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Posts Tagged ‘Bolo’

Entro em casa no final do dia. Sombras caem pelas janelas, acendo alguns abajures, vou para o quarto, tiro o sapato apertado. Banho, roupa mole, em silêncio caminho para a cozinha. Água no fogo para sopa ou chá, sento no meu canto do sofá, cachorro ao lado, computador no colo. A sensação é de abraço, de conforto, de ninho.

É o lugar onde botamos, chocamos e criamos filhos, planos e sonhos.

Para combinar com todos esses ninhos, uma dica para quem teu o seu em Curitiba: um truque que deixa o bolo Ninho de Abelhas da Confeitaria Bombocado ainda mais delicioso. A ideia é de minha mão, inventadeira de carteirinha.

Compre um bolo Ninho de Abelhas na Bombocado. Ele vem acompanhado de um creme para colocar por cima na hora de servir. Agora, a dica da D. Christa: coloque seu Ninho de Abelhas em uma forma e adicione um pouco de leite no fundo. Cubra com metade do creme que veio junto e coloque no forno. Ele vai dourar e caramelar a superfície. Aí, você tira do forno, espera amornar um pouco e serve os pedaços do Ninho regados com um molhinho de baunilha que vai encontrar nesse post. Divino.

* Usei um refratário da Ekozinha. Vale a visita.

Imagens dos ninhos colhidas no Pinterest e WeHeartIt.

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Leo foi visitar Marina em NY. E, por sorte, já se espalhou pela família a notícia de que adorei a Anthropologie. Portanto, o presente que ele me trouxe era de lá. Potes charmosos para medidas culinárias. Acho que acabo de descobrir o que vem a ser a famosa xícara de café, pois a xícara deles é muito maior do que a nossa. E o que eles chamam de 1/2 cup, é a minha xícara normal de medidas. Vivendo e aprendendo.

Para dar um uso digno às medidas, fui procurar uma receita no blog Cucchiaio Pieno, da Léia, brasileira que mora na Itália e que traz ótimas ideias culinárias. Várias medidas usando xícaras e bananas amadurecendo no cesto de frutas foram a inspiração. E saiu esse bolo delicioso, desse post do Cuchiaio.

BOLO CUCA DE BANANA
Ingredientes
1 xícara (chá) de açúcar
100 gr de manteiga, em temperatura ambiente
4 ovos
1/2 xícara (chá) de leite
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1/2 colher (sopa) de fermento em pó
6 bananas-nanica maduras
canela e açúcar para polvilhar
Modo de preparo
Bata, em creme, o açúcar com a manteiga e os ovos. Junte o leite e a farinha peneirada com o fermento. Bata bem e coloque numa forma untada e polvilhada com farinha de trigo (usei uma forma de 20cm x 30 cm). Corte as bananas ao meio (no sentido do comprimento) e coloque sobre a massa.
Polvilhe com açúcar e canela e asse em forno preaquecido a 180 °C por 35 minutos.
*Minhas modificações: como não tinha uma forma nas medidas pedidas, fiz em uma redonda, de fundo removível, com 26cm de diâmetro. E não resisti: fiz uma farofa com 3 colheres de sopa de farinha de trigo, 1 1/2 colher de sopa de açúcar e 1 1/2 colher de sopa de manteiga. Bem misturadinho, jogado por cima. Crocante.
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Essa receita já começa com um problema de saída: requeijão é a mesma coisa no Brasil inteiro? Ou uma parte desse país tão grande chama de ricota, outra chama de queijinho, outra apelidou de queijo branco? Boa sorte aos que tentarem fazer essa torta, então. Aqui a gente fala que é requeijão, mas acaba comprando ricota. Vá entender. O resumo é que essa torta, seja lá do que for, é uma delícia, mais uma especialidade da minha mãe e que recomendo com estrelinhas.

E ela veio a calhar para o já clássico exibicionismo dos pratos lindos que compro. Esse é da Anthropologie e dispensa adjetivos. É simplesmente lindo.

Torta de Requeijão

MassaIngredientes:
100 gr. manteiga
100 gr. açúcar
1 gema e 1 ovo inteiro
1 pitada de sal/ 1 pitada de açúcar de baunilha
150 gr trigo
1 colher de chá de fermento Royal
Raspas de casca de limão
Bater com batedeira a manteiga, adicionar o açucar, ovos, sal e e baunilha. Adicionar o trigo e o fermento peneirados e a casca de limão. Forrar uma forma de abrir untada, subindo um pouco pelas laterais.

