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Archive for the ‘Viagem’ Category

Para chegar ao Machu Pichu dormimos na pequena cidade de  Ollantaytambo, para estarmos mais perto e não termos que acordar tão cedo (acordamos às 5:45h, não propriamente tarde, certo?). Pegamos o trem e em duas horas estávamos em Aguas Calientes, de onde se pega um ônibus para chegar ao Machu Pichu.

A viagem de trem é muito bonita, os picos nevados dos Andes te olhando lá de cima e um rio cheio de pedras do seu ladinho.

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De dentro do trem.

De dentro do trem.

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O Machu Pichu é um local mágico e de uma beleza incrível. Difícil descrever. Só vendo as fotos.DSC02334

Dicas preciosas:

As passagens de trem e as entradas para o Machu Pichu devem ser compradas previamente, de preferência antes mesmo da viagem. O local é concorrido, minha gente!

O passeio não é auto-explicativo. Não existem placas mostrando o que cada coisa ou lugar significa. Ou seja, é importante fazer o tour com um guia. Esses entendem do riscado e ainda tiram fotos que é uma beleza!

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Leve seu lanche, lá não tem nada comestível ou bebível. Um sanduichinho, uma garrafa de água, uma barra de cereais. Sente-se olhando aquela vista e sentindo aquela energia e… alimente-se!

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Dê-se tempo para relaxar. Não queira ver tudo com pressa. O lugar é enorme, mas só estar ali já é o máximo! Deite na grama, numa pedra, encoste-se numa ruína e fique ali, assim, respirando. Só isso.

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Informe-se bem sobre o tempo. Nós não fizemos isso e parecíamos cebolas carregando casacos indesejados embaixo de um sol inesperado.

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Banheiro, só na bilheteria. Portanto, organize-se! Beber água só na medida da sede, nem um pingo a mais! Ficamos lá por 5 horas, dá para imaginar que queríamos muito voltar para a bilheteria…

Na saída, em uma mesa meio escondida perto da bilheteria, tem um carimbo self-service com o qual você mesmo carimba seu passaporte. Muito bonitinho!

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Voltando para Cusco, não deixe de ir visitar a Casa Concha, um museu onde estão as peças cerâmicas que estavam no Machu Pichu quando o americano Hiram Bingham encontrou as ruínas. Lá você vai entender melhor a história, os costumes, ver a maquete do Machu Pichu e rever os lugares onde esteve passeando no dia anterior, ver com faziam cerveja e, ponto alto, ver os instrumentos de sopro mais incríveis que pode imaginar.

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E as comidas peruanas? No próximo!

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paisagem12Grécia – efeitos colaterais

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Partimos bem cedo de Lima para Cusco, de avião. A altitude prometia ser um problema, tonturas, dor de cabeça, riscos para quem tem o coração meio espevitado como o meu… Não senti nada, mas por via das dúvidas tomamos um chá de coca e mantivemos o ritmo em rotação baixa.

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Cusco é uma linda no seu centro histórico, uma praça com igrejas e lojas que nos ocuparam por horas.

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Lindos hoteis como o Monastério que, como diz o nome, era um… monastério. A capela do lugar é deslumbrante e o hotel… bem, deslumbrante também. Nós ficamos no Hostal Buenavista (tem um em Cusco também) do meu cunhado porque é uma graça!

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Monastério

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Em Cusco, cholas e carneirinhos por todos os lados querendo ser fotografados e levar uns trocados. Cores em profusão, artesanato efervescente e uma cultura muito forte, sobre a qual todos da cidade podem discursar. A cultura inca (um fascínio desde meus tempos de Sion) está por toda parte. Tourinhos nos telhados, o condor, o puma e a serpente que protegem a terra e o ar, os deuses do sol, da terra, da saúde, da felicidade, tudo é valorizado.

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No hotel do cunhado nos divertimos dando um tapa no visual das banquetas que ficam na área do café da manhã. Como os recursos eram poucos, nos viramos com o que tínhamos.

Banqueta antes.

Banqueta antes.

Banquetas depois.

Banquetas depois.

De Cusco na direção do Machu Pichu saímos de van até Ollantaytambo, onde dormiríamos. No caminho, passeios inesquecíveis. Paramos em um zoológico que abriga os animais que têm um significado importante na cultura inca: condores e pumas. E o cachorro mais desprovido de beleza do mundo (politicamente correta, meus caros). Mas ele é conhecido por isso mesmo, por motivos óbvios: sem pelos pelo corpo todo, com exceção de uns tufos na cabeça e no rabo…

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Lhamas são o ponto alto do passeio. Da família dos camelídeos, elas variam bastante entre lhamas, alpacas e vicunhas, todas tendo sua lã muito requisitada para fazer os famosos casacos e blusas sem as quais não dá para sair do Peru.

