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Archive for the ‘Fotografias’ Category

Tenho um amigo que trabalha em uma grande organização mundial que trata da comida, da agricultura, da fome no nosso planeta. E ele tem um talento a mais: a fotografia. Me mandou as fotos que tirou em Nova Iorque, algumas das quais mostro aqui. E, logo abaixo, seu olhar sobre o Rio de Janeiro.

Nova Iorque? Rio de Janeiro? Que mistura, você poderia pensar. São, para mim, duas das cidades mais espetaculares do mundo. Pronto, expliquei.

Com vocês, Paolo Trippa.

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E in Terra Brasilis.

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Tomara que ele se aposente logo e possa se dedicar integralmente ao seu lado fotógrafo.

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DSC03264Primavera e New York

DSC_0012Banco para um fotógrafo

 

 

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O Lucas fotografa, e muito bem. Fotos de bandas e shows na noite curitibana e fotos de casamentos que dão até vontade de casar outra vez. 

Mais recentemente, e acho que de modo meio inesperado, ele se viu tendo que fotografar bolos de morango, gemadas e suspiros, fatias de tortas alemãs. E pontos de caldas de chocolate, batedeiras em ação, ovos sendo quebrados com precisão. Ele e minha filha têm produzido vídeos de qualidade e divertidos sobre receitas culinárias para o blog dela, o Confissões de uma Doceira Amadora. Durante a produção das imagens, muitas vezes ele solicita um banco para subir e conseguir o melhor ângulo. E deu para notar que bem que gostou do tal banquinho. Daí para me dar vontade de fazer um banco personalizado… um pulo.

Depois de longa pesquisa na internet e de perguntas estranhas feitas a ele, assim, do nada, sobre qual máquina fotográfica ele considerava mais especial, descobri esse desenho. Agora o Lucas tem o banquinho dele. Espero que um dia ele também tenha a sua Leica.

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Para ver as fotos que Lucas faz de casamentos junto com o Fer Cesar, veja aqui. Aposto que vai querer casar de novo também!

E para ver os vídeos que eles têm feito, entre no canal da Marina no Youtube. E, como ela sempre diz, aproveite para dar um like e assinar o canal! Confissões de uma Doceira Amadora no Youtube

E se quiser ver um filme onde minha imagem é explorada de forma desavisada, veja aqui.

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alb10Fotografias

Imagem1Herois e máquinas fotográficas

DSCN3594Abanque-se

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Que tal criar presentes? Mão na massa e dar de presente algo que você mesmo fez? Aqui no ArteAmiga já falamos de tudo – alguma ideia você há de gostar de fazer, algum talento você há de ter.

Faça um quadro-negro. Fácil, moderninho e, de quebra, útil: dá para fazer lembretes e deixar muitos recadinhos.

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Mesmo que não seja exímio(a) cozinheiro(a), prepare Mango Chutney. É muito fácil, basta seguir a receita, ter todos os ingredientes, jogar tudo numa panela e depois de uma hora você tem vários potinhos lindos para dar de presente. Mango Chutney é um creme agridoce cheio de especiarias e um aroma delicioso que acompanha carnes ou batatas assadas,

Aqui

Que tal bolachinhas de gengibre? Essas exigem um pouco mais de habilidade culinária, mas é lindo ver aquelas fornadas cheirosas saindo cheias de biscoitos dourados. Encha um pote, uma cestinha, envolva em celofane e pronto.

Aqui

Presenteie suas receitas preferidas. Já fiz isso. Comprei um caderninho lindo e nele escrevi muitas das minhas receitas de doces e comidas do cotidiano. Dei de presente para minha irmã que estava indo morar no Peru (devidamente fotocopiado para o resto da família).

Aqui

Faça cartões de visita para alguém que quer divulgar o seu trabalho. Super fácil e fica muito bonitinho.

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Aqui

Asse um bolo. Siga uma receitinha e pronto. Vai agradar.

bolos

Aqui

Personalize. Sem os gastos e empenho de tempo do scrapbooking, simplesmente reúna fotos do presenteado e faça um álbum. Complemente com comentários e passe a mensagem que quer: de amor, de amizade, de saudade.

Aqui

Sabe desenhar? Para uma criança pequena, faça um contador de histórias. Se desenho não for a sua praia, faça assim mesmo, com fotos, recortes de revista, ilustrações que você procura na internet. E veja como usar aqui.

DSCN3624Aqui

No último verão me aventurei nos tingimentos: dá pra criar muita coisa em camisetas, toalhas de mesa, cortinas. Um tapa no visual e um presente exclusivo com o tie dye.

