Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Viagens’ Category

Captura de Tela 2013-04-21 às 22.39.10

Lembra daquele tempo em que viajar de avião era mais caro, mais difícil e menos frequente? Foi-se. Viajar ficou mais acessível, ainda bem. Todo mundo viaja, o tempo todo para tudo que é lado.

Assim, por longas horas, você está enclausurada na barriga de um troço enorme que inexplicavelmente sai do chão e se mantém flanando por cima de mares e terras. E lotado, sempre lotado. Uma temperatura polar, um ruído compacto e constante, assentos projetados para mini-pessoas, sacolejos perturbadores, vizinhos esquisitos, banheiros com fila – sujos – apertados. Comida de plástico em pratos de plástico. Os olhos secam, os ouvidos entopem, os cabelos se eletrizam.

Mesmo os mais habituados têm seus medos: de atraso, de cancelamento, de turbulência, de trombose, de bebê chorão, de criança mal-educada, de vizinho falante, de mala perdida, de torre de controle descontrolada. Medo de gente que não desliga o celular, de sentar ao lado de alguém que ronca, de roncar.

Captura de Tela 2013-04-21 às 22.32.16

Como o teletransporte ainda não está nem previsto e os lugares para os quais queremos viajar em geral valem a pena, encare e vá. Chegando lá, fuja dos pontos turísticos lotados. Outra roubada, mas essa você pode evitar.

Imagens: We Heart It

Você também pode gostar de…

Captura de Tela 2013-03-03 às 10.24.34Surpreendo-me

Captura de Tela 2013-04-22 às 19.05.04Natureza

Captura de Tela 2013-03-24 às 22.16.44Viajando leve

Anúncios

Read Full Post »

Quando volto de uma viagem tenho o hábito de resumir para mim mesma como o lugar que visitei me marcou, me surpreendeu. Os prós e contras de morar ali. Em New York é mais difícil, inicialmente, encontrar os pontos negativos porque a cidade te envolve e atordoa de forma intensa nos primeiros contatos.

Uma passadinha no Times Square à noite é suficiente para te deixar em um estado de deslumbramento que só vai passar uma meia hora depois.

A Broadway te tira o fôlego com todas aquelas atrações, espetáculos que parecem todos imperdíveis. Mas tudo tem fila, é caro, está lotado. Meu pão durismo quase nos fez não ver nada, mas acabamos assistindo o Homem Aranha por um preço excelente.

Em New York a gente caminha muito e cada bairro é uma surpresa, traz lojas, restaurantes e confeitarias que fazem o caminhar até a próxima quadra e suas delícias algo natural e desejado. Os tipos que encontramos nas ruas, as roupas esquisitas e o “não-estou-nem-aí” tanto de quem se veste quanto de quem observa é muito bacana. Ado, ado, ado, cada um no seu quadrado.

Táxis a um levantar de mão? Mito. Ônibus? Só se você andar com um saco de moedas. Metrô é a pedida, só precisa ficar atenta para acertar o lado para onde quer ir.

A comida é exagerada. Definitivamente. Não só os ingredientes embutidos nos alimentos engordam quem passa um tempo por lá, como também e principalmente o tamanho dos pratos. Tudo que se diz ser para uma pessoa, alimenta 2 e meia com folga. Mas com certeza a Marina está no lugar certo para aprender tudo sobre doces! E vai continuar recheando seu blog com delícias enquanto estiver morando lá!

Nem todo mundo é simpático. Meio cheios da quantidade industrial de turistas que aterrisa na cidade todos os dias. Só de brasileiros, segundo o motorista-estatístico da van que nos levou a um outlet, são 2500 que chegam em NY todos os dias. E por falar em outlets, outro fato que choca é a oferta e o consumo de produtos em geral. Turistas saem das lojas arrastando sacolas enormes, já de olho na vitrine da loja ao lado. Confesso que me desespera um pouco. Acredito no consumo consciente, no comprar o que preciso e aquilo tudo vai me dando uma aflição… Minha estadia foi para organizar a casa da minha filha e foi o que fiz. Deixo aqui um jogo de 7 erros da sala do apartamento antes e depois da nossa chegada.

