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Posts com Tag ‘Desafios’

Páscoa

 A mensagem de Páscoa que deixo veio através desse coelho, presente feito por uma prima querida que, até pouco tempo atrás, entendia de administrar uma casa e uma gráfica. Ela é a prova de que todos temos talentos e habilidades latentes que precisam ser descobertos e libertados.

Ainda que a vida exija que você faça coisas que precisam ser feitas, nem sempre contente, reserve um tempo para ir descobrir o seu dom, a sua praia, a atividade que te dá prazer, que deixa fluir a arte que há em você. A vida passa rápida, o tempo é moeda cara e valorizar a alegria é renascer um pouco a cada dia.

Feliz Páscoa.

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Páscoa Artemista

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Bruno tem 24 anos. Todos os dias, levanta cedo, se arruma e vai trabalhar.

Bruno trabalha no McDonald’s. Entrega os sanduíches na janela do Drive Thru. Quem já pegou um sanduíche no Drive Thru de um McDonald’s sabe o que isso significa: atenção, rapidez e gentileza.

Bruno foi eleito Funcionário Destaque em março.

Bruno tem um cromossomo extra.

Mas isso é detalhe. O importante dessa história é que Bruno estuda, trabalha e tem amigos. Como todos nós.

O personagem principal dessa história, então, é Bruno, e não sua síndrome.

Nesse 21 de março, Dia Internacional da Síndrome de Down, Bruno e eu damos parabéns a todas as pessoas com SD que fizeram dela um detalhe em suas vidas. E estão aí, mostrando que podem.

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Fotos de Claudia Regina para Reviver Down. Iniciativa SpecialKids Photography

E uma música, Ser Diferente é Normal, escrita por Vinícius Castro, do qual já falei aqui.

Aproveito a ocasião para apresentar um blog que contém textos sobre inclusão escolar para crianças com necessidades educativas especiais, produzidos por mim e minha amiga e psicóloga Maria Izabel Valente. Os textos podem ser úteis para quem pratica a inclusão e quer fazer bem feito.

www.inclusaoaprendiz.wordpress.com

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Por causa de uma coluna muito mais velha que a proprietária, tive que rever meus conceitos de atividades físicas nesse início de ano. Mais pilates, menos requebros da dança. Fica aqui um registro de tristeza, porque aceitar as limitações que a idade vai trazendo é sábio, mas bem chatinho.

E achei esse vídeo, um sonho de consumo. Não seria uma delícia??

Mas, que fique essa certeza: a gente sempre encontra um fundinho de energia.

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Preservo e exercito o hábito de não me habituar. Vez por outra me permito achar surpreendentes coisas que, de tanto que acontecem, quase se tornam banais. Mas qual é a banalidade de algo como um ser humano pequeno e completo sair de dentro de uma mulher? Como não se assombrar com as capacidades cerebrais, com os remédios que curam, as dores que passam, a pele que cicatriza? O incrível contido em um arco-íris no céu, nas sequoias americanas, lagartas que viram borboletas, a aurora boreal, os movimentos do girassol. Em gente que nasce com talento para compor uma 9a Sinfonia, para pintar uma Capela Sistina, para escrever um Hamlet. Avião, telefone, televisão, aspirador de pó, máquina de lavar, email, skype. Gente que faz bungee jump, pula de paraquedas, escala o Everest. O quanto os filhos crescem rápido. O tempo, como ele passa.

Assombro-me. Surpreendo-me. Minha pequena homenagem diária a essa coisa incrível que é o mundo em que vivemos.

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E como diz uma música de Jovanotti: “ l’unico pericolo che sento veramente, è quello di non riuscire più a sentire niente” - o único perigo que sinto realmente, é o de não conseguir mais sentir nada. E as coisas que o comovem são outros bons motivos para celebrarmos cada dia: o perfume das flores, o cheiro da cidade, o som das motocicletas, o sabor da pizza. As ideias de um estudante, as batidas de um coração dentro do peito, a paixão que faz nascer um projeto, o apetite, a sede, a evolução, a energia que surge em um contato.

