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Posts com Tag ‘Atitudes’

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Quantas vezes acontece de você se pegar fazendo ou dizendo coisas que sua mãe dizia? E que você achava que nunca faria ou diria? Uma pergunta que você não gostava de responder, uma ajuda que você detestava dar, um olhar que você jurou nunca usar com seus rebentos… E pimba, aí está você, perpetuando a educação que, que bom, recebeu.

Se sobrou beijo, você vai beijar muito. Se faltou abraço, você quer abraçar mais. Se rotinas ficaram no seu jeito de ser, com seus filhos você as reproduz. Se o apoio, as conversas, a graça e a leveza marcaram positivamente, você quer replicar essas boas sensações. Somos o claro/escuro de nossos pais, reproduzindo atitudes num outro contexto, numa outra geração.

Sou parecida com minha mãe, sei disso. Fisicamente somos semelhantes e no que se refere a gostos e habilidades, herdei algumas. Do meu pai, as mãos, os pés, o cabelo fininho. O resto que trago deles, acredito, foram escolhas minhas. Dos modelos que recebi, fui aplicando aquilo que me servia, a mim e a meus filhos, alvos da maternidade que há muitos anos exerço.

E meus filhos? Que pais serão? Dos exemplos que receberam, que alternativas vão selecionar? Terão entendido que nãos constroem e que facilitar demais atrapalha? Que querer saber onde vai, com quem vai, a que horas volta, não é invasão de privacidade? Terão guardado na memória os picnics, os bilhetes nas lancheiras, a exaltação aos panoramas, as histórias antes de dormir? As doses-cavalares-de amor-de-mãe? Terão valorizado as conversas, as broncas, os limites, as ausências? Seguirão os rituais, os valores, a organização? Terão dimensionado a delícia de andar na grama, de catar conchas, de colecionar gibis, de ver feijão crescendo? De brincar com fantasias, fazer bolhas de sabão, desenhar, de seguir as pistas de tesouros? Vão fazer vulcões de areia com seus filhos?  Ou se renderão à distração fácil proporcionada por Ipads sempre à mão?

É ali, naquele momento, no exercício da paternidade deles é que vamos ver o reflexo do que fomos como pais. Nos pais que meus filhos serão é que realmente verei a mãe que fui. Seguimos modelos, somos modelos. Bom se todos se lembrassem mais disso.

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Ela tirou o dia para descansar. Nenhum compromisso, celular e internet desligados.

Deita na rede, fecha os olhos e balança no ritmo das ondas do mar ali em frente. Entreabre os olhos, espia… e essa calçada imunda?

Ato contínuo, mangueira, rodo e detergente na mão, escova até ver o piso tinindo. Ufa, hora de voltar para a rede. Vamos relaxar. Pense em nada, no vazio, no universo… Que aflição, levanta novamente, vai até a geladeira, analisa o cenário e decide que tem ovo demais, vai fazer spätzle e um bolo. Uma hora depois, sai da cozinha enfarinhada e determinada a aproveitar o resto do dia… lendo, quem sabe.

O livro logo perde a batalha e fica ali, jogado na rede frouxa, enquanto ela aprecia um hibisco fúcsia e resplandecente pedindo para ser desenhado, do papel vai virar pintura de um banco, a casa está precisando. Olha pela janela, a praia exige uma caminhada, ponta a ponta 3 vezes. O sol se pondo, ela volta para casa. Exausta? Não, feliz, por fazer o que quer e o que gosta. Descansar é que cansa, com certeza.

11-Jo?

Esse post está ilustrado por um desenho que me representa, feito para a linha de cerâmicas da Ekozinha.  Magda, criadora das peças, selecionou amigas que simbolizam as tantas mulheres que cuidam da casa, da família, trabalham e às vezes até… cozinham! Eu, Dona Jô, sou uma das linhas! Adorei fazer parte disso e fiquei encantada com a ilustração, principalmente porque o desenhista foi super gentil com minha forma física. Meu espelho não é tão generoso comigo…

Captura de Tela 2013-02-23 às 18.07.58Conheça o novo catálogo da Ekozinha. Em breve você poderá ter uma Dona Jô em casa! Ou qualquer outra das lindas travessas que a Magda cria. Visite: www.ekozinha.com.br e curta a página no Facebook: www.facebook.com/ekozinha

E agora, a receita do bolo feito na praia, num prato da Ekozinha. Escolhi um com amêndoas e bananas, diretamente do Trem Bom, com um pulo lá você vê como fiz essa delícia: Bolo da banana com amêndoas.