Morando em um apartamento no Chelsea, vimos o quanto andar é bom, o quanto o metrô facilita, que supermercados, delicatessen e floristas estão em todos os cantos. As escadas de incêndio são características da cidade e Marina tem uma, é claro. A lavanderia do prédio fica no porão e de lá você sai com roupas limpas e estalando de secas em uma hora. Mas também tem muito lixo, e barata, e rato. Prós e contras, eu tinha avisado.

A vida em Nova Iorque fervilha, borbulha. Em qualquer lugar que você passa tem algo acontecendo, gente interessante para ser vista, um local que você viu em uma cena de cinema que te encanta, uma peça de teatro acontecendo em uma praça. Uma mulher cantando de calcinha, soutien e guitarra em uma esquina, um homem perdendo o tênis na porta do metrô e partindo com um pé com tênis e outro não. Um esquilo num gramado, cachorros de todos os tamanhos nos locais mais inesperados. Aquelas casas iguais da Carrie do Sex and the City, as galerias de arte descoladíssimas, os casais de todas as tendências sexuais. Hamburguer como se deve, camarão com gosto de milho, supermercados de orgânicos. É a diversidade que fascina, a gente fica o tempo inteiro como se estivesse passeando por um parque de diversões.

Como tinha planejado, fui atrás das lojas de carimbos. A Lu, do Artesanal, me deu a dica e visitei a Ink Pad umas 3 vezes. Não tinha as mandalas que eu queria, mas valeu a pena assim mesmo. Uma frustração: simplesmente não achei o mural d’Os Gêmeos que tinha visto em uma revista. Não soube procurar, com certeza, mas ficou uma tristezinha. Alguém sabe, alguém viu?

Sou fã do Sex and the City e a city do título é… New York. E achei esse vídeo que mostra as amigas e homenageia a cidade, na voz de Frank Sinatra cantando New York, New York. Sob encomenda.

O resumo? Nova Iorque é fascinante. Cansa, de tão intensa. Aí você vai

embora. E não vê a hora de voltar.

Você também vai gostar de…

Grécia – Efeitos Colaterais

Que bom que voltar é bom

Filmes e Tomates

Read Full Post »

Nessa estadia em Nova Iorque descobri que minha alma é italiana. Mesmo sendo de origem alemã, vivendo no Brasil e estar passeando pela incrível Big Apple, foi quando entrei no Eataly que fiquei feliz de verdade.

O Eataly é um mercado aberto há pouco mais de um ano na esquina da 23th com a 6a Avenida, pertinho do Flatiron Building. Ali existe uma homenagem à comida da bela Itália. O conceito é simples: trazer ao consumidor a verdadeira comida italiana. Tudo natural e fresco. Nesse cartaz está escrito: a única coisa congelada aqui é nosso sorvete.

Os tomates, maçãs, massas e pães confirmam esse lema.

O lugar tem várias ilhas de restaurantes, separadas por proposta de comida italiana: Le Verdure, La Pizza, La Pasta, I Pani (para sanduíches). Festa para os paladares. Não esqueça dos doces, por favor. Take the gun and leave de canolli, já dizia Marlon Brando. Lá tem, canolli, cornetti e por aí afora.

Aí você senta em uma das mesas dos restaurantes ou em bancos no balcão de frente para os pizzaiolos genuinamente italianos da Rosso Pomodoro, a pizzaria que eu estava procurando por Nova Iorque e encontrei ali, e recebe fatias de pão italiano envolto em um papel rústico, um pratinho de azeite de oliva e uma acqua frisante e espera, praticando mergulho de pão no óleo, por uma deliciosa lasanha. Delícia! Faltou um vinho, fica para a próxima quando estiver com meu marido.

