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Archive for the ‘Flores’ Category

Feche os olhos e pense na Grécia. Que cores vêm à sua cabeça? Muito provavelmente azul e branco. Acertei?

E é isso mesmo. Céu e mar disputando o azul mais formidável, casas branquinhas e… bouganvilles! Elas surpreendem, encantam, trazem cores exuberantes e pintam a paisagem de rosa, vermelho, coral. O toque final. No clima seco e de temperaturas muito altas das ilhas gregas, nessa época do ano pouco verde se salva. Então ver as bouganvilles é um presente muito lindo.

O cheiro do mar é de mar, não sei se me entendem. Limpo, fresco, sem interferências. Ele só é superado pelo forte aroma dos figos que eu só via já secos, no chão. Pela primeira vez os encontro verdes, nas árvores, e fico torcendo para que amadureçam em tempo para poder colher alguns pelo caminho até a praia.

Figos. Tomara que amadureçam!

E as alcaparras? Nascem aos borbotões!

Alguns sons também são muito “a cara” desse lugar: cigarras eternas com um gogó poderoso, cabras logo cedo, corvos e sinos. Sábado e domingo, principalmente. Batem loucamente na igreja ortodoxa logo abaixo de casa. E o sino mais impressionante é um que toca assim, solto no dia, bem discreto e por poucas vezes, anunciando a morte de um habitante da ilha… A música grega também nos alcança em nossa casa pela sua posição geográfica. Me explicaram que tem algo a ver com a acústica de um anfiteatro, só sei que nesse momento estou ouvindo um cântico de algum ritual religioso, chegando alto e claro. Combina e completa a paisagem.

A igreja e seus sinos em dois momentos.


Mais cores e flores em…

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Primavera em Nova Iorque

Para não dizer que não falei das cores

Verde oliva e roxo uva

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Quem não desiste? De fazer algo, de chegar em algum lugar, de levar adiante uma ideia que parece não ter futuro? Dietas, promessas, decisões para as quais faltou tempo, paciência, planejamento. Desistimos quando entendemos que alguma coisa é inatingível, arriscada ou simplesmente não vale a pena.

Desistências acontecem em todos os setores de nossas vidas. São naturais e fazem parte do percurso. Só o que se pode questionar é o tempo cada vez menor para que se jogue a toalha, que se vire as costas, feche as portas, enterre o assunto, que se ponha uma cruz em cima. Cada vez mais levianamente desistimos. De projetos, desejos ou mesmo de objetos: nesse mundo imediatista, todos os dias desistimos de nossos I-Phones, I-Pads, I-Pods, celulares e afins que ficam velhos em um piscar de olhos. Desistimos da casa de cerquinha branca com flores nas janelas abertas porque também desistimos de vencer a violência que impera. Casamentos? A maior vítima da falta de persistência. Não deu certo? Adeus. A fila anda.

Eu desisto, às vezes. Minha lista de projetos idealizados é bem menor que a de projetos realizados. Não por desistir de alcançar os objetivos, mas por simplesmente deixá-los ali, esperando ser começados (pensando bem, essa também é uma forma de desistir…).

Nessa caixa de camisa mora um livro não terminado. Desistido?

No artesanato, vivo colhendo recortes, modelos, ideias, faço tentativas frustradas pois nem tudo sai como imaginado. Aí… desisto. Vou acumulando pequenas desistências que nada mais são que provocações para novos projetos.

Provocações.

E aqui, um cara que não desiste nunca!

Imagem janela e flores: http://www.weheartit.com

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Resistências

Roma by bus

Outono – A arte de envelhecer

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Sou uma curitibana que mora em apartamento e adoraria morar em casa. Gosto de mato, de horta, de flor. Sendo assim, aprecio os ipês amarelos que colorem nossa cidade, fico prestando atenção nos canteiros floridos das ruas, nas podas das muitas árvores que já nos valeram o título de Cidade Ecológica (perdemos por pouco para Maringá no quesito maior arborização brasileira).

Por isso, hoje quando saí para o passeio canino matinal, adorei ver a primeira pinha caída na calçada. E cheguei antes do entregador de jornais, meu mais forte concorrente. Peguei pinhões suficientes para fotografar e mostrar, para quem não conhece, a cor única desse fruto típico da nossa região. E para quem é daqui, anunciar: está aberta a temporada!

Eu gosto de comer o pinhão apenas cozido em água e sal. Mas adoraria dicas de receitas com ele. Aguardo.

As receitas chegaram e estão aqui.

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Passarada

Um pinhãozinho italiano

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Muita gente tenta me convencer que ter casa na praia só dá problemas: areias lotadas, segurança, umidade, manutenção, carros com som estourando a passar lentamente (tenho vontade de fazer um levantamento estatístico: qual a probabilidade de que eles toquem uma música que a gente goste?). Motivos não faltam, mas é aqui  nessa casa de praia que minha tendência à nostalgia atinge seus picos de audiência.

Já acenei algumas características desse lugar quando falei da casa de passarinhos pintada por minha mãe. Aqui tem outras, antigas, agredidas pela maresia, mas que continuam lindas.

Casinhas poéticas. Já tiveram vários inquilinos.

