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Arquivo da categoria ‘Reflexões’

Fiel à crença de que a gente pode escolher quase tudo em nossas vidas, até como viver as infelicidades, compartilho aqui um livrinho cheio de ideias básicas para ser feliz. Inclusive, o livro se chama Seja Feliz.

Faz assim, escolhe meia dúzia de decisões e aplica na próxima semana. Depois, mais meia dúzia. E assim por diante. Só pode dar certo.

Seja Feliz, de Monica Sheehan.
* clicando nas frases que estão grifadas, você vai chegar em posts que, de algum jeito, abordam o assunto em questão.

Apareça.
Siga seu coração.
Não perca a inspiração.
Pare de se fazer de vítima.
Faça coisas em que você seja bom.
Ame o seu trabalho.
Busque uma nova perspectiva.
Não perca a capacidade de se encantar.
Não se isole.
Descubra pessoas que você ame.
Estabeleça metas.
Termine o que começou.
Ajude os outros.
Desligue-se das notícias por um dia.
Dance.
Mime a si mesmo.
Enfrente seus medos.
Vá a um museu.
Qualquer decisão é melhor do que nenhuma.
Exercite-se.
Não veja televisão demais.
Ouça música.
Fique em contato com a natureza.
Não carregue o mundo nas costas. Deixe sua moral guiá-lo.
Tenha uma boa noite de sono.
Leia livros.
Compre flores para si mesmo.
Dê um jeito de manter contato com os amigos.
Tenha uma agenda de compromissos realista.
Não se compare aos outros.
Viva o momento.
Não seja muito duro consigo mesmo.
Aceite que a vida tem altos e baixos.
Toda noite reflita sobre as coisas boas do seu dia.
Esteja aberto a novas ideias.
Acredite em você.
Seja gentil.
Deixe que as pessoas saibam quanto são especiais.
Seja honesto consigo mesmo.
Não alimente pensamentos negativos.
Arranje tempo para se divertir.
Concentre-se em criar aquilo que deseja.
Lembre-se de agradecer às pessoas que o ensinam, apoiam, encorajam ou que lhe servem uma xícara de café.
Não esqueça: dinheiro não traz felicidade.
Doe tudo aquilo de que você não precisa.
Valorize quem você é agora.
Faça parte de um grupo.
Compartilhe um interesse.
Mantenha acesa a chama da paixão.
Faça uma lista de agradecimentos.
Ame a Mãe Terra.
Faça seu melhor.
Não perca a esperança. (Você nunca sabe o que o amanhã vai trazer).
Continue aprendendo.
Deseje o que você já tem.
Acredite em algo maior que você.
Mantenha-se ligado aos amigos e à família.
Seja você mesmo.

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Antes de morrer

A ideia de escrever sobre essa iniciativa de Candy Chang ficou um longo tempo na minha lista de temas. Mas como tem um certo peso que vem com a perspectiva do fim – Before I die - ficava adiando. Agora achei seu correspondente brasileiro, mais levinho – Meu sonho é  -  e resolvi abordar o assunto.

Começa com a Candy, uma americana que por motivo da morte de alguém querido, resolveu pintar de preto um muro, ali repetir inúmeras vezes a frase “Antes de morrer, quero__________” e deixar  ao lado um cesto com giz. A coisa se multiplicou de tal modo que hoje existem muros como esse em muitos países pelo mundo, uma oportunidade de as pessoas refletirem sobre suas vidas e seus projetos.

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Hoje encontrei algo similar e tão bacana aqui no Brasil, o Projeto Liberte Seus Sonhos, divulgado pelo Imagina na Copa, aliás outra ideia sensacional para promover o que o Brasil tem de bom ao invés de nos fixarmos nas nossas falhas. Como eles dizem: “A partir de hoje, a frase que surgiu para demonstrarmos nosso pessimismo vai ser usada como gatilho para iniciar um movimento de otimismo, para engajar a juventude brasileira a virar o jogo pro país”.

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Faz a gente pensar, certo? O que queremos fazer antes de morrer? Qual o seu sonho? Você sabe o que escreveria nessas paredes?

Esse é o vídeo sobre a Liberte Seus Sonhos. Vale a pena ver. A gente acredita mais no que temos de bom.

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Melancolia

Hoje acordei assim, meio melancólica. Com saudades de coisas impalpáveis – de momentos que não voltam, de um tempo diferente. De um jeito de experimentar, de brincar e aprender que parece não mais existir. De um alimento puro, de um ar limpo, de um mar claro, de um cheiro de flor. De uma conversa sem interrupções, feita só de fala.

