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Posts Tagged ‘New York’

Quem mexe com livro feito eu, cria uma antena para o tema. Desde que a Freguesia do Livro existe, vivo interessada no assunto. E que gosto de concidências, também não é novidade.

Pois bem, quando minha filha foi morar em Nova Iorque, há um ano atrás, no primeiro dia que estivemos lá, encontrei o mesmo livro que eu tinha acabado de “perder” no aeroporto de Guarulhos, só que em sua versão em inglês, história contada aqui. Marina pegou um dos livros que estavam em cima da tampa do lixo, método muito empregado pelos americanos para fazer livros circularem, no esquema Perca um Livro.

Esse ano, na escada perto da casa de Marina encontramos outro livro e lá deixamos aquele que ela tinha pego no ano passado, cumprindo o que ela havia escrito em um bilhete: “Obrigada pelo livro. Vou passá-lo adiante depois de ler. Ele vai continuar sua viagem!”, acompanhado por outros já lidos e que simplesmente não cabiam na mala.

O ciclo não pára, o livro vai parar em outras mãos. Quem sabe, na sua próxima viagem a Nova Iorque, você não o encontra em alguma escada?

E já que o assunto é NY e livros, aproveite para conhecer essa iniciativa que doa livros nos metrôs da cidade, para quem passa tantas horas no transporte público. A ideia é Relit NY: Read, Recycle, Repeat Literature In Transit (Leia, recicle e replique literatura em trânsito). Conheça aqui: Relit NY.


Aproveite e conheça também a Freguesia do Livro, um projeto que me tem dado muito trabalho e alegrias. Você também pode espalhar literatura por aí!

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Leo foi visitar Marina em NY. E, por sorte, já se espalhou pela família a notícia de que adorei a Anthropologie. Portanto, o presente que ele me trouxe era de lá. Potes charmosos para medidas culinárias. Acho que acabo de descobrir o que vem a ser a famosa xícara de café, pois a xícara deles é muito maior do que a nossa. E o que eles chamam de 1/2 cup, é a minha xícara normal de medidas. Vivendo e aprendendo.

Para dar um uso digno às medidas, fui procurar uma receita no blog Cucchiaio Pieno, da Léia, brasileira que mora na Itália e que traz ótimas ideias culinárias. Várias medidas usando xícaras e bananas amadurecendo no cesto de frutas foram a inspiração. E saiu esse bolo delicioso, desse post do Cuchiaio.

BOLO CUCA DE BANANA
Ingredientes
1 xícara (chá) de açúcar
100 gr de manteiga, em temperatura ambiente
4 ovos
1/2 xícara (chá) de leite
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1/2 colher (sopa) de fermento em pó
6 bananas-nanica maduras
canela e açúcar para polvilhar
Modo de preparo
Bata, em creme, o açúcar com a manteiga e os ovos. Junte o leite e a farinha peneirada com o fermento. Bata bem e coloque numa forma untada e polvilhada com farinha de trigo (usei uma forma de 20cm x 30 cm). Corte as bananas ao meio (no sentido do comprimento) e coloque sobre a massa.
Polvilhe com açúcar e canela e asse em forno preaquecido a 180 °C por 35 minutos.
*Minhas modificações: como não tinha uma forma nas medidas pedidas, fiz em uma redonda, de fundo removível, com 26cm de diâmetro. E não resisti: fiz uma farofa com 3 colheres de sopa de farinha de trigo, 1 1/2 colher de sopa de açúcar e 1 1/2 colher de sopa de manteiga. Bem misturadinho, jogado por cima. Crocante.
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Quando volto de uma viagem tenho o hábito de resumir para mim mesma como o lugar que visitei me marcou, me surpreendeu. Os prós e contras de morar ali. Em New York é mais difícil, inicialmente, encontrar os pontos negativos porque a cidade te envolve e atordoa de forma intensa nos primeiros contatos.

Uma passadinha no Times Square à noite é suficiente para te deixar em um estado de deslumbramento que só vai passar uma meia hora depois.

