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Posts Tagged ‘Viagem’

Comecei essa série grega mostrando o infinito azul da Grécia. Encerro com o dourado do pôr do sol, um espetáculo diário que só é superado em grandeza pelo céu estrelado que sempre vem em seguida.

Acompanhe o apagar das luzes e, comigo, torça, para que possamos viver tudo isso outra vez. Ou melhor, pense que o sol se põe todos os dias perto de você. Procure uma brecha, estique o olhar e valorize esse momento.

O sol se põe em todos os cantos do mundo, todos os dias. Esse é o meu por do sol, que vejo de perto de minha casa. O outro é da janela do apartamento de minha irmã, feita pelo cunhado. Tudo em Curitiba. E você? Tem um por de sol que gostaria de compartilhar? Mande uma foto no meu email: jmbibas@gmail.com e logo faço um post com as imagens que vierem.

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Já comentei o quanto gosto de voltar para casa, seja vindo do bairro ao lado ou do outro lado do mundo.

De tanto ir e vir, percebo que voltar faz parte de uma grande ciranda, retornando a lugares que já conhecemos e de lá para casa, fechando círculos de chegadas e partidas. Em todas, uma parte de nós fica, algo fica em suspenso, uma ausência de um lado, uma temporária presença de outro. Os tempos modernos possibilitaram que a gente chegue longe, muito longe. Mas longas distâncias tornam as voltas tão mais difíceis…

O fato é que voltei para a Grécia, duas semanas em Leros e de lá retornei para casa. O que deixei lá me fará falta até… a próxima volta.

Novas impressões gregas serão compartilhadas aqui. Se quiser ir esquentando os motores, de uma olhada na viagem Grécia/11.

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Esse post foi publicado originalmente no blog da minha filha, o Confissões de uma Doceira Amadora, há um ano. Resolvi resgatá-lo porque a doceira já não é amadora e acaba de se formar em uma escola de culinária em Nova Iorque com esse bolo:

E porque estou com saudades.

Começa com uma apresentação da Marina:

“Hoje, quem vai escrever vai ser minha mãe, a Jô. Ela também tem um blog, o Arte Amiga. Ela tem porque me copiou. Sim, essa é a mais pura verdade. Feio, eu sei. Mas eu amo ela mesmo assim. E devo admitir que o blog dela… bom, pode ser que seja mais legal que o meu. Mas, vou deixar vocês serem os juízes. Já falei que vocês estão lindos hoje? Mais magros e interessantes? Bom, só comentando! Mas voltando ao assunto, minha mãe foi viajar por Roma, pra visitar meu irmão que está morando por lá. Eu sei, pobrezinho. Mas agora ela vai contar um pouco das doçuras de Roma!”

“Estive em Roma e como mãe de uma doceira, prestei muita atenção aos doces romanos. Na verdade, nem precisa prestar muita atenção, pois a gente tropeça em confeitarias e sorveterias a cada 5 passos. Tudo é apetitoso e delicioso, mas eu tenho a sorte de enjoar fácil de doces, por isso preferi fotografar.

O povo italiano é movido a café. O capuccino é o preferido e qualquer hora é hora. Foi lá que nasceu o café espresso ristreto, fortíssimo. Nas cafeterias que estão a cada esquina, tem uma quantidade industrial de docinhos e cornetos, que estão ali para acompanhar o café. Ou seja, italiano passa o dia tomando café e comendo doce. No intervalo, uma pizza, é claro.


A confeitaria que achei mais formidável foi a Cristalli di Zucchero. E nessa viagem descobri que tem uma filial bem pertinho de um ponto turístico que muita gente adora visitar, apesar de eu não ver a menor graça nele: a Boca della Veritá. A história é que o povo vai lá para colocar a mão dentro da boca – se falar a verdade, nada acontece, mas se estiver mentindo, a boca decepa a sua mão. Programão, não?


Sorvete é outra delícia essencialmente italiana. Os sabores são os mais variados, a textura perfeita e eles são totalmente contra usar aquela colher para fazer bolas de sorvete. O negócio é espalmar artesanalmente quantidades generosas sobre o corneto e ainda coroar com uma dose de panna (chantilly quase sem açúcar, só para calibrar calorias). E eles têm um sabor que adoro e que ainda não vi aqui no Brasil: o Fior di Latte.

