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Posts Tagged ‘Casa’

Meu filho foi morar em outro canto, isso todo mundo já sabe. Estranhei no começo, mas agora vejo que essa é a ordem natural das coisas. E eu ganhei por tabela um lugar para ajudar a encher com os detalhes necessários e nem sempre visíveis aos olhos masculinos.

Assim, Leo ganhou um banco para ser curinga pela casa. Fiz com cores que combinam com o ambiente.

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Ganhou umas peças de cerâmica da Raquel, com as mesmas funções que acostumou a ver aqui em casa: um recipiente para carteira, chaves e celular ao entrar em casa. E um copo para escovas de dente no banheiro.

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Na parede, um quadro do Foca Cruz retratando um dos livros preferidos de meu filho, O Apanhador no Campo de Centeio, J.D.Salinger.

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A próxima meta é um quadro a óleo ou acrílico para a parede,  que não sei nem por onde começar a fazer. Aliás, sei sim. Vou fazer aula de pintura. Adoro aprender coisas novas. Vamos nessa.

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Entro em casa no final do dia. Sombras caem pelas janelas, acendo alguns abajures, vou para o quarto, tiro o sapato apertado. Banho, roupa mole, em silêncio caminho para a cozinha. Água no fogo para sopa ou chá, sento no meu canto do sofá, cachorro ao lado, computador no colo. A sensação é de abraço, de conforto, de ninho.

É o lugar onde botamos, chocamos e criamos filhos, planos e sonhos.

Para combinar com todos esses ninhos, uma dica para quem teu o seu em Curitiba: um truque que deixa o bolo Ninho de Abelhas da Confeitaria Bombocado ainda mais delicioso. A ideia é de minha mão, inventadeira de carteirinha.

Compre um bolo Ninho de Abelhas na Bombocado. Ele vem acompanhado de um creme para colocar por cima na hora de servir. Agora, a dica da D. Christa: coloque seu Ninho de Abelhas em uma forma e adicione um pouco de leite no fundo. Cubra com metade do creme que veio junto e coloque no forno. Ele vai dourar e caramelar a superfície. Aí, você tira do forno, espera amornar um pouco e serve os pedaços do Ninho regados com um molhinho de baunilha que vai encontrar nesse post. Divino.

* Usei um refratário da Ekozinha. Vale a visita.

Imagens dos ninhos colhidas no Pinterest e WeHeartIt.

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Prato e bolo da amêndoas

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Nostalgia é meu nome do meio. Tenho que me cuidar para não me afundar em memórias, relembrar coisas e lugares com um olhar aparvalhado, lagriminha se formando no canto do olho. Minha escola, minhas férias na infância, a casa da praia, as comidinhas de minhas avós. Sei que preservando o que foi importante para ser quem sou, passo para meus filhos memórias que também serão deles, vividas por tabela e, muitas vezes, dando significado a coisas que só DNA explica.

Família e memória, vamos ao que interessa: a casa de minha avó. Palco das coisas mais aventurosas da minha infância, menina de apartamento que era, essa casa já comentada aqui tem lugar de honra no meu jeitão nostálgico. Mato, cipó, fogueira, amarelinha, ameixa no pé, primos, bota 7 léguas, barro, geleia de framboesa, cogumelos, trilho de trem, ludo, bolinho de banana, spätzle, aquário, livros e mais livros, tudo se mistura em recordações deliciosas.

Quando minha avó faleceu, a casa foi vendida. E transformada em uma coisa horrível, pintada de azul piscina em via de acesso pela qual eu sempre passava quando ia a Blumenau. Fechava os olhos, nem queria ver aquilo. Em abril/12, estive lá e tive a grata surpresa de ver que estava linda, reformada, com as cores próximas da original. Não resistimos: pedimos ao senhor que estava finalizando a reforma, se podíamos entrar. A casa estava vazia e recém pintada. Desnecessário dizer que foi emocionante, tudo era como nos lembrávamos.

Poço feito por meu avô.

Então é isso: a casa da Dona Nora, que antes era a casa de campo de seu pai, Oscar Gross, hoje acolhe a Floricultura do Mario, um homem que entendeu o valor que aquele endereço tem para nós. Minha avó, de onde estiver, vê sua casa e agora está feliz: o amor às flores que sempre a acompanhou, mora lá outra vez.

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Viajar é uma maravilha! Existe um consenso sobre isso, certo?

Minha filha, desde pequena, adora contagens regressivas. Ela cresceu e continua marcando quantos dias faltam para aniversários, para sua ida a Nova York, para essa viagem a Leros. À medida que o evento se aproxima, ela transforma a contagem para número de horas…

Eu, mesmo gostando muito de viajar, começo minhas contagens regressivas quando saio de casa com as malas na mão: quantos dias faltam para voltar?

Por melhor que seja o lugar (e Leros É o melhor lugar), por mais linda que seja a paisagem, mais formidável o hotel, eu tenho vontade de voltar para casa. Não chega a atrapalhar a viagem, curto tudo, aproveito cada passeio e comida, mas dentro de mim, conto: 17, 16…

Maluquice? Bairrismo? Pérolas aos porcos? Pode ser. Mas para mim só quer dizer que é muito bom ir e é maravilhoso voltar.

