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Archive for the ‘Reaproveitamento’ Category

Quem mexe com livro feito eu, cria uma antena para o tema. Desde que a Freguesia do Livro existe, vivo interessada no assunto. E que gosto de concidências, também não é novidade.

Pois bem, quando minha filha foi morar em Nova Iorque, há um ano atrás, no primeiro dia que estivemos lá, encontrei o mesmo livro que eu tinha acabado de “perder” no aeroporto de Guarulhos, só que em sua versão em inglês, história contada aqui. Marina pegou um dos livros que estavam em cima da tampa do lixo, método muito empregado pelos americanos para fazer livros circularem, no esquema Perca um Livro.

Esse ano, na escada perto da casa de Marina encontramos outro livro e lá deixamos aquele que ela tinha pego no ano passado, cumprindo o que ela havia escrito em um bilhete: “Obrigada pelo livro. Vou passá-lo adiante depois de ler. Ele vai continuar sua viagem!”, acompanhado por outros já lidos e que simplesmente não cabiam na mala.

O ciclo não pára, o livro vai parar em outras mãos. Quem sabe, na sua próxima viagem a Nova Iorque, você não o encontra em alguma escada?

E já que o assunto é NY e livros, aproveite para conhecer essa iniciativa que doa livros nos metrôs da cidade, para quem passa tantas horas no transporte público. A ideia é Relit NY: Read, Recycle, Repeat Literature In Transit (Leia, recicle e replique literatura em trânsito). Conheça aqui: Relit NY.


Aproveite e conheça também a Freguesia do Livro, um projeto que me tem dado muito trabalho e alegrias. Você também pode espalhar literatura por aí!

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Na nossa casa em Leros existe um livro que convida nossos hóspedes a deixar algo escrito contando o que a casa trouxe para eles e a marca que deixaram durante sua estadia. Junior pintou muros e Ângela pintou uma cadeira. Tudo mostrado aqui.

Mas o maior produtor de coisas interessantes é meu cunhado Fabrizio, um escritor e marceneiro aprisionados em um entediante emprego administrativo em Roma. Ele escreve fábulas para crianças e sempre que sobra um tempinho, cria peças com madeira. Em Leros aproveita tudo o que encontra pela frente, pedaços de madeira, as janelas que foram trocadas na casa, móveis abandonados pela rua. Como madeira é comigo mesmo, nos divertimos nas nossas férias.

Antigas janelas da cozinha.

Virou um lindo armarinho embaixo da janela do quarto. Ideia e obra de Fabrizio.

Junior pintou muros.

Ângela e eu pintamos cadeiras que viraram mesinhas de cabeceira. Encontradas na rua.

O espelho que a Kamo e Emília pintaram e que eu ganhei da Raquel, agora enfeita a entrada da casa.

A bandeja que pintei aqui e levei para lá e que carrega delícias do café da manhã.

Uma tábua antiga dando sopa… virou cabideiro. Por Fabrizio.

E para quem ficou interessado nos versos de Fabrizio no livros de visitas, aqui vai a tradução (livre, bem livre): Bem-vindo a essa casa, Você que de tão longe vem, Agora tem uma missão, Pode responder como lhe convêm. Diga-me quem você é, O que faz e de onde vem, A tua história muito nos agrada E meu coração encherá também. Sou uma casa antiga e distante, Que se enriquece com todos vós. Diga-me o que trazes do teu lar, Sejam pensamentos ou “bois”. E assim, antes do seu retorno, Diga-me o que me deixou. A tua marca ficará comigo para sempre, mesmo se apenas uma pedra você pintou. Fabrizio tem um blog onde mostra todo o processo da construção do armário: www.fabbroscrivano.blogspot.com

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Você compra uma calça jeans. Usa muito. Ela vai ficando mais confortável com o passar do tempo, mas chega o dia que não dá mais: ela fica velha, rasga, sai de moda e você… doa. Você faz a mesma coisa com outras roupas, com pijamas, com cobertores, louças e objetos da sua casa que não usa mais. Pensa: se eu não estou usando, alguém, em algum lugar, pode usar. Então vou doar.

Este é um dos princípios do consumo consciente que tem outros, como planejar as compras, avaliar os impactos de seu consumo, consumir apenas o necessário, reutilizar produtos e embalagens, separar o lixo e refletir sobre seus valores.

A Freguesia do Livro percebeu que doar livros e transformá-los em pequenas bibliotecas para o acesso de novos leitores, significa praticar e incentivar o consumo consciente. Os livros que você doa serão reutilizados, reciclados em sua essência, a de contar suas histórias por mais tempo, ao invés de ficarem reclusos em prateleiras. O melhor exemplo disso é a mágica que Juliette fez, transformando livros infantis holandeses em livros que crianças brasileiras podem ler, felizes e contentes.

O mesmo conceito acontece com as caixas de madeira de frutas que, reaproveitadas e decoradas, levam os livros aos Pontos de Leitura.

