Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Detalhes’ Category

Meu único tio (e padrinho) escolheu para casar uma pessoa que eu aprovei logo de cara, do alto dos meus 10 anos de idade: ela era a dona do cabelo mais lindo que eu já tinha visto. Todas as suas roupas combinavam e ela era tão organizada que parecia de mentira. E escrevia tudo que lhe acontecia em um diário, o que eu achava para lá de charmoso. A cereja do bolo é que ela trabalhava em uma galeria de arte em Blumenau que eu adorava visitar porque vendia pedras de rio pintadinhas. Eu devia andar atrás dela feito gato emocionado, olhos fixos querendo aproveitar tudo o que a moça linda e descolada, com seus 20 anos, podia me ensinar.

Para sermos ainda mais compatíveis, sempre foi arteira. Pinta e borda,  a casa dela é cheia de detalhes mimosos. Sua fase mais produtiva e criativa foi nos muitos anos em que fez batik, pintou sedas, fez saídas de banho, lenços e uma infinidade de coisas lindas.

Os batiks que fazia:

As toalhas com aquarela que faz agora:

Como nora da minha avó blumenauense, exímia cozinheira de medidas pouco precisas (“um pouco mais ou menos de açúcar…”), Dóris teve a sorte de morar perto e aprender muitas receitas do tipo “venha ver como se faz”. Detalhista, as receitas traduzidas do alemão são de um preciosismo ímpar. O que faz com que os resultados sejam cópias perfeitas, clones culinários dos legados gastronômicos da Dona Nora. Foi com ela que aprendi aquilo que se tronou a famosa Nega Maluca da Casa Bibas. Atualmente faz um pão de grãos que está ficando famoso no eixo Blumenau – Balneário Camboriú.

Nesse fim de semana, aniversário do tio, fomos a Blumenau e, como sobremesa, Doris nos apresentou a Wiener Torte (Torta de Viena), daquelas que só quem é detalhista, ou nostálgica, ou aprecia um bolo que leva dias para ficar pronto, vai se aventurar a fazer. Mas como eu só precisei comer a delícia, adorei!

*observe as medidas…

Wiener Torte – Torta Vienense (D. Nora)

Ingredientes 7-8 ovos 265 gr. açúcar 1 colher sopa de açúcar de baunilha 45 gr. de araruta 108 gr. farinha de trigo Modo de fazer Bater com a batedeira os ovos, o açúcar e o açúcar de baunilha até espumar e dobrar de tamanho. Bater de novo em banho-maria até amornar a massa (colocar a tigela numa panela com água fervente e ficar batendo). Por fim, o trigo peneirado. Dividir a massa em 3 formas de abrir. Se os ovos não forem muito grandes, dá apenas duas camadas. Sobre cada disco assado e desenformado, despejar e espalhar açúçar queimado (1/2 xícara de açúcar com 1 colher de sopa de manteiga: derreter e dourar em uma frigideira e espalhar sobre as camadas. Repetir o processo para cada camada). Dica importante: dar uma leve batida com colher de pau em cada camada para trincar o açúcar queimado.

Creme de café 250 gr. de manteiga 150 gr. açúcar confeiteiro 1 colher sopa de açúcar de baunilha 1 gema 1 pitada de sal 1/2 xícara de café forte ou nescafé 1 xícara de água em temperatura ambiente Bater a manteiga em creme com o açúcar, o açúcar de baunilha, a gema, o sal e aos poucos acrescentar o café (frio) e no final a água. Cada camada da torta já coberta com o açúcar queimado receberá uma camada desse creme de café. A camada superior será enfeitada com bico de confeiteiro, com florzinhas e listas diagonais.

 Para contatos sobre as toalhas: doris.kegel@googlemail.com

Você também pode gostar de…

Meu mar

Santa Catarina e abobrinhas

Boa memória??

