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Posts Tagged ‘Itália’

Vivi meus poucos dias em Roma em um clima de sonho, andando pela cidade sozinha ou acompanhada por meu filho. Concertos, museus, lojas, pizzas, é tudo festa. Mas na vida do dia-a-dia dá para começar a perceber que morar no centro de Roma tem seus percalços.

Debruçado sobre Piazza di Spagna com vista para o Vaticano. Glamour?

Sempre olhei para os terraços dos apartamentos que se debruçam sobre os locais bacanas como a Piazza Navona ou Via dei Condotti imaginando como seria charmoso morar ali. Agora estou vendo que quem mora nesses lugares está sempre rodeado por turistas – sempre. Grupos do Japão, da Alemanha, de Nápoles, de crianças com suas professoras aprendendo a história in loco. Barulho e poluição por toda parte. Não tem separação de lixo (essa quase me matou!) e os restaurantes têm cardápios escritos em inglês.

Estacionar o  carro (para as pessoas que podem circular com carro no centro, e mesmo assim apenas em certos dias) é tema de constante desespero, pois não há  lugar pelas ruas e prédios com garagem simplesmente não existem. Pense no que significa você chegar em casa do trabalho às 8 horas da noite, com vontade de algo prosaico como tirar os sapatos ou ir ao banheiro e ficar rodando, rodando, à procura de uma vaga para seu carro…

E tem os romanos, minha gente, os romanos… que já sempre foram, por assim dizer, meio rústicos no trato com as pessoas. Agora, que estrangeiros estão por todo lado, não mais apenas como turistas, mas principalmente como habitantes, eles costumam ser ainda menos doces. Mas não generalizemos. A grande maioria do povo do centro de Roma sabe que essa cidade nasceu para ser apreciada, compartilhada e fica orgulhosa em nos receber.

E é em Roma que moram belezas como essas:

Coliseu no meio do teu caminho de todos os dias.

Gaivotas se banhando em monumentos.

Cantinas que exaltam o sapore d’Italia.

Pizza al taglio. Para comer andando.

Capuccino e cornetto. Assim, só lá.

Sorvete. Imbatível.

Torta Mimosa e de Profiteroles. Valem a viagem.

Colomba Pascal. Uma tradição levada a sério.

E a pergunta que não quer calar: porque não temos Ikea no Brasil?

Queremos Ikea.

E aqui se encerra mais um passeio italiano. Deixo o clip de uma música linda, do Jovanotti. Enjoy!

Clique aqui para ver dicas de um romano em Roma. Roma vista da un italiano è diversa.

Mais Itália em…

Impressões italianas

Tomates que parecem pitangas gigantes.

Roma e seus sabores

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Tudo o que cozinhamos começa com a coleta de ingredientes. Básico, certo? Se fosse tão simples, porém, nada nos impediria de ter no Brasil a pizza e as massas iguais às que encontramos na Itália. Entretanto, não é o que acontece, pois é exatamente nos ingredientes que mora a diferença: o tomate, a beringela, a farinha, o queijo… tudo aqui é basicamente melhor. E não vai aqui nenhuma crítica aos nossos resultados brasileiros. Nós simplesmente não mandamos nisso – a incidência do sol, a qualidade da terra, o PH da água é que determinam as diferenças de sabores. Então me rendo. O negócio é aproveitar muito bem a comida italiana enquanto estiver aqui!

Ficam aqui algumas dicas para quem pretende vir para a Italia:

Pizzaria Alice: para muitos, a melhor pizza al taglio de Roma. Está na Via delle Grazie, perto da fila (longa) para a Capela Sistina, no Vaticano. Despojadissima, não tem mesa nem cadeira. Depois de enfrentar uma confusão tipicamente italiana para fazer o seu pedido dos sabores de pizza desejados, você pode escolher se come em pé na calçada ou sentado pelo chão ou meio fio. Não tem nem pia para lavar as mãos depois de se lambuzar com aquela pizza inesquecível. Mas vale a pena, com certeza.

Tutti in piedi! Pizzaria Alice.

Pedaços da melhor pizza de todos os tempos.