Nutella é italiana, quem não sabe? Isso significa que crianças italianas têm a mesma relação com a Nutella que nós aqui temos com a margarina ou o requeijão cremoso: servem para passar no pão. Só isso para mim já era meio estranho, mas comemos um sanduiche de Nutella, com óleo de oliva e grãos de sal. Bizarro? Mas delicioso!


Quer ir visitar um amigo? Não apareça sem levar uma torta. A sorte é que em todo canto tem uma geladeira bem recheada como essa para você não aparecer de mãos abanando.

E resolvi testar e mostrar a receita do meu doce italiano preferido, sempre prontinho nas geladeiras das confeitarias, os Profiteroli al Cioccolato.

Se você, como eu, gosta de cozinhar mas acredita que dá para fazer isso de modo prático, compre profiteroles prontos em alguma confeitaria perto da sua casa. São também chamadas de Carolinas, devem ser pequenas e sem recheios. Para essa torta usei apenas 12, mas você vai definir a quantidade de acordo com a “pirâmide” que você quer fazer.

Profiteroli al Cioccolato

Ingredientes:

12 carolinas pequenas

150 gr. de creme de mesa fresco

10 ml de leite

170 gr. chocolate meio amargo em pedaços

Coloque o creme de leite e o leite em uma panela. Quando estiver perto de começar a ferver, adicione o chocolate, desligue o fogo e mexa até dissolver os pedaços do chocolate e formar uma calda lisa e homogênea. Coloque na geladeira para atingir o ponto ideal. Enquanto isso, bata o chantilly.

Chantilly para o recheio: bater 250 gr. de creme de mesa fresco com 1 colher de sopa de açúcar e uma colher de chá de açúcar de baunilha. Se quiser um chantilly mais leve, adicione uma clara batida em neve.

Montando a delícia: faça um furo pequeno com o cabo de uma colher na parte debaixo do profiterole, coloque o chantilly em um saco de confeiteiro.

Recheie os profiteroles e depois mergulhe-os na calda de chocolate. Dá um banho de chocolate, pesca a delícia toda enchocolatada e vai montando a pirâmide. Pronto e lindo!


E se você quiser assistir uma italiana ensinando a fazer esse doce, fique à vontade. Ela é bem mais disposta do que eu, ensina até a fazer a massa dos profiteroles:

Marina, adorei estar aqui! Bjo da Mamma.”

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Quando volto de uma viagem tenho o hábito de resumir para mim mesma como o lugar que visitei me marcou, me surpreendeu. Os prós e contras de morar ali. Em New York é mais difícil, inicialmente, encontrar os pontos negativos porque a cidade te envolve e atordoa de forma intensa nos primeiros contatos.

Uma passadinha no Times Square à noite é suficiente para te deixar em um estado de deslumbramento que só vai passar uma meia hora depois.

A Broadway te tira o fôlego com todas aquelas atrações, espetáculos que parecem todos imperdíveis. Mas tudo tem fila, é caro, está lotado. Meu pão durismo quase nos fez não ver nada, mas acabamos assistindo o Homem Aranha por um preço excelente.

Em New York a gente caminha muito e cada bairro é uma surpresa, traz lojas, restaurantes e confeitarias que fazem o caminhar até a próxima quadra e suas delícias algo natural e desejado. Os tipos que encontramos nas ruas, as roupas esquisitas e o “não-estou-nem-aí” tanto de quem se veste quanto de quem observa é muito bacana. Ado, ado, ado, cada um no seu quadrado.

Táxis a um levantar de mão? Mito. Ônibus? Só se você andar com um saco de moedas. Metrô é a pedida, só precisa ficar atenta para acertar o lado para onde quer ir.

A comida é exagerada. Definitivamente. Não só os ingredientes embutidos nos alimentos engordam quem passa um tempo por lá, como também e principalmente o tamanho dos pratos. Tudo que se diz ser para uma pessoa, alimenta 2 e meia com folga. Mas com certeza a Marina está no lugar certo para aprender tudo sobre doces! E vai continuar recheando seu blog com delícias enquanto estiver morando lá!

