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Posts Tagged ‘Leros’

Como não podia deixar de ser, livros me acompanharam para Leros. Li dois enquanto estive lá.  E lá ficaram, para a biblioteca informal da casa, composta de livros de diversas procedências. Nas estantes descansam livros em grego, italiano, inglês, português, francês. Quem chega, deixa o livro que acabou de ler e se serve do seguinte. É bom porque a gente sempre encontra algo que interessa.

Livros em movimento. Meu trabalho na Freguesia do Livro. E tem também a ideia do restaurante de Franco, o Fontana di Trevi, que fica na praia de Laki, um dos portos de Leros, onde esse italiano mantém uma biblioteca para (que poético) velejadores do mundo inteiro que passam por lá. A tripulação ancora o barco, desce para uma boa macarronada e troca o livro. Assim, livremente. O livro pode ir para nunca mais voltar, zingrando mares e aventuras. Poético, novamente.

Franco começou a biblioteca há 3 anos com uns 10 livros. Hoje são uns 500. Os livros são deixados principalmente pelos velejadores que por ali passam. Ele calcula que o trânsito de livros deste bookcrossing chega a 3 ou 4 vezes sua atual biblioteca. Ou seja, 1500 a 2000 livros já foram levados e deixados ali!

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O ritmo de um dia em Leros é sempre tão parecido que a gente perde totalmente a noção de tempo. Deve ser o sol sempre garantido que faz todos os dias serem meio iguais, sem as interrupções que dias de chuva propiciam, com leituras de bons livros, baralhos e afins.

Então, todos os dias, na ilha, a gente toma um café da manhã bem comprido, vai para a praia lá pelas 11 horas (filtro 50 e guarda-sol, juro) e por lá fica até o final da tarde. Volta para casa, banho, cozinha e vai passear. Aí surgia um problema: onde carregar o dinheiro, a fivela, a tiara que segura os cabelos destroçados pelo vento? A solução encontrei no blog da Chria. Namorei a bolsinha e, como fui a Blumenau, aproveitei para conhecer Chris e sua bonita loja.

Em poucos dias, chegava aqui em Curitiba minha bolsa linda em uma caixa cheia de mimos. Tudo perfeito. A bolsa foi para Leros, foi bem usada nos meus passeios e lá ficou, se tudo der certo, me esperando para o ano que vem.

Conheça o Sweetblogchria.

Bolsa lá, me esperando. Sorte dela.

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Leros, essa ilha grega, tem uma característica que no começo me incomodou: praias com pedras, ao invés de areia. Não dá para fazer buraco e nem castelo; precisa entrar na água com chinelo no pé, porque sem, dói; caminhadas na beira-mar, nem pensar, só se quiser alguns tornozelos torcidos. Mas a gente acaba achando é ótimo: entra e sai da água sem farofar o pé, que sai limpinho e charmoso nas havaianas (me permita abrir um parêntese aqui – ver uma loja vendendo Havaianas nessa ilhazinha grega, esquecida no meio do Dodecaneso, é uma prova máxima da globalização…); a gente senta, levanta, deixa a sacola de praia no chão e… chega em casa sem um grão de areia em nenhum pedacinho do corpo. Tem seu glamour, concorda?

Portanto, em Leros tem pedras. Muitas. E dá vontade de inventar de tudo com elas. Pintamos pedras personalizadas para segurar os guardanapos nos momentos em que o já mencionado furioso vento acontece. Aí aconteceu de eu encontrar entre os livros doados para a Freguesia do Livro, um que fez uma viagem enorme: foi parar na Grécia, cheio de ideias para pintar mais pedrinhas.

E para a próxima vez, fica essa ideia, do Inspire:

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Camisetas pintadas com cara de mar. Uma sereia para a sobrinha romana e um gato para Ielena, que fez aniversário em Leros. Improvisei com o moinho típico da ilha, ficou médio, mas ela adorou. E ficaram camisetas em branco por lá, aguardando a próxima visita.

Baseado nesse moinho:

E já que começamos a falar dos gatos (milhares) da Grécia, aqui vão imagens de alguns.

Cadê o gato?

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Anil

Sou do sul do Brasil, aquele trecho do país que insiste em acreditar que janeiro faz parte do verão. Mas a verdade é que nessa época, quando a maioria de nós gostaria de apreciar uma praia, nunca se sabe o que o clima vai aprontar. Tempestades, enchentes, nuvens em quantidades industriais e… sol vira artigo de luxo. Aí lá está você, na sua casa de praia e, todas as manhãs abre um olho só e espia para ver a cor do céu… Em geral cinza, uma alegria.

Muito bem. No Mediterrâneo, onde acontece de estar a Grécia e suas inúmeras ilhas, uma certeza reina nos meses de verão: tem sol, céu azul e ventos que fazem tudo ficar agradável. Nuvem, eles esquecem o que é. Chuva, portanto, nem pensar. Sempre (espere, vou repetir) sempre os dias são lindos. E azuis. Um céu de um azul infinito que encosta num mar de azuis mil, um mais formidável que outro. Inevitável fotografar, impossível capturar aqueles tons e transparência. Mas vale a tentativa de compartilhar.

Dizem que o azul descansa. Então sente e relaxe.

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Já comentei o quanto gosto de voltar para casa, seja vindo do bairro ao lado ou do outro lado do mundo.

De tanto ir e vir, percebo que voltar faz parte de uma grande ciranda, retornando a lugares que já conhecemos e de lá para casa, fechando círculos de chegadas e partidas. Em todas, uma parte de nós fica, algo fica em suspenso, uma ausência de um lado, uma temporária presença de outro. Os tempos modernos possibilitaram que a gente chegue longe, muito longe. Mas longas distâncias tornam as voltas tão mais difíceis…

O fato é que voltei para a Grécia, duas semanas em Leros e de lá retornei para casa. O que deixei lá me fará falta até… a próxima volta.

Novas impressões gregas serão compartilhadas aqui. Se quiser ir esquentando os motores, de uma olhada na viagem Grécia/11.

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Somos regidos por horários e compromissos. Até o fazer nada precisa ser maquiado com um motivo qualquer: estou sentado aqui no sol lendo um livro porque o médico mandou, mas já estou indo para o supermercado… Até quem, como eu, não tem um trabalho formal (nem informal, diria meu marido), vive no fio da navalha de agendas apertadas, do atraso, da neura da pontualidade, do trânsito afogado, dos intervalos preenchidos com o que supostamente parece com “vou aproveitar e fazer mais isso hoje para ter um tempinho livre amanhã”… O problema é que no “tempinho livre” de amanhã também vamos fazer algo para liberar o dia seguinte. A que ponto chegamos… evitando o ócio.

Aí, de repente, me vejo em uma ilha onde não há agenda, não há trânsito (não existem semáforos), se bobear até o tempo aqui está relaxado. Os compromissos se resumem às refeições, as comprinhas na quitanda, uma ou outra atividade de detalhes na casa, um restaurantinho. Fora isso, nada. Praia, mergulho, sol, jantar, conversa sob as estrelas até ver a primeira cadente ou o sono chegar. Nada de TV, nada de jornais, telefone inviável, internet restrita e economizada para o blog.

Que delícia de nada!

Imagens: http://www.weheartit.com

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