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Archive for the ‘Viagem’ Category

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Lembra daquele tempo em que viajar de avião era mais caro, mais difícil e menos frequente? Foi-se. Viajar ficou mais acessível, ainda bem. Todo mundo viaja, o tempo todo para tudo que é lado.

Assim, por longas horas, você está enclausurada na barriga de um troço enorme que inexplicavelmente sai do chão e se mantém flanando por cima de mares e terras. E lotado, sempre lotado. Uma temperatura polar, um ruído compacto e constante, assentos projetados para mini-pessoas, sacolejos perturbadores, vizinhos esquisitos, banheiros com fila – sujos – apertados. Comida de plástico em pratos de plástico. Os olhos secam, os ouvidos entopem, os cabelos se eletrizam.

Mesmo os mais habituados têm seus medos: de atraso, de cancelamento, de turbulência, de trombose, de bebê chorão, de criança mal-educada, de vizinho falante, de mala perdida, de torre de controle descontrolada. Medo de gente que não desliga o celular, de sentar ao lado de alguém que ronca, de roncar.

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Como o teletransporte ainda não está nem previsto e os lugares para os quais queremos viajar em geral valem a pena, encare e vá. Chegando lá, fuja dos pontos turísticos lotados. Outra roubada, mas essa você pode evitar.

Imagens: We Heart It

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Não confunda com falta de assunto, por favor. Mas o fato é que esse blog é ideal quando quero dar dicas de viagem a amigos, do tipo “entra lá no blog e vê o restaurante em Roma que serve alcachofra frita”. Portanto, vou falar retroativamente de minha viagem para o Chile, mais especificamente de um pequeno paraíso que fica em Santa Cruz, a uma hora de carro de Santiago.

A Casa Lapostolle. A vinícola, criada pela família do conhecido licor Grand Marnier, produz os vinhos da linha Apalta, deliciosos e premiados. Em um tour que você vai fazer conhecendo todo o processo, da plantação da uva ao vinho em barris gigantescos, explicarão a escolha do lugar, do PH do terra, da incidência da luz e do clima, que fizeram desses, vinhos tão especiais.

Muito bem. A vinícola é um espetáculo, mas o melhor está em volta. Uma pousada, formada por apenas quatro chalés incrustados em uma floresta, distantes um do outro de modo a proporcionar toda privacidade, torna essa viagem imperdível. Os chalés são belíssimos, com varandas e decks e uma vista total dos vinhedos, banheiro envidraçado, rede para ler no meio das árvores, lebres pulando por ali e um denso zumbir de abelhas que fazem sua parte na polinização. Passeios de bicicleta entre as parreiras mostram detalhes como tufos de flores bem coloridas plantadas entre as uvas para distrair a atenção de insetos indesejados na produção.

Quando você chega a este lugar praticamente exclusivo, vão te perguntar de que comidas gosta e quais alimentos prefere evitar. Vão te fornecer um Ipod só com músicas selecionadas de acordo com teu gosto. Lá pelas tantas, uma massagem com óleos essenciais e cortinas balançando ao vento.

Banheiro envidraçado.

Voltando ao quarto depois de jantar uma comida feita quase que só para você, antepasto, salada, prato principal e sobremesa, tudo regado a vinhos Apalta harmonizados com cada parte da refeição, encontrará a lareira acesa e uma mensagem deixada em seu travesseiro.

Mimos. Quem não gosta?

Duas fotos foram emprestadas desse blog: Maristela Gomez. Mais informações sobre a Casa Lapostolle lá.

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Nova Iorque – Um dia no parque

 

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Fechando um ciclo na vida de minha filha, fomos a Nova Iorque ajudar na mudança de volta para casa. Mais uma semana nessa cidade sensacional, com seus encantos e excessos.

Encerrando também minhas impressões novaiorquinas, aqui vão algumas ideias para você, quando em NY….

Coma bem. Sempre comece o dia com um café da manhã reforçado. Minhas sugestões: Bubby’s e Le Pain Quotidian.