RecheioIngredientes:

Fazer um pudim: em 1 xícara de leite fervendo, adicionar uma xícara de leite frio misturado com 1 colher de sopa de maizena e 2 colheres de sopa de pó para pudim. Mexer até engrossar um pouco. Deixar amornar. 1 pacote de ricota fresca peneirada 2 gema suco de 1 e 1/2 limão 3/4 xícara de açúcar 1 pitada sal Passas hidratadas em água morna. Misturar todos os ingredientes do recheio e colocar na forma, sobre a massa. Assar por 45-50 minutos.

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Meu único tio (e padrinho) escolheu para casar uma pessoa que eu aprovei logo de cara, do alto dos meus 10 anos de idade: ela era a dona do cabelo mais lindo que eu já tinha visto. Todas as suas roupas combinavam e ela era tão organizada que parecia de mentira. E escrevia tudo que lhe acontecia em um diário, o que eu achava para lá de charmoso. A cereja do bolo é que ela trabalhava em uma galeria de arte em Blumenau que eu adorava visitar porque vendia pedras de rio pintadinhas. Eu devia andar atrás dela feito gato emocionado, olhos fixos querendo aproveitar tudo o que a moça linda e descolada, com seus 20 anos, podia me ensinar.

Para sermos ainda mais compatíveis, sempre foi arteira. Pinta e borda,  a casa dela é cheia de detalhes mimosos. Sua fase mais produtiva e criativa foi nos muitos anos em que fez batik, pintou sedas, fez saídas de banho, lenços e uma infinidade de coisas lindas.

Os batiks que fazia:

As toalhas com aquarela que faz agora:

Como nora da minha avó blumenauense, exímia cozinheira de medidas pouco precisas (“um pouco mais ou menos de açúcar…”), Dóris teve a sorte de morar perto e aprender muitas receitas do tipo “venha ver como se faz”. Detalhista, as receitas traduzidas do alemão são de um preciosismo ímpar. O que faz com que os resultados sejam cópias perfeitas, clones culinários dos legados gastronômicos da Dona Nora. Foi com ela que aprendi aquilo que se tronou a famosa Nega Maluca da Casa Bibas. Atualmente faz um pão de grãos que está ficando famoso no eixo Blumenau – Balneário Camboriú.

Nesse fim de semana, aniversário do tio, fomos a Blumenau e, como sobremesa, Doris nos apresentou a Wiener Torte (Torta de Viena), daquelas que só quem é detalhista, ou nostálgica, ou aprecia um bolo que leva dias para ficar pronto, vai se aventurar a fazer. Mas como eu só precisei comer a delícia, adorei!

*observe as medidas…

Wiener Torte – Torta Vienense (D. Nora)

Ingredientes 7-8 ovos 265 gr. açúcar 1 colher sopa de açúcar de baunilha 45 gr. de araruta 108 gr. farinha de trigo Modo de fazer Bater com a batedeira os ovos, o açúcar e o açúcar de baunilha até espumar e dobrar de tamanho. Bater de novo em banho-maria até amornar a massa (colocar a tigela numa panela com água fervente e ficar batendo). Por fim, o trigo peneirado. Dividir a massa em 3 formas de abrir. Se os ovos não forem muito grandes, dá apenas duas camadas. Sobre cada disco assado e desenformado, despejar e espalhar açúçar queimado (1/2 xícara de açúcar com 1 colher de sopa de manteiga: derreter e dourar em uma frigideira e espalhar sobre as camadas. Repetir o processo para cada camada). Dica importante: dar uma leve batida com colher de pau em cada camada para trincar o açúcar queimado.

Creme de café 250 gr. de manteiga 150 gr. açúcar confeiteiro 1 colher sopa de açúcar de baunilha 1 gema 1 pitada de sal 1/2 xícara de café forte ou nescafé 1 xícara de água em temperatura ambiente Bater a manteiga em creme com o açúcar, o açúcar de baunilha, a gema, o sal e aos poucos acrescentar o café (frio) e no final a água. Cada camada da torta já coberta com o açúcar queimado receberá uma camada desse creme de café. A camada superior será enfeitada com bico de confeiteiro, com florzinhas e listas diagonais.

 Para contatos sobre as toalhas: doris.kegel@googlemail.com

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Minha amiga mais antiga, desde sempre e da melhor qualidade, fez parte de tudo que aconteceu na minha vida, simples assim. Amiga daquelas que cobrem as lacunas de nossas próprias lembranças. Dia desses me contou que ela, duas de suas irmãs e os pais se reuniram para uma roda-viva de fotografias.

