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Posts Tagged ‘Inspiração’

No Dia das Mães, acontece o que todo mundo já sabe: mães ganham presentes. Flor, roupa, livro, abraço, beijo, almoço em família. Mas eu hoje resolvi inverter. Em vez de pensar no que vou dar, estou aqui pensando em tudo que ela já me deu, em tudo que ganhei da minha mãe.

1. O óbvio: vida, a possibilidade de existir.

2. O pacote completo: educação, limites, bom dia, boa noite, com licença, obrigada. Amor e disciplina. Conflitos, brigas, pazes.

3. Modelo: pais são exemplos a serem imitados, para o bem e para o mal. O exemplo que recebi em casa me fez boa mãe, pessoa que respeita os outros, que acompanha mas não invade. Aprendi com a minha mãe.

4. Habilidades: não todas nem na mesma intensidade. Mas ganhei da minha mãe a capacidade de desenhar, de aumentar riscos, de levar jeito com um pincel.

5. Cozinha: ela sempre foi uma cozinheira rebelde mas formidável. E minha aprendizagem culinária tem sua glória dividida com outras mulheres importantes em minha vida e todas excelentes cozinheiras, minhas avós e minha sogra Despina, outra mãe que muito me tem dado.

6. Conceito mãe-polvo: dá para ser mãe presente, dá para fazer geleia, levar 4 filhos em aulas diversas, bordar tapetes, costurar vestidos. Aprendi a ficar a um passo da perfeição, mas me empenhei em desaprender. Descobri que não ganhamos mais pontos no céu se fizermos tanto assim. Dá para ser boa mãe com menos trabalho, também.

7. Maternidade: ganhei da minha mãe o meu jeito de ser mãe. Espero que meus filhos também estejam ganhando de mim todos os dias os presentes que ganhei dela por toda uma vida.

Feliz Dia das Mães.

Na foto acima falta uma irmã, recém-transformada em peruana. Como ela é muito mais nova, não aparecia nessa foto do século passado. Espero que me perdoe.

Algumas obras da Dona Christa.

Bancos

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Uma casa de passarinho

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Espelhos

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Que pais serão meus filhos?

Imagem sapatinhos: http://www.weheartit.com

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Temas. É sempre bom ter um para direcionar fases. E tribais são irresistíveis.

Cerâmicas da Magda. Pura África.

Vaso africano. Magda.

Tribal da Raquel.

Caixa de vinho. Muito tribal.

Caixa fechada. Caixa aberta. Pra lá de tribal.

Tigre na mesa.


Outros temas que você pode apreciar…

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A Turquia é aqui

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Os bichos gregos

Klimt

Imagem tribal: WeHeartIt


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O que você verá aqui é o relato da primeira ação da Freguesia do Livro. Ela cresceu e agora está fazendo muitas bibliotecas por aí. Informe-se aqui: www.freguesiadolivro.com.br

Freguesia do Livro

A Ângela tinha muitos livros infantis na sua vida, teve uma idéia e eu entrei de carona. Quem sabe você também não se anima?

Aos fatos: a Freguesia do Livro é uma iniciativa de pessoas interessadas em dar acesso aos livros a uma população pouco estimulada em relação à leitura. Instigando o hábito de ler e ampliando o gosto pela leitura em si, levará crianças e jovens à descoberta deste prazer.

Queremos um movimento cultural que interligue livros que estão esquecidos em prateleiras com crianças e jovens que poderão ser apresentados ao mundo da leitura, respeitando seus focos de interesse.

A Freguesia do Livro vai estabelecer sua biblioteca na Sociedade Crescer, sob responsabilidade de nossa amiga Maria Izabel Valente, na Vila Zumbi em Colombo, perto de Curitiba. Este projeto existe desde 1994 e é hoje um local que oferece atividades no contra-turno escolar, promovendo o convívio e desenvolvimento de cerca de 160 crianças e jovens que se encontravam em situação de risco social. Este atendimento diário oferece refeições, atividades pedagógicas, esportivas, cívicas e artísticas.

Acreditamos que livros devem circular, levar a sua história para mais de uma pessoa, para mais de uma casa. Construímos nosso acervo a partir de doações de interessados em contribuir com a nossa proposta. Este movimento precisa ser estimulado e promovido!

