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Posts com Tag ‘Madeira’

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Durante 20 anos atuei como fonoaudióloga e me especializei no atendimento de crianças com Síndrome de Down. Estimulei seu desenvolvimento de linguagem com muitos desenhos e jogos inventados.

Anos se passaram, virei artesã e espalhadora de livros e aí… pelas mãos da amiga Maristella, que está formando uma turma de garotas com muita coisa em comum, apareceu a oportunidade de rever as meninas que atendi dos 3-4 anos até seus 9-10. E dessa vez, com outro objetivo, o de ensinar artesanato.

Foi lindo, emocionante, para mim e para elas. Nos revimos depois de tanto tempo, elas agora moças, cheias de planos e com todos os sonhos da juventude. Viajar, trabalhar, namorar, quem não quer?

Foram quatro encontros. Fizemos pintura em madeira e em panos de prato, presentes para o Dia das Mães que estava perto e uma camiseta em tie dye. Fomos visitar o Atelier Artemista, um lugar cheio de artesanatos. Fizemos cartões personalizados e comemos Nega Maluca. Conversamos, muito. Diversão, cor e nostalgia, tudo muito bom. Reforcei minhas convicções de que para fazer acontecer, o primeiro passo é acreditar. Para todas essas moças, pais que apostaram que suas filhas tinham potencial e podiam ter uma vida inclusiva e cheia de aprendizagens, foram decisivos.

PicMonkey Collage

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Meu filho foi morar em outro canto, isso todo mundo já sabe. Estranhei no começo, mas agora vejo que essa é a ordem natural das coisas. E eu ganhei por tabela um lugar para ajudar a encher com os detalhes necessários e nem sempre visíveis aos olhos masculinos.

Assim, Leo ganhou um banco para ser curinga pela casa. Fiz com cores que combinam com o ambiente.

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Ganhou umas peças de cerâmica da Raquel, com as mesmas funções que acostumou a ver aqui em casa: um recipiente para carteira, chaves e celular ao entrar em casa. E um copo para escovas de dente no banheiro.

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Na parede, um quadro do Foca Cruz retratando um dos livros preferidos de meu filho, O Apanhador no Campo de Centeio, J.D.Salinger.

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A próxima meta é um quadro a óleo ou acrílico para a parede,  que não sei nem por onde começar a fazer. Aliás, sei sim. Vou fazer aula de pintura. Adoro aprender coisas novas. Vamos nessa.

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Aqui se fala de artesanato. De reciclagem. De leitura. Então é imperativo que se mostre nosso trabalho com as caixas da Freguesia do Livro que começam como simples caixas de frutas em estado lastimável e passam por um rápido trabalho de restauração. Acabam ficando lindas, prontas para transportar livros e colocá-los em lugares inusitados.

As caixas da Freguesia do Livro são ecologicamente corretas, respeitam o conceito de reciclagem e reuso e ficam lindas. Dão um certo trabalho, mas o resultado vale a pena.

Como a caixa chega.
Depois de muito lixar, pintar.
Depois, patinar.
A marca.

Em equipe, tudo vai bem!

As caixas cumprindo sua função: levar e apresentar livros!

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Aqui um link cheio de ideias para uso de caixotes de feira.

www.freguesiadolivro.com.br

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O Vicente já é conhecido por aqui. Já ganhou umas camisetas do Snoopy por ser grande (apesar de seus quase 3 anos) fã dele.

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A mãe do Vicente me encomendou uma mesinha. Como seu tema preferido continua sendo Snoopy e carrinhos, aproveitei o desenho que tinha feito na camiseta e enfeitei com detalhes. E a mesa ficou uma graça. Na noite de Natal, ele abraçou a mesa e deu um beijo no desenho do Snoopy. Preciso dizer mais?

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E o detalhe do Snoopy escondido no pé da mesa…

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Na casa da praia é assim: me sinto feliz por não fazer nada e desesperada por não fazer nada. Bem assim, contraditória mesmo. A solução encontrada, então, é achar o que fazer na própria casa. E eu achei.

Pintei uns descansa-panelas para presentear vizinhas.

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Achei uns pedaços de madeira velha que sobraram de um pequeno armário devorado por cupins. Lixa daqui, lixa dali, nasceram três quadrinhos espalhados pela casa, com peixes, é claro.