O pai, exímio fotógrafo desde os tempos das nossas saias curtas e meias três-quartos, desengavetou fotos dos tempos idos. Na mesa, café quentinho, bolo morno e fotos esparramadas. Diversão garantida: olha esse cabelo, que óculos são esses, que fim levou essa boneca, como-é-que-você-me deixava-sair-assim, quem é esse guri aí do meu lado… De família com sobrenome que justifica serem bons contadores de história, a tarde foi recheada de causos, despertar de memórias escondidas, riso solto pelos fatos relembrados.

Achei a ideia ótima: abrir caixas, gavetas e álbuns, rever fotos guardadas e passar uma tarde com alguém que pode remexer a nossa história, dar nome ao que quase foi esquecido, datar nossas lembranças, dar sentido ao que somos hoje. Recomendo.

Do Blog da Silmara Franco: Joguei memória com as crianças, era de bichos. Acertei três, só. Não sou boa em lembrar das coisas passageiras, ainda mais aos pares. Meu negócio é o passado, com recordações tão eternas quanto únicas. Vou virando uma por uma, e não encontro nenhuma igual à outra. Crio, assim, meu próprio jogo: algumas eu deixo viradas para baixo – não fazem falta. Outras, para cima. Para sempre.

Falei em tarde em torno de uma mesa, boas lembranças, café e bolo. Que tal então uma receita da minha avó Nora, do Bolo Inglês com o qual nos recebia sempre que chegávamos para as férias de inverno em Blumenau?

Bolo Inglês

Ingredientes

4 ovos – pese os ovos e utilize o mesmo peso de:
– manteiga
– açúcar
– farinha de trigo
* costuma ficar em torno de 200gr. para cada ingrediente
1 pitada de sal
1 colh. de sopa de açúcar de baunilha
2 colh. de sopa de conhaque
2 colh. sopa de passas amaciadas em água morna (aqui “optamos” por não colocar porque o marido não gosta).

Modo de fazer: bata bem com a batedeira a manteiga em temperatura ambiente. Adicone o açucar, o açucar de baunilha e a pitada de sal e continue batendo bem. Quando a massa estiver bem lisa, adicionar 2 ovos inteiros e 2 gemas, separando 2 claras. Coloque um ovo de cada vez. Aos poucos, sempre batendo bem com a batedeira, adicione o trigo peneirado. No final, o conhaque. Mistura suavemente com as claras em neve. Colocar em forma retangular, tipo de pão, untada. Forno bem quente nos primeiros 5 minutos para fazer a rachadura em cima. Mais uns 40 minutos em forno médio. Se gostar, polvilhar açúcar por cima.

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No final desse post estão os outros onde usei pratos lindos como desculpa para mostrar uma receita de bolo. O de hoje é a Torta de Maçã da minha mãe, delícia garantida. O prato é do Pier 1, em Nova Iorque, daqueles lugares em que a gente tem vontade de viajar com containers para despachar as coisas lindas, grandes e pesadas que não tem como trazer…

Torta de Maçã

Ingredientes:
Recheio
6 maçãs (usei fuji e gala), descascadas e cortadas em pedaços médios. Adicionar 3 colheres de sopa de açúcar e suco de 1 limão. Refogar em panela em fogo baixo até que as maçãs fiquem macias sem desmanchar.
Gemada feita com um ovo inteiro, 2 colheres de sopa de açucar em algumas gotas de limão.
Massa
100 gr. de manteiga sem sal
100 gr. açúcar
1 ovo inteiro + 1 gema
150 gr. farinha de trigo peneirado
1 colher de chá de fermento em pó
Casca de limão ralado, 1 pitada de açúcar de baunilha, 1 pitada de sal.
Bater com batedeira a manteiga e o açúcar, depois adicionar os ovos. Em seguida, continuar batendo a adicionar farinha, fermento, pitada de sal e de açúcar de baunilha e a casca de limão.
Forrar uma forma de abrir, com uma camada fina e que suba um pouco nas laterais. Colocar a maçã morna ou fria na forma por cima da massa e espalhar a gemada por cima das maçãs.
Forno pré-aquecido, 180 C por uns 45 minutos.

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Prato Anthropologie 1

Prato Le Lis Blanc

Prato Anthropologie 2

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Mais um prato lindo, esse trazido da loja que mais me encantou em Nova Iorque, a Anthropologie, por um marido bem direcionado pela nossa filha. Até imagino ela dizendo “Pai, ela gostou desse aqui, ó…”

O prato chegou e resolvi que vai virar tradição:  prato novo requer receita de bolo de amêndoas. Nem queira entender a lógica disso, porque simplesmente não existe. O bolo que escolhi está no Quitandoca, da Glau. E deu muito certo!

A receita está lá no blog Quitandoca. Vai lá!

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