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Posts Tagged ‘Primavera’

Adoro o sol de verão – desde que  esteja na beira de uma piscina ou com os pezinhos numa onda do mar. O outono me encanta pelas cores, pelas temperaturas cadentes, o corpo se preparando para uma fase mais coberta. Amo o inverno, tirando o momento de sair da cama e do frequente nariz vermelho que o frio me proporciona. A primavera, bem, essa dispensa explicações, faz a gente florescer por dentro e reacende as cores.

Tudo isso, porém, não tem muito sentido no Brasil onde, tirando o sul onde vivo, todo o resto amarga um calorzinho básico que varia do suportável ao não tanto. Mesmo aqui em Curitiba, onde o frio pega de verdade, as estações não são tão marcadas como na Europoa e nos EUA, que passam de montanhas de neve na porta da garagem a calor escaldante que faz o povo tomar banho de sol quase pelado no Central Park. Esses extremos fazem com que a chegada do outono (que anuncia que aquele calor infernal vai acabar) e da primavera (chega dessa neve irritante) sejam aguardados, muitos visíveis e celebrados.

Foi assim que encontrei Nova Iorque, festejando as flores, as temperaturas chegando aos dois dígitos, as vitrines coloridas, as cerejeiras explodindo. Imagens que compartilho.

Mudando radicalmente de assunto, mas como também foi no Central Park… Alguém poderia me explicar o que acontece com os poodles do outro hemisfério??

Mega-poodles.

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 As cerâmicas também entram na primavera. Quem resiste às flores?

Que cores! Um pote para petiscos. Da Raquel.

Flores são perfeitas para detalhes

Flores nos detalhes. Da Magda.

Prato de bolo. Da Raquel. Dá pena de esconder com um bolo….

Flores entre flores. Raquel.

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Raquel e suas cerâmicas

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A história das minhas avós deve ter mostrado que tenho flores no meu DNA. Só sinto minha casa completa quando todos os vasos e cachepôs estão lotados, espalhados por todos os lados. E cachepôs… Os da Raquel são lindos.

Esse fica na sala azul.

O da sala azul.

E esses são da sala vermelha

Até a flor tem que entrar no tom.

Raquel tem uma página no Facebook: Raquel cerâmica

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Artemista em linhas

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Já que falei de uma avó, vou completar com a outra. Essa morava longe, numa casa incrustada em uma floresta (devia ser apenas um bosque, mas as lembranças são tão boas que o transformaram em um cenário de aventuras – precisa ser uma floresta). O jardim dela era menos cuidado que o da avó de Curitiba, mais rústico e, talvez  por isso, maravilhoso. Tinha uma árvore com umas florzinhas brancas que assumiam um perfume envolvente nas tardes quentes de Blumenau que, por sorte, minha mãe plantou em sua casa aqui em Curitiba, permitindo uma viagem nas boas memórias a cada vez que passo por ali. As flores favoritas eram os antúrios, que cresciam soltos nas sombras das árvores e haviam, delícia das delícias, plantadas por todos os cantos, framboesas selvagens, daquelas ocas e bem simplinhas, que se transformavam em geleias vermelho-transparentes (outra coisa que minha mãe preservou. Meu pai planta e colhe as framboesas e ela faz as geleias).

Na minha infância, era um lugar com galinheiro, ovos fresquinhos, tanque com peixes, mangueira frondosa, trilho de trem passando na frente, ameixeira carregada, cipó para imitar Tarzan, fogueira para assar pinhão e arapuca para pegar passarinho (que a Emília Wanda não nos ouça). E tinha a oficina do meu avô, marceneiro habilidoso, que criava peças e móveis que guardamos até hoje. Mesmo depois que ele se foi, a oficina ficou ali, parada no tempo e com todos aqueles pequenos pregos dourados que ele guardava em mil gavetinhas. Meus filhos e sobrinhos, seus bisnetos, ainda puderam apreciar a alegria de martelar madeiras para fazer espadas com as ferramentas deixadas pelo bisavô.