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Muita gente tenta me convencer que ter casa na praia só dá problemas: areias lotadas, segurança, umidade, manutenção, carros com som estourando a passar lentamente (tenho vontade de fazer um levantamento estatístico: qual a probabilidade de que eles toquem uma música que a gente goste?). Motivos não faltam, mas é aqui  nessa casa de praia que minha tendência à nostalgia atinge seus picos de audiência.

Já acenei algumas características desse lugar quando falei da casa de passarinhos pintada por minha mãe. Aqui tem outras, antigas, agredidas pela maresia, mas que continuam lindas.

Casinhas poéticas. Já tiveram vários inquilinos.

Essa casa tem hibiscos. Por todo lado. Flor linda, que tem tudo a ver com verão e mar. Linda quando está na árvore, porque quando cai no chão…. Introdução para falar da transformação que ocorre comigo quando chego ao nosso lar catarinense: pronta para viver meus dias de Amélia, com todos os percalços da vida doméstica.  É casa de praia, simples, sem máquina de lavar roupa, sem máquina de lavar louça, sem aspirador de pó, sem uma santa para me ajudar todos os dias. Significa tanque, varal, vassoura, pano no chão. Maresia nas janelas, areia por todo lado, jardim para regar, calçada para varrer. O microndas pifou no primeiro dia, provavelmente vai voltar do conserto no dia que eu for embora.

Hibiscos por todos os lados.

Com esse panorama, fica difícil acreditar que eu goste daqui. Pois é isso tudo que eu adoro. Lavar uma roupa e poder vê-la secando no varal. Comprar flores aos montes e plantar por ali. Lidar com mangueira, água no pé, eta coisa boa!

E a nostalgia fica por conta da história. É a mesma casa onde minha avó passava as suas férias quando mocinha, onde minha mãe namorava meu pai, onde eu passei uma infância cheia de aventuras, onde meu irmão conheceu minha cunhada, onde meus filhos, sobrinhos e filhos de amigas fizeram castelos e vulcões de areia, pularam da pedra, fizeram guerra de bagas e caçaram sirí com lanterna. Comeram goiá, pegaram jacaré nas ondas e se lambuzaram com muitos picolés Seara. É a casa onde muitos já se divertiram e onde, espero, muita areia ainda vai rolar.

Essa casa é cheia de artesanato.

Quarto azul da cor do mar. Da Christa.

Outro lado do quarto azul da cor do mar.

Esse é da Jô. Um recado para meu cunhado Fabrízio.

Passarinhos marítimos da Emília Wanda.

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Casa de avó

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Casa cheia

Final de ano lembra grandes deslocamentos de gente. Famílias se transferem de uma cidade a outra, atravessam céus e mares para estar com parentes e amigos em festas e férias de verão.

Por aqui não foi diferente. Em um Natal que lembrava uma Torre de Babel, com parentes que vinham de lugares como Roma, Lima, Qatar e Blumenau (ok, essa última perdeu um pouco no quesito emoção), a troca de presentes e culturas foi um grande prazer.

A ceia passeou pelos sabores respeitando as tradições de cada lugar, mas a prioridade foi a que sempre me acompanhou: comidas alemãs, como o tender, a vitela assada, o klöse, os fios de ovos. Os italianos contribuíram com o costume de comer peixe na noite de Natal e nosso sangue brasileiro deu lugar à farofa.

Comida boa, mas o importante mesmo é a casa cheia, a confusão, o cansaço no final que garante que muita gente que se gosta esteve feliz ao seu lado, trocando abraços a cada minuto. Recarga de energia para um ano inteiro.

Klöse de Batata

Torre pão de forma cortado em quadradinhos em forno lento num tabuleiro. Deve ficar torrado e pouco moreno. Leva um bom tempo no forno, mexendo de vez em quando.

Cozinhe 1 kg de batatas sem casca em água e sal, até ficarem macias. Passe no espremedor, adicione uma colher de manteiga e quando esfriar, 1 ou 2 gemas.

Aos poucos, vá adicionando farinha de trigo à batata espremida, mexendo a massa até atingir uma consistência que não grude nas mãos. Para quem sabe a consistência de nhoque, é a mesma. É bom testar em água fervendo para ver se ficou na textura desejada.

Pegue partes dessa massa, coloque sobre mesa enfarinhada e abra para colocar pedacinhos de pão dentro. Feche a massa delicadamente em torno das torradinhas e vá enrolando até formar uma longa “cobra”. Corte em pedaços de mais ou menos 10 cm de comprimento. Jogue uns 5 ou 6 por vez na panela com água fervente e sal e retire-os quando começarem a boiar. Escorra e coloque em uma travessa. Quando estiverem todos prontos, jogue por cima uma mistura de manteiga torrada com farinha de rosca. Fica um toque dourado por cima. Podem ser feitos com antecedência e aquecidos no microondas na hora de servir. Bom proveito!

No clima de Natal…

Natal feito em casa

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Ideias de Natal

Natal lembra vermelho

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