Você está convidada/o a participar desta nossa iniciativa! Olhe para os livros infanto-juvenis que estão guardados em suas estantes e pense que eles podem levar informação, lazer e fantasia a muitas crianças que poderão aprender a ver o mundo de uma nova maneira.

Ângela & Jô

A festa já começou! Participe!

Quer ajudar? Nos doe seus livros que estão quietinhos em um canto da sua casa. Mande um comentário que a gente se ajeita.

E veja aqui a Freguesia entrando em movimento.

Mais consciência em…

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Deixe seu livro ir

Questão de atitude


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Cada mergulho nas telas de Klimt traz novas ideias. Ali a gente encontra misturas improváveis de cores, quadrados, círculos, dourado, flores,  arabescos… que nos quadros dele deixam de ser improváveis para virarem perfeitas.

Aí fazemos recortes com nosso olhar, dependendo do objetivo, do estado de espírito, das cores que desejamos usar. E dá nisso!

Desse quadro por exemplo, saiu a caixa que está logo abaixo. Você consegue encontrar a fonte?

Achou?

Klimt em festa. Da Angela.

Pedacinhos de Klimt. Que nasceram de…

E essa caixa de incenso vem de….

Outros temas que inspiram…

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A Turquia é aqui

Inspirei-me

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Louça que herdei de minha avó.

Flor é pura mágica! A variedade, a beleza, as cores, as formas… Minha avó Wanda era uma apaixonada. Tinha uma estufa,  preservava flores trazidas da Alemanha em bulbos escondidos na mala há décadas atrás, se aventurava nos enxertos, conseguia modificar suas cores. Na frente do prédio em que morava em um bairro central de Curitiba, cuidava do seu jardim florido e ali fazia amigos na conversa matinal. Espalhou muitas sementes, mudas e conselhos florais pelo Alto da XV. Visitá-la significava invariavelmente um passeio pelas espécies brotando, uma explicação sobre os cuidados que exigiam, uma tristeza por um vaso que não havia resistido a algum piolho maligno. Violetas e orquídeas eram as preferidas, estrelas em destaque de seus amores. As flores a acompanharam por seus 94 anos de vida e até o final eram o presente mais bem-vindo. E me fazem acreditar que todos precisamos de algo que nos motive, impulsione, um objetivo, um hobby, uma coleção, uma paixão. No caso da minha avó, eram as flores. E no seu? O que te motiva?

Seguindo esse pensamento, deixo aqui uma crônica da Martha Medeiros que faz refletir. E reflexão combina com começo de estação. Leia e pense no assunto. Se quiser compartilhar com a gente quem/o que você é, comente.

A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.

Eu sou outono, disparado. E ligeiramente primavera. Estações transitórias.

Sou Woody Allen. Sou Lenny Kravitz. Sou Marilia Gabriela. Sou Nelson Motta. Sou Nick Hornby. Sou Ivan Lessa. Sou Saramago.

Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou metrópole.

Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente só com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho.

Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou Internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro.

Sou azul. Sou colorada. Sou cabelo liso. Sou jeans. Sou balaio de saldos. Sou ventilador de teto. Sou avião. Sou jeep. Sou bicicleta. Sou à pé.

Você está fazendo sua lista? Tô esperando.

Sou tapetes e panos. Sou abajur. Sou banho tinindo. Hidratantes. Não sou musculação, mas finjo que sou três vezes por semana. Sou mar. Não sou areia. Sou Londres. Rio. Porto Alegre.

Sou mais cama que mesa, mais dia que noite, mais flor que fruta, mais salgado que doce, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte fraquinho. Sou cara lavada. Sou Gisele. Sou delírio. Sou eu mesma.

Agora é sua vez.

Martha Medeiros

 

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Primavera em Nova Iorque

Captura de tela 2011-03-04 às 19.46.02Outono – A arte de envelhecer

Captura de Tela 2011-09-01 às 07.18.22Apetites

 

 

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Acredito firmemente que todo mundo tem talentos. Talentos evidentes, talentos a serem descobertos ou desenvolvidos. Com a Internet então, tudo está a um toque de Google e… voilá! Instruções para virar talentoso nas mais diversas áreas. Manuais que nos permitem aprender a fazer de um prato de macarrão a bolonhesa a um foguete telecomandado.