Read Full Post »

Tem gente que consegue misturar ternura e poesia nas coisas mais inesperadas. Um sapo, um ovo, um passarinho, uma acerola, tudo tem uma historinha que enfeita. Assim é Emília Wanda, que com delicadeza me conta sua trajetória, definida pelo pai, tão encantado por Monteiro Lobato que deu a ela o nome da boneca falante e os caminhos profissionais trilhados pelo admirado escritor: “minha filha, você vai ser advogada ou artista”. Rendendo-se ao fato de que o estudo das leis não eram a sua praia, Emília Wanda seguiu a estrada que lhe restava: cursou Belas Artes. Dali já saiu trabalhando com cerâmica, a arte do detalhe nas miniaturas.

Curitibaninhos do tempo da Pia&Mia.

Minha família. Também Pia&Mia.

Dos tempos de estágio no Atelier Quintal.

Um mini-Advento.

Achou o óculos do Papai Noel? Tem o tamanho da ponta de um dedo.

Terminado o período da cerâmica, Emília Wanda se aventurou por outros caminhos. Com habilidade especial na compreensão das cores, percebeu que as mil plumagens de um passarinho se desvendavam coloridas diante de seus olhos. E os passarinhos começaram a surgir em telas e mais telas.

Hoje trabalha no Artemista e em seu atelier próprio. A volta à cerâmica era inevitável e agora cria tudo o que a imaginação permite: os passarinhos aparecem em formas e simpatia, os ovos para decorar a Páscoa, os coelhos com uma barriga que pode receber um doce mimo.

Atenção para o nariz em coração.

Um lugar para abrigar um docinho. E o rabinho… em coração.

Ovos de madeira.

Já deu para notar que Emília é uma produtora artística de muito recursos. Decora madeira com a Kamo na Artemista. É craque em personalização: pratos com a árvore genealógica de uma família, super presente para avós, e canecas com as características do presenteado.  Paredes sob encomenda, como a que fez na casa da minha querida amiga Mônica.

Emília arborizou a casa de Mônica.

Emília Wanda, a boneca que faz arte.

Saí de lá com esse presente.  Pipius e acerola. Dá para ser mais mimoso?

Na casa da Emília Wanda encontrei isso aqui. Mas isso é conversa para outra hora… que você pode ver aqui.

Encomendas? Ela gosta: emiliawanda@yahoo.com.br

Você também vai gostar de…

Artemista

Pontos fortes

Pomar

Read Full Post »

Eleni e Claudia são mãe e filha. Juntas, há 15 anos,  resolveram bordar o enxoval da neta e sobrinha Marcela que estava por nascer. Ali começava uma produção em parceria que se desenvolve até hoje, cada vez mais detalhada e delicada. É tudo tão caprichado…

Elas atendem em casa. Têm sempre um belo estoque e aceitam encomendas:

khrodys@hotmail.com

(41) 3252-7217/ 9182-7326

Você também pode gostar de…

DSCN2211

Fofuras de feltro

Mickey no banquinho



Read Full Post »

Cicida é mineira e mora aqui em Curitiba há muitos anos. E Cicida é bibliotecária e muito organizada. Muito. De modo invejável. Não pode ver uma bagunça que sai arrumando. Organizada, portanto detalhista. Assim, ao passar um tempo com a família em Minas, viu a irmã criando porta-guardanapos e toalhas lindas. Foi sopa no mel: organizada, detalhista e  com acabamento precioso e refinado…

Deu no que deu. Belas peças, combinação de cores e resultados delicados. Deixam uma mesa chique e um lavabo com um visual especial.

Cicida aceita encomendas. E se você é do meu tipo, que gosta de tudo bem combinado. entre em contato: (41)9977-0197 ou cicida@onda.com.br

Você também pode gostar de…

Ordem – Caixas

Quintal e cerâmicas

Read Full Post »

Continuando a conversa sobre inspirações, resolvi mostrar um processo completo.

A camiseta aqui mostrada foi comprada em uma fábrica de biquínis de Gaspar/SC, para a Jessica. Vou confessar aqui que a compra tinha segundas intenções: já imaginei o desenho em uma caixa. Assim, antes de entregar o presente, fiz uma coisa que parece estranha, porém necessária: tirei uma fotocópia da camiseta.

A Jéssica apreciou a blusinha e eu fui em frente. Passei o desenho na caixa.

Colori, usando cores semelhantes ao original.

Finalizei. Envernizei. Pintei os detalhes de dentro. Coloquei a fechadura.