Il profumo dei fiori l’odore della città
il suono dei motorini il sapore della pizza
le lacrime di una mamma le idee di uno studente
il battito di un cuore dentro al petto
la passione che fa crescere un progetto
l’appetito la sete l’evoluzione in atto
l’energia che si scatena in un contatto

Fotos:
Dave Wilson Photography
Allison J. Bratt
Wilf41

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Captura de Tela 2011-09-01 às 08.21.34Apetites

DSC_0455 1Marcas

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A gente escolhe a diferença que vai fazer: Mari fez um pomar na praça em frente a sua casa; Napoleão resolveu arborizar as margens do trilho de trem; a Freguesia do Livro espalha livros por aí, o S.Viana transformou o quartinho do lixo do seu prédio em biblioteca comunitária; meu pai alimenta toda a passarada do seu bairro… E você, faz ou conhece alguém que faça uma pequena grande diferença? Conta aqui!

Achei esse vídeo, simples e simpático, que mostra um jeito de espalhar uma mensagem positiva.

E para você fazer um agrado para a família, um bolo. É parecido com um que faço, mas com alguns toques diferentes. Da Rita Lobo, ficou uma delícia. A receita está aqui, no blog Panelinha.

Bolo Delícia de Limão

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Captura de tela 2011-05-24 às 19.19.10Ideias voluntárias

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No início de 2012 convidei a todos a começar o novo ano usando a criatividade. Continuo acreditando nisso: é preciso ser criativo para renovar o velho, inventar o novo e valorizar o desgastado. Está tudo em nossas mãos, basta querer colorir a vida e torná-la o melhor que pode ser.

Esse vídeo, do Gustavo Horn, integrante de uma das famílias mais criativas aqui de Curitiba e ele mesmo uma cabeça jovem cheia de ideias e ações, é uma inspiração.

Um 2013 criativo para todos nós.

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DSC_1741Que bom que voltar é bom 2

DSCN2377aBela cerâmica

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Nada como chegar de viagem com quinquilharias adquiridas meio compulsivamente, uma boa dose de culpa e a necessidade de abrir espaço nos armários para desencadear o desejo de arrumações. Começo pelos sapatos, passo para as calças, os casacos, logo estou analisando validade de cosméticos e medicamentos, canecas de chá na cozinha, latas de tinta na lavanderia….Caos estabelecido, inevitavelmente chego…


…a um tecido marrom chocolate que nunca virou o vestido para o qual foi pensado, outro para a almofada que nunca se concretizou. Aos recortes de revistas com os cabelos ruivos que sempre quis e nunca tive coragem de usar ou o corte curto da Meg Ryan que me espera desde 2005. À caixa de camisa que guarda o livro escrito e nunca publicado, à pasta com  figuras de vidros coloridos e vitrais, desejos sempre cultivados e nunca atendidos. À panela de barro que esperou anos a fio para cozinhar o barreado que eu ia aprender a fazer, à máquina de pão que, coitada, aguarda sentada a oportunidade de me transformar em padeira.

Vontade de ruivo.

Desde 2005. E coragem?

Vitrais… só no imaginário.

Projetos não concluídos. Nesse quesito, a grande amiga tem papel fundamental. Amigas há anos sem fim, somos, a um primeiro olhar, opostas. Uma otimista, outra realista demais; uma topa-tudo, outra adepta do pé atrás; uma vê sempre o lado positivo, outra incentiva o senso crítico; uma exibida, fala de si como um pavão, a outra, discreta, declara o estritamente necessário. Tão diferentes, acabamos sendo complementares – mesma profissão, mesmos gostos, histórias que foram ficando iguais. Pespontando essa amizade, projetos de toda espécie, ideias que tínhamos, mas poucas concluíamos.

Muito sonhamos, mas afinal conseguimos fazer juntas um trabalho tão bacana quanto nossa Freguesia do Livro. Do mesmo modo, não asso pão, mas faço bolo; não sei fazer barreado, mas minha lasanha é formidável; vitrais não aconteceram, mas tanta caixa linda já foi criada. O livro pode acabar mudo na caixa de camisa, mas me publico aqui, onde também me sinto feliz.