Nem todo mundo é simpático. Meio cheios da quantidade industrial de turistas que aterrisa na cidade todos os dias. Só de brasileiros, segundo o motorista-estatístico da van que nos levou a um outlet, são 2500 que chegam em NY todos os dias. E por falar em outlets, outro fato que choca é a oferta e o consumo de produtos em geral. Turistas saem das lojas arrastando sacolas enormes, já de olho na vitrine da loja ao lado. Confesso que me desespera um pouco. Acredito no consumo consciente, no comprar o que preciso e aquilo tudo vai me dando uma aflição… Minha estadia foi para organizar a casa da minha filha e foi o que fiz. Deixo aqui um jogo de 7 erros da sala do apartamento antes e depois da nossa chegada.

Morando em um apartamento no Chelsea, vimos o quanto andar é bom, o quanto o metrô facilita, que supermercados, delicatessen e floristas estão em todos os cantos. As escadas de incêndio são características da cidade e Marina tem uma, é claro. A lavanderia do prédio fica no porão e de lá você sai com roupas limpas e estalando de secas em uma hora. Mas também tem muito lixo, e barata, e rato. Prós e contras, eu tinha avisado.

A vida em Nova Iorque fervilha, borbulha. Em qualquer lugar que você passa tem algo acontecendo, gente interessante para ser vista, um local que você viu em uma cena de cinema que te encanta, uma peça de teatro acontecendo em uma praça. Uma mulher cantando de calcinha, soutien e guitarra em uma esquina, um homem perdendo o tênis na porta do metrô e partindo com um pé com tênis e outro não. Um esquilo num gramado, cachorros de todos os tamanhos nos locais mais inesperados. Aquelas casas iguais da Carrie do Sex and the City, as galerias de arte descoladíssimas, os casais de todas as tendências sexuais. Hamburguer como se deve, camarão com gosto de milho, supermercados de orgânicos. É a diversidade que fascina, a gente fica o tempo inteiro como se estivesse passeando por um parque de diversões.

Como tinha planejado, fui atrás das lojas de carimbos. A Lu, do Artesanal, me deu a dica e visitei a Ink Pad umas 3 vezes. Não tinha as mandalas que eu queria, mas valeu a pena assim mesmo. Uma frustração: simplesmente não achei o mural d’Os Gêmeos que tinha visto em uma revista. Não soube procurar, com certeza, mas ficou uma tristezinha. Alguém sabe, alguém viu?

Sou fã do Sex and the City e a city do título é… New York. E achei esse vídeo que mostra as amigas e homenageia a cidade, na voz de Frank Sinatra cantando New York, New York. Sob encomenda.

O resumo? Nova Iorque é fascinante. Cansa, de tão intensa. Aí você vai

embora. E não vê a hora de voltar.

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Nessa estadia em Nova Iorque descobri que minha alma é italiana. Mesmo sendo de origem alemã, vivendo no Brasil e estar passeando pela incrível Big Apple, foi quando entrei no Eataly que fiquei feliz de verdade.

O Eataly é um mercado aberto há pouco mais de um ano na esquina da 23th com a 6a Avenida, pertinho do Flatiron Building. Ali existe uma homenagem à comida da bela Itália. O conceito é simples: trazer ao consumidor a verdadeira comida italiana. Tudo natural e fresco. Nesse cartaz está escrito: a única coisa congelada aqui é nosso sorvete.

Os tomates, maçãs, massas e pães confirmam esse lema.

O lugar tem várias ilhas de restaurantes, separadas por proposta de comida italiana: Le Verdure, La Pizza, La Pasta, I Pani (para sanduíches). Festa para os paladares. Não esqueça dos doces, por favor. Take the gun and leave de canolli, já dizia Marlon Brando. Lá tem, canolli, cornetti e por aí afora.