Mesmo passeando bastante pela Itália, não tinha visto ainda tantos azeites de oliva juntos. Ou vinagres balsâmicos, marcas infinitas! O jeito americano de fazer, tudo ao máximo.

Não podiam faltar, logicamente, os utensílios domésticos produzidos na Itália, como das marcas Bialetti e Alessi.E muros de Barilla.

New York é formidável, mas os EUA que me perdoem… minha viagem é a Itália.

Você também pode gostar de….

DSC02511Eataly na Italia

Nizza – Mosaico e comida italiana

Provar e aprovar

Read Full Post »

Viajar é uma maravilha! Existe um consenso sobre isso, certo?

Minha filha, desde pequena, adora contagens regressivas. Ela cresceu e continua marcando quantos dias faltam para aniversários, para sua ida a Nova York, para essa viagem a Leros. À medida que o evento se aproxima, ela transforma a contagem para número de horas…

Eu, mesmo gostando muito de viajar, começo minhas contagens regressivas quando saio de casa com as malas na mão: quantos dias faltam para voltar?

Por melhor que seja o lugar (e Leros É o melhor lugar), por mais linda que seja a paisagem, mais formidável o hotel, eu tenho vontade de voltar para casa. Não chega a atrapalhar a viagem, curto tudo, aproveito cada passeio e comida, mas dentro de mim, conto: 17, 16…

Maluquice? Bairrismo? Pérolas aos porcos? Pode ser. Mas para mim só quer dizer que é muito bom ir e é maravilhoso voltar.

Você também pode gostar de…

PicMonkey Collage

Que bom que voltar é bom – 2

Madeira com história

Ganhei da minha mãe

Read Full Post »

Vir para a Grécia produz alguns efeitos colaterais, não todos positivos, mas sem dúvida poderosos, marcas de um tempo passado nesse lugar formidável.

1. O olhar para o mar. Vamos explicar assim: imagine uma piscina gigante e bem cuidada – aquela água transparente e azul… O mar aqui é assim, transparente, de um azul estupendo que passeia entre o profundo e o esverdeado, simplesmente fresco, limpo e com um aroma de mar. Só de mar, dá para entender? Aliás, até os peixes que compramos e limpamos (eu falei que tinha efeitos negativos – pela primeira vez tive que estripar algo que ia comer) têm um ar saudável. Será a famosa dieta mediterrânea?

2. Secura máxima. O ar aqui é seco. Mega seco, como diria minha filha Marina. E tem um vento que às vezes é tão forte que dá vontade de andar segurando uma âncora. Resultado bem-vindo: a gente nunca se sente pegajosa. Efeito negativo: cabelo palha e pele craquelada. Da sola do pé nem vou falar…

3. A dieta mediterrânea pode ser mundialmente famosa por ser saudável e indicada em dietas, mas vamos ser honestos: o povo aqui fica em forma não só por causa do que come. Caminhando feito camelos, sob um sol escaldante, ladeiras sem fim (nada de calçadões, minha gente) e movido a salada grega, não há quilos que resistam (assim espero. Oremos).

4. Que bom, desacostumamos. Para nós brasileiros ficou difícil conviver com gente fumando em qualquer lugar. E aqui eles fumam em qualquer lugar.

5. Os mosquitos aqui são fortes, saudáveis e inflamáveis. Não consegui ver nenhum até agora, mas tenho provas por todo o corpo de que eles me viram, e como.

Minha linda sobrinha Benedetta.

6. Crianças européias. Elas passam o dia inteiro na praia, não se torram, não reclamam se não tem onda, comem comidinhas saudáveis e nutritivas trazidas de casa em potes, ficam na sombra quando orientadas e caminham 20 minutos para ir e 20 minutos para voltar da praia. Tranquilos. Tenho dito.