Bacaninha, não? Inspiração está em toda a parte, basta a gente estar atenta.  E essa foto é dedicada à Marina, que está em Nova Iorque e tenho certeza que se torce de saudades da Luna. Beijos, minha filha.

Você também pode gostar de…

Reutilizando +

Arriscando aquarelas

Detalhes de todas nós

Read Full Post »

Desde que a conheci, foi amor à primeira vista. Ela era linda, criativa, animada e confiável. Pena que morava tão longe. Só nos víamos quando eu viajava até ela ou quando alguém vinha do além mar e me trazia notícias… Agora tudo mudou. O amor continua, mas não tão sofrido, pois descobri que posso encontrá-la sempre que eu quiser. Estou falando da Marie Claire Idées, revista francesa que faz isso, dá ideias.

Tem gente que tem criatividade. Aquilo transborda, nasce feito fonte de rio nas montanhas. Simplesmente um dom, um chafariz de ideias que vão se transformar em pinturas, esculturas, filmes, desenhos e afins. Eu confesso que não tenho essa criatividade toda. Preciso ver coisas que me deem um começo, me basear em algo para que outro algo aconteça. Já comentei aqui e aqui esse modo de inspiração.

Por isso, desde sempre sou um coletadora incansável de fotos, imagens que um dia poderão servir como base para… quem sabe? Até o surgimento do Google, fazia pastas. Pastas sem fim de páginas de revistas que tinham alguma coisa que algum dia pudesse me inspirar. E comprava livros de artesanato, de pintura, de cerâmica. De mandalas, da Martha Stuart, de quadros do Klimt (sempre inspirador)! Agora estou mais feliz ainda, porque me inscrevi no site da revista e tenho acesso a todas as ideias já publicadas nela. E classificadas por técnica, material, tema ou cor! Dá para ser mais feliz?

Basta entrar no site www.marieclaireidees.com e se cadastrar. É em francês, mas inventando um pouco a gente consegue. Aí, pode passear pelas ideias à vontade. Se quiser se aprofundar e ver moldes e modo de fazer, precisa pagar 18 euros. Eu, como me contento com a imagem, nem fui adiante.

Outra revista que me inspira muito, e essa brasileira, é a Make. Qualidade nas imagens e bom gosto nos produtos que mostra são atrativos importantes para buscá-la a cada dois meses nas bancas.

Como funciona minha relação com minhas fontes? Tenho que pintar uma caixa? Pego minha pilha (ou hoje entro no site) de Marie Claires e Makes, minhas pastas, meus livros e vou passeando, até que algo desperte uma faísca. E pronto.

A almofada de um recorte de revista que virou caixa.

Imagens iniciais da Marie Claire.

Mais inspirações em…

IMG_2968

A Turquia é aqui

Inspiração indiana

Uma bolsa Chria

Read Full Post »

O ócio nos faz ficar meio criativos. Como meu cunhado Fabrízio, além de bom escritor, adora pequenas lidas em marcenaria, aproveitamos e nos divertimos. Há algum tempo, as esquadrias de algumas janelas da casa foram trocadas e devidamente guardadas. Escolhemos as melhores, lixamos, limpamos e transformamos em espelhos pela casa afora.

Fabrízio encontrou uma mesa de centro jogada fora por algum grego sem imaginação. O tampo de vidro estava quebrado e ele colocou um de MDF. Pintei, desenhei e cada membro da família personalizou seu peixe. No centro, o desenho da Terra, com os dizeres “Muitos países, muitos mares, uma mesma família”.

Também temos artesanato nosso trazido do Brasil para a Grécia. Bandejas enfeitam e são diariamente usadas para o café da manhã no pátio.

Prato da Raquel com azeitonas pretas. Super grego.

Aqui tem vento. Muito. O que é muito bom por um lado porque despista o calor, mas também torna os jantares que sempre acontecem no pátio fora de casa, verdadeiras provas de como não ver seu guardanapo sair voando ou manter seus cabelos longe da boca ao saborear uma garfada. Os guardanapos resolvemos com pedras. Cada um pintou a sua e a usa para mostrar ao vento quem manda. Funciona e é bonitinho. O cabelo? A solução é jantar de rabo-de-cavalo e tiara. Louca de linda.