Ande. Bem alimentadinho, prepare-se para andar. Para isso, tenha pés preparados para as quadras e avenidas que se sucedem sem fim, cada uma com um atrativo diferente. “Só mais uma quadrinha, só mais uma avenidinha…”. Sapato errado ou pouco fôlego não combinam com Nova Iorque.

Foto daqui.

Aí, perca-se. Mapa na mão, deixe Nova Iorque ir se mostrando aos poucos.

Freedom Tower, nascendo onde estavam as Torres Gêmeas.

Central Park é obrigatório, of course. Aprecie, passeie, faça piquenique e sente-se nos bancos, não esquecendo de ler as delicadas mensagens em cada um deles.

Fique ligado. Sempre pode passar uma celebridade totalmente despercebida por você.

Tá vendo o Rafinha Bastos?

Aproveite a comida, sua variedade, suas origens. Dessa vez, conhecemos o Spotted Pig, voltamos no Eataly e no Chealsea Market,  fomos no Colicchio & Sons. E finalmente conheci o famous Shake Shack, detentor de filas homéricas, mas serviço certo e resultado delicioso. Um daqueles casos em que você fica pensando: como é que um lugar, no meio de uma praça, sem sombra a não ser de algumas árvores, com pombos por todos os lados, sem banheiro nem para lavar as mão, faz um sucesso tão retumbante? Mas o hamburguer que você vai comer explica tudo…

Nem na Itália tinha visto Fusilli Bucati nem Farfalle Rigate. Mas vi no Eataly em NY!

Consuma com moderação. Essa eu queria ver. Brasileiros lá se comportam como se não houvesse amanhã. Sou péssima em consumo, indecisa, não consigo comprar o que não preciso, mas me divirto mesmo assim. Lá tem muito de tudo. Teu negócio é carimbo? Tem. Quer pincel de pelo de marta? Tem. Baunilha de Madagascar? Tem também. Mas se prefere cultura, tem mais ainda. Museus, shows, galerias de arte. No Metropolitan Museum, a arte egípcia é imperdível. Não consegui ver o Klimt na Neue Galerie, mas desejos não atendidos promovem a vontade de voltar.

Procure o por do sol. Aproxime-se do Rio Hudson nos finais da tarde. Um belo por de sol sempre estará esperando por você. De dia, passeios pelo High Line, parque feito em trilho de trem suspenso e desativado.

Aprecie as estações. O outono e suas cores já estão chegando, nos parques e nas lojas. Na Pier 1 e na inevitável Anthropologie.

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Anil

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Comecei essa série grega mostrando o infinito azul da Grécia. Encerro com o dourado do pôr do sol, um espetáculo diário que só é superado em grandeza pelo céu estrelado que sempre vem em seguida.

Acompanhe o apagar das luzes e, comigo, torça, para que possamos viver tudo isso outra vez. Ou melhor, pense que o sol se põe todos os dias perto de você. Procure uma brecha, estique o olhar e valorize esse momento.

O sol se põe em todos os cantos do mundo, todos os dias. Esse é o meu por do sol, que vejo de perto de minha casa. O outro é da janela do apartamento de minha irmã, feita pelo cunhado. Tudo em Curitiba. E você? Tem um por de sol que gostaria de compartilhar? Mande uma foto no meu email: jmbibas@gmail.com e logo faço um post com as imagens que vierem.

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Anil

Sou do sul do Brasil, aquele trecho do país que insiste em acreditar que janeiro faz parte do verão. Mas a verdade é que nessa época, quando a maioria de nós gostaria de apreciar uma praia, nunca se sabe o que o clima vai aprontar. Tempestades, enchentes, nuvens em quantidades industriais e… sol vira artigo de luxo. Aí lá está você, na sua casa de praia e, todas as manhãs abre um olho só e espia para ver a cor do céu… Em geral cinza, uma alegria.

