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Archive for the ‘Família’ Category

Luna me ensinou

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Tem alguém indo embora da minha casa.

Escolhida a dedo, uma entre outros tão parecidos, Luna chegou aqui há 16 anos e meio. Nesse tempo, nos divertiu muito, nos enterneceu mais, foi assunto, foi o elo, foi a tarefa, o compromisso.  Nos ensinou tudo sobre amor incondicional, sobre energia infinita, sobre a alegria com pequenas coisas: um pedaço de caqui, um pinguim de pelúcia, uma (ou mil) bolas de tênis, um afago no pescoço, uma voltinha na quadra.

Agora, ela está nos ensinando a nos despedirmos. A lidar com perdas, com um ritmo cada vez mais lento e com uma quantidade crescente de remédios. Bexiga solta, estômago delicado, audição e visão quase inexistentes. E vamos levando, prestando os cuidados para  alguém que, por tanto tempo, nos fez sentir ainda mais família.

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Um novo prato da Raquel chegou na minha casa. Encomendado para enfeitar a casa da praia, ficou tão lindo que não consegui ficar longe dele e vê-lo apenas nos poucos dias de férias de verão.

Não foi para praia nenhuma. E estreou com um bolo que fiz com a Marina para o vídeo de Dia das Mães da Tastemade Brasil.

O bolo ficou uma delícia: fiz com minha filha uma receita da minha mãe. E assim comemoramos maternidades.

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Aqui, o vídeo com o jeito de fazer, nós três e os micos.

Bolo de chocolate com chantilly e suspiro

Ingredientes

1 xícara (200 gr) manteiga
1 1/2 xícaras açúcar
4 gemas
1 1/2 xícaras farinha de trigo
5 colheres de chocolate em pó
1 pitada de sal
2 colheres de chá de fermento
4 claras em neve
Recheio:
Geleia de morango (ou outro sabor de sua preferência)
2 colheres de sopa de conhaque
250 gr creme de mesa (nata)
3 colheres de sopa de açúcar
gotas de suco de limão
pitada de açúcar de baunilha
Modo de fazer: bata bem a manteiga, adicione o açúcar e bata mais. Adicione as gemas uma a uma, continuando a bater. Misture os secos (farinha, sal e fermento) com a batedeira em velocidade baixa. Asse em forma de 20 cm de diâmetro, em forno médio por uns 30 minutos ou até que o palito saia limpo.

Deixe amornar e corte o bolo desenformado no meio, fazendo duas partes. Passe uma mistura de geléia de morango (ou de outro sabor de sua preferência) com um pouco de conhaque (também opcional) em ambas as partes do bolo. Bata um chantilly (creme de mesa, gotas de limão, açúcar de baunilha e açúcar) e misture com suspiros quebrados. Recheie o bolo com esse creme. Cubra com a segunda parte do bolo e polvilhe açúcar de confeiteiro por cima.

*Nessa hora você pode aproveitar e enfeitar o bolo, como fiz com a flor. Podem ser corações, uma letra, qualquer coisa. Inventei nessa crostata que fiz um dia desses e cuja receita você encontra aqui.

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E a Raquel, que também fez o prato acima, você encontra aqui.

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A gente vê muito por aí filhas aproveitando receitas de suas mães, avós e outros parentes próximos ou longínquos. Receitas de família, que se tornam tradicionais e se eternizam nas mesas de muitos almoços, jantares e cafés com bolos.

Aqui em casa isso também acontece: minha mãe é e minhas avós foram, cozinheiras formidáveis. Do doce ao salgado, só delícias, cada uma com suas especialidades. Mas também pode acontecer o contrário: aprender com a geração que vem depois da gente, os filhos.

bolos

Eu, então, sou bem sortuda, aprendo com antecedentes e a descendente: Marina, minha filha, tem um canal no YouTube, o Confissões de uma Doceira Amadora, onde aparecem, duas vezes por semana, receitas de doces divinos. Os vídeos são muito simpáticos, envolvem comida boa, doces modernos e tradicionais, além de amigos e parentes fazendo graça (inclusive eu). Recomendo.

Aqui um video que explica a nossa Nega Maluca.

Como diz Marina: “Vai lá, dá um like e assina o canal”!

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Dou conta?

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Gelado de nozes e vídeo

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Essa ideia, a da familiaridade, tem me encafifado. Ela fala de família, mas não se restringe a isso. Você pode se sentir familiarizado  com gente que nem encostou no seu DNA, enquanto com outros que têm o mesmo sangue que o seu fervendo nas veias, não há familiaridade nenhuma. Famílias são conceitos amplos e definidos por algo maior do que a genética.