Falando em despojamento, em uma paralela à Via dei Condotti, a dois passos da Piazza di Spagna, existe um lugar que nem nome tem. Na porta está escrito apenas Pasta Fresca da 1918. Isso quer dizer que desde 1918 eles abrem a porta ao meio-dia, quando é possivel ver o proprietário produzindo quantidades industriais de talharins e afins. Lugar pequeno, tem uns banquinhos encostados nas paredes. De mesas, nem vestígio. Às 13 horas em ponto eles começam a servir, com pratos e talheres de plástico, à imensa fila de pessoas que a essa altura já alcançou a rua, apesar da chuva que cai. No dia que fui, a opção era massa com pesto ou pomodoro e funghi porcini. E um copo (de plástico, é claro) de vinho da casa. Por 4 euros, uma refeição perfeita e mais romana, impossível.

Simplezinho e maravilhoso.

Il Ghetto é o bairro judeu, com comidas tipicas e uma atmosfera especial. Foi ali que repeti o Carcioffi alla Giudia, outra vez delicioso. E dessa vez consegui experimentar a torta de ricota mais famosa da região.

Tortas de ricota.

Bem perto dali, Campo de’ Fiori, que além de ter uma feira de frutas e verduras espetacular, ainda abriga a pizza bianca (como posso explicar… é uma massa de pizza sem nada em cima e mesmo assim, formidável) mais disputada de Roma.

Fiori de zucca. Flor da abobrinha. Eles sabem aproveitar muito bem. Porque nós não?

Tomates que parecem pitangas gigantes.

Tomates que parecem pitangas gigantes.

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Macarrão artesanal na feira. Campo de' Fiori

Macarrão artesanal na feira. Campo de’ Fiori

Em Orvietto, cidade feudal que visitamos hoje, conhecemos um lugar que parece uma enoteca de chocolates.

Como meu filho mora sozinho em Roma, teve que aprender alguns lugares e macetes para comer bem sem muito trabalho, o que é bastante fácil nessa cidade. A dica de hoje foi especial: uma sanduicheria, que atende pelo original nome La Sandwicheria, aberta há poucos meses e tocada por 2 rapazes simpáticos, faz, adivinhe… sanduiches. Com os ingredientes perfeitos, à escolha do cliente. Até aí nenhuma novidade, concordo com você. Mas resolvemos finalizar com sanduiche doce e o que vimos? Sanduiche de Nutella, óleo e sal. Isso mesmo. E delicioso!

La Sandwicheria.

Um sanduiche inusitado e delicioso.

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DSC02346Comidas do Peru

Cristal e poeira

Itália

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Os pés. Ah, os pés!

A gente vive se exercitando. É academia, yoga, bicicleta, hidroginástica, dança… Supostamente, o corpo está super preparado para as grandes caminhadas que sempre fazem parte de viagens. Bem, posso dizer que meu corpo até estava. Mas os pés… Coitados, não há o que prepare pés para o abuso a que horas de escadarias, calçadas, parques e museus os submetem. Fosse só o esforço que caracteriza o turismo… Mas é necessário somar a ele a decadência trazida pelos anos: joanete, artrose, calos, que amor. Para completar, pezinhos que costumam ter como quilometragem máxima a distância que os separa do carro ao destino desejado…

Sapato certo, quem não tem? Ou pensa que tem. Aí chove e você não tem um que seja impermeàvel. Esquenta e você só levou bota. Optou pelo tênis? Aí aparece uma festa e você não trouxe nada que não seja de borracha ou tenha cadarço. Tudo bem, você não poderia ir mesmo com esse pé cheio de bolhas.

Portanto a dica é: vai viajar, pense nos seus pés. Eles vão ser de fundamental importância no sucesso do seu passeio. No meu caso, estao me dando o maior trabalho…

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Na Grécia

Repouso na Toscana

Imagem pés: http://www.weheartit.com

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Às vezes esqueço que esse blog originalmente fala de artesanato. Como estou situada no centro de Roma, para qualquer lado que me viro  o que vejo é o artesanato-souvenir. De gosto discutível. Ímãs, estatuetas, miniaturas do Vaticano, do Coliseu.

Fugindo do burburinho do centro, andando pelas ruas menores, encontro o trabalho em madeira na terra de Pinocchio e vejo que o verdadeiro artesanato romano  está em outras coisas:

Madeira na terra de Pinocchio.

Klimt no vidro.

Artesanato. Ou melhor, arte no teto de uma igreja. Aliás, em todas.

O macarrão italiano também é artesanato!