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Antes de morrer

A ideia de escrever sobre essa iniciativa de Candy Chang ficou um longo tempo na minha lista de temas. Mas como tem um certo peso que vem com a perspectiva do fim – Before I die - ficava adiando. Agora achei seu correspondente brasileiro, mais levinho – Meu sonho é  -  e resolvi abordar o assunto.

Começa com a Candy, uma americana que por motivo da morte de alguém querido, resolveu pintar de preto um muro, ali repetir inúmeras vezes a frase “Antes de morrer, quero__________” e deixar  ao lado um cesto com giz. A coisa se multiplicou de tal modo que hoje existem muros como esse em muitos países pelo mundo, uma oportunidade de as pessoas refletirem sobre suas vidas e seus projetos.

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Hoje encontrei algo similar e tão bacana aqui no Brasil, o Projeto Liberte Seus Sonhos, divulgado pelo Imagina na Copa, aliás outra ideia sensacional para promover o que o Brasil tem de bom ao invés de nos fixarmos nas nossas falhas. Como eles dizem: “A partir de hoje, a frase que surgiu para demonstrarmos nosso pessimismo vai ser usada como gatilho para iniciar um movimento de otimismo, para engajar a juventude brasileira a virar o jogo pro país”.

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Faz a gente pensar, certo? O que queremos fazer antes de morrer? Qual o seu sonho? Você sabe o que escreveria nessas paredes?

Esse é o vídeo sobre a Liberte Seus Sonhos. Vale a pena ver. A gente acredita mais no que temos de bom.

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A Freguesia do Livro é uma iniciativa de quem vos escreve esse blog e mais uma equipe de gente que acredita que ler pode mudar pessoas e futuros. Como dependemos de doações de livros e de pessoas interessadas em montar pontos de leitura, resolvi postar um link para um artigo – Livros que andam por aí – que explica nosso trabalho e que saiu na Gazeta do Povo, aqui de Curitiba.

O texto na íntegra está aqui e é de José Carlos Fernandes e Diego Antonelli. E outro link que leva para nosso trabalho é esse.

E esse vídeo é o que é citado na matéria. Vale a pena ver!

Quer ser freguês também? Doe livros. Nos dê ideias para pontos de leitura, lugares onde podemos levar nossas caixas com livros, sem custo nem compromisso para quem os recebe. E se você for de longe de Curitiba? Comece a sua Freguesia! Nós temos um pequeno manual para enviar com as dicas do pouco que é necessário para começar essa corrente literária na sua cidade.

Se quiser dar uma olhadinha nos lugares onde já colocamos livros, entre aqui e se inspire.

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Aqui se fala de artesanato. De reciclagem. De leitura. Então é imperativo que se mostre nosso trabalho com as caixas da Freguesia do Livro que começam como simples caixas de frutas em estado lastimável e passam por um rápido trabalho de restauração. Acabam ficando lindas, prontas para transportar livros e colocá-los em lugares inusitados.

As caixas da Freguesia do Livro são ecologicamente corretas, respeitam o conceito de reciclagem e reuso e ficam lindas. Dão um certo trabalho, mas o resultado vale a pena.

Como a caixa chega.
Depois de muito lixar, pintar.
Depois, patinar.
A marca.

Em equipe, tudo vai bem!

As caixas cumprindo sua função: levar e apresentar livros!

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Aqui um link cheio de ideias para uso de caixotes de feira.

www.freguesiadolivro.com.br

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Retribuir

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Na formatura de nosso filho mais velho, meu marido e eu escrevemos um texto a quatro mãos e dois corações. O trecho que ele criou ecoa forte em meu modo de pensar:

“O teu trabalho vai preencher uma parte grande da tua vida. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Tenha coragem de seguir teu próprio coração e a tua intuição, pondere o lugar privilegiado que você tem na sociedade. E, de alguma forma, retribua essa sorte”.