Como comentei antes, outra coisa que temos aqui, é tempo livre. Então, jogar gamão combina muito bem.

Também tem o prato da família, feito pela Emília Wanda. E que tal ter uma foto do seu casamento em um porta-retrato em uma casa na Grécia? Eu ainda acho o máximo. Nada de perder a capacidade de valorizar as coisas boas que nos acontecem.

Você também vai gostar de…

DSC01093aMadeira na Grécia

Bancos de madeira

Detalhes nas caixas de madeira

Read Full Post »

Casar até pode ser natural. Mas manter-se casado é uma arte. Uma arte que exige presença, aprendizado, acertos e erros, avaliações constantes, paciência, criatividade e adaptação. Praticamente um curso.

Ninguém nasce combinando perfeitamente com outro alguém – isso se aprende (ou não) todos os dias. A mágica do encaixe se dá por entalhes constantes, com direito a arestas e farpas no processo. Permanece combinando quem abranda, quem flexibiliza, quem valoriza companhia mais que paixão, quem traça objetivos comuns.

Nas nossas artes, combinamos e formamos alguns pares.

Porta-talheres e caixa de chá. Combinam.

Conjunto de café (da Mari). Que por sua vez, combina muito bem com cupcake (da Marina)!

Galinhas por todo lado.

Tudo lindo e combinando. Da Magda.

Cores. Muitas. Um arco-iris combinado. Da Raquel.

Combinando no banheiro.

E aqui vai uma receitinha de aperitivo para o casal combinar e comer junto, porque leva muito alho e pode abalar uma relação se só um dos dois comer. A receita é da minha amiga Rosane, e faz parte da minha vida desde os tempos das reuniões do curso de Fonoaudiologia, na casa dela. Faz sucesso sempre.

Catupiry com alho

1 queijo Catupiry (ou semelhante).

2 dentes de alho descascados (ou mais, ou menos, depende do quanto você gosta de alho)

4 colheres de sopa de azeite de oliva

Pimenta preta moída na hora

Orégano

Desenforme o Catupiry em um prato. Por cima, coloque o alho espremido. Com um garfo, faça furos no queijo para que o alho entre. Esquente o azeite no microondas, por 1 minuto em potência alta e jogue por cima do alho e queijo. Coloque a pimenta e o orégano a gosto. Pronto. Sirva com torradinhas.

Você também pode gostar de…

DSCN0127

Cor, cor, cor

Cada cor no seu lugar



Imagem Casamento: WeHeartIt

Read Full Post »

Muita gente tenta me convencer que ter casa na praia só dá problemas: areias lotadas, segurança, umidade, manutenção, carros com som estourando a passar lentamente (tenho vontade de fazer um levantamento estatístico: qual a probabilidade de que eles toquem uma música que a gente goste?). Motivos não faltam, mas é aqui  nessa casa de praia que minha tendência à nostalgia atinge seus picos de audiência.

Já acenei algumas características desse lugar quando falei da casa de passarinhos pintada por minha mãe. Aqui tem outras, antigas, agredidas pela maresia, mas que continuam lindas.

Casinhas poéticas. Já tiveram vários inquilinos.

Essa casa tem hibiscos. Por todo lado. Flor linda, que tem tudo a ver com verão e mar. Linda quando está na árvore, porque quando cai no chão…. Introdução para falar da transformação que ocorre comigo quando chego ao nosso lar catarinense: pronta para viver meus dias de Amélia, com todos os percalços da vida doméstica.  É casa de praia, simples, sem máquina de lavar roupa, sem máquina de lavar louça, sem aspirador de pó, sem uma santa para me ajudar todos os dias. Significa tanque, varal, vassoura, pano no chão. Maresia nas janelas, areia por todo lado, jardim para regar, calçada para varrer. O microndas pifou no primeiro dia, provavelmente vai voltar do conserto no dia que eu for embora.

Hibiscos por todos os lados.

Com esse panorama, fica difícil acreditar que eu goste daqui. Pois é isso tudo que eu adoro. Lavar uma roupa e poder vê-la secando no varal. Comprar flores aos montes e plantar por ali. Lidar com mangueira, água no pé, eta coisa boa!