7. Como na Itália, é triste descobrir que, mesmo tendo teoricamente todos os ingredientes básicos no Brasil, para fazer uma salada grega (tomates, pepinos, pimentões, cebola, azeitona preta, queijo feta), simplesmente não fica igual. Culpo os tomates. Aqui são divinos e no Brasil tendem ao gosto de nada… Fazer um Moussaká com nossas beringelas também é meio frustrante. Conhecer os originais tem suas desvantagens.

8. Reciclagem de lixo: na ilha, o único lixo reciclável separado são as garrafas de água. Ponto. O resto, tudo misturado, me deu o maior nervoso. E em uma ilha pequena, o que faz pensar para onde vai tudo isso. E faz valorizar ainda mais a separação que fazemos no Brasil, em especial em Curitiba. Mas ponto para eles porque usam muita energia solar e eólica.

8. The Weather Channel. Inútil aqui. Não há a menor dúvida sobre como será o dia seguinte: sol, nenhuma nuvem no céu, chuva nem em sonhos. E calor. A única coisa que vai variar é o vento: pouco, muito ou nenhum. Essa certeza de bom tempo é um bálsamo para quem passa férias de verão em Santa Catarina ou no Paraná e vê seus dias na praia se escoando pelo ralo com chuvas sem fim.

9. Família: registros na parede de uma bela coleção de filhos, noras, genro e netos, netos, netos. A avó grega teve uma bela surpresa!

10. Nunca mais serás inteiro. Chegadas e partidas. Famílias espalhadas. Saudades do que não está perto. Essa temporada foi particularmente complexa pela grande vontade de estar perto de uma das pessoas mais importantes da minha vida. Mas sabia que a família estava unida cuidando de quem precisava. Estou feliz em voltar para casa. Com pena de ir embora. Complicado? Nunca mais serás inteiro.

Você também pode gostar de…

O azul da Grécia

Roma – Nem tão romântica assim

Marcas

Read Full Post »

Juro. Não vi nenhuma vez. Aliás, nem arroz vi, muito menos com pedacinhos de cenoura, pimentão e passas. Em compensação, existem comidas aqui que são acontecimentos inesquecíveis.

A lula é macia. Incrível. Peixe que a gente escolhe na cozinha do restaurante. Tem polvo de tudo que é jeito e camarão de jeito nenhum (estranho, não?).

Aqui é o pais da feta, queijo de leite de ovelha, bem salgado e com a consistência de uma ricota firme para ser cortada em fatias. Ele é parte integrante e fundamental da famosa salada grega, feita com tomates, pepino, pimentão, cebola roxa, azeitonas pretas, alcaparras e orégano. Tudo generosamente regado com azeite de oliva. No final, a melhor parte: limpar o óleo que fica no fundo do prato com bons pedaços de pão.

Ingredientes como limão, azeite de oliva, orégano e alcaparras (aqui usadas com suas folhas) são usados sem parcimônia.

Nosso campeão de audiência é o souvláki, algo bem leve que se compõe de carne de porco ou frango, dentro de um pão pita convivendo com zaztíki, cebola crua e tomate. Louco de bom. O zaztíki é feito com pepino ralado, alho e muito iogurte. Acompanha praticamente tudo. No Café del Mar, o bar preferido, também comemos essa salada de frutas com iogurte e mel. Divina.

Nossa rotina alimentar nesses dias de férias segue a tradição grega, regida pelos efeitos do sol – vá para a praia o quanto antes e só me volte de lá no fim do dia, quando o calor tiver baixado. Em casa, no pátio onde o sol ainda não atinge, café da manhã composto de iogurte (o melhor do mundo, denso, acidez na medida), frutas (pêssegos e os figos que começam a amadurecer) e mel (fabuloso). E um pão pelo qual me apaixonei perdidamente, integral com passas e coberto de linhaça, aveia e o que penso ser semente de girassol. Família grande, ritmos diversos, café da manhã longo… Em seguida, atividades domésticas variadas como orçamento do jardineiro, marceneiro, supermercado e arrumações.

