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Archive for the ‘Atelier’ Category

Tem gente que consegue misturar ternura e poesia nas coisas mais inesperadas. Um sapo, um ovo, um passarinho, uma acerola, tudo tem uma historinha que enfeita. Assim é Emília Wanda, que com delicadeza me conta sua trajetória, definida pelo pai, tão encantado por Monteiro Lobato que deu a ela o nome da boneca falante e os caminhos profissionais trilhados pelo admirado escritor: “minha filha, você vai ser advogada ou artista”. Rendendo-se ao fato de que o estudo das leis não eram a sua praia, Emília Wanda seguiu a estrada que lhe restava: cursou Belas Artes. Dali já saiu trabalhando com cerâmica, a arte do detalhe nas miniaturas.

Curitibaninhos do tempo da Pia&Mia.

Minha família. Também Pia&Mia.

Dos tempos de estágio no Atelier Quintal.

Um mini-Advento.

Achou o óculos do Papai Noel? Tem o tamanho da ponta de um dedo.

Terminado o período da cerâmica, Emília Wanda se aventurou por outros caminhos. Com habilidade especial na compreensão das cores, percebeu que as mil plumagens de um passarinho se desvendavam coloridas diante de seus olhos. E os passarinhos começaram a surgir em telas e mais telas.

Hoje trabalha no Artemista e em seu atelier próprio. A volta à cerâmica era inevitável e agora cria tudo o que a imaginação permite: os passarinhos aparecem em formas e simpatia, os ovos para decorar a Páscoa, os coelhos com uma barriga que pode receber um doce mimo.

Atenção para o nariz em coração.

Um lugar para abrigar um docinho. E o rabinho… em coração.

Ovos de madeira.

Já deu para notar que Emília é uma produtora artística de muito recursos. Decora madeira com a Kamo na Artemista. É craque em personalização: pratos com a árvore genealógica de uma família, super presente para avós, e canecas com as características do presenteado.  Paredes sob encomenda, como a que fez na casa da minha querida amiga Mônica.

Emília arborizou a casa de Mônica.

Emília Wanda, a boneca que faz arte.

Saí de lá com esse presente.  Pipius e acerola. Dá para ser mais mimoso?

Na casa da Emília Wanda encontrei isso aqui. Mas isso é conversa para outra hora… que você pode ver aqui.

Encomendas? Ela gosta: emiliawanda@yahoo.com.br

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Artemista

Pontos fortes

Pomar

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Ou vermelho lembra Natal? O certo é que nossa decoração natalina é verde e vermelha, herança dos países que estão vivendo o inverno nessa época e onde o Natal combina bem com as roupas quentíssimas do Papai Noel, com os flocos de neve que enfeitam pinheiros, com as meias penduradas em lareiras, e tudo faz mais sentido.

Nós, dos trópicos, deveríamos valorizar um Natal verde e azul, mas fazer o quê?

Por aqui, a cor vermelha aparece muito nas coisas que fazemos e essa é uma boa hora para uma revisão.

As peças de cerâmica que aparecem aqui são da Raquel.
E por falar em vermelho, nada melhor que uma receita com ameixas… vermelhas. A receita é do Simplesmente Delícia e fiz em prato de cerâmica da Magda, da Ekozinha. Apesar de não pedir na receita, adicionei açúcar mascavo nas ameixas por minha conta. Ficou azedinho, do jeito que eu gosto. Já marido e filho fizeram um pouco de caretas…

Crumble de Ameixas Vermelhas

Ingredientes
1 quilo de ameixas (pesadas com caroço)
¼ copo de amêndoas inteiras*
¾ copo de farinha de trigo
100 gramas de manteiga sem sal, temperatura ambiente
½ copo de açúcar
1pítada de sal
¼ de copo de amêndoas fatiadas (opcional)
* comprei farinha de amêndoas no Mercado Municipal

Modo de preparo

1. Unte um pirex pequeno (26 cm x 18 cm) com manteiga e reserve. Pre-aqueça o forno a 180°C. Lave as ameixas e corte as para retirar os caroços. Descarte os caroços e ponha todas as ameixas partidas no pirex espalhando-as.
2. Processe as amêndoas inteiras até formar uma farinha grossa. Cuidado para não processar demais pois a farinha começa a ficar oleosa. Ponha a farinha de amêndoas numa vasilha com a farinha de trigo, a manteiga, o açúcar e o sal. Amasse com um garfo até não haver mais traças de manteiga mas não deixa formar uma massa compacta. Queremos um farelo grosso.
3. Espalhe a farinha de amêndoas por cima das ameixas sem apertar. Termine com as amêndoas fatiadas. Se você não tiver amêndoas fatiadas pode picar amêndoas inteiras e jogar por cima. Leve ao forno por 45-50 minutos ou até ficar dourado. Se começar a queimar , cubra com papel alumínio e prossiga até a farinha estar dourada. Sirva morno. Com uma bola de sorvete…

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Prato e amêndoas – 3

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Centro de madeira rústico

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Natal e bye!