Alcachofras artesanais. É a época!

Entrada artesanal de um restaurante.

Nessa viagem, adquiri finalmente um quadro para fazer parte da minha coleção de “lugares visitados”. Roma precisava estar bem representada e escolhi uma pequena gravura da Piazza Navona em um antiquário. O dono romano me espreita pelo espelho, visivelmente pensando “esses turistas…”

É a gravura pequenina.

Clique aqui para ver dicas de um romano em Roma. Roma vista da un italiano è diversa.

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Artesanato grego

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Madeira na Grécia

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Fazer compras quando se está a dois passos de algumas das ruas mais famosas do mundo, pode ser interessante. Desço toda a Via dei Condotti, concentrado intenso de grifes conhecidas por suas vitrines estonteantes e preços também, sem nem olhar muito para os lados. Vou tranquila porque sei que logo vai cruzar o meu caminho a Via del Corso, muito mais democrática e acessível.

Via dei Condotti vista da Piazza di Spagna.

Tempo tenho, meu filho precisa estudar, portanto já subi e desci a Via del Corso algumas vezes. Com direito a café no Bar Rosati, preferido de Fellini.

Café Rosati. Piazza del Popolo. Final da Via del Corso.

Como a primavera está chegando aqui, as cores nas vitrines são pastéis, as botas são claras e tem renda pra todo lado.
E a Zara aqui é outra coisa, ocupa um prédio de quatro andares (a antiga Rinascente), com decoração toda branca e cheia de colunas. Muito mais imponente que nossas acanhadas Zaras que habitam shoppings.

Zara. Imponente.

E achei bacana encontrar uma enorme loja da Osklen, muito brasileira, no fervo da moda mundial.

Osklen. Brasil na Via del Babuino.

Uma viagem à Itália em…

Itália

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Quem já leu meus comentários sobre a úlima viagem à Itália, deve saber que evito pontos turísiticos. Não gosto de filas, de ver o que todo mundo acha que precisa ser visto. Porém, dessa vez, vou ter que me render, pois algo curioso aconteceu: estou visitando meu filho que acontece de estar morando no meio de muitos pontos turísticos de Roma. É isso então. Acabei mergulhada no coração de Roma! Vivendo a vida de todos os dias, comprinhas em supermercado, apartamento sem elevador, limpeza de banheiro, fazendo cara de nada… no coração de Roma!

Fontana di Trevi à noite.

Saio de casa e praticamente caio dentro da Fontana di Trevi. Caminho mais um pouco e ta-rá! A Piazza di Spagna. Viro para o outro lado, caminho algumas quadras e dou de cara com a Piazza Navona.  Pela primeira vez, tenho a oportunidade de, mapa na mão, descobrir (ou me perder) em Roma sozinha. A proposta é viver a vida cotidiana, ver a vida que meu filho está vivendo. E aberta para perceber os cantos e sabores dessa cidade fantástica. Se no meio do caminho aparecer um ponto turístico, paciência!

Piazza Navona. A minha preferida. Cheguei lá sozinha!

Roma é tomada por gente falando todas as línguas. Uma Torre de Babel, onde transitam turistas de todos os cantos, uns poucos romanos e muitos extra-comunitários (pessoas que vêm de outros países de fora da Comunidade Europeia e que, arrisco dizer, já são quase maioria). O charme dessa cidade é incontestável. E passear por aqui com alguém que também está aprendendo a descobrir a cidade, é uma delícia!

Piazza di Spagna. Caminho para a Villa Borghese.

A vista da Villa Borghese. Vaticano ao fundo.

O filho no Giardino delle Arancie. Belíssima vista.

Nunca tinha reparado, apesar de meu filho insistir em que sempre existiram, mas tenho me surpreendido encontrando gaivotas por aqui. Alguém mais acha estranho encontrar gaivotas em Roma? Bem, eu estou achando. Vi duas se banhando na Piazza della Colonna, outra em cima de um Uno na frente da pizzaria onde almoçava e outra fazendo o maior chuá na Fontana di Trevi.

Gaivota no maior chuá.

