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Archive for the ‘Cores’ Category


Ou vermelho lembra Natal? O certo é que nossa decoração natalina é verde e vermelha, herança dos países que estão vivendo o inverno nessa época e onde o Natal combina bem com as roupas quentíssimas do Papai Noel, com os flocos de neve que enfeitam pinheiros, com as meias penduradas em lareiras, e tudo faz mais sentido.

Nós, dos trópicos, deveríamos valorizar um Natal verde e azul, mas fazer o quê?

Por aqui, a cor vermelha aparece muito nas coisas que fazemos e essa é uma boa hora para uma revisão.

As peças de cerâmica que aparecem aqui são da Raquel.
E por falar em vermelho, nada melhor que uma receita com ameixas… vermelhas. A receita é do Simplesmente Delícia e fiz em prato de cerâmica da Magda, da Ekozinha. Apesar de não pedir na receita, adicionei açúcar mascavo nas ameixas por minha conta. Ficou azedinho, do jeito que eu gosto. Já marido e filho fizeram um pouco de caretas…

Crumble de Ameixas Vermelhas

Ingredientes
1 quilo de ameixas (pesadas com caroço)
¼ copo de amêndoas inteiras*
¾ copo de farinha de trigo
100 gramas de manteiga sem sal, temperatura ambiente
½ copo de açúcar
1pítada de sal
¼ de copo de amêndoas fatiadas (opcional)
* comprei farinha de amêndoas no Mercado Municipal

Modo de preparo

1. Unte um pirex pequeno (26 cm x 18 cm) com manteiga e reserve. Pre-aqueça o forno a 180°C. Lave as ameixas e corte as para retirar os caroços. Descarte os caroços e ponha todas as ameixas partidas no pirex espalhando-as.
2. Processe as amêndoas inteiras até formar uma farinha grossa. Cuidado para não processar demais pois a farinha começa a ficar oleosa. Ponha a farinha de amêndoas numa vasilha com a farinha de trigo, a manteiga, o açúcar e o sal. Amasse com um garfo até não haver mais traças de manteiga mas não deixa formar uma massa compacta. Queremos um farelo grosso.
3. Espalhe a farinha de amêndoas por cima das ameixas sem apertar. Termine com as amêndoas fatiadas. Se você não tiver amêndoas fatiadas pode picar amêndoas inteiras e jogar por cima. Leve ao forno por 45-50 minutos ou até ficar dourado. Se começar a queimar , cubra com papel alumínio e prossiga até a farinha estar dourada. Sirva morno. Com uma bola de sorvete…

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Prato e amêndoas – 3

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Centro de madeira rústico

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Natal e bye!

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Raquel e eu somos amigas há uns… muitos anos. Somos daquele tipo de amigas que fazem parte das histórias umas das outras, daquelas que você não precisa explicar o antes, porque ela vivenciou o antes com você. Não precisa explicar o agora, porque ela faz parte dele todos os dias. E não precisa explicar o futuro, porque ela simplesmente vai participar dele.

Raquel faz cerâmica de corda-seca, técnica que se origina com os incas e outros povos antigos que, ao decorar suas peças de cerâmica, separavam as cores de seu desenho com um capim gorduroso ou tirinhas de argila, antes de levá-las para a queima (atualmente a separação é feita por traços de grafite). A tinta não é pincelada, mas sim pingada nos espaços desenhados, e nessa fase, as cores são todas esbranquiçadas, o que exige do artista imaginar como a pintura vai ficar, pois o colorido real só se revela quando sai do forno. Um exercício de abstração e paciência. E otimismo, sempre esperando que as peças e as cores se comportem como idealizado …

Antes da queima.

Depois da queima. Diferente, não?

Depois da queima. Dá pra ver quem é quem?

O resultado dessa fórmula – criatividade, técnica e caprichos de um forno – você  vê aqui abaixo:

Quer fazer uma encomenda para a Raquel? Mande um email para raquelceramica@gmail.com ou na sua página do Facebook.

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Inspiração Indiana

Em flor. Cerâmica.

Imagens de um bazar

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Algumas palavras que inspiram. Olhos abertos para as cores e flores do dia. Pés na grama e sonhos nas nuvens. Uma música que embala. Precisa mais?

Bom fim de semana.

DESEJOS

Desejo a vocês…
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade

Imagens balas e balões: http://www.weheartit.com

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Pausa

De repente, nada

Apetites


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A caixa do post anterior acabou virando uma explosão de cores. Combiná-las é a parte divertida do negócio. Mas sujeita a acertos e erros pois o gosto por cores é absolutamente subjetivo. Não é  por nada que dizemos “O que seria do amarelo…”

E esse vídeo parece uma festa de cores!!

Marina tem uma teoria: e se aquilo que eu chamo de vermelho, na verdade, é o teu azul? Se eu vejo o céu vermelho, como vou saber que você vê outra cor, se ambos a chamamos de azul, sem saber se é a mesma para os dois? Vou deixar você pensando nisso. E eu fico aqui pensando que tenho falado muito na minha filha. Será saudade?

