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Archive for the ‘Lápis de cor’ Category

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Uma das minhas mais remotas lembranças da infância, pura e cristalina porque não se apoia em fotos, mas apenas na recordação da cena e das sensações doces a ela relacionadas, é a do meu avô paterno me ensinando a desenhar e pintar. Ele morava no apartamento em cima do nosso e chegava com um leve assobio-senha do qual também lembro muito bem. Tínhamos a nossa hora, o nosso encontro para nos divertirmos assim, com lápis de cor e cadernos. Essas boas memórias habitam o mesmo compartimento das bonecas de recortar vestidos, do Desenhocop, da pintura mágica com água e pincel. Tem gente aí do outro lado da tela que nem sabe do que estou falando…

Infelizmente, meu avô se foi cedo e não tive tempo de perguntar se ele desenhava comigo para agradar sua primeira neta ou porque ele também gostava de pintar e era muito bom nisso.

Hoje, tantos anos depois, decido: ele era muito bom nisso. Me ensinou algumas coisas sobre pintura com lápis de cor que aplico até hoje. O que me faz lembrar dele cada vez que desenho, que bom. Principalmente porque agora tenho lidado muito com caixas de lápis de cor, numa nova mania de ilustrar um livro que tem me tirado o sono e animado meus dias. Os lápis de cor estão de novo na minha vida. As voltas que a vida dá.

Mais um domingo no Croquis Urbanos. Dessa vez, no MON – Museu Oscar Niemeyer. O pessoal é craque, saem desenhos lindos, mas o clima é tão camarada que a gente nem se sente menos capaz.

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A estação requer. Junho, inverno, festas juninas, Paraná. O pinhão precisa ser lembrado.

Sou uma curitibana que mora em apartamento e adoraria morar em casa. Gosto de mato, de horta, de flor. Sendo assim, aprecio os ipês amarelos que colorem nossa cidade, fico prestando atenção nos canteiros floridos das ruas, nas podas das muitas árvores que já nos valeram o título de Cidade Ecológica (perdemos por pouco para Maringá no quesito maior arborização brasileira).

Por isso, hoje quando saí para o passeio canino matinal, adorei ver a primeira pinha caída na calçada. E cheguei antes do entregador de jornais, meu mais forte concorrente. Peguei pinhões suficientes para fotografar e mostrar, para quem não conhece, a cor única desse fruto típico da nossa região. E para quem é daqui, anunciar: está aberta a temporada!

Muitos leitores mandaram receitas que compartilho. Bom apetite!

Pinhão básico: pinhão na panela de pressão com água cobrindo e sal. Depois que começa a apitar, uns 40 minutos de cozimento. Desliga e espera sair a pressão.

Carne de panela com pinhão (Raquel): faça uma posta na panela como de costume (supondo que você tenha esse costume. Se não, a internet ajuda) e no final do cozimento, adicione pinhões cozidos e descascados. Para acompanhar, farofa de farinha de milho com banana e couve refogada.

Pinhão com bacon (Maria Amélia): cozinhe e descasque o pinhão. Enrole em cada pinhão uma fatia fina de bacon. Coloque para assar em forno médio os pinhões espetados com palito.

Pinhão sapecado (Kamo): essa ideia é da Kamo, e ela sugere pinhão sapecado em fogão a lenha. Como gemi pela ausência de um fogão dessa espécie, ela respondeu que também dá para fazer em panelas de ferro, em nossos fogões urbanos.

Farofa de pinhão (Maria Cristina): Cozinhe o pinhão na pressão com sal por uns 40 minutos. Deixe esfriar um pouco, descasque e passe no processador. Refogue cebola na manteiga, adicione o pinhão processado e refogue mais uns 5 minutos. Tempere com sal e pimenta a gosto.

Pesto de pinhão (Nádia Cozzi): www.alimentopuro.blogspot.com

1 xícara de azeite de oliva Extra Virgem
1 xícara de pinhão frio cozido e descascado
1 xícara de queijo parmesão ralado na hora
1 xícara de molho de tomate ORGÂNICO com manjericão
1 dente de alho pequeno picado
sal marinho a gosto
Passe os pinhões num triturador mas não deixe formar um purê e misture aos outros ingredientes. Use-o como entrada servindo-o como patê, acompanhando de torradinhas.

Dica da prima Katia: Amo no feijão, picadinho de carne e na farofa. Cozinho muito, descasco, e quando não conseguimos mais comer tudo, coloco os pinhões cozidos e descascados no prato do dia seguinte.

