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Posts Tagged ‘Livros’

Você compra uma calça jeans. Usa muito. Ela vai ficando mais confortável com o passar do tempo, mas chega o dia que não dá mais: ela fica velha, rasga, sai de moda e você… doa. Você faz a mesma coisa com outras roupas, com pijamas, com cobertores, louças e objetos da sua casa que não usa mais. Pensa: se eu não estou usando, alguém, em algum lugar, pode usar. Então vou doar.

Este é um dos princípios do consumo consciente que tem outros, como planejar as compras, avaliar os impactos de seu consumo, consumir apenas o necessário, reutilizar produtos e embalagens, separar o lixo e refletir sobre seus valores.

A Freguesia do Livro percebeu que doar livros e transformá-los em pequenas bibliotecas para o acesso de novos leitores, significa praticar e incentivar o consumo consciente. Os livros que você doa serão reutilizados, reciclados em sua essência, a de contar suas histórias por mais tempo, ao invés de ficarem reclusos em prateleiras. O melhor exemplo disso é a mágica que Juliette fez, transformando livros infantis holandeses em livros que crianças brasileiras podem ler, felizes e contentes.

O mesmo conceito acontece com as caixas de madeira de frutas que, reaproveitadas e decoradas, levam os livros aos Pontos de Leitura.

Ou seja, doar livros é um ato de consumo consciente. Entendido isso, a Freguesia resolveu desenvolver outros produtos partindo dessa ideia, a reutilização de materiais que estão sendo descartados transformando-os em objetos úteis cuja venda pode trazer recursos para que o projeto possa continuar. Recursos que possibilitariam alugar uma sala com muitas estantes e enviar os livros para lugares distantes no Brasil.

Então aqui apresentamos a linha de produtos Recicla Cultura:

Bolsas Retornáveis: a partir de banners usados, a Freguesia produz bolsas para carregar compras e livros.

Marcadores de livros: voluntários e amigos vão confeccionar marcadores com restos de tecidos, de papel de scrap, de páginas de livros estragados. Estes, por exemplo, foram feitos por Ro Pujol e Dani Carneiro.

Lápis de pinhão: a partir de restos de giz de cera, Maria Fernanda vai produzir lápis-cera com formato de pinhão.

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Vou fazer como Martha faz com frequência: comenta sobre um livro que está lendo, parece que vai fazer uma resenha sobre ele, mas logo se percebe que a leitura participa apenas como provocação para outros caminhos de pensamento. A história do livro é o começo de outra.

O meu começo de hoje, então, é o livro da Martha. Deitada na rede da chácara, sob o sol manso de outono, fone no ouvido me embalando com a trilha sonora que elegi, abro na primeira página. O texto escorre manso, uma crônica atrás da outra, sorrio, me divirto, me vejo ali. Identifico pensamentos que já tive, concordo com o enfoque sobre uma situação, reações em espelho me surpreendem, descubro abordagens que são a minha cara. Compatibilidade total, gemelar. E aí, sinto-me mal. Um bolo no peito, uma sensação contraditória. Como vai me sobrar originalidade, se tudo que gosto, penso e pretendo já está escrito ali? Como vou fazer reflexões se elas já estão feitas e concluídas do jeito que eu gostaria de ter feito e concluído?

Assim, percebo que Martha, minha cara Martha, me incomoda, me atrapalha, não vou poder escrever nada que ela não tenha já publicado. Para não me contaminar, para poder ser totalmente honesta e olhar um leitor no meio do olho e poder dizer “fui eu sim, nem li a Martha”, vou ter que realmente parar de lê-la. Bater a capa do livro na cara dela, fazer de conta que nem a conheço se encontrá-la em alguma estante da vida. Assim, bem de mal.

Ilustração de Mariana Massarani.

Ou, tenho uma alternativa: leio Martha e depois a esqueço. Ou me esforço loucamente para isso.

Agora, se você quiser ver um pouco de Martha Medeiros e se arriscar a se apaixonar por frases como essa…

“Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo. Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda”.

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A trilha sonora de cada um

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Isabel

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É uma boa ideia, calma. Que tal se juntar a nós numa proposta simpática e simples? Pedágio Literário.  Vai receber amigos para um jantar? Peça que cada um traga um livro de casa para doar – já lido, esquecido e abandonado num canto, é até um favor. Marcou um lanche com as amigas em um café charmoso? Pede um livro de cada. Vai reunir a turma da faculdade para um happy hour? Solicitação de doação de livro neles! Está organizando um evento e não aguenta mais pedir lata de leite em pó ou alimento não perecível? Varie, peça que tragam um livro ou revistas em quadrinhos.

Todo mundo tem um livro que pode doar sem dor, mas nunca parou para pensar nisso. Com uma ideia tão simples, quem sabe a pessoa não vai até sua estante de livros e percebe que mais de um livro poderia sair dali para ir visitar novas paragens…

E o que fazer com os livros que você arrecadar? Manda para a Freguesia doLivro! A gente distribui para novos leitores.

Pratique o Pedágio Literário e depois conte suas experiências para nós. Pode render boas histórias!

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Espalhadoras de livros

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Você escapou de saber que agora existe a Freguesia do Livro? Que recebemos os livros que você quer (se não quer ainda, pense no assunto) doar e os encaminhamos para biblioteas comunitárias cadastradas em nosso site? Que temos uma página no Facebook que você pode curtir e divulgar tudo isso a seus amigos?

