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Posts Tagged ‘Cinema’

Um filme imperdível. Fala de superação, da relação de pessoas totalmente diferentes, da raça à cultura, do nível social às expectativas. Mas fala principalmente do preconceito. Ou da falta dele, o que é muito melhor.

Ser deficiente é algo tão específico, que recusa generalizações. Quem é deficiente, em geral, é deficiente em uma habilidade, mas tão ou mais eficiente em tantas outras. E todas essas outras habilidades querem ser tratadas com normalidade, não sei se me entende. O personagem principal do filme é tetraplégico, mas não quer ser subestimado, não quer ser tratado como coitado, não quer se esconder da vida e tudo isso acontece pela convivência com uma pessoa sem ideias preconcebidas que se relaciona com seu patrão-amigo como se ele pudesse fazer tudo. E isso é o que toda pessoa com necessidades especiais quer: que se lembre do que ela pode, e não apenas do que ela não consegue.

Deficiência acontece. Pense nisso. Hoje estou super bem, penso direitinho, me expresso com clareza, vou e volto por minha conta, levo um garfo à boca sem deixar cair um grão de arroz, enxergo do longe à letra miúda, escuto o passarinho, o trovão e o sussurro, discrimino sabores, odores e texturas. Tudo em mim funciona, mas até quando? Idade, acidente, doença, peças pifadas podem diminuir meu grau de eficiência de uma hora para outra.

Portanto, lute contra os preconceitos. Eles nem sempre são mal-intencionados, na maioria são apenas burros. Generalizações não funcionam bem nunca. E presumir que pessoas não podem, não sabem ou não conseguem por que são isso ou aquilo, é uma bobagem sem fim.

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Quem me conhece sabe: acho que existem momentos na vida que precisam de trilha sonora. Uma musiquinha de fundo para complementar os pedaços de nossas vidas (às vezes curtos, às vezes longos) que parecem cenas de cinema.

Música é pessoal. Para alguns, ouvir o motor do carro do filho entrando na garagem de madrugada, é música. Ou o som de risadas de amigos em torno da mesa onde você serviu um jantar, é música. O barulho da chuva quando você está quentinho na sua cama na noite escura, é canção de ninar. É música o som de um bom vinho caindo em um cálice numa noite fria e é música o silêncio, depois de um caos sonoro.

Filhos aprendem a gostar das músicas que os pais apreciam, em sutis lavagens cerebrais nas horas longuíssimas que passamos com eles nos carros, até que os 18 anos cheguem e eles batam asas (ou melhor, rodas) sozinhos por aí. Meus filhos conviveram com e hoje apreciam Queen, Police, Sting, Eric Clapton. Mas o distanciamento dos gostos é inevitável e um dia você percebe que não entende “como eles podem gostar desse barulho”. Barulho para nós, música para eles.

Há algum tempo, me enamorei perdidamente por meu I-pod e a possibilidade de fazer seleções musicais com minhas preferidas de uma vida inteira. Ele é usado em momentos especiais como caminhadas na beira do mar ou lagarteando ao sol. Mas um I-pod também pode ser segregador. Jovens que passam 90% do seu tempo com fones no ouvido e com quem falamos na base de cutucadas ou mímicas, sabotam conversas. Dá até uma preguiça de começar um diálogo… Serão muito musicais, mas poucos sociáveis.

E apresento trechos de filmes que nada seriam sem uma música de fundo. Foram as cenas que me ocorreram, mas aposto que você tem as suas preferidas. E eu gostaria muito de saber quais são.

Esta é ótima, pois mostra o momento exato em que o rapaz descobre que está apaixonado. A vida devia ser assim.

Hair!

Quem não lembra dessa?

E dessa?

Imagens música: http://www.weheartit.com

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Cinema compete de perto com meu gosto pela leitura.  Quem não gosta de ver um bom filme?  O fato de o filme ser bom só completa meu programa favorito: cinema e jantarzinho em seguida. Ver filmes em casa também é uma delícia, além de proteger, a nós mulheres, da infernal tendência masculina de monopolizar o controle remoto e assistir aos programas mais insuportáveis que estiverem passando.

E quem não tem suas cenas imperdíveis? Que mesmo que o filme esteja passando pela milionésima vez na TV, você fica para ver “aquele pedacinho”? Pois um dos meus é esse:

Há pouco assisti o filme Tomates Verdes Fritos, que me lembraram dos Tomates Vermelhos Recheados que fiz há alguns dias. Instalados em um prato da Magda, trouxeram um ar greco-romano à casa.

Tomates Recheados

Ingredientes:

Tomates tipo longa-vida, grandes, que dê para rechear.

Cebola.

Carne moída.

Arroz cozido.

Sal e pimenta. Açúcar.

Fazendo: Tomates: lave bem os tomates, corte a parte de cima formando uma tampa, esvazie seu interior, guardando tudo o que retirar em uma tigela. Coloque uma pitada de sal dentro de cada tomate e vire-o de cabeça para baixo para que solte a água. Bata o que retirou dos tomates em um liquidificador, ou com um mixer, ou um passino. Não é necessário peneirar. Se rendeu pouco suco, adicione um molho e tomate pronto. Reserve.

Recheio: pique a cebola e refogue em pouco óleo. Quando a cebola estiver dourada, adicione a carne e refogue até que ela pare de soltar líquido. Quando estiver começando a secar, vá adicionando aos poucos o suco de tomate resultante da polpa retirada de seus interiores. Tempere e adicione o arroz cozido. Misture tudo e reserve. Quando o recheio tiver esfriado um pouco, desvire os tomates, ponha um pouco de óleo, uma pitada de açúcar e salgue levemente cada um deles. Recheie com a carne, coloque um pedacinho de manteiga sobre cada tomate e salpique com farinha de rosca. Cubra cada tomate com sua tampa. Coloque-os em uma assadeira, ponha um pouco de água no fundo (se tiver sobrado molho de tomate, melhor ainda) e asse em forno médio por uns 40 minutos, ou até que o tomate estiver dourado. Se quiser, asse batatas pré-cozidas junto. Fica uma delícia!

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