Strogonoff de pinhão do blog Julia Rodrigues

  • 1kg de pinhão cozido, descascado e cortado ao meio
  • 4 latas de molho de tomate
  • 1 vidro de ketchup picante
  • 3 caixas de creme de leite
  • 1 vidro de palmito picado
  • 1 vidro de champignon em conserva
  • 2 cebolas grandes
  • 2 latas de seleta de legumes
  • cominho
  • pimenta calabresa
  • azeite de oliva
  • refogar a cebola picada no azeite.
  • acrescentar o palmito, o champignon, as seletas de legumes.
  • apos aquecer acrescentar o ketchup e o molho de tomate.
  • separar
  • refogar no azeite o pinhao e temperar com o cominho
  • acrescentar ao molho
  • acrescentar o creme de leite a pimenta calabresa e pronto
  • normalmente o sal do ketchup é suficiente, mas prove e – depois – use o tempero que preferir

Sopa cremosa de Pinhão da Terezita

1 xícara de pinhão cozido e amassado
1 xícara de pinhão cozido e cortado em cubos pequenos
4 colheres de sopa de amido de milho
1 lata de creme de leite sem soro
3 colheres de sopa de azeite
2 tabletes de caldo de galinha
2 litros de água fervente
2 dentes de alho
1 cebola ralada
500 ml de leite
Modo de preparar:
Aqueça o azeite em uma panela e frite o alho e a cebola. Adicione o pinhão à água fervente e o caldo de galinha e leve ao fogo para ferver por 10 minutos. À parte, dissolva o amido de milho no leite, junte o caldo de galinha, mexendo sempre até engrossar e bata no liquidificador. Feito isso, junte o creme de leite e retorne ao fogo, sem parar de mexer até ferver. Por último, adicione o pinhão cozido e sirva em seguida, polvilhando o queijo ralado por cima.

Vinagrete de pinhões da Claudia
Cozinhe bem os pinhões, reservando a água do cozimento. Em uma vasilha, misture os pinhões picados, cebola, alho, salsa, azeitona picadas. Coloque em um vidro que possa ser hermeticamente fechado, adicione parte da água do cozimento, azeite de oliva, vinagre. Sal a gosto.

Aperitivo de pinhão e linguiça Blumenau

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Refogue em um fio de azeite de oliva uma cebola picada até ficar ficar transparente. Adicione a linguiça Blumenau sem a pela e esmigalhada com um garfo. Refogue e coloque pinhão bem cozido em fatias pequenas e um pouco de salsicha. Sirva em barquetes.

Lápis de pinhão: esse não alimenta, mas também é uma boa ideia

Ganhei um presente que me encantou de muitos modos, porque é lindo, é útil, é típico daqui e ainda combina com esse blog: consumo consciente e reciclagem, dois temas recorrentes.

Conversei com a Maria Fernanda, que faz esses lápis de pinhão. Motivada pela vontade de ajudar de algum modo,ela aprendeu um jeito de reaproveitar restos de lápis-cera (aqueles que nem a mais econômica das pessoas consegue usar, toquinhos que a gente pensava imprestáveis). Usou formas com moldes de pinhão E nasceram os pinholápis ou lapinhões, como queiram. Não ficaram o máximo?

A produção depende de doações, escolas e famílias que recolhem e encaminham para Maria Fernanda fazer todo o processo de separar as cores, derreter em banho-maria e colocar nas formas. As cores que surgem são as básicas e mais todas as possibilidades que pequenas misturas proporcionam. Quando prontos, são embalados e vendidos para reverter recursos para a Campanha da Vaquinha e para presentear crianças do entorno do Hospital e Leprosário de Piraquara, para pacientes com hanseníase.

Quer participar? Mande lápis-cera pra gente. Novos, velhos, tudo é bem-vindo para fazer esses lápis que viram um ótimo presente e um jeito lindo de ajudar pessoas.

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Você compra uma calça jeans. Usa muito. Ela vai ficando mais confortável com o passar do tempo, mas chega o dia que não dá mais: ela fica velha, rasga, sai de moda e você… doa. Você faz a mesma coisa com outras roupas, com pijamas, com cobertores, louças e objetos da sua casa que não usa mais. Pensa: se eu não estou usando, alguém, em algum lugar, pode usar. Então vou doar.

Este é um dos princípios do consumo consciente que tem outros, como planejar as compras, avaliar os impactos de seu consumo, consumir apenas o necessário, reutilizar produtos e embalagens, separar o lixo e refletir sobre seus valores.

