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Posts Tagged ‘Viagens’

Envoquei e pronto. Queria porque queria fazer um piquenique no Central Park. E bati pé em mais outra coisa: tinha que ser com sanduíche da Zabar’s, lanchonete-loja-mercado famoso pela comida e por ser personagem coadjuvante de muitos filmes. Escolhemos sanduíches de salmão e de mozzarella de buffala e, munidas de cangas e lenços que viraram toalhas de picnic, lá fomos nós. Foi perfeito, como eu imaginei. Dia lindo, parque esplêndido, a vida americana em estado puro.

Imagens do passeio, já que dos sanduíches, nem migalha…

A gente, os bichos.

Nos bancos, pequenos pedaços de histórias. O fim perfeito para o dia perfeito: um cheesecake novaiorquino.

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Torta de requeijão

Curitiba – ParCão

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Bancos de madeira pintados

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Viajar é uma maravilha! Existe um consenso sobre isso, certo?

Minha filha, desde pequena, adora contagens regressivas. Ela cresceu e continua marcando quantos dias faltam para aniversários, para sua ida a Nova York, para essa viagem a Leros. À medida que o evento se aproxima, ela transforma a contagem para número de horas…

Eu, mesmo gostando muito de viajar, começo minhas contagens regressivas quando saio de casa com as malas na mão: quantos dias faltam para voltar?

Por melhor que seja o lugar (e Leros É o melhor lugar), por mais linda que seja a paisagem, mais formidável o hotel, eu tenho vontade de voltar para casa. Não chega a atrapalhar a viagem, curto tudo, aproveito cada passeio e comida, mas dentro de mim, conto: 17, 16…

Maluquice? Bairrismo? Pérolas aos porcos? Pode ser. Mas para mim só quer dizer que é muito bom ir e é maravilhoso voltar.

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Que bom que voltar é bom – 2

Madeira com história

Ganhei da minha mãe

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Vir para a Grécia produz alguns efeitos colaterais, não todos positivos, mas sem dúvida poderosos, marcas de um tempo passado nesse lugar formidável.

1. O olhar para o mar. Vamos explicar assim: imagine uma piscina gigante e bem cuidada – aquela água transparente e azul… O mar aqui é assim, transparente, de um azul estupendo que passeia entre o profundo e o esverdeado, simplesmente fresco, limpo e com um aroma de mar. Só de mar, dá para entender? Aliás, até os peixes que compramos e limpamos (eu falei que tinha efeitos negativos – pela primeira vez tive que estripar algo que ia comer) têm um ar saudável. Será a famosa dieta mediterrânea?

2. Secura máxima. O ar aqui é seco. Mega seco, como diria minha filha Marina. E tem um vento que às vezes é tão forte que dá vontade de andar segurando uma âncora. Resultado bem-vindo: a gente nunca se sente pegajosa. Efeito negativo: cabelo palha e pele craquelada. Da sola do pé nem vou falar…

3. A dieta mediterrânea pode ser mundialmente famosa por ser saudável e indicada em dietas, mas vamos ser honestos: o povo aqui fica em forma não só por causa do que come. Caminhando feito camelos, sob um sol escaldante, ladeiras sem fim (nada de calçadões, minha gente) e movido a salada grega, não há quilos que resistam (assim espero. Oremos).

4. Que bom, desacostumamos. Para nós brasileiros ficou difícil conviver com gente fumando em qualquer lugar. E aqui eles fumam em qualquer lugar.

5. Os mosquitos aqui são fortes, saudáveis e inflamáveis. Não consegui ver nenhum até agora, mas tenho provas por todo o corpo de que eles me viram, e como.

Minha linda sobrinha Benedetta.

6. Crianças européias. Elas passam o dia inteiro na praia, não se torram, não reclamam se não tem onda, comem comidinhas saudáveis e nutritivas trazidas de casa em potes, ficam na sombra quando orientadas e caminham 20 minutos para ir e 20 minutos para voltar da praia. Tranquilos. Tenho dito.

7. Como na Itália, é triste descobrir que, mesmo tendo teoricamente todos os ingredientes básicos no Brasil, para fazer uma salada grega (tomates, pepinos, pimentões, cebola, azeitona preta, queijo feta), simplesmente não fica igual. Culpo os tomates. Aqui são divinos e no Brasil tendem ao gosto de nada… Fazer um Moussaká com nossas beringelas também é meio frustrante. Conhecer os originais tem suas desvantagens.

8. Reciclagem de lixo: na ilha, o único lixo reciclável separado são as garrafas de água. Ponto. O resto, tudo misturado, me deu o maior nervoso. E em uma ilha pequena, o que faz pensar para onde vai tudo isso. E faz valorizar ainda mais a separação que fazemos no Brasil, em especial em Curitiba. Mas ponto para eles porque usam muita energia solar e eólica.

8. The Weather Channel. Inútil aqui. Não há a menor dúvida sobre como será o dia seguinte: sol, nenhuma nuvem no céu, chuva nem em sonhos. E calor. A única coisa que vai variar é o vento: pouco, muito ou nenhum. Essa certeza de bom tempo é um bálsamo para quem passa férias de verão em Santa Catarina ou no Paraná e vê seus dias na praia se escoando pelo ralo com chuvas sem fim.

9. Família: registros na parede de uma bela coleção de filhos, noras, genro e netos, netos, netos. A avó grega teve uma bela surpresa!

10. Nunca mais serás inteiro. Chegadas e partidas. Famílias espalhadas. Saudades do que não está perto. Essa temporada foi particularmente complexa pela grande vontade de estar perto de uma das pessoas mais importantes da minha vida. Mas sabia que a família estava unida cuidando de quem precisava. Estou feliz em voltar para casa. Com pena de ir embora. Complicado? Nunca mais serás inteiro.