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Mexeram no muro, o que fez desaparecer a pinturinha que eu tinha feito há alguns anos com uma vista da praia. Resolvi pintando outros pedaços do muro, com a companhia de minha filha Marina.

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Fiz tie dye. Adorei essa brincadeira, me deu vontade de sair tingindo tudo. Essa foi uma toalha para a mesa da sala. Em breve, mostro em outro post como fiz.

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E essa caixa para o Rummikub, jogo amado pela família desde que meus filhos eram pequenos. Se não conhece o jogo, vá atrás. É ótimo.

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Você vai ver mais mar em…

DSC01093aMadeira na Grécia

DSCN2133Banco de praia

DSCN1502Ler e pescar

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Nova encomenda, de uma amiga dos tempos de cursinho, resgatada pela mágica do Facebook. Aproveito para mostrar o processo de transformação do banco, já que um deles foi trazido pela Eliane e precisava de um Extreme MakeOver.

O banco como chegou, começando a ser lixado.

Lixado.

Perninhas tingidas.

Como ficou.

O outro banco.

Bom proveito para os banquinhos, Eliane!

Muitos bancos aqui:

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Um bebê com um banquinho? Parece cedo, certo? Mas, como todos, com certeza, concordamos, o tempo passa muito rápido e logo esse bebê estará usando sua banqueta para ver algum desenho na TV ou em pé diante da pia escovando seus dentinhos ou arrastando-o pela casa para participar sentadinho das rodas de conversa dos adultos.

Pisque o olho e …. seu bebê cresceu. Aproveito para recomendar: dê a si mesmo as oportunidades de viver intensamente esses momentos. Eles voam.

O banco encomendado era para o Enzo, dono de um quarto cujo tema é a floresta.

E já que o assunto é banqueta, conheçam essa, criada pelos jovens designers curitibanos Bruno Boas, Maurício Noronha e Rodrigo Brenner (que eu conheci dia desses), do Estúdio Furf. O banquinho tem preço sob consulta e pode ser encomendado pelo site da marca.

Para conhecer outros posts com banquinhos para crianças, dê uma olhada nesses links:

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Na nossa casa em Leros existe um livro que convida nossos hóspedes a deixar algo escrito contando o que a casa trouxe para eles e a marca que deixaram durante sua estadia. Junior pintou muros e Ângela pintou uma cadeira. Tudo mostrado aqui.

Mas o maior produtor de coisas interessantes é meu cunhado Fabrizio, um escritor e marceneiro aprisionados em um entediante emprego administrativo em Roma. Ele escreve fábulas para crianças e sempre que sobra um tempinho, cria peças com madeira. Em Leros aproveita tudo o que encontra pela frente, pedaços de madeira, as janelas que foram trocadas na casa, móveis abandonados pela rua. Como madeira é comigo mesmo, nos divertimos nas nossas férias.

Antigas janelas da cozinha.

Virou um lindo armarinho embaixo da janela do quarto. Ideia e obra de Fabrizio.

Junior pintou muros.

Ângela e eu pintamos cadeiras que viraram mesinhas de cabeceira. Encontradas na rua.

O espelho que a Kamo e Emília pintaram e que eu ganhei da Raquel, agora enfeita a entrada da casa.

A bandeja que pintei aqui e levei para lá e que carrega delícias do café da manhã.

Uma tábua antiga dando sopa… virou cabideiro. Por Fabrizio.

E para quem ficou interessado nos versos de Fabrizio no livros de visitas, aqui vai a tradução (livre, bem livre):

Bem-vindo a essa casa,
Você que de tão longe vem,
Agora tem uma missão,
Pode responder como lhe convêm.

Diga-me quem você é,
O que faz e de onde vem,
A tua história muito nos agrada
E meu coração encherá também.

Sou uma casa antiga e distante,
Que se enriquece com todos vós.
Diga-me o que trazes do teu lar,
Sejam pensamentos ou “bois”.

E assim, antes do seu retorno,
Diga-me o que me deixou.
A tua marca ficará comigo para sempre,
mesmo se apenas uma pedra você pintou.

Fabrizio tem um blog onde mostra todo o processo da construção do armário: www.fabbroscrivano.blogspot.com

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Banquinho de praia

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Esse modelo de banquinho se revelou de grande ajuda: para alcançar coisas nas alturas, para nos acomodar ao separar os livros para a Freguesia do Livro, para a criançada escovar os dentes diante da pia.

