simples atitude como a decisão.

Depois dessa palestra super didática sobre os benefícios do processo decisório, confesso de peito aberto e coração na mão que sou uma indecisa formidável.  Se vou – se não vou; se ligo – se não ligo; se compro – se não compro; se compro o azul – se compro o verde. Se comprei – não devia ter comprado. Uma canseira. A cor do esmalte, do batom, da tinta para a parede da sala, o azulejo novo do banheiro, o tecido do sofá, o cardápio para o jantar com amigos… Cardápios! Que tortura! Faço enquetes, solicito opiniões, penso, repenso e penso novamente. E, além de demorar para decidir, ainda consigo me arrepender das decisões arrancadas a duras penas. Credo, que chatice. É um tempo que me dói perder. Ficar patinando, rodando no pé sem definir um caminho.

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E me pergunto: os decididos, aquelas pessoas que admiro e invejo, existem? Quem toma atitudes assim, de forma rápida e determinada, tem o que que eu não tenho? Ou disfarça melhor seu processo de escolha das alternativas? Ou vive impulsivamente e faz, para pensar só depois, torcendo para ter dado certo?

Você, como é?

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Um pouco por ser a mais velha de quatro irmãos – deve ser um dos motivos. Também porque escolhi uma profissão que só pode apresentar bons resultados quando a família do paciente recebe boas orientações, a fonoaudiologia. E, por fim, porque simplesmente não resisto.

O fato é que virei palpiteira. De carteirinha. Um movimento que nasceu tímido e acabou se formalizando com a minha desde sempre e sempre, amiga Â. Fundamos a CIA do Palpite, sociedade aberta e ilimitada que admite membros de qualquer sexo (palpite é uma tendência essencialmente feminina, mas encontra muito adeptos entre os homens também), idade ou credo (precisa apenas acreditar que conselhos são de fundamental importância, é claro).

Se você acredita no conceito “um palpite a qualquer hora” e eles te brotam assim, sem momento nem lugar, venha, associe-se.

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Avisamos, porém, aos recém-chegados, que a iniciativa não é isenta de riscos, considerando que acertar o binômio palpite-hora certa é arte a ser lapidada. E inclui o direito a invertidas inesperadas. Para minimizar essa possibilidade, oferecemos um curso rápido que ensina a lidar com a questão que às vezes se coloca: “mas quem foi que te perguntou?”. O cliente (em geral) não pede o seu produto, o que transforma o seu palpite em, digamos, um brinde. Que pode ser bem-vindo, mas nem sempre é. Tem a seu favor o fato de ser gratuito, mas pode custar amizades ou contratos quase fechados. Ideias, soluções, contatos, somos uma fonte de informações para quem quer. Ou não.

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E você, já fazia parte desse clube e nem sabia?

Para não perder o hábito de palpitar, aqui vai uma pequena coleção:

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Finitude é um troço complicado. Pensar no fim de coisas boas nunca agrada – uma festa, um encontro, um livro, um namoro, um doce, um casamento. A vida. Já outras a gente não vê a hora que acabem, como as palestras longas, os sermões intermináveis, tratamentos doloridos, relacionamentos arrastados.

De qualquer jeito, estamos falando de fim. Aquele, inexorável, que, hora ou outra vai chegar. Nesse caminhar nessa direção indiscutível, o que realmente me transtorna é tudo que ainda quero fazer e que sei, cada vez de maneira mais evidente, que não vai dar tempo. Não será possível ler todos os livros, conhecer todos os lugares, ver todos os filmes, experimentar todos os sabores, correr atrás de todos os sonhos. Ver rugas estriando no meu rosto quando sorrio não me dá metade dessa dor.

Ser seletivo, então? Aprimorar as escolhas, priorizar a qualidade? Nas filas de desejos e projetos, ordenar por grau de importância, ir atrás do que é melhor? Mas como saber se não experimentarmos tudo? Difícil, eu sei. Mas pequenas atitudes são determinantes: o livro não está correspondendo? Tchau, a fila anda. Filmes bons, comida boa, a companhia dos amigos escolhidos.

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No livro que estou lendo, o Clube do Filme (aliás, outra fonte de mini-angústias), um pai resolve que o filho adolescente pode deixar de ir à escola desde que assista os filmes que ele selecionar. A história é recheada de filmes que despertam uma vontade de ver e de novo me deixam com a sensação de que não vai dar… mas o foco é um trecho, quando ele explica que muitas coisas na vida devem ser vistas duas vezes, e que a segunda pode ser melhor que a primeira, porque nessa já sabemos o fim.

A vida é isso, não é? Um filme que sabemos como termina. Motivo para levá-la da melhor maneira possível, perdendo pouco tempo com o que pode ser evitado e aprofundando o contato com tudo que realmente importa. Olhe as suas filas de desejos e projetos, deixe a dor de lado e não perca tempo. Viva.

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O mundo anda tão complicado. O trânsito nos tira do sério, gente que não sabe o que são horários e compromissos irrita, pessoas que não respeitam a diversidade, os subordinados ou as dores alheias estão soltas por aí, todos desafiando o monstro respondão que habita dentro de nós. Para engatilhar uma discussão, precisa pouco. Dedos apontados, mãos nas cadeiras, queixos empinados e adrenalina em ebulição. Respire fundo, conte até 10, até 1000, dizem. Com a alternativa de se enrodilhar em casa, vestindo uma calça de plush, chinelo e camisetão na frente da TV, afastado do mundo cruel.

Ou você pode fazer parte de uma campanha pelo desarmamento.

Isso mesmo, uma campanha pelo desarmamento. Mas uma bem simplezinha, assim, feita em casa. Desarmar o mau-humor das pessoas com quem você topa por aí, a cara amarrada da vendedora, o bico da dondoca sempre atrasada para nada, do mal- educado que acha que assobiar para mulheres é elogio, o sujeito prepotente que pensa que pode dizer o que quiser a quem lhe der na veneta, o olhar suspeito do cara passando com capuz na cabeça e mãos nos bolsos: bom dia! Boa tarde! Boa noite! Desarma mesmo, experimente.

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No trânsito, dê a vez, use o pisca, saia de casa com tempo.

Sorriso, então, é devastador. Desmonta o oponente, seja ele o atendente do banco, a vendedora mal-humorada ou o professor de rumba.

Abraço também desarma os de mal com a vida, os pedantes e os egocêntricos, os deprimidos e os céticos – nenhum resiste a um bom tap-tap nas costas.

Elogio? Um perigo, deixa os amargos e irritados de plantão totalmente sem rumo.

Falar com jeito, por pior que seja a coisa que precisa ser dita? Produtos estragados, serviços demorados, motoristas destrambelhados? Dá pra dizer o que você pensa de um jeito educado. Difícil? Treine na frente do espelho.

E quando tudo foi tentado e a batalha parece perdida, o negócio é atacar com a arma  secreta, aquela que desmonta de vez: pergunte se está tudo bem, você quer conversar? E ouvir, de verdade. Fim de guerra.

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