Jardim e marcenaria. Bons motivos para mostrar a primavera nas nossas madeiras.

Floral azul. Perto de flor azul. Da Jô.

Lembram das flores da saia da Mari?

Floral da saia. Da Mari.

A autora chama de Psicodélica. Nome perfeito para essa alegria. Da Angela.

Esse móvel e o espelho ficavam bem na entrada da casa de minha avó Nora. Minha mãe pintou as flores e hoje ele enfeita a casa de minha irmã. Da Christa.

Gerações.

Dá pra ser mais florido?

Imagem casa de madeira: http://www.weheartit.com

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Bancos e mais bancos

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Prato e amêndoas

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A Christa tem um atelier de pintura em madeira. E muitas alunas que viraram artistas. Mas permanecem lá, recebendo as dicas da professora, criativa e cozinheira, que compartilha suas pinturas e sua culinária – a hora do recreio é sempre uma festa!

A delicadeza das flores das alunas da Christa estão aqui:

As pinceladas perfeitas da Maria Inês.

O banco florido da Regina.

Bandejas de Bauernmallerei da Maria Inês.

Flores e frutas da Tânia.

Prato primaveril da Suli.

E da professora, nada?

Baú de família, aprimorado pela Christa.

O atelier é tão florido que até passarinho quer entrar.

Passarinho pintor.

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Louça que herdei de minha avó.

Flor é pura mágica! A variedade, a beleza, as cores, as formas… Minha avó Wanda era uma apaixonada. Tinha uma estufa,  preservava flores trazidas da Alemanha em bulbos escondidos na mala há décadas atrás, se aventurava nos enxertos, conseguia modificar suas cores. Na frente do prédio em que morava em um bairro central de Curitiba, cuidava do seu jardim florido e ali fazia amigos na conversa matinal. Espalhou muitas sementes, mudas e conselhos florais pelo Alto da XV. Visitá-la significava invariavelmente um passeio pelas espécies brotando, uma explicação sobre os cuidados que exigiam, uma tristeza por um vaso que não havia resistido a algum piolho maligno. Violetas e orquídeas eram as preferidas, estrelas em destaque de seus amores. As flores a acompanharam por seus 94 anos de vida e até o final eram o presente mais bem-vindo. E me fazem acreditar que todos precisamos de algo que nos motive, impulsione, um objetivo, um hobby, uma coleção, uma paixão. No caso da minha avó, eram as flores. E no seu? O que te motiva?

Seguindo esse pensamento, deixo aqui uma crônica da Martha Medeiros que faz refletir. E reflexão combina com começo de estação. Leia e pense no assunto. Se quiser compartilhar com a gente quem/o que você é, comente.

A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.

Eu sou outono, disparado. E ligeiramente primavera. Estações transitórias.

Sou Woody Allen. Sou Lenny Kravitz. Sou Marilia Gabriela. Sou Nelson Motta. Sou Nick Hornby. Sou Ivan Lessa. Sou Saramago.

Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou metrópole.

Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente só com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho.

Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou Internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro.

Sou azul. Sou colorada. Sou cabelo liso. Sou jeans. Sou balaio de saldos. Sou ventilador de teto. Sou avião. Sou jeep. Sou bicicleta. Sou à pé.

Você está fazendo sua lista? Tô esperando.

Sou tapetes e panos. Sou abajur. Sou banho tinindo. Hidratantes. Não sou musculação, mas finjo que sou três vezes por semana. Sou mar. Não sou areia. Sou Londres. Rio. Porto Alegre.

Sou mais cama que mesa, mais dia que noite, mais flor que fruta, mais salgado que doce, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte fraquinho. Sou cara lavada. Sou Gisele. Sou delírio. Sou eu mesma.

Agora é sua vez.

Martha Medeiros

 

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