Resolvi fazer um para a casa da praia. Com coisas de praia, é claro. Bom mesmo se desse para levar para Leros, mas lugar na mala é artigo de luxo… Vai para Santa Catarina, então. Como já falei aqui, me inspiro em vários lugares. E a inspiração, descarada dessa vez, veio do site www.sticks.com

E para combinar com praia, mar e comida marítima, um couscous de camarão. Que tal? A receita foi feita na casa da Ângela, em um delicioso almoço para amigas e apresentado em um lindo prato da Raquel.

Couscous de Camarão

Ingredientes (6 porções)
1 kg de camarões médios, limpos e sem casca
8 tomates maduros
Suco de 1 limão
2 colheres de sopa de salsinha picada
2 colheres de sopa de cebolinha verde picada
1 xíçara de ervilhas cozidas
1 vidro de palmito
3 dentes de alho picados
1 cebola picada
1/2 xícara de óleo de oliva
1 pimenta vermelha picada
1 xícara de farinha de milho
1 xícara de farinha de mandioca
1 xícara de azeitonas pretas
Sal e pimenta preta moída na hora a gosto.

Preparo
Limpe os camarões e reserve. Com uma faca, risque em cruz a extremidade inferior dos tomates. Mergulhe-os em uma panela com água fervente e, após 30 segundos, retire-os e coloque imediatamente em água com gelo. Retire a pele e corte em cubos de 1 cm. Reserve.
Separe 15 camamrões e cozinhe-os por 5 minutos em água aromatizada com sal, suco de limão, salsinha e cebolinha verde. Retire-os da agua e corte-os ao meio sem separar os lados. Corte os demais em pedaços.
Corte parte dos palmitos em rodelas e pique os demais.Separe também parte das ervilhas.
Numa panela, aqueça o óleo, junte o alho e depois a cebola. Coloque os camarões em pedaços e tempere com sal e pimenta. Deixe por 2 minutos no fogo e junte os tomates. Refogue por 5 minutos.
Adicione os palmitos picados, metade das ervilhas, a pimenta vermelha e, em seguida, a farinha de milho e a de mandioca, mexendo bem até que descole do fundo. Ajuste sal e pimenta. Numa forma antiaderente, furada, distribua as ervilhas que sobraram. Coloque nas laterais da forma os camarões abertos no meio. Preencha metade da forma com a mistura de farinha. Disponha as rodelas de palmito e as azeitonas nas laterais da forma e complete com o restante da mistura de farinha.
Coloque na geladeira e desenforme na hora de abrir. (Receita de Bella Masano – Revista Gula)

* Como você pode ver na foto, Ângela incrementou a receita com belos pedaços de salmão assado.

Para ver os posts com os banquinhos da primeira foto, visite:

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Resisto a mudar. Muito. De endereço, de cabeleireiro, as coisas de seu lugar. De restaurante e, no restaurante, de prato – sempre o mesmo, para que arriscar. De horários e rituais, de sabor de pizza, de marca de macarrão. Resisto a usar óculos, a usar salto, a me render à insônia, a tomar remédios, a tomar água, a condenar a cerveja. Não quero ir para a China, nem para a India, nem para o Japão. Roma e Leros, tá louco de bom.

Sou germânica, dura, resistente por dentro. Encaro tudo, me entrego pouco, choro quase nada. Resistência necessária para conviver com crianças pedindo dinheiro em semáforos, tristezas diárias e mundiais que escorrem dos noticiários.

Mas não resisto a muitas coisas: abraços a qualquer hora, chocolate quando preciso, sol e praia no verão, ler antes de dormir, spaghetti ao sugo, bolo de morango, cheirar o pescoço do meu cachorro, ligar de vez em quando para saber dos meus filhos. Desenhar, ter flores em casa, Sex and the City, Pretty Woman, cinema e pizza. Ao Queen, ao Sting, ao Caetano. Dar palpite na vida das pessoas que amo, dançar quando a música é boa, espalhar literatura por aí.

E aí, te pergunto: resistir para que? Se te faz bem, e não faz mal a ninguém, simplesmente faça.

Uma prova de que a resistência também pode ser combatida é a caixa do dragão. Já pintei essa caixa de chá inúmeras vezes, sempre repetindo a fórmula que me agradou quando fiz a primeira. Acredite se quiser: tomei a corajosa atitude de mudar! Que tal? Qual você prefere?

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Sorte

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