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Archive for the ‘Calvin’ Category

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Um pouco por ser a mais velha de quatro irmãos – deve ser um dos motivos. Também porque escolhi uma profissão que só pode apresentar bons resultados quando a família do paciente recebe boas orientações, a fonoaudiologia. E, por fim, porque simplesmente não resisto.

O fato é que virei palpiteira. De carteirinha. Um movimento que nasceu tímido e acabou se formalizando com a minha desde sempre e sempre, amiga Â. Fundamos a CIA do Palpite, sociedade aberta e ilimitada que admite membros de qualquer sexo (palpite é uma tendência essencialmente feminina, mas encontra muito adeptos entre os homens também), idade ou credo (precisa apenas acreditar que conselhos são de fundamental importância, é claro).

Se você acredita no conceito “um palpite a qualquer hora” e eles te brotam assim, sem momento nem lugar, venha, associe-se.

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Avisamos, porém, aos recém-chegados, que a iniciativa não é isenta de riscos, considerando que acertar o binômio palpite-hora certa é arte a ser lapidada. E inclui o direito a invertidas inesperadas. Para minimizar essa possibilidade, oferecemos um curso rápido que ensina a lidar com a questão que às vezes se coloca: “mas quem foi que te perguntou?”. O cliente (em geral) não pede o seu produto, o que transforma o seu palpite em, digamos, um brinde. Que pode ser bem-vindo, mas nem sempre é. Tem a seu favor o fato de ser gratuito, mas pode custar amizades ou contratos quase fechados. Ideias, soluções, contatos, somos uma fonte de informações para quem quer. Ou não.

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E você, já fazia parte desse clube e nem sabia?

Para não perder o hábito de palpitar, aqui vai uma pequena coleção:

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A gente está sempre ocupada. Sem tempo. Atrasada. Correndo atrás do prejuízo. Num corre-corre.

Tantas expressões que descrevem esse jeito comum de viver sem parar para nada…Triste, não acha? Afinal, essa é a vida que temos para viver e ela é agora, não daqui a pouco.

Está na hora de usarmos um pouco mais o vida mansa, o espera um pouco, o deixa a vida me levar, o quem sabe amanhã. A pausa. Se a gente não se der um tempo, quem vai dar?

Durante a pausa, dar uma boa pensada: sem tempo para quê? Saber priorizar é um dom e dar a devida importância ao que realmente importa redefine rumos.

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Daqui.

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O termo vem da área da aprendizagem e cognição: zona de conforto. Lugarzinho onde moram as nossas aparentes fronteiras, delimitações do que conseguimos fazer ou aprender, onde mora também a desculpa do não consigo, de braços dados com a preguiça, de codinome comodismo. Ali ficamos, meio felizes e meio entediados, até que algo nos sacuda e desequilibre. Algo novo, desconhecido, que faz a gente se mexer, espichar o pescoço por cima do marasmo, encarar o desafio de aprender e de assumir novos compromissos. Mais fácil seria ficar deitado no berço esplêndido do dominado e conhecido, mas quantas alegrias (e sustos, e dúvidas, e erros, ou seja, de vida!) nos reserva esse movimento.

Aqui o sacolejo veio do fato de que Marina se foi para as terras do Tio Sam e me deixou com a incumbência de honrar seu compromisso de fornecer cupcakes ao Saaz, cervejaria aqui de Curitiba. Quem acompanha esse blog sabe que cozinho, asso, frito, o que vier. Mas, como mãe de uma “cupcakista” de primeira, fiquei assim, receosa… Nunca tinha feito e ainda como encomenda…  Marina, esperta, me mandou a receita detalhadíssima por e-mail, mas lá dentro tinha comentários do tipo “100 gramas de chocolate mais um esguicho de creme de leite. (Curtiu o esguicho? Mas você entendeu, tenho fé em você!).”

Enfim, encarei a novidade e mandei ver.  No meio do caminho, um ingrediente faltando. Emoção, pura emoção. Deu tudo certo, no final. E a sensação de superar um desafio, por pequeno que seja, é ótima!

Cupcakes de cenoura e canela.

Cupcakes de Guinness recheados com ganache.