E a nostalgia fica por conta da história. É a mesma casa onde minha avó passava as suas férias quando mocinha, onde minha mãe namorava meu pai, onde eu passei uma infância cheia de aventuras, onde meu irmão conheceu minha cunhada, onde meus filhos, sobrinhos e filhos de amigas fizeram castelos e vulcões de areia, pularam da pedra, fizeram guerra de bagas e caçaram sirí com lanterna. Comeram goiá, pegaram jacaré nas ondas e se lambuzaram com muitos picolés Seara. É a casa onde muitos já se divertiram e onde, espero, muita areia ainda vai rolar.

Essa casa é cheia de artesanato.

Quarto azul da cor do mar. Da Christa.

Outro lado do quarto azul da cor do mar.

Esse é da Jô. Um recado para meu cunhado Fabrízio.

Passarinhos marítimos da Emília Wanda.

Mais casas e nostalgia em…

DSC04773Casa na Grécia

DSCN2177cCasa com história

Casa de avó

Read Full Post »

Coleções

Adoro coleções. Eu, pessoalmente, sou de poucas e boas, mas gosto de observar as coleções alheias, divagar sobre o que leva uma pessoa a se apaixonar e acumular coisas como latas, miniaturas, bules, caixinhas de fósforo, relógios, canetas. O que desencadeia esse movimento? Ter muito de uma coisa e um dia dizer “Opa, isso poderia ser uma coleção!”, ou ser tão fascinado por algo que se resolve começar uma minuciosa coleta?

Quando jovem, comecei uma turma de corujas que foi crescendo em número e qualidade. Até o momento em que percebi que ganhava só  corujas em Natais e aniversários e achei que estava exagerando. Chega de corujas. Guardei a primeira como recordação e fui em frente. Acompanhei a de latas de refrigerantes e cervejas do meu filho e a de brincos da minha filha e, um dia, de repente, me veio uma vontade louca de colecionar cálices de licor. Assim, do nada. Amanheci querendo cálices de licor. Que tal como motivação? Enfim, funcionou. Tenho hoje uma bela coleção de copinhos delicados e formosos, em uma cristaleirinha especial para eles. E aprecio o momento de um fim de jantar, quando trago vários copos desparceirados e lindos para coroar uma boa refeição com um licor.

Lembra que eu gosto de cristais?

No corredor de casa, tem outra: quadrinhos com aquarelas de lugares visitados. Charmosos, porém complicados. Em algumas viagens, o foco “aquarela-do-lugar-visitado” pode atrapalhar um pouco, pois nem sempre é fácil de encontrar. Então estou sempre com um olho no gato e outro no passarinho – enquanto visito um castelo, faço um reconhecimento da área para ver se tem uma gravura do lugar. Da janela de uma pizzaria, espreito pintores nas praças. Mas também, quem disse que colecionar é moleza?

DSCN3499

Aos poucos, como quem não quer nada, vejo que estou juntando galinhas na cozinha. Ainda são poucas, apenas quatro, mas já sinto que podem vir a ter companheiras. Um olho no gato, outro na galinha.

DSCN3506

Mas a procura de respostas aos porquês para coleções persiste. E aí, em um almoço na casa de minha mãe olho em volta e… tará! Genética pura! Meu pai é um colecionador de carteirinha, dedicado e minucioso. Tem de facas antigas, de soldados de chumbo, de miniaturas de carros, máquinas fotográficas… Relógios, isqueiros, canetas… Razões que tornam uma ida à Feira de Antiguidades da Praça Espanha, aos sábados, uma alegria só.

E então entendi: quem coleciona tem um motivo, um assunto, um foco de desejo. Coleções são uma festa para quem acredita que a vida é feita de pequenas coisas que, reunidas, compõem o que somos e preferimos.

É claro que também coleciono as coisas que faço, como as caixas de madeira e os bancos. E as coisas que as amigas fazem, como as jarrinhas da Raquel. E você, coleciona alguma coisa?

Outras coleções em…

DSCN1532Ter tanto

Em flor. Por todos os lados.

Nossos livros inesquecíveis

Read Full Post »

Older Posts »