Aí você senta em uma das mesas dos restaurantes ou em bancos no balcão de frente para os pizzaiolos genuinamente italianos da Rosso Pomodoro, a pizzaria que eu estava procurando por Nova Iorque e encontrei ali, e recebe fatias de pão italiano envolto em um papel rústico, um pratinho de azeite de oliva e uma acqua frisante e espera, praticando mergulho de pão no óleo, por uma deliciosa lasanha. Delícia! Faltou um vinho, fica para a próxima quando estiver com meu marido.

Mesmo passeando bastante pela Itália, não tinha visto ainda tantos azeites de oliva juntos. Ou vinagres balsâmicos, marcas infinitas! O jeito americano de fazer, tudo ao máximo.

Não podiam faltar, logicamente, os utensílios domésticos produzidos na Itália, como das marcas Bialetti e Alessi.E muros de Barilla.

New York é formidável, mas os EUA que me perdoem… minha viagem é a Itália.

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E agora uma história boa, que só tenho coragem de contar porque minha irmã viajou comigo e me serve de testemunha. Sou fascinada por coincidências. Elas me comovem. Depois de falar longamente sobre perder um livro, campanha de livros viajantes, nada mais natural do que praticar essa conversa nessa viagem. Escolhi um livro antes de sair de casa, da Mary Higgins Clark, daqueles que a gente compra em aeroportos com o objetivo de embalar o sono em aviões e camas desconhecidas. Abandonei-o com a explicação “Esse livro nasceu para viajar. Leia e passe adiante” e deixei o dito em uma cadeira do saguão do aeroporto de Guarulhos. Até aqui, normal. Agora vem a parte boa: no primeiro dia, andando aqui em Nova Iorque na rua da casa de minha filha, com ela e minha irmã, o que encontramos? O mesmo livro, naturalmente em inglês, entre outros largados em uma escada. Perdidos. Prontos para serem achados por outras pessoas. Adorei. Marina escolheu um e deixou um bilhete de agradecimento. O que acham como coincidência?

 Nada melhor para conhecer uma cidade que andar molemente por ela. Agarrada em um guia sobre Nova York e feliz por estar em uma cidade onde ruas e avenidas têm números e localizar-se se torna algo possível até para mim, que nasci com GPS defeituoso.

Passeamos pelo bairro que acabo de eleger como meu preferido, o Green Village. Ruas charmosas, com paralelepípedos, cheias de lojas bacanas. Encontramos a Magnólia Bakery pelo caminho, confeitaria merecidamente famosa, porque o que provamos era delicioso.

Cupcake Red Velvet e uma tortinha de limão…

Caminhando mais um pouco (ou muito, segundo minha sedentária irmã), chegamos ao Little Italy, onde comemos, e em seguida ao Chinatown. Será que posso ser honesta aqui, sem ofender os conservadores? Chinatown não está entre meus lugares preferidos.

Voltando pelo Soho, mais lugares especiais e coisas que só vemos aqui, como academia para cachorros e uma loja de roupas infantis em que toda decoração é feita com coisas infantis muito antigas, como berços, carrinhos de madeira, cavalos de pau. Um charme.

Adiante, encontramos a The Best Chocolate Cake in the World, que agora tem filiais pelo Brasil e do qual a Marina falou aqui.

Terminei o dia sentada na frente das prateleiras com livros de artesanato na Barnes & Noble. Trouxe a Martha Stweart para casa e vou me divertir com ela por um bom tempo.

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Viajar é uma maravilha! Existe um consenso sobre isso, certo?

Minha filha, desde pequena, adora contagens regressivas. Ela cresceu e continua marcando quantos dias faltam para aniversários, para sua ida a Nova York, para essa viagem a Leros. À medida que o evento se aproxima, ela transforma a contagem para número de horas…

Eu, mesmo gostando muito de viajar, começo minhas contagens regressivas quando saio de casa com as malas na mão: quantos dias faltam para voltar?

Por melhor que seja o lugar (e Leros É o melhor lugar), por mais linda que seja a paisagem, mais formidável o hotel, eu tenho vontade de voltar para casa. Não chega a atrapalhar a viagem, curto tudo, aproveito cada passeio e comida, mas dentro de mim, conto: 17, 16…

Maluquice? Bairrismo? Pérolas aos porcos? Pode ser. Mas para mim só quer dizer que é muito bom ir e é maravilhoso voltar.

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