Vai, você dá conta!

Aqui, Marina fazendo o cupcake:

Imagens de ingredientes: Pinterest

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Pêssegos e a pressa

Sempre aprendendo

Arroz à grega??

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Sei que você sabe o que é bom humor. E sabe o que é mau humor. Todo mundo já teve, todo mundo já viu. Mas você já analisou o quanto humor é feito um vírus? Varicela? Catapora? Gripe suína? É isso mesmo, humor contagia. Fique perto de um cara de bico e azedo por meia-hora e sinta-se pesado, desmotivado, pronto para uma saída pela esquerda… Exceção feita a quem está triste, sente dor ou simplesmente é quieto.

O mesmo acontece com aqueles que têm o sorriso fácil, o abraço disponível, o ouvido acolhedor. Os que tendem a ver a vida pelo prisma do arco-iris também contaminam. Perto dessas pessoas dá vontade de se abrir, de falar bobagem, de ficar mais leve.

Eu pessoalmente tenho dificuldade de ficar perto de pessoas que se dão o direito de exercer livremente seus maus humores. Ficar de cara amarrada, silêncio de chumbo, observações negativas… Troço chato para quem está de bem com a vida e assim pretende ficar. Deixemos assim então: a meu ver, mau-humor é opcional.

Eu opto por viver os meus em casa, sem invadir o espaço de ninguém. Que tal?

Esse video, bem rodado mas sempre bom, mostra esse contágio positivo:

E nada melhor para elevar o humor que um belo sorvete com calda de morango.

Calda de Morangos

1 caixinha de morangos

3 colheres de sopa de açúcar

Lave os morangos inteiros. Escorra bem, eles devem estar sequinhos. Tire as folhas e corte-os ao meio. Os menores podem ser deixados inteiros. Coloque numa panela, adicione o açúcar e misture levemente. Leve ao fogo e não se apavore. Parece que vai queimar, mas não vai. Em pouco tempo o morango começa a soltar seu caldo e tudo fica bem. Depois de levantar fervura, deixe que cozinhe por mais ou menos tempo, de acordo com sua preferência (se quer a fruta mais firme ou mais macia).

Morangos em borbulhas.

O processo todo leva de 5 a 7 minutos. Desligue, pingue umas gotinhas de limão e está pronto. Sirva com sorvete de creme. Lindo e gostoso. Ah, e muito fácil!

Você vai melhorar seu humor em…

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O que faz você feliz?

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Quem não desiste? De fazer algo, de chegar em algum lugar, de levar adiante uma ideia que parece não ter futuro? Dietas, promessas, decisões para as quais faltou tempo, paciência, planejamento. Desistimos quando entendemos que alguma coisa é inatingível, arriscada ou simplesmente não vale a pena.

Desistências acontecem em todos os setores de nossas vidas. São naturais e fazem parte do percurso. Só o que se pode questionar é o tempo cada vez menor para que se jogue a toalha, que se vire as costas, feche as portas, enterre o assunto, que se ponha uma cruz em cima. Cada vez mais levianamente desistimos. De projetos, desejos ou mesmo de objetos: nesse mundo imediatista, todos os dias desistimos de nossos I-Phones, I-Pads, I-Pods, celulares e afins que ficam velhos em um piscar de olhos. Desistimos da casa de cerquinha branca com flores nas janelas abertas porque também desistimos de vencer a violência que impera. Casamentos? A maior vítima da falta de persistência. Não deu certo? Adeus. A fila anda.

Eu desisto, às vezes. Minha lista de projetos idealizados é bem menor que a de projetos realizados. Não por desistir de alcançar os objetivos, mas por simplesmente deixá-los ali, esperando ser começados (pensando bem, essa também é uma forma de desistir…).

Nessa caixa de camisa mora um livro não terminado. Desistido?

No artesanato, vivo colhendo recortes, modelos, ideias, faço tentativas frustradas pois nem tudo sai como imaginado. Aí… desisto. Vou acumulando pequenas desistências que nada mais são que provocações para novos projetos.

Provocações.

E aqui, um cara que não desiste nunca!

Imagem janela e flores: http://www.weheartit.com

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