Essa compatibilidade, esse sentir-se em casa com pessoas ou em certos lugares, é tão reconfortante que chega a doer. Uma música, um sabor, um cheiro, uma imagem. Todos os sentidos atuam como cúmplices na construção dessa sensação, impalpável mas poderosa. Você olha em volta e, por algum motivo indefinido, se sente acolhido, como se aquela pessoa ou lugar fossem um abraço, um colo quente, uma viagem no tempo. Isso. Acho que tem a ver com memórias, com coisas já vividas, com marcas muitas vezes inconscientes, essa sensação de ter, enfim, chegado.

Essa conversa de família lembra ninho, ninho lembra passarinho. E combina com a experiência que acabamos de viver em família, habitantes de apartamento que somos, de ver um ninho de sabiá, dos ovos ao primeiro voo do filhote. Foi lindo. A natureza é sempre surpreendente.

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E também lembra os passarinhos em bancos que acabaram de sair do forno. Um deles é declaradamente inspirado no blog que amo, o da Gennine e seus passarinhos maravilhosos.

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Idades são marcos. Definem habilidades adquiridas nas primeiras e lapidadas (ou perdidas) na terceira. Bebês, crianças, adolescentes, adultos, idosos. Cada etapa com suas características, aprendizagens e capacidades. Com o bom e o ruim de ser jovem ou velho demais para isso ou para aquilo.

Será?

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Bebês, hoje, precisam ser precoces e para isso são super-estimulados. Crianças se comportam como mini-adultos, com brinquedos cada vez mais com cara de escritório. Adolescentes querem ser adultos o quanto antes, para dirigir, beber, fugir. E os adultos querem viver uma eterna adolescência. Idosos? Bem, esses um dia descobrem: para que debater-se tanto?

Mas o meu foco aqui é o conflito menina-moça-mulher. Venho de uma geração em que meninas andavam de meias 3/4 e maria-chiquinha nos cabelos e senhoras tinham cara de … senhoras. As fronteiras entre as fases da vida eram bem claras. Num tempo não tão distante, mulheres, depois de casar e ter filhos, penduravam as expectativas, entregavam os pontos, vestiam vestidos largos e bem comportados, faziam um permanente no cabelo e dá-lhe fazer tricot.

Aos poucos, a mulher foi percebendo que era tempo demais para ficar afastada do mundo, chutar os cuidados estéticos e deixar o reino das gorduras localizadas tomar conta. Aí, ela resolveu que idade era um detalhe e que o que importava era aquela cabeça jovem, aquela fome de viver.

E começou a se cuidar, a se alimentar de modo saudável, a fazer exercícios, a cultivar sua jovialidade, a se vestir como se tivesse… E foi então que a coisa complicou. Aqueles parâmetros ditados por roupas adequadas para cada idade simplesmente foram pelos ares. Como moças querem parecer mulheres e mulheres querem parecer moças, a roupa passou a ser a melhor ferramenta para compor os disfarces. Mães e filhas super-amigas, usam as mesmas roupas, falam as mesmas gírias, frequentam os mesmos grupos. Calças justas demais, saias curtas demais, deveriam vir com etiquetas:  “Melhor se usado por pessoas com idade até…”

Pareço preconceituosa? Então releia até aqui e pense em uma pessoa que começa a se preocupar com o  senso crítico, com perder a noção do que é ou não adequado para minha idade. O senso do ridículo, aquele ingrediente fundamental que algumas pessoas não têm e outras perdem. Mas sei também que roupa reflete o gosto pessoal de cada um, é claro que regras são flexíveis, relativas a cada cultura e à personalidade de cada uma. Não há como estabelecer aqui um certo ou errado.

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Então a discussão está além da roupa, afinal. A definição de papeis ultrapassa a adequação ao vestir-se, refere-se ao papel que temos como modelos, como orientadoras de caminhos e valores, do modo como nos colocamos e comportamos em sociedade. Educação tem se esgarçado e a perda do papel firme de educador que nossos pais tiveram e aplicaram nos fortaleceu, nos deu um rumo que, temo, nossos filhos e os deles terão mais dificuldade em encontrar.

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A história que você vai ler foi escrita por meu cunhado e escritor Fabrizio Manili. Um craque em fábulas infantis, que ele cria para personagens da vida real, crianças que adoram se ver em histórias cheias de aventuras.

Dessa vez, os personagens da vida real fomos eu e minhas duas companheiras da Freguesia do Livro. A história original foi escrita em italiano, nacionalidade de Fabrizio, livremente traduzida por mim e é linda, me emociono toda vez que a leio. Por isso, resolvi compartilhar aqui.