Para ser capaz de retribuir, é preciso olhar em torno e perceber que, mesmo tendo várias coisinhas sobre as quais reclamar, tivemos e temos, em maior ou menor dose, casa, comida, família, amor, apoio, abraço, estudo, dinheiro, futuro. E lembrar que uma grande parte das pessoas nesse mundo não tem, também em maior ou menor grau, casa, comida, família, amor, apoio, abraço, estudo, dinheiro, futuro.

Retribuir é ato simples. É se conscientizar das oportunidades que seus pais, seus amigos, seus professores, amigos e até seus rivais te proporcionaram.  A retribuição é um jeito de devolver para pessoas ou comunidade, o privilégio que, não se sabe bem por que, alguns têm e tantos não. Retribuindo, estamos jogando uma pedra no lago, espalhando ondas de reconhecimento. Vale.

Para todas as pessoas por aí
Se ser gentil com os outros parece loucura
Me chame de louco
Eu saúdo todo mundo
Eu pago pedágio para pessoas.
Eu doo meus presentes de aniversário.
Eu salvei um estranho de uma casa em fogo
Eu dei $1000 para simpáticos estranhos
Eu planto árvores por toda a cidade
Eu faço balanços em qualquer lugar
Eu quero parar a guerra por um dia.
Você é louco o bastante?

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DSC_2006De onde vem a inspiração?

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A gente escolhe a diferença que vai fazer: Mari fez um pomar na praça em frente a sua casa; Napoleão resolveu arborizar as margens do trilho de trem; a Freguesia do Livro espalha livros por aí, o S.Viana transformou o quartinho do lixo do seu prédio em biblioteca comunitária; meu pai alimenta toda a passarada do seu bairro… E você, faz ou conhece alguém que faça uma pequena grande diferença? Conta aqui!

Achei esse vídeo, simples e simpático, que mostra um jeito de espalhar uma mensagem positiva.

E para você fazer um agrado para a família, um bolo. É parecido com um que faço, mas com alguns toques diferentes. Da Rita Lobo, ficou uma delícia. A receita está aqui, no blog Panelinha.

Bolo Delícia de Limão

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Toda impressão pode ser verdadeira. Ou falsa. Ou mudar o tempo todo. Porque você, que julga, também está mudando sempre.

Já te aconteceu de conhecer uma cidade, famosa por sua beleza, mas você chega em um dia de chuva e sai dela com a impressão de que “nem era tão bonita assim”? Você não conseguiu visitar os lugares que queria, se ensopou toda vez que tirou o nariz para fora do hotel, tudo tão cinza e molhado… Quer o destino que você tenha que voltar um dia para lá e calha de ser bem num dia de sol e céu-espetáculo. Que cidade! Que lugares lindos! Que gente simpática!

Vamos imaginar outra situação: o sujeito acorda de ovo virado, implicando até com o jeito que a esposa cortou o mamão. Natural que para ele a comida do restaurante recomendadíssimo onde almoça tenha uma longa lista de defeitos. Já para o casal da mesa ao lado, apaixonado e feliz, o mesmo prato entra para os preferidos da vida.

Penso muito nisso quando conheço pessoas que não me causam uma boa impressão inicial. Tanto elas podem ser mesmo chatas – mal educadas – pernósticas como aparentam, como podem estar vivendo o seu dia de chuva. Ou estar com pressa, com dor, tristes porque perderam um anel ou bateram o carro. Julgamentos precipitados descartam possibilidades, cada um de nós tem seus momentos nebulosos e seus clarões primaveris, e sorte – ou azar – de quem cruzar conosco nessas fases.

Moral da história:  julgar sem levar em conta as 700 variáveis que incidem em uma impressão é sempre precipitado. Toda flor tem seu dia de espinho, todo jardim tem seu dia de poda, todo céu azul tem seu lado trovão, todo humor tem seu dia de queda. Todo feliz tem seu dia de triste, todo certo quer ser um pouco errado, todo amor tem seu ódio guardado.

Vivo falando isso, mas arrisco em deixar a impressão de ser uma chata de galocha e repetir: a gente precisa se colocar no lugar do outro. Cada um de nós é um prisma, que vai brilhar ou não, dependendo da luz que sobre ele incide. Somos tantos em um só, diferentes a cada momento que passa. Lembrar que essa transformação constante também acontece com os outros é fundamental.

Imagem inicial daqui. Todas as outras do Pinterest.