A Freguesia do Livro percebeu que doar livros e transformá-los em pequenas bibliotecas para o acesso de novos leitores, significa praticar e incentivar o consumo consciente. Os livros que você doa serão reutilizados, reciclados em sua essência, a de contar suas histórias por mais tempo, ao invés de ficarem reclusos em prateleiras. O melhor exemplo disso é a mágica que Juliette fez, transformando livros infantis holandeses em livros que crianças brasileiras podem ler, felizes e contentes.

O mesmo conceito acontece com as caixas de madeira de frutas que, reaproveitadas e decoradas, levam os livros aos Pontos de Leitura.

Ou seja, doar livros é um ato de consumo consciente. Entendido isso, a Freguesia resolveu desenvolver outros produtos partindo dessa ideia, a reutilização de materiais que estão sendo descartados transformando-os em objetos úteis cuja venda pode trazer recursos para que o projeto possa continuar. Recursos que possibilitariam alugar uma sala com muitas estantes e enviar os livros para lugares distantes no Brasil.

Então aqui apresentamos a linha de produtos Recicla Cultura:

Bolsas Retornáveis: a partir de banners usados, a Freguesia produz bolsas para carregar compras e livros.

Marcadores de livros: voluntários e amigos vão confeccionar marcadores com restos de tecidos, de papel de scrap, de páginas de livros estragados. Estes, por exemplo, foram feitos por Ro Pujol e Dani Carneiro.

Lápis de pinhão: a partir de restos de giz de cera, Maria Fernanda vai produzir lápis-cera com formato de pinhão.

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Enquanto estava escrevendo o post do Dia das Mães, pensei em colocar uma receita que combinasse com o almoço comemorativo e que estivesse entre meus pratos possíveis. Mas acontece que eu não ia cozinhar e não tinha como fotografar a delícia. Resolvi desenhar, o que deu mais ou menos o mesmo trabalho que teria tido se tivesse ido pescar o salmão no Chile e voltado para assar…

Para quem não sabe, estou tendo aulas sobre várias técnicas de desenho no Solar do Rosário, aqui em Curitiba, com a professora Mari Inês Piekas e resolvi exercitar tudo que tinha por perto. Ficou tudo mais ou menos, o salmão não tem o volume que eu pretendia, o lápis pastel fez uma lambança, contornos continuam sendo um problema. Mas deu para ilustrar a receita que eu pretendia colocar aqui. Bom proveito.

A foto do salmão real está nesse post.

Salmão ao forno com maçã, pêra e cebola.

Tempere um file alto de salmão com limão, sal e pimenta preta moída na hora. Coloque numa travessa refratária (no meu caso, um prato da Magda) e, ao redor do filé, disponha  pêras e maçãs descascadas e sem sementes, cada uma cortada em 8 pedaços. Coloque também pedaços grandes de cebola. Regue tudo com azeite de oliva extra-virgem e leve ao forno por 30-40 minutos. Sirva com a batata assada com alecrim. E, para acompanhar, um pouco de mango chutney feito em casa. E salada de folhas com molho de vinagre balsâmico. Sucesso garantido.

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Ganhei um presente que me encantou de muitos modos, porque é lindo, é útil, é típico daqui e ainda combina com esse blog: consumo consciente e reciclagem, dois temas recorrentes.

Então não resisti e resolvi conversar com a Maria Fernanda, que faz esses lápis de pinhão, e mostrar essa ideia simpática. Motivada pela vontade de ajudar de algum modo, essa professora de Educação Física que atualmente revende produtos da Natura, viu em uma revista de artesanato um jeito de reaproveitar restos de lápis-cera (aqueles que nem a mais econômica das pessoas consegue usar, toquinhos que a gente pensava imprestáveis).

Procurando as forminhas em casa de festas para moldar os novos lápis, Maria Fernanda encontrou os moldes de pinhão. E nasceram os pinholápis ou lapinhões, como queiram. Não ficaram o máximo? E eles têm um formato bom para desenhar.

A produção depende de doações, escolas e famílias que recolhem e encaminham para Maria Fernanda fazer todo o processo de separar as cores, derreter em banho-maria e colocar nas formas. As cores que surgem são as básicas e mais todas as possibilidades que pequenas misturas proporcionam. Quando prontos, são embalados e vendidos para reverter recursos para a Campanha da Vaquinha e para presentear crianças do entorno do Hospital e Leprosário de Piraquara, para pacientes com hanseníase.

                                         Você vai ver mais cores e pinhões em….

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