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Archive for the ‘Rakú’ Category

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Rosana reúne em sua arte alguns conceitos muito atraentes: história, cerâmica e criatividade.

Com formação na área de artes, ela já passeou por várias linguagens. Gravura era a sua praia e quando começou a trabalhar com cerâmica, além de criar usando a técnica do rakú,  foi buscar a inspiração em rendas. Encontrou um mundo, o das toalhinhas de crochê que por décadas enfeitaram mesas, criados-mudos e penteadeiras, sobre as quais se depositavam tantos copos, vasos e bombonières de cristal. Andavam assim, meio esquecidas.

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Rosana resolveu carimbá-las em seus pratos e travessas. Gravura e argila, mandalas de renda, uma bela combinação. O resultado é lindo e delicado. Sempre procurando novos modelos para imprimir em suas peças, proporciona às pessoas um modo de eternizar trabalhos de avós e tempos distantes.

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Comprei um prato e ganhei outro de presente. Saí de lá toda contente. Rosana está sempre fazendo pratos novos. E se você quiser guardar para sempre uma toalhinha de crochê que fez ou ganhou de alguém especial, é uma ótima oportunidade.

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Mais desses pratos lindos aqui:

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Rendas e história

Rosana Erci

rosanaerci@gmail.com

Atelier Espaço 8 – R. Cons. Laurindo 80A/lj 05  Curitiba/PR (41)9656-2864

A conversa me deu vontade de ver outros destinos para essas singelas rodelas de renda. Tanta coisa linda!

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Imagem inicial daqui.

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DSC06336Cantos e encantos do Rakú

DSCN2758Tempo e arte

DSC_0571Madeira com história

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Ocléris combina com as coisas que faz. Tem a beleza da terra que toca e transforma, através da arte cerâmica.

Descobriu que amava a argila e suas possibilidades quando fez um curso em São Paulo, em 1985. Veio morar com a família em Curitiba e foi se aprimorando no Museu Alfredo Andersen, no Centro de Criatividade, no Atelier de Escultura do Parque São Lourenço. Lapidou o talento despertado na FAP e virou artista.

As habilidades crescendo, as obras se multiplicando, foi preciso ampliar espaço e estrutura do atelier, instalado no quintal de casa, entre pequenas parreiras, violetas e suculentas, tudo concentrado e abrigando surpresas modeladas por ela.

O atelier cresceu.

E invadiu o quintal.

Surpresa na parreira.

Ocléris trabalha a cerâmica em alta temperatura e no rakú, sublinhando os conceitos da limpeza das formas e da valorização do essencial. Ganhou prêmios com seus “Seios da Terra”, quando buscou formas arredondadas, orgânicas e femininas, também representadas em sua série de frutos. No momento, explora a graça e o significado das bolsas das mulheres.

Os seios.

Os frutos.

As bolsas.

E desde o dia em que uma das filhas olhou para os muitos pedacinhos de cerâmicas usados em testes e jogados em um pote e disse: “Vamos fazer um colarzinho disso?”, Ocléris faz bijouterias lindas e personalizáveis. Sim! Eu vou lá e junto as peças nas cores que quero para combinar com determinada roupa!

Vamos fazer um colarzinho disso?

Ocléris tem uma banca na Feira do Largo da Ordem, aos domingos, em Curitiba, na R. Kellers, defronte aos quadros. Passe lá e conheça Ocléris e suas peças. Se quiser visitar o seu quintal, ligue: (41) 3353-1951. Se estiver longe, saiba mais aqui: www.joiaceramica.com.br

Conheço Ocléris e sua família há muitos anos, pois é irmã de uma amiga querida e distante. Sempre me faz bem ir na casa deles. Mas dessa vez foi ainda mais especial porque saí com uma mensagem para ir mastigando no carro: ela me conta que Marcelo (o marido) se dá muito bem com a mãe dela, que mora com eles e hoje precisa de muitos cuidados. Ao que eu comento: “Que bacana o Marcelo ser um genro tão dedicado”. E ela me responde: “Acho que a mamãe fez por merecer o carinho que recebe dele hoje”.

Será que estamos fazendo por merecer?

Cuba.

Algumas das fotos desse post são de Bianca Muzzillo, fotógrafa e filha da Ocléris. Veja mais sobre ela no www.biclick.com.br.

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Eu não falei?

Pela ordem – caixas de madeira

Cantos e encantos do rakú

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Pura poesia.

Um dia perfeito. Um lugar perfeito.

Foi isso o que vivemos neste sábado. Em um grupo organizado pela Magda, fomos a Quatro Barras, cidade pertinho de Curitiba. Chegamos lá às 9:00 horas de uma manhã ensolarada e voltamos para casa defumadas e felizes, sob um céu com mais estrelas, como só as zonas rurais podem oferecer. Fomos participar de uma oficina de Rakú, técnica da cerâmica que mexe profundamente com os elementos terra e fogo, na chácara do ceramista e professor Gilberto Narciso.

Começamos com um passeio pelo lugar, com direito a pomar, cachoeira, rododendros e azaléias, Beatles numa vitrola e esculturas escondidas entre a vegetação. Pura poesia.

Começam os trabalhos e passamos o dia em três rodadas pelas etapas do Rakú: pintura, queima, resfriamento e apreciação de nossos dotes despertados como ceramistas. As cores só se revelam no final do processo, surpreendendo ou correspondendo às expectativas, exercício fundamental para aprendermos que o barro, os pigmentos e o fogo interagem de formas às vezes inesperadas e a que a natureza é quem tem a última palavra. Nem tudo sai como se imagina, mas tudo sai belo, único e irrepetível.

Sol, paisagem agradável, professor simpático e arte… O que fica faltando para tornar essa jornada ainda mais memorável? A comida, minha gente, a comida… Enquanto nos desdobramos na oficina entre cores e pincéis, vasos e fogo, fumaça e água, lá dentro da casa, Beatriz, a esposa do professor, produz delícias. O almoço servido na varanda florida nos brinda com suco de framboesas colhidas ali mesmo, saladas variadas, entre elas uma com lentilhas rosa (confesso: nunca tinha visto!), quiches, gnocchi de semolina e frango ensopado. A sobremesa, um manjar com calda de framboesa e frutas da chácara transformadas em compotas pela talentosa Bia. “Chega!”, você diria. Nada disso. No final do dia, depois da terceira fornada de nossas obras-primas de barro, voltamos à mesa, dessa vez para um lanche da tarde constituído de pães, bolos, torta de maçãs e damascos… Melhor parar (de escrever, porque de comer foi difícil…). Beatriz também é autora de um bolo de frutas que tem gosto de Natal, mas merece ser feito e comido o ano inteiro.

A perfeição mencionada no início foi completada por estarmos entre amigas, aproveitando para falar sobre tudo e  rir sobre nada, cantando e dançando ao som dos Secos & Molhados. O ArteAmiga recomenda um dia desses a cada pessoa que nos lê!

Assim começamos…

Assim terminamos.

O início do processo.

Pintado. Antes do forno. Como será?

Incandescente.

Uma obra-prima! Resfriada e lavada.

Hora do almoço.

Passeio.

Cachoeira.

Folhas plissadas.

Mais cerâmica em…

Em flor. Cerâmica

DSC03304Nosso artesanato na Grécia

Alta temperatura


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