Ocléris combina com as coisas que faz. Tem a beleza da terra que toca e transforma, através da arte cerâmica.
Descobriu que amava a argila e suas possibilidades quando fez um curso em São Paulo, em 1985. Veio morar com a família em Curitiba e foi se aprimorando no Museu Alfredo Andersen, no Centro de Criatividade, no Atelier de Escultura do Parque São Lourenço. Lapidou o talento despertado na FAP e virou artista.
As habilidades crescendo, as obras se multiplicando, foi preciso ampliar espaço e estrutura do atelier, instalado no quintal de casa, entre pequenas parreiras, violetas e suculentas, tudo concentrado e abrigando surpresas modeladas por ela.

- O atelier cresceu.

E invadiu o quintal.



Surpresa na parreira.
Ocléris trabalha a cerâmica em alta temperatura e no rakú, sublinhando os conceitos da limpeza das formas e da valorização do essencial. Ganhou prêmios com seus “Seios da Terra”, quando buscou formas arredondadas, orgânicas e femininas, também representadas em sua série de frutos. No momento, explora a graça e o significado das bolsas das mulheres.

Os seios.

- Os frutos.

- As bolsas.

E desde o dia em que uma das filhas olhou para os muitos pedacinhos de cerâmicas usados em testes e jogados em um pote e disse: “Vamos fazer um colarzinho disso?”, Ocléris faz bijouterias lindas e personalizáveis. Sim! Eu vou lá e junto as peças nas cores que quero para combinar com determinada roupa!

- Vamos fazer um colarzinho disso?

Ocléris tem uma banca na Feira do Largo da Ordem, aos domingos, em Curitiba, na R. Kellers, defronte aos quadros. Passe lá e conheça Ocléris e suas peças. Se quiser visitar o seu quintal, ligue: (41) 3353-1951. Se estiver longe, saiba mais aqui: www.joiaceramica.com.br


Conheço Ocléris e sua família há muitos anos, pois é irmã de uma amiga querida e distante. Sempre me faz bem ir na casa deles. Mas dessa vez foi ainda mais especial porque saí com uma mensagem para ir mastigando no carro: ela me conta que Marcelo (o marido) se dá muito bem com a mãe dela, que mora com eles e hoje precisa de muitos cuidados. Ao que eu comento: “Que bacana o Marcelo ser um genro tão dedicado”. E ela me responde: “Acho que a mamãe fez por merecer o carinho que recebe dele hoje”. Será que estamos fazendo por merecer?

Cuba.
Algumas das fotos desse post são de Bianca Muzzillo, fotógrafa e filha da Ocléris. Veja mais sobre ela no www.biclick.com.br.
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