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Archive for the ‘Paixões’ Category

Há um ano sofri uma crise de coluna avassaladora. Uma dor maluca que me imobilizou e me fez chorar feito criança. E a primeira coisa que pensei foi: “eu não vou mais poder dançar”. Entenda-se por dançar, no meu caso, aulas de Jazz duas vezes por semana, para que ninguém imagine que o mundo do espetáculo estava por sofrer alguma perda inestimável…

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Medo de ficar de cama? De não poder dirigir? De não poder cozinhar (quem dera…)? De fazer uma cirurgia? Não, nada disso. Só senti medo de não poder mais dançar.

Por isso hoje, saindo da minha aula, suada, vermelha e feliz, pensei em várias coisas: o quanto ter metas é determinante, a vontade de saltitar na frente daquele espelho ao som de Beyoncé me levou a superar um diagnóstico bem negativo.  E o quanto é importante valorizar a não-dor (ou quase) e aprender que o corpo fala, dita limites, impõe novas regras que a gente precisa respeitar. E, por fim, que todos nós precisamos ter uma coisa que nos faça muito felizes, que nos faça ir atrás. E caso você não tenha, mexa-se, procure, porque isso é fundamental: ter uma motivação, um combustível, uma paixão. Sem isso, pra quê?

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“O que aconteceria se, em vez de apenas construir nossa vida, nós nos entregássemos à loucura ou à sabedoria da dançá-la?” (Roger Garaudy). Recebi esse frase de minha professora de jazz, a quem agradeço todas as segundas e quartas por me motivar sempre.

E agora, um clássico.

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Um dia falei sobre tudo aquilo que nunca fiz. Coisas que foram desejadas e não cumpridas, que aguardam quietas a promessa de vir a ser. Desejos que não dão em nada.

Mas tem também uma porção de paixões vividas. Coisas pelas quais nos encantamos e vamos atrás. Aprendemos, fazemos e… passam. Pensei nisso olhando para a estante de livros de minha filha, ainda tão jovem e já com tantas tendências e aprendizagens. Formou-se em publicidade, cursou cinema e agora faz doces. Livros e mais livros comprovam essas buscas e fases.

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Somos todos um pouco Picasso, com fases azuis, fases rosas e momentos cubistas. Que, pela casa, deixam marcas.

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Tive minha fase de fonoaudióloga que se manifesta em pastas e mais pastas de desenhos, livros sobre linguagem que se agarram à prateleira e resistem aos meus impulsos doadores. Vivi meu período de bailarina, do qual uma fantasia pende mole no armário. A esse período voltei, ainda bem. No que tange a artes e pintura, então, topo com todo tipo de material que delata minhas nem sempre vitoriosas tentativas – tintas de porcelana, aquarelas, lápis de cor, carimbos, pintura em madeira. Sosseguei? Quem dera, ando espichando o olho para um curso de pintura a óleo…

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Essa busca é saudável, ninguém sabe o que realmente o satisfaz, no que realmente é bom, o que dá dinheiro como esperava, o que  proporciona prazer em fazer. Há que se tentar e há que se deixar aquilo que não corresponde às expectativas, sempre é tempo de encontrar coisas novas que despertem a alegria de levantar da cama todos os dias. E deixar pela casa essas provas de suas fases, de suas tentativas de acerto, mesmo que tenham parecido erros. Não foram, foram partes de sua busca de ser ou fazer o que te faz feliz.

Telas de Picasso: Mulheres Correndo na Praia (1922)/ Dois Saltimbancos (1901)/  Menina Lendo um Livro na Praia (1937)

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Terminar um livro é acabar um caso de amor. Um bom livro te envolve, reclama a tua presença, passeia o dia todo em teu pensamento, te faz rir e chorar, te leva mais cedo para a cama para continuar a leitura. Como eu disse, um caso de amor. Que, por mais que você enrole, economize, demore, um dia termina. Aí, você fecha aquele volume, estreita-o nos braços contra o peito, deixa respeitosamente passar um tempo e… começa outro.

Ainda envolvido na história do anterior, relação que deixou marcas, refuga, estranha a métrica, tateia desconfiado pelas primeiras páginas. Meio traidor, demora a se soltar. Se o encantamento se repete, lá vai você,  mais uma vez fisgado, de novo apaixonado. Ou não. A coisa patina, não sai do lugar, os parágrafos, pegajosos, se arrastam. Hoje, depois de tantos, me sinto confortável em aconselhar: não insista em uma relação sem futuro. Rompa com esse e parta para outro. Tem tanta coisa boa para ser lida por aí!

Livros, como os conhecemos, podem ter seus dia contados. Mas seus autores, histórias e leitores vão continuar tecendo aventuras, amores, finais e recomeços para todo o sempre.

E, nos tempos de desapego desde a criação da Freguesia do Livro, livros lidos vão passear e chegar a novos leitores. Amores espalhados. Perfeito.

Ilustrações de Sempé.

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