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Nesse mesmo dia conhecemos Pisac, uma cidadezinha dominada por uma feirinha de artesanato sensacional, cheia de coisas de prata, lã, tecidos coloridos e… de tudo, enfim. Um daqueles lugares de onde você sai tonta, achando que tudo é igual e, na primeira curva da van, se arrepende mortalmente pelas coisas que deixou de comprar…

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Num dos cantos do mercado de artesanato, você encontra um restaurante chamado “Lhama Azul”. Mesmo sem fome, entre para ver os quadros da lhama com pessoas famosas do mundo todo. Muito divertido.

PicMonkey CollageaDe Pisac, fomos a Moray, outro lugar lindo que antigamente era um laboratório de agricultura dos incas.

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Dali pra Maras Salinas, um espetáculo a ser conhecido. Algo em torno de 5000 caixas coletoras de água e sal. Incrível.

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Daqui, para o Machu Pichu!

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Quis o destino que minha irmã fosse morar no Peru. E com uma sobrinha novinha em folha. Assim, conhecer esse lugar mágico e cafungar o pescoço daquela menininha linda foram dois motivos excelentes para essa viagem. Para completar a qualidade da aventura, fui com duas amigas do coração. Diversão, turismo e aventura. Melhor? Impossível.

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Dicas para quem vai. Lugares, comidas e aprendizagens.

A viagem começou em Lima, famosíssima por ser uma cidade onde não chove nunca, mas que nos brindou com três dias de garoa. Portanto, não acredite em tudo que te dizem por aí.

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O foco era Cusco e o Machu Pichu. Lima foi para ver a sobrinha e conhecer o hotel do cunhado, o Hostal Buenavista, que recomendo com estrelinhas. Era a casa dos avós dele, que ele mantém com móveis, objetos de decoração e peças incas, além de um papagaio muito charmoso que atende pelo nome de Lorenzo.

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PicMonkey Collage

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Lima também é um bom lugar de compras, pois o Peru é hoje conhecido como produtor do melhor algodão e muitas confecções mundiais moram por lá.

O bairro Barranco é super charmoso e buganvilles são a vegetação que melhor floresce, pois por lá é tudo seco e essas flores, como na Grécia, apreciam uma securinha. Tem cores lá que gente não vê por aqui.

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DSC02124Em seguida, Cusco!

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Captura de tela 2010-10-15 às 18.09.44Itália

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Lembra daquele tempo em que viajar de avião era mais caro, mais difícil e menos frequente? Foi-se. Viajar ficou mais acessível, ainda bem. Todo mundo viaja, o tempo todo para tudo que é lado.

Assim, por longas horas, você está enclausurada na barriga de um troço enorme que inexplicavelmente sai do chão e se mantém flanando por cima de mares e terras. E lotado, sempre lotado. Uma temperatura polar, um ruído compacto e constante, assentos projetados para mini-pessoas, sacolejos perturbadores, vizinhos esquisitos, banheiros com fila – sujos – apertados. Comida de plástico em pratos de plástico. Os olhos secam, os ouvidos entopem, os cabelos se eletrizam.

Mesmo os mais habituados têm seus medos: de atraso, de cancelamento, de turbulência, de trombose, de bebê chorão, de criança mal-educada, de vizinho falante, de mala perdida, de torre de controle descontrolada. Medo de gente que não desliga o celular, de sentar ao lado de alguém que ronca, de roncar.

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Como o teletransporte ainda não está nem previsto e os lugares para os quais queremos viajar em geral valem a pena, encare e vá. Chegando lá, fuja dos pontos turísticos lotados. Outra roubada, mas essa você pode evitar.

Imagens: We Heart It

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Não confunda com falta de assunto, por favor. Mas o fato é que esse blog é ideal quando quero dar dicas de viagem a amigos, do tipo “entra lá no blog e vê o restaurante em Roma que serve alcachofra frita”. Portanto, vou falar retroativamente de minha viagem para o Chile, mais especificamente de um pequeno paraíso que fica em Santa Cruz, a uma hora de carro de Santiago.

A Casa Lapostolle. A vinícola, criada pela família do conhecido licor Grand Marnier, produz os vinhos da linha Apalta, deliciosos e premiados. Em um tour que você vai fazer conhecendo todo o processo, da plantação da uva ao vinho em barris gigantescos, explicarão a escolha do lugar, do PH do terra, da incidência da luz e do clima, que fizeram desses, vinhos tão especiais.

Muito bem. A vinícola é um espetáculo, mas o melhor está em volta. Uma pousada, formada por apenas quatro chalés incrustados em uma floresta, distantes um do outro de modo a proporcionar toda privacidade, torna essa viagem imperdível. Os chalés são belíssimos, com varandas e decks e uma vista total dos vinhedos, banheiro envidraçado, rede para ler no meio das árvores, lebres pulando por ali e um denso zumbir de abelhas que fazem sua parte na polinização. Passeios de bicicleta entre as parreiras mostram detalhes como tufos de flores bem coloridas plantadas entre as uvas para distrair a atenção de insetos indesejados na produção.