A Broadway te tira o fôlego com todas aquelas atrações, espetáculos que parecem todos imperdíveis. Mas tudo tem fila, é caro, está lotado. Meu pão durismo quase nos fez não ver nada, mas acabamos assistindo o Homem Aranha por um preço excelente.

Em New York a gente caminha muito e cada bairro é uma surpresa, traz lojas, restaurantes e confeitarias que fazem o caminhar até a próxima quadra e suas delícias algo natural e desejado. Os tipos que encontramos nas ruas, as roupas esquisitas e o “não-estou-nem-aí” tanto de quem se veste quanto de quem observa é muito bacana. Ado, ado, ado, cada um no seu quadrado.

Táxis a um levantar de mão? Mito. Ônibus? Só se você andar com um saco de moedas. Metrô é a pedida, só precisa ficar atenta para acertar o lado para onde quer ir.

A comida é exagerada. Definitivamente. Não só os ingredientes embutidos nos alimentos engordam quem passa um tempo por lá, como também e principalmente o tamanho dos pratos. Tudo que se diz ser para uma pessoa, alimenta 2 e meia com folga. Mas com certeza a Marina está no lugar certo para aprender tudo sobre doces! E vai continuar recheando seu blog com delícias enquanto estiver morando lá!

Nem todo mundo é simpático. Meio cheios da quantidade industrial de turistas que aterrisa na cidade todos os dias. Só de brasileiros, segundo o motorista-estatístico da van que nos levou a um outlet, são 2500 que chegam em NY todos os dias. E por falar em outlets, outro fato que choca é a oferta e o consumo de produtos em geral. Turistas saem das lojas arrastando sacolas enormes, já de olho na vitrine da loja ao lado. Confesso que me desespera um pouco. Acredito no consumo consciente, no comprar o que preciso e aquilo tudo vai me dando uma aflição… Minha estadia foi para organizar a casa da minha filha e foi o que fiz. Deixo aqui um jogo de 7 erros da sala do apartamento antes e depois da nossa chegada.

Morando em um apartamento no Chelsea, vimos o quanto andar é bom, o quanto o metrô facilita, que supermercados, delicatessen e floristas estão em todos os cantos. As escadas de incêndio são características da cidade e Marina tem uma, é claro. A lavanderia do prédio fica no porão e de lá você sai com roupas limpas e estalando de secas em uma hora. Mas também tem muito lixo, e barata, e rato. Prós e contras, eu tinha avisado.

A vida em Nova Iorque fervilha, borbulha. Em qualquer lugar que você passa tem algo acontecendo, gente interessante para ser vista, um local que você viu em uma cena de cinema que te encanta, uma peça de teatro acontecendo em uma praça. Uma mulher cantando de calcinha, soutien e guitarra em uma esquina, um homem perdendo o tênis na porta do metrô e partindo com um pé com tênis e outro não. Um esquilo num gramado, cachorros de todos os tamanhos nos locais mais inesperados. Aquelas casas iguais da Carrie do Sex and the City, as galerias de arte descoladíssimas, os casais de todas as tendências sexuais. Hamburguer como se deve, camarão com gosto de milho, supermercados de orgânicos. É a diversidade que fascina, a gente fica o tempo inteiro como se estivesse passeando por um parque de diversões.

Como tinha planejado, fui atrás das lojas de carimbos. A Lu, do Artesanal, me deu a dica e visitei a Ink Pad umas 3 vezes. Não tinha as mandalas que eu queria, mas valeu a pena assim mesmo. Uma frustração: simplesmente não achei o mural d’Os Gêmeos que tinha visto em uma revista. Não soube procurar, com certeza, mas ficou uma tristezinha. Alguém sabe, alguém viu?

Sou fã do Sex and the City e a city do título é… New York. E achei esse vídeo que mostra as amigas e homenageia a cidade, na voz de Frank Sinatra cantando New York, New York. Sob encomenda.

O resumo? Nova Iorque é fascinante. Cansa, de tão intensa. Aí você vai

embora. E não vê a hora de voltar.