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Juro. Não vi nenhuma vez. Aliás, nem arroz vi, muito menos com pedacinhos de cenoura, pimentão e passas. Em compensação, existem comidas aqui que são acontecimentos inesquecíveis.

A lula é macia. Incrível. Peixe que a gente escolhe na cozinha do restaurante. Tem polvo de tudo que é jeito e camarão de jeito nenhum (estranho, não?).

Aqui é o pais da feta, queijo de leite de ovelha, bem salgado e com a consistência de uma ricota firme para ser cortada em fatias. Ele é parte integrante e fundamental da famosa salada grega, feita com tomates, pepino, pimentão, cebola roxa, azeitonas pretas, alcaparras e orégano. Tudo generosamente regado com azeite de oliva. No final, a melhor parte: limpar o óleo que fica no fundo do prato com bons pedaços de pão.

Ingredientes como limão, azeite de oliva, orégano e alcaparras (aqui usadas com suas folhas) são usados sem parcimônia.

Nosso campeão de audiência é o souvláki, algo bem leve que se compõe de carne de porco ou frango, dentro de um pão pita convivendo com zaztíki, cebola crua e tomate. Louco de bom. O zaztíki é feito com pepino ralado, alho e muito iogurte. Acompanha praticamente tudo. No Café del Mar, o bar preferido, também comemos essa salada de frutas com iogurte e mel. Divina.

Nossa rotina alimentar nesses dias de férias segue a tradição grega, regida pelos efeitos do sol – vá para a praia o quanto antes e só me volte de lá no fim do dia, quando o calor tiver baixado. Em casa, no pátio onde o sol ainda não atinge, café da manhã composto de iogurte (o melhor do mundo, denso, acidez na medida), frutas (pêssegos e os figos que começam a amadurecer) e mel (fabuloso). E um pão pelo qual me apaixonei perdidamente, integral com passas e coberto de linhaça, aveia e o que penso ser semente de girassol. Família grande, ritmos diversos, café da manhã longo… Em seguida, atividades domésticas variadas como orçamento do jardineiro, marceneiro, supermercado e arrumações.

Café da manhã.

Chega a hora de ir para a praia. Almoço te-vira-meu-nego: ou sanduíches que fazemos em casa ou  salada grega e suco de laranja ao som de lounge music no bar que fica no alto do morro em Vromolithos, a praia eleita pela família. Sombra. Livro. I-Pod. Soninho. Sudoku. Banho de mar. Casa (caminhando, sobe e desce ladeira, ainda calor, nem tudo são flores).

Sanduíches para todos.

Sombra.

Livro.

Soninho.

No jantar, ou comida feita em casa com influências gregas, italianas e brasileiras ou um restaurantinho. O cunhado Fabrízio, que escreve e faz marcenaria, é também excelente pizzaiolo e fez a gente se sentir na Itália com uma pizza deliciosa, ingredientes perfeitos, inclusive meus queridos figos. Saladinha de bresaola e rúcula para acompanhar. Você pode ver a produção dessa pizza em detalhes no blog da Marina.

Outro dia, jantamos na casa vizinha, do Zio Nichola. Misturas étnicas representadas por Strudel de Ameixa Vermelha, fatias de laranja com canela e passas, doces gregos e… caipirinha! Achei todos os ingredientes e trouxe um pouco de Brasil para essas terras.

Delícia são os pimentões recheados. Não há como reproduzí-los no Brasil: não existem esses pimentões verde-clarinhos, o bacon não é nem parecido e a feta… Nem procurando com vela acesa.

E não podia deixar de mostrar o famoso Moussaká, beringelas, carne moída e molho branco. Forno neles e Grécia em estado puro. E as beringelas secando ao sol antes de ir para a panela…

Aí vêm os doces. Não são muito a minha praia, mas quem aprecia confeitarias aqui ficaria muito feliz. São muitas, para uma ilha tão pequena, e a gente anda e vai sentindo o cheiro dos doces muito doces no ar. Galatobúrico, gourabiédes, bugazza, baklavá… Mas as que gosto mesmo são a Milópita, torta de maçã e a Patsavourópita, que significa Torta de Pano de Chão. Acho. Espero correções do Theo, meu professor de grego.

Milópita.

Ontem era minha vez de cozinhar e inventei uma coisa que ficou bem gostosa.

Polpette com molho de tomate e batatas assadas.

Para as polpette (almôndegas):

1 kg carne moída

1 cebola grande cortada em quadradinhos

1 pão francês adormecido amolecido em leite

1 ovo + sal e pimenta preta

Coloque a carne moída em uma tigela. Refogue a cebola em pouco óleo até ficar transparente. Esprema o pão para retirar o excesso de leite e junte à carne. Adicione também a cebola refogada. À parte, coloque o ovo em um recipiente, coloque sal e pimenta preta suficientes para temperar a carne. Misture e adicione à carne. Amasse bem forme bolinhos de carne do tamanho que desejar. Eu fiz do tamanho de um punho fechado pequeno. Disponha as polpette em uma forma grande.

Descasque e corte em rodelas finas 6 batatas grandes. Tempera-as com limão, sal e azeite de oliva (e orégano, se dele gostar). Coloque as batatas na forma cobrindo os espaços em torno das almôndegas. Faça um molho de toamte com tomates sem pele cortados em pedaços grandes e refogados com cebola e alho. Se quiser, pode aumentar com algum purê de tomate, tudo temperado com sal e uma boa pitada de açúcar. Jogue o molho de tomate por cima de tudo e forno. Com as deliciosas batatas daqui e em um forno elétrico, levou 50 minutos para ficar pronto.

Bela Grécia.

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