Essa casa tem hibiscos. Por todo lado. Flor linda, que tem tudo a ver com verão e mar. Linda quando está na árvore, porque quando cai no chão…. Introdução para falar da transformação que ocorre comigo quando chego ao nosso lar catarinense: pronta para viver meus dias de Amélia, com todos os percalços da vida doméstica.  É casa de praia, simples, sem máquina de lavar roupa, sem máquina de lavar louça, sem aspirador de pó, sem uma santa para me ajudar todos os dias. Significa tanque, varal, vassoura, pano no chão. Maresia nas janelas, areia por todo lado, jardim para regar, calçada para varrer. O microndas pifou no primeiro dia, provavelmente vai voltar do conserto no dia que eu for embora.

Hibiscos por todos os lados.

Com esse panorama, fica difícil acreditar que eu goste daqui. Pois é isso tudo que eu adoro. Lavar uma roupa e poder vê-la secando no varal. Comprar flores aos montes e plantar por ali. Lidar com mangueira, água no pé, eta coisa boa!

E a nostalgia fica por conta da história. É a mesma casa onde minha avó passava as suas férias quando mocinha, onde minha mãe namorava meu pai, onde eu passei uma infância cheia de aventuras, onde meu irmão conheceu minha cunhada, onde meus filhos, sobrinhos e filhos de amigas fizeram castelos e vulcões de areia, pularam da pedra, fizeram guerra de bagas e caçaram sirí com lanterna. Comeram goiá, pegaram jacaré nas ondas e se lambuzaram com muitos picolés Seara. É a casa onde muitos já se divertiram e onde, espero, muita areia ainda vai rolar.

Essa casa é cheia de artesanato.

Quarto azul da cor do mar. Da Christa.

Outro lado do quarto azul da cor do mar.

Esse é da Jô. Um recado para meu cunhado Fabrízio.

Passarinhos marítimos da Emília Wanda.

Mais casas e nostalgia em…

DSC04773Casa na Grécia

DSCN2177cCasa com história

Casa de avó

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 As cerâmicas também entram na primavera. Quem resiste às flores?

Que cores! Um pote para petiscos. Da Raquel.

Flores são perfeitas para detalhes

Flores nos detalhes. Da Magda.

Prato de bolo. Da Raquel. Dá pena de esconder com um bolo….

Flores entre flores. Raquel.

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Cantos e encantos do Rakú

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Raquel e suas cerâmicas

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A história das minhas avós deve ter mostrado que tenho flores no meu DNA. Só sinto minha casa completa quando todos os vasos e cachepôs estão lotados, espalhados por todos os lados. E cachepôs… Os da Raquel são lindos.

Esse fica na sala azul.

O da sala azul.

E esses são da sala vermelha

Até a flor tem que entrar no tom.

Raquel tem uma página no Facebook: Raquel cerâmica

Mais cerâmica em …

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Artemista em linhas

Quintal e cerâmica

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Já que falei de uma avó, vou completar com a outra. Essa morava longe, numa casa incrustada em uma floresta (devia ser apenas um bosque, mas as lembranças são tão boas que o transformaram em um cenário de aventuras – precisa ser uma floresta). O jardim dela era menos cuidado que o da avó de Curitiba, mais rústico e, talvez  por isso, maravilhoso. Tinha uma árvore com umas florzinhas brancas que assumiam um perfume envolvente nas tardes quentes de Blumenau que, por sorte, minha mãe plantou em sua casa aqui em Curitiba, permitindo uma viagem nas boas memórias a cada vez que passo por ali. As flores favoritas eram os antúrios, que cresciam soltos nas sombras das árvores e haviam, delícia das delícias, plantadas por todos os cantos, framboesas selvagens, daquelas ocas e bem simplinhas, que se transformavam em geleias vermelho-transparentes (outra coisa que minha mãe preservou. Meu pai planta e colhe as framboesas e ela faz as geleias).

Na minha infância, era um lugar com galinheiro, ovos fresquinhos, tanque com peixes, mangueira frondosa, trilho de trem passando na frente, ameixeira carregada, cipó para imitar Tarzan, fogueira para assar pinhão e arapuca para pegar passarinho (que a Emília Wanda não nos ouça). E tinha a oficina do meu avô, marceneiro habilidoso, que criava peças e móveis que guardamos até hoje. Mesmo depois que ele se foi, a oficina ficou ali, parada no tempo e com todos aqueles pequenos pregos dourados que ele guardava em mil gavetinhas. Meus filhos e sobrinhos, seus bisnetos, ainda puderam apreciar a alegria de martelar madeiras para fazer espadas com as ferramentas deixadas pelo bisavô.

Jardim e marcenaria. Bons motivos para mostrar a primavera nas nossas madeiras.

Floral azul. Perto de flor azul. Da Jô.

Lembram das flores da saia da Mari?

Floral da saia. Da Mari.

A autora chama de Psicodélica. Nome perfeito para essa alegria. Da Angela.

Esse móvel e o espelho ficavam bem na entrada da casa de minha avó Nora. Minha mãe pintou as flores e hoje ele enfeita a casa de minha irmã. Da Christa.

Gerações.

Dá pra ser mais florido?

Imagem casa de madeira: http://www.weheartit.com

Mais pinturas em madeira em…

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Bancos e mais bancos

Mais Klimt

Prato e amêndoas

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