Muito bem. No Mediterrâneo, onde acontece de estar a Grécia e suas inúmeras ilhas, uma certeza reina nos meses de verão: tem sol, céu azul e ventos que fazem tudo ficar agradável. Nuvem, eles esquecem o que é. Chuva, portanto, nem pensar. Sempre (espere, vou repetir) sempre os dias são lindos. E azuis. Um céu de um azul infinito que encosta num mar de azuis mil, um mais formidável que outro. Inevitável fotografar, impossível capturar aqueles tons e transparência. Mas vale a tentativa de compartilhar.

Dizem que o azul descansa. Então sente e relaxe.

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Minhas férias de verão se passam, desde que nasci, em Santa Catarina. Como boa praia que é, faz calor e precisamos inventar comidas frescas e fáceis, que não tirem a gente nem um minuto do sol que anda cada vez mais raro por aqui no verão (ele prefere aparecer todo pimpão no outono, vá entender).

Em todo caso, aqui vai uma receita de Abobrinhas Caprichadas, fácil e gostosa.

Abobrinhas Caprichadas

Ingredientes
1 abobrinha grande
2 tomates
Queijo branco, queijo minas ou mozzarella de buffala
2 colheres de sopa de parmesão ralado no ralo grosso
Azeite de oliva
Sal a gosto

Modo de fazer: Corte a abobrinha em rodelas de mais ou menos 1 cm de espessura. Em uma frigideira larga e de fundo grosso, regue um pouco de azeite e disponha as abobrinhas lado a lado, até cobrir o fundo. Leve ao fogo e deixe dourar. Regue com mais um pouco de azeite, salgue esse lado das abobrinhas e vire-as, até que dourem do outro lado também. Sobre cada rodela de abobrinha, coloque uma fatia de tomate, também cortadas com 1 cm de espessura. Regue com um pouco de azeite de oliva e ponha sal nos tomates também. Quando eles estiverem quase macios, coloque em cima de cada um, um pedaço do queijo branco que escolheu usar. Por cima, jogue o parmesão ralado. Desligue o fogo e tampe a panela por alguns minutos, para a abobrinha “suar”. A operação toda leva uns 15-20 minutos. Sirva com fatias de pão italiano tostado com azeite de oliva em uma panela ou no forno e com uma saladinha de folhas verdes. Delicioso e refrescante.

E aqui um belo vídeo sobre Santa Catarina. É quase uma sessão da tarde de tão comprido, mas vale a pena para quem quer conhecer ou rever um lugar muito bonito.

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Roma – Dicas de um romano


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Meu marido é romano. Mora no Brasil há 30 anos, mas ainda conhece bem a sua cidade e vai frequentemente para lá. E tem também o Leo, nosso filho, que passou um período morando no centro histórico e muito aprendeu sobre a Cidade Eterna. Por conta disso, recebemos sempre solicitações de dicas, o que fazer, onde comer, onde ficar. Aí veio a oportunidade de oficializar esse compêndio de ideias sobre Roma aqui no blog. Facilita para quem pede e para quem dá as dicas. Se Roma está entre seus próximos destinos, leia e guarde!

Muitas indicações já estão na página Itália do blog. Aqui complementamos. E abrimos para sugestões. Se você conhece algum restaurante, lugar especial ou passeio imperdível, comente que prometemos testar na próxima viagem! E ir completando essa lista!

Roma – Dicas de um romano que mora no Brasil. Mas continua romano! E de seu filho, um romano por adesão.

Comida:

Tomar café da manhã como os romanos fazem, num bar de qualquer esquina que você encontra. É claro que se no seu hotel o café está incluído, coma lá, mas torça para poder sair logo cedo de manhã e entrar num bar para pedir um cappuccino e um cornetto ou simplesmente um caffe ristretto….imperdível. Os garçons não costumam ser os mais gentis, mas faz parte do charme.

Comida na Itália é arte, portanto a tendência é comer bem em qualquer lugar. Só evite restaurantes para turistas, vai pagar caro e comer médio. Como identificar restaurantes para turistas? Geralmente tem alguém na calçada quase te empurrando para dentro e o cardápio está em inglês.

