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Posts Tagged ‘Móveis’

Na nossa casa em Leros existe um livro que convida nossos hóspedes a deixar algo escrito contando o que a casa trouxe para eles e a marca que deixaram durante sua estadia. Junior pintou muros e Ângela pintou uma cadeira. Tudo mostrado aqui.

Mas o maior produtor de coisas interessantes é meu cunhado Fabrizio, um escritor e marceneiro aprisionados em um entediante emprego administrativo em Roma. Ele escreve fábulas para crianças e sempre que sobra um tempinho, cria peças com madeira. Em Leros aproveita tudo o que encontra pela frente, pedaços de madeira, as janelas que foram trocadas na casa, móveis abandonados pela rua. Como madeira é comigo mesmo, nos divertimos nas nossas férias.

Antigas janelas da cozinha.

Virou um lindo armarinho embaixo da janela do quarto. Ideia e obra de Fabrizio.

Junior pintou muros.

Ângela e eu pintamos cadeiras que viraram mesinhas de cabeceira. Encontradas na rua.

O espelho que a Kamo e Emília pintaram e que eu ganhei da Raquel, agora enfeita a entrada da casa.

A bandeja que pintei aqui e levei para lá e que carrega delícias do café da manhã.

Uma tábua antiga dando sopa… virou cabideiro. Por Fabrizio.

E para quem ficou interessado nos versos de Fabrizio no livros de visitas, aqui vai a tradução (livre, bem livre): Bem-vindo a essa casa, Você que de tão longe vem, Agora tem uma missão, Pode responder como lhe convêm. Diga-me quem você é, O que faz e de onde vem, A tua história muito nos agrada E meu coração encherá também. Sou uma casa antiga e distante, Que se enriquece com todos vós. Diga-me o que trazes do teu lar, Sejam pensamentos ou “bois”. E assim, antes do seu retorno, Diga-me o que me deixou. A tua marca ficará comigo para sempre, mesmo se apenas uma pedra você pintou. Fabrizio tem um blog onde mostra todo o processo da construção do armário: www.fabbroscrivano.blogspot.com

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Para que tudo isso? Já fiz essa pergunta por aqui e eu mesma respondi que das coisas que temos em excesso, muitas têm motivos sentimentais para se tornarem intocáveis: “Isso ninguém tira daqui, e ponto”. São objetos que nos foram dados ou pertenceram a pessoas que fazem parte de nossas histórias ou que compramos em dia-local-companhia especiais. Como diriam minhas amigas psicólogas, são coisas que significam. Têm um sentido para quem as guarda, protege e exalta, pequenos altares emocionais onde habitam os valores de cada um, formas de respeitar as memórias daqueles que as fizeram, presentearam ou apenas deixaram quando se foram.

Aquilo que hoje guardo e cuido, ficará. Será que fará parte da história de alguém?

Minhas madeiras com história, no momento têm como artista principal essa caixa do faqueiro de minha avó. Quando fomos, meus irmãos e eu, ver o que havia ficado em sua casa, essa caixa estava lá, largadinha, sem o faqueiro que foi se perdendo pela vida. Caixa grande com um verniz que resolvi eliminar  e descobri uma madeira linda por baixo. Agora vai ser pintada e valorizada. Bem-vinda, caixa de faqueiro da minha avó. Isso ninguém tira daqui, e ponto.

E aqui a caixa já com sua nova fachada.

Caixa antiga com cara nova.

Mesa de canto antiguinha que ganhou cores e flores:

Baú que meu avô construiu. Faz tempo que fiz os girassóis, de que nem gosto mais. Hora de rever a história.

Canecas também têm história. Pelo menos na minha casa. Elas vão se acumulando, uma porque eu trouxe da viagem dali, outra de uma viagem de lá, uma porque ganhei dos filhos, duas porque são as preferidas do marido, uma ainda porque só naquela consigo tomar o café perfeito. É, como eu sempre digo: cada um do seu jeito, cada um com sua história.

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Atendendo aos comentários do post anterior, mostro um desenho que fiz num reboco do muro. Aquilo me incomodava e resolvi cobrir com a vista da varanda.

A vista.

O desenho. A hera vai vencer essa guerra.

A  janela da casa virou a moldura oficial para fotografar visitas. Gerou até um álbum de registros de quem passa por lá. Aqui, uma bandeja com a janela ao fundo. E a guardiã oficial da casa.

Pratos com tendências azuladas. Christa e Jô.

Um prato da Raquel enfeita uma parede.

Um antes e depois.

Antes.

Não seria completo se não mostrasse uma das comidas mais relacionadas às nossas estadias aqui. Sucesso de público. São patas de goiás, caranguejo da região muito mais generoso em matéria de carne do que um sirí.

Goiá. E hibisco na jarra da Raquel.

Se existisse uma abaixo-assinado a favor da invenção do tele-transporte, eu participaria feliz e contente. Com uma família que mora aqui e acolá (sendo que o acolá pode ser muito distante), estou sempre querendo estar um pouco em cada canto, com a vista de um lugar, a comida do outro, os amigos que estão em um terceiro. Minha casa me faz falta, mas quando chego nela, quero voltar para as coisas boas que deixei em cada casa que estive. Faz parte, eu acho. É o que nos mantém ativos, em movimento, interessados em viver.

O número, da casa, da praia, para onde sempre é bom voltar.

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Artesão faz coisas que remetem constantemente à infância: mexe com tintas e pincéis, se lambuza, modela barro, desenha, vive rodeado por estojos de lápis de cor, adora papelarias, recorta figuras e cola em pastas, tem sempre um pingo de tinta na roupa, nos dedos, na ponta do nariz…

Preservar algumas características de crianças ajuda a dar uma certa leveza à vida. Então receito: o olhar curioso, a coragem de inventar, o mergulho profundo em uma atividade, o gosto pela cor, pelo desenho, o fluxo aberto para a criatividade… Garanto, no mínimo, a descoberta de coisas belas que estão no seu entorno e, quem sabe, a abertura para deixar fluir o artista que mora aí dentro, quietinho e abafado pela falta de tempo,  pelo medo de ousar ou simplesmente por achar que não tem talento. Pegue um lápis, um pincel, entre em uma aula de mosaico, aprenda a dançar, a cantar em um coral, solte a mão, o corpo e as ideias, faça um curso de jardinagem, alimente seu lado infantil com atividades prazerosas e estimulantes.

Tudo isso para falar de criança, das coisas que fazemos para elas.

Banco cheio de borboletas. Da Tânia, do atelier.

Placa anunciando a chegada… Da Mari.

Sopa divertida. Ou cereais de montão. Da Magda.

Cadeirinha enfeitada. Da Jô.

Para cada criança, do seu jeito. Emília Wanda.

E tem as mini panquequinhas e as panquecas com a cara do Mickey no blog da Marina!

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