O que torna então uma obra especial, diferente e apreciável? São seus detalhes, as evidências de que aquilo foi feito com cuidado e atenção, de que cada pormenor foi fruto da busca de qualidade. E que, como bom artesanato, é único.

Esse é o que considero o talento comum às diversas arteiras do ArteAmiga: a valorização dos detalhes.

A eles:

A rosa da Emília na jarra da Magda. Delicadeza.

Coração dá graça ao porta-talheres. Da Jô.

Tecido florido complementa a beleza dos passarinhos da Emília Wanda.

O avental da Panos Divertidos.

Detalhe do avental da Panos Divertidos.

A escolha dos melhores ingredientes. Detalhe fundamental para….

…o cupcake perfeito! Cheio de detalhes. Da Marina.

Pequenos detalhes compondo uma peça única. Da Carminha.

Mais detalhes e ideias em…

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Mesa de praia

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Pinturinhas de praia

Banquinhos 

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Pura poesia.

Um dia perfeito. Um lugar perfeito.

Foi isso o que vivemos neste sábado. Em um grupo organizado pela Magda, fomos a Quatro Barras, cidade pertinho de Curitiba. Chegamos lá às 9:00 horas de uma manhã ensolarada e voltamos para casa defumadas e felizes, sob um céu com mais estrelas, como só as zonas rurais podem oferecer. Fomos participar de uma oficina de Rakú, técnica da cerâmica que mexe profundamente com os elementos terra e fogo, na chácara do ceramista e professor Gilberto Narciso.

Começamos com um passeio pelo lugar, com direito a pomar, cachoeira, rododendros e azaléias, Beatles numa vitrola e esculturas escondidas entre a vegetação. Pura poesia.

Começam os trabalhos e passamos o dia em três rodadas pelas etapas do Rakú: pintura, queima, resfriamento e apreciação de nossos dotes despertados como ceramistas. As cores só se revelam no final do processo, surpreendendo ou correspondendo às expectativas, exercício fundamental para aprendermos que o barro, os pigmentos e o fogo interagem de formas às vezes inesperadas e a que a natureza é quem tem a última palavra. Nem tudo sai como se imagina, mas tudo sai belo, único e irrepetível.

Sol, paisagem agradável, professor simpático e arte… O que fica faltando para tornar essa jornada ainda mais memorável? A comida, minha gente, a comida… Enquanto nos desdobramos na oficina entre cores e pincéis, vasos e fogo, fumaça e água, lá dentro da casa, Beatriz, a esposa do professor, produz delícias. O almoço servido na varanda florida nos brinda com suco de framboesas colhidas ali mesmo, saladas variadas, entre elas uma com lentilhas rosa (confesso: nunca tinha visto!), quiches, gnocchi de semolina e frango ensopado. A sobremesa, um manjar com calda de framboesa e frutas da chácara transformadas em compotas pela talentosa Bia. “Chega!”, você diria. Nada disso. No final do dia, depois da terceira fornada de nossas obras-primas de barro, voltamos à mesa, dessa vez para um lanche da tarde constituído de pães, bolos, torta de maçãs e damascos… Melhor parar (de escrever, porque de comer foi difícil…). Beatriz também é autora de um bolo de frutas que tem gosto de Natal, mas merece ser feito e comido o ano inteiro.

A perfeição mencionada no início foi completada por estarmos entre amigas, aproveitando para falar sobre tudo e  rir sobre nada, cantando e dançando ao som dos Secos & Molhados. O ArteAmiga recomenda um dia desses a cada pessoa que nos lê!

Assim começamos…

Assim terminamos.

O início do processo.

Pintado. Antes do forno. Como será?

Incandescente.

Uma obra-prima! Resfriada e lavada.

Hora do almoço.

Passeio.

Cachoeira.

Folhas plissadas.

Mais cerâmica em…

Em flor. Cerâmica

DSC03304Nosso artesanato na Grécia

Alta temperatura


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