Ou seja, doar livros é um ato de consumo consciente. Entendido isso, a Freguesia resolveu desenvolver outros produtos partindo dessa ideia, a reutilização de materiais que estão sendo descartados transformando-os em objetos úteis cuja venda pode trazer recursos para que o projeto possa continuar. Recursos que possibilitariam alugar uma sala com muitas estantes e enviar os livros para lugares distantes no Brasil.

Então aqui apresentamos a linha de produtos Recicla Cultura:

Bolsas Retornáveis: a partir de banners usados, a Freguesia produz bolsas para carregar compras e livros.

Marcadores de livros: voluntários e amigos vão confeccionar marcadores com restos de tecidos, de papel de scrap, de páginas de livros estragados. Estes, por exemplo, foram feitos por Ro Pujol e Dani Carneiro.

Lápis de pinhão: a partir de restos de giz de cera, Maria Fernanda vai produzir lápis-cera com formato de pinhão.

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Ganhei um presente que me encantou de muitos modos, porque é lindo, é útil, é típico daqui e ainda combina com esse blog: consumo consciente e reciclagem, dois temas recorrentes.

Então não resisti e resolvi conversar com a Maria Fernanda, que faz esses lápis de pinhão, e mostrar essa ideia simpática. Motivada pela vontade de ajudar de algum modo, essa professora de Educação Física que atualmente revende produtos da Natura, viu em uma revista de artesanato um jeito de reaproveitar restos de lápis-cera (aqueles que nem a mais econômica das pessoas consegue usar, toquinhos que a gente pensava imprestáveis).

Procurando as forminhas em casa de festas para moldar os novos lápis, Maria Fernanda encontrou os moldes de pinhão. E nasceram os pinholápis ou lapinhões, como queiram. Não ficaram o máximo? E eles têm um formato bom para desenhar.

A produção depende de doações, escolas e famílias que recolhem e encaminham para Maria Fernanda fazer todo o processo de separar as cores, derreter em banho-maria e colocar nas formas. As cores que surgem são as básicas e mais todas as possibilidades que pequenas misturas proporcionam. Quando prontos, são embalados e vendidos para reverter recursos para a Campanha da Vaquinha e para presentear crianças do entorno do Hospital e Leprosário de Piraquara, para pacientes com hanseníase.

                                         Você vai ver mais cores e pinhões em….

Cor de pinhão

DSCN1164.JPG

Nozes carameladas

Verde oliva e roxo uva

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Você escapou de saber que agora existe a Freguesia do Livro? Que recebemos os livros que você quer (se não quer ainda, pense no assunto) doar e os encaminhamos para biblioteas comunitárias cadastradas em nosso site? Que temos uma página no Facebook que você pode curtir e divulgar tudo isso a seus amigos?

Enquanto você responde a todas essas perguntas, veja essa Bicicloteca que mostra o que pretendemos que aconteça por aqui: livros disponíveis em lugares improváveis.

E você também pode escolher, entre as alternativas abaixo, o modo como vai participar desse movimento literário, que vai tirar livros parados e fazê-los circular:

a) vou doar livros que já li e não vou ler mais

b) vou ser um Ponto de Coleta: receber livros doados e repassar para a Freguesia

c) vou espalhar essa ideia

d) vou criar uma biblioteca comunitária

e) acho que livros não devem ser doados (sé-rio??!!)

Participe de algum jeito, conto com você. Muitos conceitos estão envolvidos no simples ato de doar um livro: consumo consciente, acesso à cultura, educação e responsabilidade social. Tudo isso.

O tempo passa rápido. Livros parados em sua casa estão deixando de ser lidos por outras pessoas. Pense nisso.

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Blogs têm poder. A prova disso é vínculo que hoje temos com Juliette, uma brasileira que mora na Holanda e apaixonada por livros.

A história é uma delícia: Juliette, que  acredita com toda a força da alma que o hábito da leitura pode transformar cabeças e vidas e que este hábito, quando adquirido na infância, faz toda a diferença na vida de uma pessoa, mora em uma pequena e linda cidade da Holanda chamada Zundert (cidade onde nasceu Vincent Van Gogh) e trabalha na Biblioteca Central de Breda, cidade com 170 mil habitantes e com 10 bibliotecas públicas. Livros novos chegam todas as semanas para serem inseridos no acervo das 10 bibliotecas e os antigos (em perfeito estado de conservação) são colocados à venda na própria biblioteca por um preço simbólico. “A primeira vez que vi um carrinho abarrotado de livros infantis que iam para venda, fiquei encantada e comentei que queria ter uma varinha de condão para traduzir todos para o português e mandar para o Brasil para bibliotecas comunitárias” escreveu ela.

Aí ela resolveu fazer mágica sem varinha de condão, mesmo. Conseguiu uns 100 livros, depois de contar aos encarregados o quanto crianças brasileiras seriam beneficiadas com essas lindas publicações. Selecionou os que não tinham texto e os que tinham pequenos trechos de escrita… traduziu, imprimiu e colou nos títulos e páginas: livros holandeses transformados em livros que crianças brasileiras poderão aproveitar!

Agora os livros estão chegando e o Sítio Vanessa e a Freguesia do Livro estão todos contentes. Deixo aqui a ideia. Todos podemos fazer pequenas mágicas.

Obrigada, Juliette.

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