Enquanto você responde a todas essas perguntas, veja essa Bicicloteca que mostra o que pretendemos que aconteça por aqui: livros disponíveis em lugares improváveis.

E você também pode escolher, entre as alternativas abaixo, o modo como vai participar desse movimento literário, que vai tirar livros parados e fazê-los circular:

a) vou doar livros que já li e não vou ler mais

b) vou ser um Ponto de Coleta: receber livros doados e repassar para a Freguesia

c) vou espalhar essa ideia

d) vou criar uma biblioteca comunitária

e) acho que livros não devem ser doados (sé-rio??!!)

Participe de algum jeito, conto com você. Muitos conceitos estão envolvidos no simples ato de doar um livro: consumo consciente, acesso à cultura, educação e responsabilidade social. Tudo isso.

O tempo passa rápido. Livros parados em sua casa estão deixando de ser lidos por outras pessoas. Pense nisso.

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No final desse post você vai ver que venho falando muito de livros. Que gosto, que leio, que espalho.

Mas agora a coisa ficou mais séria. Nasce hoje a Freguesia do Livro como um movimento que faz livros circularem, um movimento lítero-libertário.

Estamos recebendo e distribuindo livros para pequenas bibliotecas livres, informais, comunitárias de Curitiba e região metropolitana.

O bom é que a Freguesia do Livro te oferece várias formas de participar:

– analisando seu acervo de livros com um novo olhar, com desapego e generosidade, para permitir que levem lazer e informação a outros leitores.

– se você conhece ou está diretamente envolvido com editoras e livrarias que possam ter estoques sem destino certo, conte para gente!

– a Freguesia do Livro tem um blog que está sendo lançado hoje. Você pode compartilhar o blog e a ideia com amigos. O desapego aos livros é tema de conversas longas e levemente insistentes. Até há pouco tempo, ter livros em estantes enormes era importante.

– se você também tem um blog, pode divulgar nosso selo. Lembrando que nosso foco não é apenas a doação de livros e a formação de pequenas bibliotecas comunitárias, mas também a multiplicação do projeto em outras cidades do Brasil.

– você pode se tornar Freguês: doar livros ou ser um Ponto de Coleta, ou criar um biblioteca livre em algum lugar improvável.

– você pode ser um apoiador do projeto e ter sua marca ou blog divulgada no blog da Freguesia. Editoras, livrarias, bancas de revista, blogs, pontos comerciais que abrigarem pequenas bibliotecas ou receberem doações de livros terão seus nomes associados a um movimento que dá acesso à cultura.

Venha fazer parte!

Freguesia do Livro

 Os posts que falam sobre livros:

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Bons motivos para doar livros

Livros em movimento

Nossos livros inesquecíveis

Quadrinhos

Livros e leituras

Perca um livro

Ler – Por que sim?

Quando nasce um leitor?

Acervos

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Blogs têm poder. A prova disso é vínculo que hoje temos com Juliette, uma brasileira que mora na Holanda e apaixonada por livros.

A história é uma delícia: Juliette, que  acredita com toda a força da alma que o hábito da leitura pode transformar cabeças e vidas e que este hábito, quando adquirido na infância, faz toda a diferença na vida de uma pessoa, mora em uma pequena e linda cidade da Holanda chamada Zundert (cidade onde nasceu Vincent Van Gogh) e trabalha na Biblioteca Central de Breda, cidade com 170 mil habitantes e com 10 bibliotecas públicas. Livros novos chegam todas as semanas para serem inseridos no acervo das 10 bibliotecas e os antigos (em perfeito estado de conservação) são colocados à venda na própria biblioteca por um preço simbólico. “A primeira vez que vi um carrinho abarrotado de livros infantis que iam para venda, fiquei encantada e comentei que queria ter uma varinha de condão para traduzir todos para o português e mandar para o Brasil para bibliotecas comunitárias” escreveu ela.

Aí ela resolveu fazer mágica sem varinha de condão, mesmo. Conseguiu uns 100 livros, depois de contar aos encarregados o quanto crianças brasileiras seriam beneficiadas com essas lindas publicações. Selecionou os que não tinham texto e os que tinham pequenos trechos de escrita… traduziu, imprimiu e colou nos títulos e páginas: livros holandeses transformados em livros que crianças brasileiras poderão aproveitar!

Agora os livros estão chegando e o Sítio Vanessa e a Freguesia do Livro estão todos contentes. Deixo aqui a ideia. Todos podemos fazer pequenas mágicas.

Obrigada, Juliette.

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Sempre te vi, sempre te amei. Mas nunca em ti me aventurei.

Declaração de amor às aquarelas e confissão de que me arrisquei a ilustrar uma historinha que escrevi. Não fazia ideia de por onde começar, o que precisava comprar. Aí, olhei minha enorme quantidade de tintas, lápis de cor, guaches e que tais e, na minha antiga e abatida caixa de lápis Caran D’Ache, vi escrito, pasmem, Aquarelável. Fácil, barato e ali, à mão. Restava saber como fazer. Nada melhor do que o velho método de acerto e erro. Mais erro que acerto, ok, mas uma delícia. Ilustrei do jeito que deu  e perdi muito da qualidade ao digitalizar. Ao vivo são mais bonitas. Antes de ilustrar algo novamente, vou ter que me informar como meus desenhos em papel podem ser devidamente aproveitados.

No final coloco um vídeo que mostra o quanto a minha tentativa é meio patética.

O vídeo é lindo, o blog da Gennine é um encanto total. Não deixe de dar uma olhada.

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