Caso não conheça essa minha iniciativa literária, te convido a visitar o site www.freguesiadolivro.com.br e/ou a página no Facebook: http://www.facebook.com/freguesiadolivro

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Texto de Fabrizio Manili

Era uma bela manhã de junho em Curitiba, o inverno se aproximava e Leo, meio entediado, naquele dia não tinha vontade de ir brincar com os amigos na praça. Preparou um belo pão com queijo, se deitou no sofá e começou a ler um livro sobre piratas. Marina, sua irmã, chegou na sala bocejando:

“O que está fazendo?” – perguntou ao irmão.
“Lendo” – respondeu Leo.
“E do que fala o livro”? – quis saber ela.

Os irmãos tinham isso em comum: gostavam de ler. Antes que Leo pudesse explicar a história, de repente, no silêncio da sala, se ouviu um lamento vindo de trás da grande estante de livros.
“Escutou isso?” – perguntou Marina, ficando em pé em um salto. Leo confirmou com um movimento de cabeça, prestando atenção ao ruído.
“Tem alguém atrás dos livros! Estou com medo…” – falou Marina assustada.

Leo se aproximou lentamente da estante e tirou alguns livros do lugar.
“Sim, sim” – disse uma voz fraquinha de dentro de um livro vermelho – “Estou bem aqui dentro! Por favor, abram!”

Os dois irmãos tiraram o livro da estante e cuidadosamente o apoiaram no chão. Estava meio empoeirado e, depois de soprarem o pó, reconheceram a velha capa.
“É o livro da história da Cinderela”! – exclamou Marina – “Lembra dele? Quando éramos pequenos, líamos essa história sempre, todos os dias!”

Leo abriu o livro e ouviu de novo aquela estranha voz:  “Adiante, adiante… mais adiante: devem ir à página 21…”
Dezoito, dezenove, vinte… vinte e um…
“Finalmente, me encontraram! Parabéns!” – disse a pequena voz.
“Mas… mas… você, quem é?” – perguntou Marina.
“Sou a fada da Cinderela! Vocês não se lembram mais de mim? Verdade que faz tanto tempo desde a última vez que abriram esse livro…”
“O que acontece?” – perguntou Leo – “Por que se lamenta tanto?”
“Uma desgraça”! – exclamou a voz da fada – “Não consigo mais transformar a abóbora em carruagem! Cinderela deve ir ao baile no castelo para encontrar o Príncipe! Mas se não tiver a carruagem… Oh, céus! Não quero nem pensar o que pode acontecer. Que desgraça!”
“O que aconteceu com a abóbora?”- perguntou Marina.
“Oh! Eu não sei. Há algum tempo tenho visto que a palavra “abóbora” está se encolhendo cada vez mais. E com uma abóbora assim murchinha, a magia não funciona! Me ajudem, por favor! Senão, Cinderela não se casará com o Príncipe!”
“Uhm, talvez… Se a abóbora está murcha, está só precisando de um pouco de água fresca!”- raciocinou o menino.

Marina correu até a cozinha para buscar um copo d’água e um contagotas e voltou rápida para a sala. Deixou que um pequeno pingo caísse sobre a palavra “ABÓBORA”. Os irmãos e a fada esperaram um pouco, mas…. nada: a abóbora continuava seca e murcha como antes.
“A água não funciona” – disse Leo tristonho, enquanto a fada começava a chorar de desespero.
“Precisamos procurar ajuda” – declarou Marina – “Vamos levar o livro para algum médico, farmacêutico, veterinário… Não sei! Alguém que possa ajudar a fada a transformar a abóbora em uma carruagem, para levar a Cinderela ao baile no castelo.”.

Leo e Marina pegaram o livro e sairam de casa. Procuraram ajuda durante o dia todo. Pediram ao médico, ao farmacêutico, ao veterinário, ao florista, ao eletricista… mas nada! Ninguém conseguia resolver o problema.

Quando tinham perdido as esperanças de salvar a abóbora e a fábula da Cinderela, passaram diante de um loja muito diferente e colorida. O lugar era cheio de caixas de madeira, daquelas que se usam para carregar frutas e verduras na feira. Todas as caixas estavam cheias de livros, de todo os tamanhos e cores. Leo levantou os olhos e leu a placa em cima da porta: Freguesia do Livro.
“Que lugar estranho”- disse Marina.
“É mesmo, bem estranho”-  concordou Leo. – “Mas aqui cuidam de livros, pode ser que saibam como fazer para não deixar a abóbora da Cinderela murchar e secar de vez. Vamos tentar!”

Os dois entraram meio inseguros. E viram, no fundo da loja repleta de livros, três mulheres que riam e cantavam.
“Que divertidas”…  – disse Marina – “parecem as três fadinhas da Bela Adormecida“.
“Não faça confusão, Marina”. – disse Leo – “Essa é uma outra história.”