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Eleni e Claudia são mãe e filha. Juntas, há 15 anos,  resolveram bordar o enxoval da neta e sobrinha Marcela que estava por nascer. Ali começava uma produção em parceria que se desenvolve até hoje, cada vez mais detalhada e delicada. É tudo tão caprichado…

Elas atendem em casa. Têm sempre um belo estoque e aceitam encomendas:

khrodys@hotmail.com

(41) 3252-7217/ 9182-7326

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Fofuras de feltro

Mickey no banquinho



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Magda ensaiou e ensaiou… Passou por várias etapas para chegar à apresentação em grande estilo de seu produto final. Ela estudou Geologia e a deixou guardada alguns anos enquanto trabalhava com bordados industriais e cuidava da família. Filhas crescidas, resolveu investigar sua veia artística. Um curso aqui, outro acolá, acabou chegando na cerâmica, hora em que sacou seus conhecimentos geológicos. A química foi imediata, peças belíssimas começaram a ser criadas e acabamentos pesquisados em busca da perfeição. Ao mesmo tempo, o empreeendedorismo, que sempre borbulhou dentro dela, viu aí uma oportunidade.

Moral da história: nasce a M. Ludeke, empresa que produz as peças que você vê abaixo. Lindas, com cores incríveis, vão ao forno e contribuem decisivamente no sabor e textura dos alimentos. A linha Donas da Cozinha homenageia 12  mulheres que participam do mundo de Magda (eu sou uma delas, que orgulho!).

O processo: peças secando, o forno e o resultado, antes da pintura.

Dona Jô!

Para completar, o lugar onde a empresa está parece um jardim… Horta, passarinhos, flores, café e bolo a toda hora. Recomendo.

Lá dentro, peças saindo das mãos de Silvio, o oleiro.

A Emília também está lá, levando suas graças.

Silvio, o oleiro.

Se quiser ver algumas comidinhas que já fizemos nos pratos da Magda:

Um prato, muitas receitas

Um assado de legumes fora da ordem

Tomates e Filmes

Salmão ao forno com peras e maçãs

Para se informar visite o site www.ekozinha.com.br

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11-Jo?Fica quieta, menina!

Cantos e encantos do rakú



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Era uma vez três irmãs. Viviam em uma casa onde o ar tinha sempre o melhor cheiro do mundo, o de pão fresquinho saindo do forno. Foi com pães de milho e centeio que o pai das 3 meninas as formou advogada, matemática e engenheira.

Mas quis a vida que, chegando do interior para morar em Curitiba, o sabor do pão quentinho faltasse. E veio o desejo de fazer seus próprios quitutes em casa, dando continuidade à alquimia da culinária que já estava na família. Elizabeth começou a fazer sucesso com seus doces na universidade, encomendas vieram e um espaço aconteceu naturalmente. A irmã Ana Paula, advogada e designer de produtos veio junto, com os bolos e o desenho da marca. Que, aliás, alía as mãos de fada para criar confeitos e o desejo de doces, características das boas formigas.

Fada doceira.

E a engenheira? Desde sempre, a caçula desenhou vestidos de noiva. Essa tinha mais forte o gene da mãe, exímia bordadeira em ponto cruz. Aprendeu a arte da costura e se especializou como designer de moda. Com as irmãs, Luciana ocupa o espaço com seu atelier de vestidos de casamento, o Mime vai Casar. Tudo lindo e fofo.

A casa de chá e o atelier de moda têm o jeito que as irmãs sonharam: parece que a gente está em casa. Cortinas com tecidos delicados, ponto cruz nas toalhas de mesa, cadeiras coloridas, louça charmosa, papéis de parede floridos, lavanda na porta, tudo tem um toque francês. Vale a visita.

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Emerson faz um trabalho que vai além da encadernação. Muito além. Usando a técnica da cartonagem, produz com esmero caixas, pastas, porta-incensos, álbuns, blocos e até… cadernos. A profissão foi se instalando aos poucos na vida de Emerson, que teve tempo para ver que a carreira de escriturário em um banco não ia dar em nada. Resolveu (nos tempos pré-internet) digitar trabalhos para universitários. Como alguns pediam o trabalho encadernado, foi aprender em um curso no Centro de Criatividade do São Lourenço. Tomou gosto, começou a inventar outras formas de aplicar o papel e foi montando um atelier. Digo “foi montando” porque, como você vai ver nas imagens, ninguém constrói um espaço com tantos detalhes de uma hora para a outra. Conseguiu então uma banca na Feira do Largo da Ordem, uma grande vitrine a céu aberto. Foi ali que Emília Wanda, nossa passarinheira, o descobriu e o levou para o Atelier Aberto, do qual faz parte desde então.