Comida – lugares que precisam ser conhecidos:

1. Caffé Greco:  Via Condotti,86 – no Centro de Roma aos pés da Piazza di Spagna. Visite o site: www.anticocaffegreco.com

2. Caffé Santeustacchio: Piazza Santeustacchio, perto da Piazza Navona. Visite o site www.santeustacchioilcaffe.it

3. Pizzaria ALICE, a melhor pizza al taglio: Via delle Grazie 7/9. Perto do Vaticano, indo para os Museus Vaticanos. Mais informações aqui.

4. Sora Margherita: restaurante no bairro Il Ghetto, mais precisamente na Piazza delle Cinque Scuole, 30. É uma portinha vermelha que quase passa desapercebida. Fique atento. Este restaurante fica perto de Campo de’ Fiori, outro lugar que precisa ser visto. Tem uma belíssima feira de alimentos todas as manhãs.

5. Ristorante 34: perto da Piazza di Spagna, na Via Mario dei Fiori, 34. Comida excelente. Visite o site: www.ristoranteal34.it

6. Gusto Ristorante: tem pizzaria, restaurante, cervejaria. Piazza Augusto Imperatore, 9 – perto da Via del Corso. Visite o site: www.gusto.it

7.  Sorvetes: Gelateria Giolitti, o sorvete mais famoso de Roma: Via Uffici del Vicario 40 – perto do Parlamento. Fazem sorvete desde 1900. Visite o site: www.giolitti.it . O melhor sorvete, segundo especialistas aqui de casa, á Ciampini Gelateria – Piazza S. Lorenzo di Lucina, 29, perto da Via del Corso. Visite o site: www.ciampini.net

8. Pastificio que está na Via della Croce, quase chegando na Piazza di Spagna. Bom para comer uma massa boa e barata, com um copo de vinho tudo por 4 euros.

Básico da comida em Roma:

Pizza al taglio é sempre uma boa pedida e você encontra muitas por lá.  Perfeita para quem está em pleno turismo, andando pra lá pra cá. Ande pra lá e pra cá com um belo pedaço de pizza na mão. Aproveite para variar os sabores que são muitos. Mas invista nos garantidos: pizza bianca, pizza rossa, tudo que levar funghi porcini e fiori di zucca.

Entre em um supermercado de bairro ou nas mercearias que encontrar e peça pão, presunto cru e mozzarella de buffala e faça o seu sanduíche sentado em uma escada ou banco de praça.

Chega de comer, agora um pouco de cultura!

1. Museus Vaticanos, com ênfase para a Capela Sistina. A experiência de subir a escada da torre de Basílica di San Pietro também é muito interessante.

2. Subir a escadaria da Piazza di Spagna e andar pelos Jardins da Villa Borghese. Lá, ver Roma do Pincio. Reserve um dia para esse passeio e faça lá aquele sanduíche cujos ingredientes você comprou na mercearia. Tem muito gramado, bancos de praça e sombras de árvore. Os romanos adoram relaxar ali nos dias de sol.

3. Estando lá, aproveite para ir na Galleria Borghese.

4. Passeio pelo Monte Aventino, o Giardino degli Aranci que tem uma vista maravilhosa da cidade e il buco, um buraco de fechadura na sede da Ordem Soberana e Militar de Malta (Piazza Cavalieri di Malta) que emoldura perfeitamente uma vista da Basílica de São Pedro.

5. O Lungotevere, calçada ao longo do Rio Tevere. E o bairro Trastevere, muito charmoso.

6. Quirinale e a troca da guarda.

7. Ostia Antica: dá para chegar lá de trem, fica a uns 20 minutos do centro de Roma e vale o passeio. É uma cidade antiga, preservada em suas ruínas. Muito verde e tranqüilidade, você passeia entre casas que foram restaurantes, saunas, teatro, açougue, bombeiros. É como andar em Pompéia, sem a tristeza que Pompéia traz. Essa cidade apenas foi deixada para transferência da capital para Roma, muitos anos A.C.