Mais cores em…

Cada cor no seu lugar

Klimt

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Feche os olhos e pense na Grécia. Que cores vêm à sua cabeça? Muito provavelmente azul e branco. Acertei?

E é isso mesmo. Céu e mar disputando o azul mais formidável, casas branquinhas e… bouganvilles! Elas surpreendem, encantam, trazem cores exuberantes e pintam a paisagem de rosa, vermelho, coral. O toque final. No clima seco e de temperaturas muito altas das ilhas gregas, nessa época do ano pouco verde se salva. Então ver as bouganvilles é um presente muito lindo.

O cheiro do mar é de mar, não sei se me entendem. Limpo, fresco, sem interferências. Ele só é superado pelo forte aroma dos figos que eu só via já secos, no chão. Pela primeira vez os encontro verdes, nas árvores, e fico torcendo para que amadureçam em tempo para poder colher alguns pelo caminho até a praia.

Figos. Tomara que amadureçam!

E as alcaparras? Nascem aos borbotões!

Alguns sons também são muito “a cara” desse lugar: cigarras eternas com um gogó poderoso, cabras logo cedo, corvos e sinos. Sábado e domingo, principalmente. Batem loucamente na igreja ortodoxa logo abaixo de casa. E o sino mais impressionante é um que toca assim, solto no dia, bem discreto e por poucas vezes, anunciando a morte de um habitante da ilha… A música grega também nos alcança em nossa casa pela sua posição geográfica. Me explicaram que tem algo a ver com a acústica de um anfiteatro, só sei que nesse momento estou ouvindo um cântico de algum ritual religioso, chegando alto e claro. Combina e completa a paisagem.

A igreja e seus sinos em dois momentos.


Mais cores e flores em…

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Primavera em Nova Iorque

Para não dizer que não falei das cores

Verde oliva e roxo uva

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Quem me conhece, sabe. Sou apaixonada por caleidoscópios. As transformações infinitas, as combinações de formas e cores que nunca se repetem, a fluidez do movimento, as imagens mutantes, as formações fugazes… Me fascinam.

Por gostar tanto, também aprecio compartilhar caleidoscópios. A mensagem que os acompanha em geral é  “Cada pessoa, um mundo. Cada dia, uma vida”. É nisso que acredito: cada minuto que vivemos não é igual a nenhum outro, a pessoa que somos agora é diferente daquela que seremos daqui a pouco. Aproveito o trecho de um dos textos do José Oliva e suas Caixinhas de AtitudeE a magia está nas escolhas que fazemos. Você pode mover o caleidoscópio ou continuar parado observando, acordar ou permanecer adormecendo, ir em frente ou ficar esperando. Tudo pode ficar melhor do que está. E ficará. O que você está fazendo para mudar?

Não, não. Nós não fazemos caleidoscópios. Mas adoramos mandalas, que têm tudo a ver, certo?

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E para quem é de Curitiba ou que, quando vem visitar nossa cidade, passa pela Feirinha de Artesanato aos domingos, dou a dica: minha amiga Heidi faz caleidoscópios lindos! A sua banca fica bem na frente da Mesquita. E esse blog de Mandalas é muito legal!

E veja aqui um caleidoscópio para chamar de seu!

Mais cores em…

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A graça de ser mutável

Para não dizer que não falei das cores

A arte de esposar – Combinando

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Cada um no seu ritmo.

Já comentei aqui que acredito muito na diversidade humana. Trabalhando com a inclusão das crianças com Síndrome de Down em escolas regulares, vi professoras descobrindo que a criança com a síndrome não era a única diferente na sala, mas sim que todos os alunos eram diferentes entre si. Isso me mostrou o quanto é verdade  que somos todos únicos e que de iguais temos o fato de sermos gente. Cada um de nós tem um jeito, um ritmo, um talento, um defeito, uma expectativa.

Meu jeito? Sou bacaninha. Meu ritmo? Acelerado, com momentos de música lenta. Um talento? Pintar madeira. Defeito? Síndrome de Pollyana. Minha expectativa? Ter saúde para continuar sendo bacaninha, pintando madeira e, como boa Pollyana, acreditando que tudo vai acabar bem.

Faça esse exercício. Observe-se. Descreva-se. Analise-se. Quem sabe você descobre que pode aprimorar seu auto-conhecimento e que as pessoas que estão por perto, são tão únicas quanto você.

Artesanato aprimora a valorização das diferenças, o respeito pelos dons de cada artesão, pelo gosto de quem olha o que você produziu com tanto cuidado e nem acha aquilo tão lindo assim… Da graça de criar peças que, por serem artesanais, dificilmente poderão ser repetidas do mesmo jeito. A gente muda o tempo todo, e isso é ótimo!

Iguais e diferentes.

Outras coisas diferentes em…

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Inclusão. Simples.

Outras descobertas

Inclusão, afinal.

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