DSCN3068BAqui

Um doce fácil, rápido e delicioso, a Palha Italiana. Faça, corte em pedaços, envolva em açúcar e coloque num pote de vidro. Amarre uma fita dourada e parta para o abraço. A receita está explicadinha aqui (e feita pela minha filha Marina):

A árvore genealógica da sua família. Vale desenhar ou copiar de algum programa da internet que faça isso. Reúna informações e fotografias e resuma a história da sua família.

DSCN2396Aqui

 Escreva. Faça um verso, descreva um sentimento, enalteça qualidades. Escritos ficam. Quer surpreender ainda mais? Ponha num envelope e mande pelo correio.

                                                                    

Aqui

Se tudo parecer estar perdido, pinte pedras. Fáceis de encontrar e de realizar.

DSCN3221Daqui

DSC03370Aqui

Por fim, olhe em volta. E doe. Um livro, um brinquedo, uma roupa, um abraço, seu tempo. Alguém está precisando desse seu presente, tenho certeza.

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DSC_0201Bandejas e cashemiras

Natal lembra vermelho

 

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Sou muito a favor de fotografias. Quem vê esse blog com certa frequência, percebe isso. Fotografar é muito bom, registra momentos que queremos eternizar, memórias que queremos fixar.

O que se pode questionar é que, muitas vezes, as pessoas ficam tão fixadas em registrar através da lente de uma máquina fotográfica ou de uma filmadora, que esquecem de ver com os próprios olhos. Viver a coisa de verdade. Se não fotografou ou filmou, não aconteceu?

As nossas relações com pessoas, objetos e acontecimentos foi revolucionada pela tecnologia, não há dúvidas. Quem viu o surgimento das primeiras TVs, como eu, só não se sente uma Vilma Flinstone porque sempre acompanhou o que acontece (nesse momento, imagino o sorriso de canto de boca de meus filhos – quantas perguntas respondidas 1000 vezes…).

O fato é que as relações mudaram, mais rápidas, mais vastas, mais imediatas. Lindo. Mas que nada supera ou substitui uma visão de uma paisagem, um vigoroso aperto de mão, um abraço de verdade, um beijo morno, uma mesa cheia de amigos, um encontro familiar… Ah, não supera mesmo.

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Ciranda da boa lembrança

Humores

Imagem1

Heróis e máquinas fotográficas

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Minha amiga mais antiga, desde sempre e da melhor qualidade, fez parte de tudo que aconteceu na minha vida, simples assim. Amiga daquelas que cobrem as lacunas de nossas próprias lembranças. Dia desses me contou que ela, duas de suas irmãs e os pais se reuniram para uma roda-viva de fotografias.

O pai, exímio fotógrafo desde os tempos das nossas saias curtas e meias três-quartos, desengavetou fotos dos tempos idos. Na mesa, café quentinho, bolo morno e fotos esparramadas. Diversão garantida: olha esse cabelo, que óculos são esses, que fim levou essa boneca, como-é-que-você-me deixava-sair-assim, quem é esse guri aí do meu lado… De família com sobrenome que justifica serem bons contadores de história, a tarde foi recheada de causos, despertar de memórias escondidas, riso solto pelos fatos relembrados.

Achei a ideia ótima: abrir caixas, gavetas e álbuns, rever fotos guardadas e passar uma tarde com alguém que pode remexer a nossa história, dar nome ao que quase foi esquecido, datar nossas lembranças, dar sentido ao que somos hoje. Recomendo.

Do Blog da Silmara Franco: Joguei memória com as crianças, era de bichos. Acertei três, só. Não sou boa em lembrar das coisas passageiras, ainda mais aos pares. Meu negócio é o passado, com recordações tão eternas quanto únicas. Vou virando uma por uma, e não encontro nenhuma igual à outra. Crio, assim, meu próprio jogo: algumas eu deixo viradas para baixo – não fazem falta. Outras, para cima. Para sempre.

Falei em tarde em torno de uma mesa, boas lembranças, café e bolo. Que tal então uma receita da minha avó Nora, do Bolo Inglês com o qual nos recebia sempre que chegávamos para as férias de inverno em Blumenau?

Bolo Inglês

Ingredientes

4 ovos – pese os ovos e utilize o mesmo peso de:
– manteiga
– açúcar
– farinha de trigo
* costuma ficar em torno de 200gr. para cada ingrediente
1 pitada de sal
1 colh. de sopa de açúcar de baunilha
2 colh. de sopa de conhaque
2 colh. sopa de passas amaciadas em água morna (aqui “optamos” por não colocar porque o marido não gosta).

Modo de fazer: bata bem com a batedeira a manteiga em temperatura ambiente. Adicone o açucar, o açucar de baunilha e a pitada de sal e continue batendo bem. Quando a massa estiver bem lisa, adicionar 2 ovos inteiros e 2 gemas, separando 2 claras. Coloque um ovo de cada vez. Aos poucos, sempre batendo bem com a batedeira, adicione o trigo peneirado. No final, o conhaque. Mistura suavemente com as claras em neve. Colocar em forma retangular, tipo de pão, untada. Forno bem quente nos primeiros 5 minutos para fazer a rachadura em cima. Mais uns 40 minutos em forno médio. Se gostar, polvilhar açúcar por cima.