Porta-papeis. Ótimo para bilhetes.

Caderninhos. Muitos.

Porta-incensos. Lindos.

Caixa de chá.

Conjunto. A escolha de papeis é primorosa.

Pastas para folhas A3. Desenhistas de plantão…

Para escritórios bonitos e organizados.

Caixas.

O atelier de Emerson passeou por vários endereços e agora parece ter finalmente encontrado sua morada numa casa para lá de charmosa, um imóvel tombado que faz parte da história de Curitiba e de sua arquitetura. Considerada uma das primeiras casas modernistas do Paraná, do arquiteto Frederico Kirchgässner, a própria casa já vale a visita. Janelas de canto, piso da época (1936), sacadas ousadas, a casa teve a sorte de encontrar em seus atuais moradores, pessoas que sabem valorizar e preservar elementos especiais. Para conhecer mais sobre a casa, veja as fotos no Circulando por Curitiba.

Uma casa modernista, com certeza.

Charmes de um atelier:

De tudo. Quem conhece Curitiba, reconhece obras de vários artistas locais.

Garimpo. E gravura da Denise Roman.

Mesa super bacana. No vaso, restinhos de papel. E olha o Emerson ali.

E.V.A. enroladinho embaixo de um vidro, na mesa. Muito lindo.

Lambrequins. A cara de Curitiba dentro do atelier. E quadrinho da Emília.

Um antigo porta-livros.

Eu conheci Emerson porque sou fã de álbuns e muito antes dos scrapbooks já reunia fotos para celebrar momentos. E ele confeccionava meus álbuns. Faz tempo… Mas isso é assunto para um outro post.

Para avós levarem na bolsa as fotos de resumo da família. Sucesso total.

Contato: emersonkoslowski@pop.com.br

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Cartão de visita caseiro

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Vida nova ao livro velho

Cerâmica e quintal

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Ocléris combina com as coisas que faz. Tem a beleza da terra que toca e transforma, através da arte cerâmica.

Descobriu que amava a argila e suas possibilidades quando fez um curso em São Paulo, em 1985. Veio morar com a família em Curitiba e foi se aprimorando no Museu Alfredo Andersen, no Centro de Criatividade, no Atelier de Escultura do Parque São Lourenço. Lapidou o talento despertado na FAP e virou artista.

As habilidades crescendo, as obras se multiplicando, foi preciso ampliar espaço e estrutura do atelier, instalado no quintal de casa, entre pequenas parreiras, violetas e suculentas, tudo concentrado e abrigando surpresas modeladas por ela.

O atelier cresceu.

E invadiu o quintal.

Surpresa na parreira.

Ocléris trabalha a cerâmica em alta temperatura e no rakú, sublinhando os conceitos da limpeza das formas e da valorização do essencial. Ganhou prêmios com seus “Seios da Terra”, quando buscou formas arredondadas, orgânicas e femininas, também representadas em sua série de frutos. No momento, explora a graça e o significado das bolsas das mulheres.

Os seios.

Os frutos.

As bolsas.

E desde o dia em que uma das filhas olhou para os muitos pedacinhos de cerâmicas usados em testes e jogados em um pote e disse: “Vamos fazer um colarzinho disso?”, Ocléris faz bijouterias lindas e personalizáveis. Sim! Eu vou lá e junto as peças nas cores que quero para combinar com determinada roupa!

Vamos fazer um colarzinho disso?

Ocléris tem uma banca na Feira do Largo da Ordem, aos domingos, em Curitiba, na R. Kellers, defronte aos quadros. Passe lá e conheça Ocléris e suas peças. Se quiser visitar o seu quintal, ligue: (41) 3353-1951. Se estiver longe, saiba mais aqui: www.joiaceramica.com.br

Conheço Ocléris e sua família há muitos anos, pois é irmã de uma amiga querida e distante. Sempre me faz bem ir na casa deles. Mas dessa vez foi ainda mais especial porque saí com uma mensagem para ir mastigando no carro: ela me conta que Marcelo (o marido) se dá muito bem com a mãe dela, que mora com eles e hoje precisa de muitos cuidados. Ao que eu comento: “Que bacana o Marcelo ser um genro tão dedicado”. E ela me responde: “Acho que a mamãe fez por merecer o carinho que recebe dele hoje”.

Será que estamos fazendo por merecer?

Cuba.

Algumas das fotos desse post são de Bianca Muzzillo, fotógrafa e filha da Ocléris. Veja mais sobre ela no www.biclick.com.br.

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