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Envoquei e pronto. Queria porque queria fazer um piquenique no Central Park. E bati pé em mais outra coisa: tinha que ser com sanduíche da Zabar’s, lanchonete-loja-mercado famoso pela comida e por ser personagem coadjuvante de muitos filmes. Escolhemos sanduíches de salmão e de mozzarella de buffala e, munidas de cangas e lenços que viraram toalhas de picnic, lá fomos nós. Foi perfeito, como eu imaginei. Dia lindo, parque esplêndido, a vida americana em estado puro.

Imagens do passeio, já que dos sanduíches, nem migalha…

A gente, os bichos.

Nos bancos, pequenos pedaços de histórias. O fim perfeito para o dia perfeito: um cheesecake novaiorquino.

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E agora uma história boa, que só tenho coragem de contar porque minha irmã viajou comigo e me serve de testemunha. Sou fascinada por coincidências. Elas me comovem. Depois de falar longamente sobre perder um livro, campanha de livros viajantes, nada mais natural do que praticar essa conversa nessa viagem. Escolhi um livro antes de sair de casa, da Mary Higgins Clark, daqueles que a gente compra em aeroportos com o objetivo de embalar o sono em aviões e camas desconhecidas. Abandonei-o com a explicação “Esse livro nasceu para viajar. Leia e passe adiante” e deixei o dito em uma cadeira do saguão do aeroporto de Guarulhos. Até aqui, normal. Agora vem a parte boa: no primeiro dia, andando aqui em Nova Iorque na rua da casa de minha filha, com ela e minha irmã, o que encontramos? O mesmo livro, naturalmente em inglês, entre outros largados em uma escada. Perdidos. Prontos para serem achados por outras pessoas. Adorei. Marina escolheu um e deixou um bilhete de agradecimento. O que acham como coincidência?

 Nada melhor para conhecer uma cidade que andar molemente por ela. Agarrada em um guia sobre Nova York e feliz por estar em uma cidade onde ruas e avenidas têm números e localizar-se se torna algo possível até para mim, que nasci com GPS defeituoso.

Passeamos pelo bairro que acabo de eleger como meu preferido, o Green Village. Ruas charmosas, com paralelepípedos, cheias de lojas bacanas. Encontramos a Magnólia Bakery pelo caminho, confeitaria merecidamente famosa, porque o que provamos era delicioso.

Cupcake Red Velvet e uma tortinha de limão…

Caminhando mais um pouco (ou muito, segundo minha sedentária irmã), chegamos ao Little Italy, onde comemos, e em seguida ao Chinatown. Será que posso ser honesta aqui, sem ofender os conservadores? Chinatown não está entre meus lugares preferidos.

Voltando pelo Soho, mais lugares especiais e coisas que só vemos aqui, como academia para cachorros e uma loja de roupas infantis em que toda decoração é feita com coisas infantis muito antigas, como berços, carrinhos de madeira, cavalos de pau. Um charme.

Adiante, encontramos a The Best Chocolate Cake in the World, que agora tem filiais pelo Brasil e do qual a Marina falou aqui.

Terminei o dia sentada na frente das prateleiras com livros de artesanato na Barnes & Noble. Trouxe a Martha Stweart para casa e vou me divertir com ela por um bom tempo.

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New York – Respeito

Calhou de estarmos aqui no dia mais comovente para Nova York, para os EUA. Eu diria, para o mundo. Hoje é 11 de Setembro, data que não requer explicações. De maneira discreta mas vigorosa, se percebem cuidados pelas ruas, homenagens pouco vistosas, corais de pessoas vestidas de preto em escadas de praças, cantando o hino americano, manifestações de um patriotismo ainda machucado. Tristeza, medo, perigo. Sente-se no ar.


Ontem passamos no Rockefeller Center e demoramos a perceber o que estava diferente… Ao invés das bandeiras de todos os países do mundo que costumam emoldurar a praça, hoje só haviam bandeiras dos Estados Unidos. Eloquente. Disse tudo.

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