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Depois da bronca, vem o afago. Agora que já desabafei minha indignação com quem não usa sacolas retornáveis, vou falar  daqueles que as produzem, com os que já as usam ou estão resolvendo usá-las também. Cada vez mais lindas, fashion e carregadas de um sentimento de responsabilidade social, mais as ecobags são vistas por aí.

Eu uso várias. Algumas feitas pela Ângela, umas compradas em supermercados, outras que ganhei de presente. E economizo, certeza, umas 20 a 30 sacolas plásticas em minhas compras semanais.

No Museu Oscar Niemeyer, bolsas e sacolas muito bacanas estão à venda.

Essa não é para compras, mas é tão linda que merece ser mostrada aqui, afinal é feita com lona de caminhão reciclada. Da JRJ.

E aí chegamos ao que mais nos interessa. A Freguesia do Livro faz sacolas retornáveis com lonas publicitárias doadas por quem as usa. São sacolas bem bacanas para compras, feitas em uma facção que fica num lugar muito-muito distante, só alcançável com o GPS e um pouco de coragem. Um mundo de moldes em um galpão em que você pensa que as pessoas podem se perder para sempre.

Interessou? Elas estão à venda e o lucro é totalmente revertido para nossa iniciativa que coloca livros em movimento. Pense nesses dois assuntos: proteger a natureza e ajudar a Freguesia do Livro.

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Quem faz e frequenta blogs, como eu, sabe que são baseados, essencialmente, em replicar imagens e textos em uma ciranda sem fim. Mesmo os blogueiros mais autorais, que escrevem suas próprias impressões, buscam ideias e ilustrações nesse mundo amplo que é a internet. Ou seja, a gente copia, a gente se influencia.

Estendendo esse conceito para a vida que levamos fora do computador, percebo que tudo o que se faz e como se faz pode servir de modelo para alguém. Qualquer um arrisca ser um exemplo, desavisado e distraído, para aqueles com quem convive. Espelhos, seguimos refletindo atitudes e posturas de alguns e inspirando comportamentos e conceitos para outros, sem nem perceber que podemos influenciar positiva ou negativamente quem está por perto.

Precisamos pensar em duas coisas: o poder que temos de dar bons exemplos no nosso cotidiano, ao lidar com o lixo, ao economizar água, ao cumprimentar quem não te cumprimenta, ao dar a vez a um pedestre, ao comer salada diante dos filhos. A outra coisa, tão importante quanto a primeira, é procurar dar os créditos àqueles que nos inspiram.  Ao se apropriar de uma ideia, de um conselho, de um projeto, conte de onde ou de quem ele veio. É justo, certo?

Posso fazer uma pequena lista com algumas das influências que recebo:

- minha mãe, naturalmente, sempre foi e continua sendo referência para quase tudo. A última, agora que estou vivendo período de problemas de coluna, foi: minha filha, temos a mesma genética. Pare de sofrer e use o único remédio que realmente faz efeito para mim (para o  mesmo problema de coluna, diga-se de passagem).

- minha amiga Ângela está sempre me dando dicas (juntas, estamos fundando a Cia. do Palpite)  sobre o que fazer com o lixo reciclável. Na hora, nem pareço prestar atenção, mas acabo aplicando tudo. Aproveito para agradecer, Ângela.

- um dia, uma amiga me emprestou um livro sem o nome dela dentro. Fiquei chocada, como assim? Me explicou que livros não têm donos, têm leitores, que devem ser múltiplos. Ela estava mudando minha vida e não sabia. Ali estava sendo plantada a semente da Freguesia do Livro.

- depois de mais de 30 anos cozinhando, há apenas dois dias aprendi, no programa da Rita Lobo no GNT, que não se quebra ovo em cantos, mas sim em superfícies planas. Fica tudo mais fácil. Thanks, Rita.

Veja o vídeo e aproveite a receita: Cozinha na Prática/ GNT.

- hoje é o Dia do Professor e uma excelente oportunidade para agradecer a alguém que não sei onde está e que portanto não poderá ler o que aqui escrevo: minha professora de português no Sion – Regina, muito alta, com cabelos loiríssimos, brincos que lhe chegavam aos ombros e esmaltes que fascinavam meninas adolescentes num balé de gestos. Ela desenhou meu jeito de ler, de escrever, de analisar e construir um texto. À professora Regina, meu obrigado, 35 anos depois.

Foto inicial daqui.

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