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Archive for the ‘Ecologia’ Category

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A Grécia atiça minha veia ecológica. Naquele lugar que parece um paraíso, um inferno de lixo se forma.  A ilha de Leros é pequena, 8000 habitantes que produzem restos de comida, latas, papel, vidro, como todos nós.  Mas a única separação de lixo que fazem é das garrafas plásticas de água. Só. O resto,  tudo junto e misturado, que aflição.

Essa ilha cristaliza para mim que o que fazemos em nossa casa ou cidade repercute no planeta inteiro. Costumo viajar com cosméticos no fim, para deixar as embalagens vazias nos lugares onde vou e ter espaço na mala para novas. Mas na ilha me sinto desconfortável em fazer isso. O lixo, naquele lugar tão pequeno e sem estrutura para a reciclagem, continua sendo problema meu. Ou seja, volto com todos para Curitiba, onde sei que serão separados e reciclados.

Você não se assusta com isso? Lixo demais, água de menos? O que você faz, efetivamente, para mudar isso? Conte, por favor.

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Para que tudo isso?

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Depois da bronca, vem o afago. Agora que já desabafei minha indignação com quem não usa sacolas retornáveis, vou falar  daqueles que as produzem, com os que já as usam ou estão resolvendo usá-las também. Cada vez mais lindas, fashion e carregadas de um sentimento de responsabilidade social, mais as ecobags são vistas por aí.

Eu uso várias. Algumas feitas pela Ângela, umas compradas em supermercados, outras que ganhei de presente. E economizo, certeza, umas 20 a 30 sacolas plásticas em minhas compras semanais.

No Museu Oscar Niemeyer, bolsas e sacolas muito bacanas estão à venda.

Essa não é para compras, mas é tão linda que merece ser mostrada aqui, afinal é feita com lona de caminhão reciclada. Da JRJ.

E aí chegamos ao que mais nos interessa. A Freguesia do Livro faz sacolas retornáveis com lonas publicitárias doadas por quem as usa. São sacolas bem bacanas para compras, feitas em uma facção que fica num lugar muito-muito distante, só alcançável com o GPS e um pouco de coragem. Um mundo de moldes em um galpão em que você pensa que as pessoas podem se perder para sempre.

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Vamos fazer uma rápida pesquisa. Você tanto pode responder nos comentários do blog, quanto aí, dentro da sua cabeça mesmo. O importante é você pensar sobre o assunto.

1. Você usa sacolas retornáveis quando faz compras em supermercados?
(  ) sim
(  ) não

2. Se você respondeu não à primeira pergunta, poderia, por gentileza, me dizer porque?
(  ) esqueço.
(  ) uso as sacolas de plástico para fazer lixo em casa.
(  ) não acho importante.
(  ) o supermercado quer economizar às minhas custas.

Então tá. Vamos conversar.

Se você respondeu que não usa as sacolas retornáveis porque esquece, tenho algumas dicas nesse post para que isso não aconteça. E aqui tem algumas ideias para estimular sua memória ambiental.

Se você alegou que usa as sacolas plásticas do supermercado como lixo, visite o blog deverdecasa que dá boas dicas para você rever esse conceito.

Agora, se você escolheu uma das outras duas alternativas, arrisco dizer que está na hora de se informar, sabendo o seguinte:

a) que todos nós somos responsáveis pelo planeta que estamos deixando para as próximas gerações.

b) que aquele blá-blá-blá tão batido sobre o plástico que leva centenas de anos para se desfazer no ambiente, sobre os bueiros que entopem com sacolas plásticas que passeiam por aí produzindo enchentes, sobre as tartarugas da Bahia e as focas da Groenlândia que morrem sufocadas pelo plástico perdido pelo mar, não é blá-blá-blá, é tudo verdade.

c) usar sacolas retornáveis é um ato simples, que denota civilidade, educação ambiental, altruísmo. Agora, pergunto mais uma vez “você usa sacolas retornáveis quando faz compras em supermercado?”

Imagem inicial: www.weheartit.com

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Magda faz travessas refratárias lindas, isso você já viu aqui. Depois da estreia, muitas coisas foram acontecendo. O nome mudou, a marca se atualizou e parcerias que envolvem sustentabilidade e gastronomia se estabeleceram.

Ekozinha, esse é o nome. E aula-jantar é a última invenção: Cozinha Prática com Requinte. Participei de uma e comunico que logo vai ter outra. O chef Humberto ensina a fazer comidas deliciosas nos belos refratários, harmonizados com vinhos com as devidas explicações. No meio disso tudo, a gente vai comendo coisas deliciosas que vão saindo do forno.

Lasanha verde de pesto e bechamel.

Bolo individual de cenoura com chocolate belga.

Como sou uma usuária fiel das travessas da Ekozinha, aproveito para pagar uma dívida, mostrando a versão real do salmão que tinha apenas desenhado nesse post. Com vocês, obra e modelo, juntos.