E tem sempre o ainda: ainda não fiz, mas quem sabe se daqui a pouco você não me encontra por aí, de cabelo vermelho, servindo um barreado na noite de autógrafos do meu livro? Com o vestido marrom chocolate, é claro.

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Muitas

Memória, ativar!

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A gente devia poder escolher entre ser mãe, dona de casa ou profissional. Entre cozinhar todos os dias, ou só hoje, se quiser. Entre ser frágil e delicada, uma flor de pessoa ou dura na queda, uma fortaleza inquebrável. Inteira, metade, culta e sábia ou boba e aprendiz. Uma fofa, uma fera, um colo, uma garra, uma santa, um pecado só. Egoísta ou dedicada, feliz ou deprimida, atenta ou distraída, calma ou ensandecida. Elegante ou despojada, disposta ou encorujada. Ser infantil, ser madura, ser um polvo, um gato, uma mulher.

Falei mulher? Esqueça. Mulher é tudo que puder.

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Dou conta?

Sempre aprendendo

Porque nem sempre dá certo

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Resisto a mudar. Muito. De endereço, de cabeleireiro, as coisas de seu lugar. De restaurante e, no restaurante, de prato – sempre o mesmo, para que arriscar. De horários e rituais, de sabor de pizza, de marca de macarrão. Resisto a usar óculos, a usar salto, a me render à insônia, a tomar remédios, a tomar água, a condenar a cerveja. Não quero ir para a China, nem para a India, nem para o Japão. Roma e Leros, tá louco de bom.

Sou germânica, dura, resistente por dentro. Encaro tudo, me entrego pouco, choro quase nada. Resistência necessária para conviver com crianças pedindo dinheiro em semáforos, tristezas diárias e mundiais que escorrem dos noticiários.

Mas não resisto a muitas coisas: abraços a qualquer hora, chocolate quando preciso, sol e praia no verão, ler antes de dormir, spaghetti ao sugo, bolo de morango, cheirar o pescoço do meu cachorro, ligar de vez em quando para saber dos meus filhos. Desenhar, ter flores em casa, Sex and the City, Pretty Woman, cinema e pizza. Ao Queen, ao Sting, ao Caetano. Dar palpite na vida das pessoas que amo, dançar quando a música é boa, espalhar literatura por aí.

E aí, te pergunto: resistir para que? Se te faz bem, e não faz mal a ninguém, simplesmente faça.

Uma prova de que a resistência também pode ser combatida é a caixa do dragão. Já pintei essa caixa de chá inúmeras vezes, sempre repetindo a fórmula que me agradou quando fiz a primeira. Acredite se quiser: tomei a corajosa atitude de mudar! Que tal? Qual você prefere?

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Eu desisto. E você?

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Faça aos outros

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Sempre te vi, sempre te amei. Mas nunca em ti me aventurei.

Declaração de amor às aquarelas e confissão de que me arrisquei a ilustrar a história que escrevi e postei há alguns dias. Não fazia ideia de por onde começar, o que precisava comprar. Aí, olhei minha enorme quantidade de tintas, lápis de cor, guaches e que tais e, na minha antiga e abatida caixa de lápis Caran D’Ache, vi escrito, pasmem, Aquarelável. Fácil, barato e ali, à mão. Restava saber como fazer. Nada melhor do que o velho método de acerto e erro. Mais erro, que acerto, ok, mas uma delícia. Ilustrei do jeito que deu  e perdi muito da qualidade ao digitalizar. Ao vivo são mais bonitas. Antes de ilustrar algo novamente, vou ter que me informar como meus desenhos em papel podem ser devidamente aproveitados.

No final coloco um vídeo que mostra o quanto a minha tentativa é meio patética.

O vídeo é lindo, o blog da Gennine é um encanto total. Não deixe de dar uma olhada.

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