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Já vou avisando que vou me contradizer.

Estou sempre dizendo aqui que não devemos guardar coisas que não são mais úteis ou são demais. Essas podem ir embora para servir a outras pessoas ou se transformar em outras coisas. Mas também deu para ver que sou nostálgica, falo de meus pais, da casa de meus avós, de tempos idos e lembranças boas; valorizo móveis de família, acumulo álbuns de fotografia.

É contraditório? Mais ou menos. Porque tem coisas que simplesmente precisam ficar. Ficar para a gente poder recordar algo ou alguém. E depois, ficar para que se lembrem da gente.

Nessa categoria de coisas guardáveis, longa lista se forma:

Receitas. Quantas coisas cozinhamos com receitas de avós, tias, mãe? Sabores e aromas que nos lembram de pedaços de nossas vidas? E as receitas que fazemos e vão se tornando a nossa cara, a Nêga Maluca da Jô e da Dóris, os bolos da Christa, o Moussaka da Despina, as tortas salgadas da Angela, o cozido da Mari, o quibe do Eros, o tiramissú da Nizza, a pizza do Tino? Receitas precisam ser guardadas. Fim de papo.

Móveis, louças, objetos. Se estão ainda hoje na sua casa é porque pertenciam a alguém com quem você se importava. E ao usá-los, eles cumprem o seu papel: te lembram do dono anterior.

A história dessa caixa está aqui.

Cartas. De amor então, nem se fala. Aqui em casa estão guardadas as muitíssimas cartas escritas em dois anos anos de namoro no eixo Brasil-Itália, na era pré-internet e de preços exorbitantes de chamadas telefônicas (se disser que tinha até telefonista envolvida nisso, vão perceber que já faz algum tempo…). Estão socadinhas em uma enorme caixa nada charmosa, mas ficam.

Desenhos e lembrancinhas dos filhos pequenos: eles crescem, minha gente, e rápido. E tudo aquilo que a gente achava inesquecível e permanente, vai se diluindo com o tempo. Guardar desenhos, frases e detalhes de infâncias tem um grande valor para eles quando crescem e para nós quando os vemos adultos.

Fotografias: quem não guarda? Só quem tem um coração de pedra. Álbum, arquivos de computador, porta-retratos, caixas de sapato… Vale tudo. Mas, uma dica: coloque datas, nomes, o que era e onde foi. Muitas informações se perdem quando os donos das fotos se vão e ficamos com imagens indigentes…

Para concluir, um achado. Um livro que permite que avós deixem sua história para seus filhos e netos. Achei num sebo, só trouxe para fotografar e já preciso devolver. Mas vou procurar. As avós de meus filhos são pessoas especiais e inesquecíveis, já deixaram suas marcas nos corações e memórias dos netos, mas poder rever a própria história é um exercício importante que todos deveríamos ter a oportunidade de fazer.

 

Tinha mentido. Só agora vou concluir com a foto do melhor colo do mundo. Como não guardar?

Para saber mais sobre o livro, entre aqui.

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Hoje, voltando para casa do Chelsea Market, vivi uma verdadeira experiência americana: vi os grandes heróis dessa nação, desde 11 de Setembro de 2001, em ação. Passando pela 14thSt vi um incêndio iniciado há pouco e – sem brincadeira – 14 caminhões e viaturas dos bombeiros. Confesso que fiquei encantada com a eficiência estratégica, a rua fechada em minutos pela polícia e, confesso de novo, olhei para aqueles homens vestidos como os vemos nos filmes, com aquelas escadas alçando voo rapidamente e hidrantes funcionando a todo vapor e decidi: são meus heróis também.
Olhando em volta, outra coisa me surpreendeu e cheguei a uma conclusão: o povo japonês ficou conhecido por fotografar e filmar tudo em viagens porque sempre teve grande tecnologia em fotografias. Mas, desde o advento das máquinas digitais, viramos todos japoneses. Em volta daquele incêndio, centenas de pessoas tiravam fotos e filmavam com seus aparelhos fotográficos, celulares, i-pads. Menos eu, que estava bem triste sem minha linda e nova câmera…
Viu como esse post ficou chato? Ele não tem imagens e nós estamos nos tornando cada vez mais visuais. Dá para parar e refletir que estamos desaprendendo a ver a vida com nossos próprios olhos. Precisamos ter sempre uma lente no caminho, entre nosso olhar e a realidade. De tanto registrarmos e documentarmos, quase não aproveitamos os fatos plenamente… Ou não?

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