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Você compra uma calça jeans. Usa muito. Ela vai ficando mais confortável com o passar do tempo, mas chega o dia que não dá mais: ela fica velha, rasga, sai de moda e você… doa. Você faz a mesma coisa com outras roupas, com pijamas, com cobertores, louças e objetos da sua casa que não usa mais. Pensa: se eu não estou usando, alguém, em algum lugar, pode usar. Então vou doar.

Este é um dos princípios do consumo consciente que tem outros, como planejar as compras, avaliar os impactos de seu consumo, consumir apenas o necessário, reutilizar produtos e embalagens, separar o lixo e refletir sobre seus valores.

A Freguesia do Livro percebeu que doar livros e transformá-los em pequenas bibliotecas para o acesso de novos leitores, significa praticar e incentivar o consumo consciente. Os livros que você doa serão reutilizados, reciclados em sua essência, a de contar suas histórias por mais tempo, ao invés de ficarem reclusos em prateleiras. O melhor exemplo disso é a mágica que Juliette fez, transformando livros infantis holandeses em livros que crianças brasileiras podem ler, felizes e contentes.

O mesmo conceito acontece com as caixas de madeira de frutas que, reaproveitadas e decoradas, levam os livros aos Pontos de Leitura.

Ou seja, doar livros é um ato de consumo consciente. Entendido isso, a Freguesia resolveu desenvolver outros produtos partindo dessa ideia, a reutilização de materiais que estão sendo descartados transformando-os em objetos úteis cuja venda pode trazer recursos para que o projeto possa continuar. Recursos que possibilitariam alugar uma sala com muitas estantes e enviar os livros para lugares distantes no Brasil.

Então aqui apresentamos a linha de produtos Recicla Cultura:

Bolsas Retornáveis: a partir de banners usados, a Freguesia produz bolsas para carregar compras e livros.

Marcadores de livros: voluntários e amigos vão confeccionar marcadores com restos de tecidos, de papel de scrap, de páginas de livros estragados. Estes, por exemplo, foram feitos por Ro Pujol e Dani Carneiro.

Lápis de pinhão: a partir de restos de giz de cera, Maria Fernanda vai produzir lápis-cera com formato de pinhão.

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Ganhei um presente que me encantou de muitos modos, porque é lindo, é útil, é típico daqui e ainda combina com esse blog: consumo consciente e reciclagem, dois temas recorrentes.

Então não resisti e resolvi conversar com a Maria Fernanda, que faz esses lápis de pinhão, e mostrar essa ideia simpática. Motivada pela vontade de ajudar de algum modo, essa professora de Educação Física que atualmente revende produtos da Natura, viu em uma revista de artesanato um jeito de reaproveitar restos de lápis-cera (aqueles que nem a mais econômica das pessoas consegue usar, toquinhos que a gente pensava imprestáveis).

Procurando as forminhas em casa de festas para moldar os novos lápis, Maria Fernanda encontrou os moldes de pinhão. E nasceram os pinholápis ou lapinhões, como queiram. Não ficaram o máximo? E eles têm um formato bom para desenhar.

A produção depende de doações, escolas e famílias que recolhem e encaminham para Maria Fernanda fazer todo o processo de separar as cores, derreter em banho-maria e colocar nas formas. As cores que surgem são as básicas e mais todas as possibilidades que pequenas misturas proporcionam. Quando prontos, são embalados e vendidos para reverter recursos para a Campanha da Vaquinha e para presentear crianças do entorno do Hospital e Leprosário de Piraquara, para pacientes com hanseníase.

                                         Você vai ver mais cores e pinhões em….

Cor de pinhão

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Nozes carameladas

Verde oliva e roxo uva

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Tenho falado muito sobre livros. Sobre os que gosto, sobre nossa biblioteca, sobre o desapego. Sobre meu trabalho com a Freguesia do Livro, que nova vida a livros esquecidos em estantes. Virei craque em encaminhar livros de um dono antigo a outro novo, de estantes onde descansam ociosos para mãos e olhos ávidos por novidades. O livro que é velho, lido e esquecido para uns, tem o frescor do novo para tantos.

Mas tem alguns que, mesmo que a gente tente, empurre pra cá e pra lá, ninguém quer mais. Juro, nem sebos querem. É triste, mas tem livros que simplesmente vão para o lixo (reciclável, pelo menos).

Agora encontrei muitas ideias de coisas que se podem fazer com páginas de livros. Uma última lufada de vida e eles voltam a desempenhar um belo papel em nossas casas.

* considerando o primeiro comentário recebido para esse post e o fato de que algumas pessoas que entrarem aqui não terão a dimensão completa do meu amor aos livros, declaro:  quando falo em livro velho, pense em algo despedaçado, desfolhado, sem eira nem beira, para o qual tudo já foi tentado. É esse. Os outros, ainda podem passear!

Daqui

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Páginas de livros usadas em obras de arte

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Mais papel em…
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