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Posts Tagged ‘Toscana’

Uma das coisas que acho mais charmosas (e ao mesmo tempo apavorantes) é entrar em restaurantes na Itália e, ao invés do clássico e monótono cardápio, ver aterrisar ao lado da mesa uma pessoa que, mãos cruzadinhas nas costas e a cara mais tranquila do mundo, desfila verbalmente uma longa lista de pratos que envolve, no caso da comida italiana, antipastos, primo piatto, secondo piatto. contorno…Pânico! Você entende metade, não sabe o preço de nada, fica constrangida quando o sujeito respira fundo e vai disparar a repetição da série de massas, carnes, beringelas e cogumelos e… se entrega. Pede o que mais te chamou a atenção e relaxa.

No nosso caso, pedimos javali, em homenagem ao Asterix, herói dos quadrinhos da minha infância e de quem preservo a coleção. Essa região da Toscana tem tanto javali que a caça é estimulada para diminuir a população deles. E principalmente porque eles adoram as uvas dos lindos vinhedos que visitamos, sendo um animalzinho não muito amado por aqui.

Final da história? Acertamos nos nossos pedidos: antipasto de bacalhau, simplesmente divino. Registrei mentalmente e pretendo reproduzir em casa. Javali? Delicioso e, com papardelle, divertido de comer. E o medo da conta? Tivemos sorte: um dos melhores vinhos da região regando alimentos inusitados e com preço acessível. Tudo vale a pena quando a fome não é pequena!

O antipasto de bacalhau.

Papardelle con cinghiale.

Não amados, mas respeitados.

Tem até treinamento de cães para caçar javalis. Obelix adoraria.

Mais quadrinhos e comidas em…

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Comidinhas de Nova Iorque

Roma e seus sabores

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Farofa grega

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No atelier da minha mãe, onde começa a maioria das nossas pinturas em madeira, existem potes de tintas de inúmeras cores, em sua maioria batizadas por ela. O resultado são nomes poéticos como o borgonha e sangue dos vermelhos, os gastronômicos dos amarelos, laranjas e verdes como abóbora, cenoura, gema, manga, abacate e pistache.

E tem um outro verde, de sobrenome oliva, que sofreu alguns abalos durante minha visita à Toscana. O verde oliva, por aqui, é outra coisa! A cada olival (ou olivedo, fui pedir ajuda ao Aurélio) que passamos, um novo tom aparece, um novo verde se manifesta. As árvores mais novas tem um verde assustado e as mais antigas vão perdendo o seu brilho… Mas são essas as que carregam as maiores quantidades de azeitonas e que vão produzir o melhor azeite. Para as oliveiras, como para as mulheres, envelhecer traz algumas vantagens (me ocorreram apenas duas, se tiverem outras, por favor me mandem). Portanto, declaro que o verde oliva que usamos nas nossas caixas é apenas um de uma longa linhagem…

Oliveiras.

Nosso passeio toscano tinha esses dois objetivos: vinhos e óleos de oliva. Fomos então visitar as duas vinícolas mais preciosas da região, que produzem o Ornellaia e o Sassicaia: a Tenuta dell’Ornellaia e a Tenuta San Guido. A visita guiada nos apresentou a história dos vinhedos, que envolvem sempre famílias tradicionais e suas lutas por heranças, e como a uva é plantada, colhida (estamos na época da colheita) e transformada em vinhos maravilhosos.  Os requintes da escolha de cada pedaço de terra para um tipo de uva, as diferenças mínimas na aparência desses grãos, do Merlot, do Cabernet-Sauvignon, do Petit Verdot, do Cabernet-Franc…

Os vinhedos. Guardados por uma árvore esplêndida.

Eu perto, para ver a proporção.

Sobre a visita ao casal que fabrica um óleo de oliva impecável, deixo a imagem de uma casa, no alto de uma colina na Toscana, com o dono com um lenço de lord no pescoço, uma boxer chamada Margherita deitada aos nossos pés e uma degustação de um pão caseiro mergulhado em um óleo recém produzido…

Ali pertinho, tem uma estrada toda margeada pelos famosos ciprestes toscanos, com mais de 300 anos de idade.

Ciprestes

E já que a conversa tomou o rumo das árvores italianas, inevitável citar minhas preferidas, os pinos marítimos. São pinheiros típicos do Mediterrâneo, que têm um formato belíssimo e produzem os (para nós caríssimos) pinoli.

Pinos.

Como a foto não fez juz aos pinos, fui buscar outra no Google.

Agora sim.

Se quiser conhecer os lugares citados:

Ornelllaia
Sassicaia

Fonte di Foiano

Mais cores em…

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Nós e cores – Tie Dye

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As cores, as flores da Grécia

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Anil

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Repouso

O lugar em que estamos hospedados na Toscana entra na categoria das pérolas a serem apreciadas entre um suspiro e outro. Simplesmente perfeito. Chegamos com chuva, dia acabrunhado e sorumbático, que não atrapalhou em nada a beleza do Relais Sant Elena, que fica em Bolgheri, berço de grandes vinhos italianos, como o Sassicaia e Ornellaia.

Como a sorte é nossa companheira, amanheceu um dia esplêndido, sol num céu sem nuvens e vento gelado.

Deixo aqui as impressões desse paraíso e suas pequenas delicadezas. Quem sabe, o seu próximo destino.

A recepção.

Os quartos.

A entrada para os quartos.

O quarto.

O que a gente vê do quarto.

Sala de jogos, biblioteca e lounge.

Chato, né?

Café da manhã em uma sala linda. Tudo em branco e tons de linho cru.

Sala de estar do hotel.

Os mimos da sala. A rosa, a romã e o caderno onde escreveremos o que achamos. Fácil: maravilha.

A romã no seu habitat.

Para mais informações sobre o Relais Sant’Elena, entre.

Mais repouso em…

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Fica quieta, menina

Livros e leituras

Outono – A arte de envelhecer

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