O fim de um belo dia. Cielo a pecorelle, pioggia a catinelle. Significa que amanhã vai chover muito…

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Roma – Dicas de um romano

Roma by bus

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De volta à Itália

Que bello! Tenho um novo motivo para voltar para a Itália. Dessa vez, fico só em Roma, pertinho de alguém de quem gosto muito. Se tudo der certo, alguns lugares romanos aparecerão por aqui. E como sou um bom garfo e a Itália é perfeita para gente que aprecia a boa comida…

 

Imagens: WeHeartIt

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Contrariando o que disse no primeiro post da minha estadia italiana, fui ver pontos turísticos. Mas sem encostar em nenhum. Me explico: sou fã dos ônibus que fazem a volta turística das cidades, os City Tour. Já fiz em Nice, em Santiago, em Curitiba e agora em Roma. O dia amanheceu lindo e resolvemos fazer o passeio. Filtro 40 no rosto, óculos escuros, e vamos nessa! O cabelo, coitado, sofre. Se transforma num ninho de pássaro sob os ventos das alturas. Mas vale a pena.

E é minha despedida. Deixo aqui imagens da minha visita de raspão aos pontos turísticos de Roma.

Coliseu visto do ônibus.

Vaticano visto do ônibus.

Castel SantAngelo visto do ônibus.

Sempre fico imaginando como deve ser a vida dessas pessoas que moram em coberturas de prédios antigos no centro de Roma. No mínimo, chique.

Coberturas.

Esses bares ficam na Piazza del Popolo. O cheio era o lugar preferido de Fellini. Bar Rosati.

Fellini. Visto do ônibus.

E, como a viagem está terminando, revi minhas anotações e percebi que cometi algumas injustiças, omitindo detalhes que ainda posso compartilhar. A eles.

Mais uma comidinha que adoro e que a gente encontra em tudo que é canto, sanduíches em vitrines e com os mais diversos recheios, aqui totalmente confiáveis e deliciosos. Apresento os tramezzini!

Tramezzini.

As bruschettas, os tomates com mozzarella di buffala e a fritatta de ovos do café da manhã na Toscana.

Café da manhã puramente italiano.

Os vinhedos a perder de vista da Tenuta dell”Ornellaia.

Até onde a vista alcança.

O cachorro mais simpático estacionado na frente de um bar, enquanto a dona toma um café. Em Bolgheri.

Simpático.

E a imagem do lugar, clima e companhia perfeitos para escrever.

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Uma viagem ao Peru

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Roma, nem tão romântica assim

Parece que está falando grego

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Gelato

Essa mania da minha cunhada de ir entrando nas lojas e, grudado ao buongiorno dar a informação de que sou brasileira, rendeu mais uma ótima conversa. Dessa vez foi em uma maravilhosa e escondidíssima sorveteria que atende pelo nome mais óbvio possível: Il Gelato (o sorvete). Mas tem um motivo – é O sorvete.

A moça que atende na sorveteria é jovem e apaixonada pelo Brasil (e até recentemente, por um brasileiro). Se chama Gioia (Alegria) e é o que transmite quando fala do nosso país. Esteve no Rio por um mês no início de 2010, foi visitar  a Lapa, a Rocinha e arrebaldes e voltou dizendo que o Rio de Janeiro continua lindo. Tanto é verdade que pretende abrir uma filial no Rio – ou em Nova York.

Vou explicar porque devemos nos reunir e torcer para que ela e o irmão escolham abrir uma Il Gelato no Rio:

Tem um balcão só de chocolateS.

Aí, tem vários balcões só de sorvetes de frutas, outros de doces convencionais e de outros não tão convencionais (eu pelo menos, nunca tinha visto):

Sorvete de arroz branco. E com mel de castanha.

Experimentei alguns, todos deliciosos. A esse ponto você deve estar pensando: grande coisa, uma sorveteria normal. Não, não… O gosto é esplêndido, a explicação  que Gioia nos dá sobre como o sorvete é feito é encantadora . O “autor”, Claudio Torcè, é um artesão dos sorvetes, pois usa como matéria prima produtos naturais, sem nada químico nem aromatizantes. Por isso combina tão bem com esse blog. E para tornar o lugar ainda mais especial:

Que tal?

Conheciam?

Sorvete de pimentão!

De gengibre. E de wassabi!!

Recomendo uma visita quando for a Roma. E uma rezinha para a nossa Senhora do Bom Sorvete para que resolvam abrir no Rio. Para conhecer um pouco a Il Gelato, clique.

