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Posts Tagged ‘Tempo’

Somos quatro. Dos tempos das grandes famílias, dos primórdios da pílula, das donas de casa em tempo integral, quando ter muitos filhos era a ordem natural das coisas. Quando a terceira nasceu, a mais velha não tinha ainda três anos. A quarta veio depois de uma puxada de fôlego, temporã e foco de mimos e desatinos.

Quatro irmãos, mesas grandes, carros grandes, turmas de amigos enormes, saltitando em um apartamento onde ainda viviam dois cães, um deles um avantajado pastor alemão. Tinha sempre alguém brigando por seu espaço: “último no banho!”, “a cadeira tá cuidada!”, “eu vou na frente!”, “eu já tirei a mesa ontem!”, “não fui eu!!!!”.
Um que não comia legumes, para outra nada com cebola, aquela não suportava comer peixe… Dá pra fritar um ovo? O guri fazia tênis no clube, a mais velha encasquetou que queria aprender violão – ups, agora piano! -, aquela levava jeito para a dança, a pequena precisava fazer natação. Amígdalas, pontos, dentista, febre, tombos de bicicleta formidáveis. Inglês, reforço de matemática, a calça ficou curta, festa de aniversário, mais uma, será possível? Quem leva, quem traz? Nesse balé das horas, acabávamos todos, no final do dia, limpos, cheirosos e de pijama, ao redor de uma mesa bem recheada.

Eram os tempos da televisão única em casa, exercício de democracia doméstica: primeiro Bonanza, depois a Feiticeira, quem sabe dá para o pai ver um pedaço do noticiário. Novela para a mãe? Sem chance, devia estar dando conta da bagunça em algum armário ou escondida atrás da máquina de lavar para ser deixada um pouco em paz.

Quatro irmãos. Somos muitos, somos próximos. Sabemos que somos o que somos pela educação e apoio que recebemos de nossos pais, pela presença constante de nossa mãe. E sabemos que podemos contar uns com os outros, sempre. Por essa fraternidade, por esses laços, por essa família, agradecemos: feliz Dia das Mães, D. Christa.

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Tudo por você?

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O tempo passa, o tempo voa. A nós é dado aproveitar, valorizar, compartilhar e, acima de tudo, não desperdiçar esse bem precioso.

Pare, sente e pense: o que você está fazendo com seu tempo? O tempo do seu corpo, do seu dia, da sua vida? Que marcas você está deixando no rastro da sua passagem?

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Um segundo.

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O tempo, a fila, a dor

Tempo para nada

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Não tenho tempo para nada! A gente vive dizendo isso, reclamando que não consegue fazer tudo que gostaria ou precisaria fazer, que o dia deveria ter 30 horas, que o tempo passa depressa demais….

O tempo é um bem precioso que nos é dado administrar e usufruir. Para que mais esse ano (que começa oficialmente logo após o carnaval) não passe voando, deixando outra vez aquela sensação de areia escoada pelos dedos, de ôpa-cadê-o-ano-que-estava-aqui,  é preciso baixar o giro, fazer tudo num ritmo mais lento, ou pelo menos mais pensado, estar mais presentes no que fazemos. Um tempo mais efetivamente vivido. Que dê espaço ao ócio, à preguiça, ao dolce far niente sem culpas, em doses terapêuticas e libertadoras.

Tem um texto que vira-e-mexe aparece na internet que é bem bacana e dele tiro a parte que me interessa: a gente precisa sair do automático para aproveitar nossos dias. Se você é uma das seis pessoas no mundo inteiro que ainda não leram esse texto, aproveite e leia aqui.

Não vai dar para fazer tanto? Paciência. Arranjar tempo para nada também é viver. Aliás, é fundamental.

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De repente, nada

Nova Iorque – Um dia no parque

Repouso na Toscana

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“e passou voando
é só mais um ano velho
de novo começando.”
Estrela Leminski

Estamos recomeçando, depois de belas férias. Vamos continuar falando sobre os cuidados com o ambiente, com as pessoas, com os livros. Sobre atitudes. Porém pequenas, aquelas que alcançamos. Com pequenas ideias, pequenas discussões, pequenos desequilíbrios, geramos pequenas atitudes que resultam em pequenos resultados. Que, somados, quem sabe onde chegarão?

Então, vamos lá. Vamos recomeçar.

Nesses vídeos, a beleza que cabe em um segundo.

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Calmaria

Sorte

Que bom que voltar é bom

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Palmas para nós, que estamos aqui, lendo este post. Vivos nesse palco, fazendo de tudo para retardar o cerrar das cortinas. Consultas médicas, exames, tratamentos, ginásticas, drenagem, 8 copos de água, alface, carne sim, carne não, 8 horas utópicas de sono…

Tendemos a pensar no envelhecer associado a perdas: pele menos viçosa, falta de memória, visão e audição diminuídas, capacidades gerais descendo a ladeira. Mas o processo do envelhecimento é sábio. Como os 9 meses que nos preparam para a chegada de um filho, o passar dos anos vai nos alquebrando, organizando nossos corpos e mentes para as perdas e ganhos. Ganhos? Sim, como não? Mais experiência, maior segurança. O corpo não é mais o mesmo, engorda, dói aqui, dói ali, mas se delicia dançando ao som de músicas que despertam boas lembranças. Mais franqueza e também mais sabedoria para saber a hora certa de ser franco. A possibilidade de assumir as coisas de que não gosta. Eu, por exemplo, não gosto de documentários, ópera, carnaval, auto-ajuda. Tentei gostar. Até fiz de conta que gostava. Mas não gosto. Fazer o que?

Nosso entorno também nos prepara para esse outono: os amigos que têm idades próximas às nossas nos contam suas mazelas: um que voltou com a bicicleta no porta-malas de um táxi porque a coluna disse chega. Outra que está de molho há 5 dias porque levantou uma caixa malvada. Tem a turma que desistiu da pulação na academia para se render aos repuxos da Yoga. Quem não tem um amigo com uma articulação que estrala, um cabelo que rareia, uma intolerância alimentar ou dificuldades de sono, umas manias novas, uns esquecimentos recorrentes, um interesse silencioso e crescente por aplicações de botox?

O negócio é saber se adaptar. Não se render, mas também não se debater, como ensinariam, se pudessem, os peixes que caem nas redes. É se deixar levar pelo doce sabor das ondas, aproveitando ao máximo a viagem. Nós controlamos nossas vidas, mas a natureza tem sempre a última palavra.

Complemento com uma frase do Mário Lago:

“Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: Nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia, a gente se encontra.”

Migalheiro outonal.

Caixas outonais.

Outono lembra frio. E frio lembra…

Use menos água quente Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria. Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.

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Fazer o que gosta – todos os dias

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Em flor. Madeira

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