Quando você chega a este lugar praticamente exclusivo, vão te perguntar de que comidas gosta e quais alimentos prefere evitar. Vão te fornecer um Ipod só com músicas selecionadas de acordo com teu gosto. Lá pelas tantas, uma massagem com óleos essenciais e cortinas balançando ao vento.

Banheiro envidraçado.

Voltando ao quarto depois de jantar uma comida feita quase que só para você, antepasto, salada, prato principal e sobremesa, tudo regado a vinhos Apalta harmonizados com cada parte da refeição, encontrará a lareira acesa e uma mensagem deixada em seu travesseiro.

Mimos. Quem não gosta?

Duas fotos foram emprestadas desse blog: Maristela Gomez. Mais informações sobre a Casa Lapostolle lá.

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Nova Iorque – Um dia no parque

 

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Fechando um ciclo na vida de minha filha, fomos a Nova Iorque ajudar na mudança de volta para casa. Mais uma semana nessa cidade sensacional, com seus encantos e excessos.

Encerrando também minhas impressões novaiorquinas, aqui vão algumas ideias para você, quando em NY….

Coma bem. Sempre comece o dia com um café da manhã reforçado. Minhas sugestões: Bubby’s e Le Pain Quotidian.

Ande. Bem alimentadinho, prepare-se para andar. Para isso, tenha pés preparados para as quadras e avenidas que se sucedem sem fim, cada uma com um atrativo diferente. “Só mais uma quadrinha, só mais uma avenidinha…”. Sapato errado ou pouco fôlego não combinam com Nova Iorque.

Foto daqui.

Aí, perca-se. Mapa na mão, deixe Nova Iorque ir se mostrando aos poucos.

Freedom Tower, nascendo onde estavam as Torres Gêmeas.

Central Park é obrigatório, of course. Aprecie, passeie, faça piquenique e sente-se nos bancos, não esquecendo de ler as delicadas mensagens em cada um deles.

Fique ligado. Sempre pode passar uma celebridade totalmente despercebida por você.

Tá vendo o Rafinha Bastos?

Aproveite a comida, sua variedade, suas origens. Dessa vez, conhecemos o Spotted Pig, voltamos no Eataly e no Chealsea Market,  fomos no Colicchio & Sons. E finalmente conheci o famous Shake Shack, detentor de filas homéricas, mas serviço certo e resultado delicioso. Um daqueles casos em que você fica pensando: como é que um lugar, no meio de uma praça, sem sombra a não ser de algumas árvores, com pombos por todos os lados, sem banheiro nem para lavar as mão, faz um sucesso tão retumbante? Mas o hamburguer que você vai comer explica tudo…

Nem na Itália tinha visto Fusilli Bucati nem Farfalle Rigate. Mas vi no Eataly em NY!

Consuma com moderação. Essa eu queria ver. Brasileiros lá se comportam como se não houvesse amanhã. Sou péssima em consumo, indecisa, não consigo comprar o que não preciso, mas me divirto mesmo assim. Lá tem muito de tudo. Teu negócio é carimbo? Tem. Quer pincel de pelo de marta? Tem. Baunilha de Madagascar? Tem também. Mas se prefere cultura, tem mais ainda. Museus, shows, galerias de arte. No Metropolitan Museum, a arte egípcia é imperdível. Não consegui ver o Klimt na Neue Galerie, mas desejos não atendidos promovem a vontade de voltar.

Procure o por do sol. Aproxime-se do Rio Hudson nos finais da tarde. Um belo por de sol sempre estará esperando por você. De dia, passeios pelo High Line, parque feito em trilho de trem suspenso e desativado.

Aprecie as estações. O outono e suas cores já estão chegando, nos parques e nas lojas. Na Pier 1 e na inevitável Anthropologie.

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Anil

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Comecei essa série grega mostrando o infinito azul da Grécia. Encerro com o dourado do pôr do sol, um espetáculo diário que só é superado em grandeza pelo céu estrelado que sempre vem em seguida.

Acompanhe o apagar das luzes e, comigo, torça, para que possamos viver tudo isso outra vez. Ou melhor, pense que o sol se põe todos os dias perto de você. Procure uma brecha, estique o olhar e valorize esse momento.

O sol se põe em todos os cantos do mundo, todos os dias. Esse é o meu por do sol, que vejo de perto de minha casa. O outro é da janela do apartamento de minha irmã, feita pelo cunhado. Tudo em Curitiba. E você? Tem um por de sol que gostaria de compartilhar? Mande uma foto no meu email: jmbibas@gmail.com e logo faço um post com as imagens que vierem.

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