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Profiteroli e outros doces italianos

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Gelado de nozes

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Calda de chocolate


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Algumas palavras são belíssimas e atraem quem escreve ao seu uso. Para mim, a palavra cristal tem essa capacidade. Considero-a sonora e transparente… Um móbile de sílabas balançando no ar.

Marido retornado ao lar, estou em Roma por mais um tempo sob a escolta da sogra e da cunhada. E foi com ela que conheci dois lugares que me encantaram, seja por seus nomes, seja pelo que vendem. São a Cristalli di Zucchero e a Polvere di Tempo.

Cristais de Açucar… Juntar minha palavra preferida com algo tão doce é o máximo. Ou não. O máximo mesmo é a confeitaria em si. Doces lindos e sem dúvida o melhor cornetto que já comi na vida, recheado com creme e uma fruta deliciosa chamada visciole (desconheço o que vem a ser. É roxa, se ajuda).

Um cornetto com visciole e outro com creme e pistache…

Cristalli di Zucchero.

Passamos a manhã toda em um curso de comida vegetariana-macrobiótica, onde aprendi o conceito da pasta madre. Essa “massa mãe” trata-se de um fermento base feito apenas com farinha e água, mantido em um recipiente e sempre “reavivado”, como insistiu várias vezes a cozinheira: é matéria viva, signora! É usado para tudo: massa de pizza, pães, cornetos, massa folhada. O que a minha cunhada adquiriu hoje, por exemplo, tem muitos anos de vida.

Será que descobri o segredo das massas italianas? Porque devo admitir: pizza como a daqui… não tem! O melhor de tudo é a Pizza al Taglio (pizza ao corte). Conceito que acho simples e delicioso e que não sei porque não pega no Brasil.

Pizza al taglio. Precisava existir no Brasil…

A cada esquina você encontra uma dessas cantinas onde entra e fica feito criança diante de um balcão coberto de pizzas retangulares dos mais diversos sabores. Depois de alguns instantes de profunda reflexão, você escolhe o sabor que deseja e de que tamanho você quer o seu pedaço. O pedaço é cortado, pesado, dividido ao meio e fechado uma metade sobre a outra. Por fim, é embrulhado em um papel e você sai, feliz como uma Páscoa (adoro essa expressão italiana) comendo aquilo pela rua.

E aqui, um recado em dialeto romano para quem acredita na importância do slow food.

Dialeto. Para mim, outra língua.

“Se vai entrar para comer aqui, deve sentar e esperar que a comida cozinhe. Mas se tiver pressa, tem um Mc Donald’s logo em frente”. Fofos, não?

Outro lugar especial, a Polvere di Tempo é uma loja charmosa em Trastevere, que quando passamos no começo do passeio, tinha um cartaz na porta dizendo “Torno quasi subito” (Volto quase logo). Na vitrine, bússolas e ampulhetas de todos os tamanhos e cores. E globos terrestres, coisa que acho que todas as casas deveriam ter, mesmo nesses tempos de Google Earth. Resolvemos voltar mais tarde. Ao entrar, para comprar uma miniatura de bússola para a coleção de meu pai, Grazia foi logo declarando que eu era brasileira. O dono começou a falar comigo em português e eu adorei conversar sobre Gilberto Gil, Chico Buarque, Florianópolis, José Serra – patriotismo é o primeiro sinal de saudades de casa. Adrian é argentino de Buenos Aires, gosta do Brasil e vive na Itália. Recomendo uma visita à loja cujo nome, em português, significa Poeira de Tempo. Combina, não?

Bússolas, globos e ampulhetas.

Voltando para casa, paramos em uma loja de brinquedos para comprar presentes. A loja é de uma moça francesa que, no caos, consegue indicar os brinquedos e livros que ela já leu e jogou com seus filhos. No tempo que fiquei ali, esbarrei e derrubei várias coisas. Mas ela se acha lá dentro!

Il Minotauro. O sonho de qualquer criança. Principalmente pela deliciosa bagunça.

Para encerrar, deixo uma reflexã0: porque, no “primeiro mundo”, as mercadorias comestíveis ficam expostas assim ao Deus dará, enquanto nós, suposto país em desenvolvimento, já prezamos muito mais as normas de higiene e comercialização?

Azeitonas ao vento.

Mais Roma em…

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Roma – Dicas de um romano

Roma – Artesanato

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Roma e seus sabores

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