Onde ficar:

A primeira sugestão, mais prática e barata, é ficar perto da estação principal, chamada Termini. Os hoteis/albergues com certeza serão mais baratos e ali vai estar em um lugar fácil tanto pra chegar e sair da cidade como para ir ao centro histórico (ali passam as duas linhas de metrô e muitos ônibus).

A segunda sugestão, mais legal e cara, é ficar mais para o centro histórico de Roma. Toda a região entre Campo di Fiori, Piazza Navona, Fontana di Trevi e Coliseu! Até mesmo Trastevere, que é do outro lado do rio, é legal. O problema é que no centro histórico a locomoção é mais difícil. Não chegam metrôs e só poucos ônibus (minis) passam.

Aqui, uma dica quentíssima: o mapa de todos os locais que Leo visitou e apreciou!  http://maps.google.com.br/maps/ms?msid=202830585838607908672.00049bcaa04796bfe5607&msa=0

Uma experiência romana no cinema…

Boa viagem!

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Quando volto de uma viagem tenho o hábito de resumir para mim mesma como o lugar que visitei me marcou, me surpreendeu. Os prós e contras de morar ali. Em New York é mais difícil, inicialmente, encontrar os pontos negativos porque a cidade te envolve e atordoa de forma intensa nos primeiros contatos.

Uma passadinha no Times Square à noite é suficiente para te deixar em um estado de deslumbramento que só vai passar uma meia hora depois.

A Broadway te tira o fôlego com todas aquelas atrações, espetáculos que parecem todos imperdíveis. Mas tudo tem fila, é caro, está lotado. Meu pão durismo quase nos fez não ver nada, mas acabamos assistindo o Homem Aranha por um preço excelente.

Em New York a gente caminha muito e cada bairro é uma surpresa, traz lojas, restaurantes e confeitarias que fazem o caminhar até a próxima quadra e suas delícias algo natural e desejado. Os tipos que encontramos nas ruas, as roupas esquisitas e o “não-estou-nem-aí” tanto de quem se veste quanto de quem observa é muito bacana. Ado, ado, ado, cada um no seu quadrado.

Táxis a um levantar de mão? Mito. Ônibus? Só se você andar com um saco de moedas. Metrô é a pedida, só precisa ficar atenta para acertar o lado para onde quer ir.

A comida é exagerada. Definitivamente. Não só os ingredientes embutidos nos alimentos engordam quem passa um tempo por lá, como também e principalmente o tamanho dos pratos. Tudo que se diz ser para uma pessoa, alimenta 2 e meia com folga. Mas com certeza a Marina está no lugar certo para aprender tudo sobre doces! E vai continuar recheando seu blog com delícias enquanto estiver morando lá!

Nem todo mundo é simpático. Meio cheios da quantidade industrial de turistas que aterrisa na cidade todos os dias. Só de brasileiros, segundo o motorista-estatístico da van que nos levou a um outlet, são 2500 que chegam em NY todos os dias. E por falar em outlets, outro fato que choca é a oferta e o consumo de produtos em geral. Turistas saem das lojas arrastando sacolas enormes, já de olho na vitrine da loja ao lado. Confesso que me desespera um pouco. Acredito no consumo consciente, no comprar o que preciso e aquilo tudo vai me dando uma aflição… Minha estadia foi para organizar a casa da minha filha e foi o que fiz. Deixo aqui um jogo de 7 erros da sala do apartamento antes e depois da nossa chegada.

Morando em um apartamento no Chelsea, vimos o quanto andar é bom, o quanto o metrô facilita, que supermercados, delicatessen e floristas estão em todos os cantos. As escadas de incêndio são características da cidade e Marina tem uma, é claro. A lavanderia do prédio fica no porão e de lá você sai com roupas limpas e estalando de secas em uma hora. Mas também tem muito lixo, e barata, e rato. Prós e contras, eu tinha avisado.