Café da manhã.

Chega a hora de ir para a praia. Almoço te-vira-meu-nego: ou sanduíches que fazemos em casa ou  salada grega e suco de laranja ao som de lounge music no bar que fica no alto do morro em Vromolithos, a praia eleita pela família. Sombra. Livro. I-Pod. Soninho. Sudoku. Banho de mar. Casa (caminhando, sobe e desce ladeira, ainda calor, nem tudo são flores).

Sanduíches para todos.

Sombra.

Livro.

Soninho.

No jantar, ou comida feita em casa com influências gregas, italianas e brasileiras ou um restaurantinho. O cunhado Fabrízio, que escreve e faz marcenaria, é também excelente pizzaiolo e fez a gente se sentir na Itália com uma pizza deliciosa, ingredientes perfeitos, inclusive meus queridos figos. Saladinha de bresaola e rúcula para acompanhar. Você pode ver a produção dessa pizza em detalhes no blog da Marina.

Outro dia, jantamos na casa vizinha, do Zio Nichola. Misturas étnicas representadas por Strudel de Ameixa Vermelha, fatias de laranja com canela e passas, doces gregos e… caipirinha! Achei todos os ingredientes e trouxe um pouco de Brasil para essas terras.

Delícia são os pimentões recheados. Não há como reproduzí-los no Brasil: não existem esses pimentões verde-clarinhos, o bacon não é nem parecido e a feta… Nem procurando com vela acesa.

E não podia deixar de mostrar o famoso Moussaká, beringelas, carne moída e molho branco. Forno neles e Grécia em estado puro. E as beringelas secando ao sol antes de ir para a panela…

Aí vêm os doces. Não são muito a minha praia, mas quem aprecia confeitarias aqui ficaria muito feliz. São muitas, para uma ilha tão pequena, e a gente anda e vai sentindo o cheiro dos doces muito doces no ar. Galatobúrico, gourabiédes, bugazza, baklavá… Mas as que gosto mesmo são a Milópita, torta de maçã e a Patsavourópita, que significa Torta de Pano de Chão. Acho. Espero correções do Theo, meu professor de grego.

Milópita.

Ontem era minha vez de cozinhar e inventei uma coisa que ficou bem gostosa.

Polpette com molho de tomate e batatas assadas.

Para as polpette (almôndegas):

1 kg carne moída

1 cebola grande cortada em quadradinhos

1 pão francês adormecido amolecido em leite

1 ovo + sal e pimenta preta

Coloque a carne moída em uma tigela. Refogue a cebola em pouco óleo até ficar transparente. Esprema o pão para retirar o excesso de leite e junte à carne. Adicione também a cebola refogada. À parte, coloque o ovo em um recipiente, coloque sal e pimenta preta suficientes para temperar a carne. Misture e adicione à carne. Amasse bem forme bolinhos de carne do tamanho que desejar. Eu fiz do tamanho de um punho fechado pequeno. Disponha as polpette em uma forma grande.

Descasque e corte em rodelas finas 6 batatas grandes. Tempera-as com limão, sal e azeite de oliva (e orégano, se dele gostar). Coloque as batatas na forma cobrindo os espaços em torno das almôndegas. Faça um molho de toamte com tomates sem pele cortados em pedaços grandes e refogados com cebola e alho. Se quiser, pode aumentar com algum purê de tomate, tudo temperado com sal e uma boa pitada de açúcar. Jogue o molho de tomate por cima de tudo e forno. Com as deliciosas batatas daqui e em um forno elétrico, levou 50 minutos para ficar pronto.

Bela Grécia.

Você também vai se deliciar em…

DSC00786bMinha gastronomia grega

DSC02346

Comidas do Peru

Roma e seus sabores

Read Full Post »