Enquanto isso, uma das mulheres se aproximou com delicadeza. Tinha os cabelos escuros, um ar sereno e falava suavemente: “Olá, meninos, eu sou Ângela. O que acontece? O que precisam?”
“Bem… na verdade, nós… não sabemos se…”  – Marina não sabia o que dizer, estava sem jeito de contar aquela história sobre palavras murchas e fadas desesperadas.

Nesse momento entrou correndo na loja um garoto com um livro verde nas mãos. Entregou-o a uma moça loira e sorridente e lhe disse: “Esse é o meu livro da “Branca de Neve” do qual falei ontem. A maçã da bruxa está escura! Está apodrecendo!”
A moça tranquilizou o garotinho: “Não fique preocupado, deixe teu livro aqui que nós cuidamos dele. Vamos levá-lo a pessoas confiáveis”.
Logo depois entrou uma menina com um pequeno livro amarelo apertado entre os braços. Ela chorava e disse entre soluços: “O conto de fadas… Chapeuzinho Vermelho… quando eu era pequenininha… não leio mais… mas agora… a cesta, o pãozinho para a vovó, está seco, cheio de mofo”!!
Outra moça loira acariciou a cabeça da menina e falou: “Fique tranquila, pequena. Você vai ver: vamos encontrar crianças que querem ler esse teu livro amarelo e o pão não vai mais secar. E a fábula vai voltar a ser o que era”.

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A menina sorriu, enxugou as lágrimas  e saiu saltitando de alegria.
Leonardo chegou perto da moça, curioso: “Então… nós também temos um problema com o nosso livro da Cinderela”.
“Do que se trata”? – perguntou ela.
“Acontece que a fada do livro não está conseguindo mais transformar com a sua magia a abóbora em carruagem, porque ela está seca e murcha. Tentamos regar com água a palavra “abóbora”, mas não adiantou nada.”
“Vejam bem, meus jovens” – respondeu a moça – “os livros, quando não são lidos por ninguém e ficam fechados cobrindo-se de pó em uma estante, murcham; suas palavras mofam, encolhem, somem. E as histórias não funcionam mais, não terminam ou terminam mal. As palavras não são regadas com água, mas sim com leitura!”
“E o que podemos fazer?”- quis saber Leo – “Estamos grandes e já lemos e relemos esse livro tantas vezes. Agora lemos outras coisas e não temos mais tempo nem vontade de reler este aqui”.
“E” – completou Marina – “temos tantos outros livros como esse em casa, que não lemos há tanto tempo!”

A moça livreira respondeu: “Se vocês não leem os seus livros antigos, existem muitas outras pessoas, grandes e pequenas, que não os leram ainda e querem ler. E quando elas também não forem mais ler os livros, poderão presenteá-los a outros, e assim por diante…”

Leonardo e Marina saíram daquele lugar mágico pensando nos livros esquecidos e silenciosos que tinham em casa. Mesmo sem trocar uma palavra, ali tomaram uma decisão. Para que os livros continuem levando suas histórias, precisam viajar por outros olhos. Se olharam e sorriram: chega de palavras murchando em casa, vamos regá-los com leituras.

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O texto acima é de Fabrizio Manili, escritor italiano. Traduzido livremente com autorização do autor por Josiane M. Bibas.

www.frabboscrivano.blogspot.com

Ilustração inicial de Karin Jeanne: www.karinjeanne.com

Outras ilustrações de Lea Cavallari

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O quanto eu gosto que me enrosco em objetos com história já deve ter ficado bem evidente por aqui. Aprecio as coisas que já fizeram parte da vida de alguém. Nesse gosto se misturam meu empenho pelo consumo consciente (aquelas coisas continuam sendo úteis, seu uso evitou a compra de um novo), pela preservação de nossas memórias (olhar para um objeto e lembrar de alguém é um jeito de continuar presente) e pelo belo (coisas que duram nas trajetórias de tantas vidas são belas, de algum jeito).

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Em nome disso, depois que conheci os pratos rendados da Rosana, fiquei de olho em umas toalhinhas de renda que encontrei na casa em Leros, que, segundo minha sogra, foram bordadas por sua mãe e tias, lá nos idos dos anos 1930. Um tesouro que quis eternizar em um prato.

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Não é lindo? Rosana, que a essa altura já virou uma expert em toalhas bordadas, me explicou que essa renda se chama Renascença, feita com base em fitas que criam um desenho e são unidas por bordados bem elaborados. Se quiser saber mais, veja esse artigo da Casa Abril.

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Os pratos ficaram lindos e foi difícil escolher apenas um. Em breve, volto para buscar outro!

Contato: rosanaerci@gmail.com Atelier Espaço 8 – R. Cons. Laurindo 80A/lj 05 Curitiba/PR (41)9656-2864

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