A vida em Nova Iorque fervilha, borbulha. Em qualquer lugar que você passa tem algo acontecendo, gente interessante para ser vista, um local que você viu em uma cena de cinema que te encanta, uma peça de teatro acontecendo em uma praça. Uma mulher cantando de calcinha, soutien e guitarra em uma esquina, um homem perdendo o tênis na porta do metrô e partindo com um pé com tênis e outro não. Um esquilo num gramado, cachorros de todos os tamanhos nos locais mais inesperados. Aquelas casas iguais da Carrie do Sex and the City, as galerias de arte descoladíssimas, os casais de todas as tendências sexuais. Hamburguer como se deve, camarão com gosto de milho, supermercados de orgânicos. É a diversidade que fascina, a gente fica o tempo inteiro como se estivesse passeando por um parque de diversões.

Como tinha planejado, fui atrás das lojas de carimbos. A Lu, do Artesanal, me deu a dica e visitei a Ink Pad umas 3 vezes. Não tinha as mandalas que eu queria, mas valeu a pena assim mesmo. Uma frustração: simplesmente não achei o mural d’Os Gêmeos que tinha visto em uma revista. Não soube procurar, com certeza, mas ficou uma tristezinha. Alguém sabe, alguém viu?

Sou fã do Sex and the City e a city do título é… New York. E achei esse vídeo que mostra as amigas e homenageia a cidade, na voz de Frank Sinatra cantando New York, New York. Sob encomenda.

O resumo? Nova Iorque é fascinante. Cansa, de tão intensa. Aí você vai

embora. E não vê a hora de voltar.

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Nessa estadia em Nova Iorque descobri que minha alma é italiana. Mesmo sendo de origem alemã, vivendo no Brasil e estar passeando pela incrível Big Apple, foi quando entrei no Eataly que fiquei feliz de verdade.

O Eataly é um mercado aberto há pouco mais de um ano na esquina da 23th com a 6a Avenida, pertinho do Flatiron Building. Ali existe uma homenagem à comida da bela Itália. O conceito é simples: trazer ao consumidor a verdadeira comida italiana. Tudo natural e fresco. Nesse cartaz está escrito: a única coisa congelada aqui é nosso sorvete.

Os tomates, maçãs, massas e pães confirmam esse lema.

O lugar tem várias ilhas de restaurantes, separadas por proposta de comida italiana: Le Verdure, La Pizza, La Pasta, I Pani (para sanduíches). Festa para os paladares. Não esqueça dos doces, por favor. Take the gun and leave de canolli, já dizia Marlon Brando. Lá tem, canolli, cornetti e por aí afora.

Aí você senta em uma das mesas dos restaurantes ou em bancos no balcão de frente para os pizzaiolos genuinamente italianos da Rosso Pomodoro, a pizzaria que eu estava procurando por Nova Iorque e encontrei ali, e recebe fatias de pão italiano envolto em um papel rústico, um pratinho de azeite de oliva e uma acqua frisante e espera, praticando mergulho de pão no óleo, por uma deliciosa lasanha. Delícia! Faltou um vinho, fica para a próxima quando estiver com meu marido.

Mesmo passeando bastante pela Itália, não tinha visto ainda tantos azeites de oliva juntos. Ou vinagres balsâmicos, marcas infinitas! O jeito americano de fazer, tudo ao máximo.

Não podiam faltar, logicamente, os utensílios domésticos produzidos na Itália, como das marcas Bialetti e Alessi.E muros de Barilla.

New York é formidável, mas os EUA que me perdoem… minha viagem é a Itália.

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Envoquei e pronto. Queria porque queria fazer um piquenique no Central Park. E bati pé em mais outra coisa: tinha que ser com sanduíche da Zabar’s, lanchonete-loja-mercado famoso pela comida e por ser personagem coadjuvante de muitos filmes. Escolhemos sanduíches de salmão e de mozzarella de buffala e, munidas de cangas e lenços que viraram toalhas de picnic, lá fomos nós. Foi perfeito, como eu imaginei. Dia lindo, parque esplêndido, a vida americana em estado puro.

Imagens do passeio, já que dos sanduíches, nem migalha…

A gente, os bichos.

Nos bancos, pequenos pedaços de histórias. O fim perfeito para o dia perfeito: um cheesecake novaiorquino.

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