Melancolia principalmente, por quem não viveu nem vai viver tudo isso – e assim nem sente falta. Sorte deles?

Esses dois vídeos falam disso. O primeiro, o mundo já viu. Mas vale rever de vez em quando, que é para a gente se emendar, mesmo. Nada de deixar a tecnologia suprir necessidades que são outras.

“Hoje estou melancólica, choveu muito e a água invadiu este porão de lembranças, bóiam na enxurrada a caminho do rio. Deixo que naveguem, pois não as perderei. O rio é dentro de mim”.
Adélia Prado

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Republicação de Arte Amiga:

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Palmas para nós, que estamos aqui, lendo este post. Vivos nesse palco, fazendo de tudo para retardar o cerrar das cortinas. Consultas médicas, exames, tratamentos, ginásticas, drenagem, 8 copos de água, alface, carne sim, carne não, 8 horas utópicas de sono...

Tendemos a pensar no envelhecer associado a perdas: pele menos viçosa, falta de memória, visão e audição diminuídas, capacidades gerais descendo a ladeira.

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Palmas para nós, que estamos aqui, lendo este post. Vivos nesse palco, fazendo de tudo para retardar o cerrar das cortinas. Consultas médicas, exames, tratamentos, ginásticas, drenagem, 8 copos de água, alface, carne sim, carne não, 8 horas utópicas de sono...

Tendemos a pensar no envelhecer associado a perdas: pele menos viçosa, falta de memória, visão e audição diminuídas, capacidades gerais descendo a ladeira. Mas o processo do envelhecimento é sábio. Como os 9 meses que nos preparam para a chegada de um filho, o passar dos anos vai nos alquebrando, organizando nossos corpos e mentes para as perdas e ganhos. Ganhos? Sim, como não? Mais experiência, maior segurança. O corpo não é mais o mesmo, engorda, dói aqui, dói ali, mas se delicia dançando ao som de músicas que despertam boas lembranças. Mais franqueza e também mais sabedoria para saber a hora certa de ser franco. A possibilidade de assumir as coisas de que não gosta. Eu, por exemplo, não gosto de documentários, poesia, ópera, carnaval, auto-ajuda. Tentei gostar. Até fiz de conta que gostava. Mas não gosto. Fazer o que?

Nosso entorno também nos prepara para esse outono: os amigos que tendem a ter idades próximas às nossas nos contam suas mazelas: um que voltou com a bicicleta no porta-malas de um táxi porque a coluna disse chega. Outra que está de molho há 5 dias porque levantou uma caixa malvada. Tem a turma que desistiu da pulação na academia para se render aos repuxos da Yoga. Quem não tem um amigo com uma articulação que estrala, um cabelo que rareia, uma intolerância alimentar ou dificuldades de sono, um interesse silencioso e crescente por aplicações de botox?

O negócio é saber se adaptar. Não se render, mas também não se debater, como ensinariam, se pudessem, os peixes que caem nas redes. É se deixar levar pelo doce sabor das ondas, aproveitando ao máximo a viagem. Nós controlamos nossas vidas, mas a natureza tem sempre a última palavra.

Complemento com uma frase do Mário Lago, enviada por um casal amigo de Blumenau e que combina muito: "Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: Nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia, a gente se encontra."
Migalheiro outonal.
Caixas outonais.
Para descansar as panelas das primeiras sopas. Raquel.

Falando em estações, deixo aqui um trecho que mostra as 4 estações do ano de forma especial e que entra na classificação já comentada do "deixa eu ver só esse pedaço"... Um Lugar chamado Nothing Hill também é um daqueles filmes aos quais não resisto.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=nXVf2hAWRQM] Outono lembra vento. Vento lembra frio. E frio lembra... Use menos água quente  Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria. Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.  Fonte: www.mudeomundo.com.br

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Em flor. Madeira.

Imagem outonal: WeHeartIt

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Retribuir

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Na formatura de nosso filho mais velho, meu marido e eu escrevemos um texto a quatro mãos e dois corações. O trecho que ele criou ecoa forte em meu modo de pensar:

“O teu trabalho vai preencher uma parte grande da tua vida. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Tenha coragem de seguir teu próprio coração e a tua intuição, pondere o lugar privilegiado que você tem na sociedade. E, de alguma forma, retribua essa sorte”.

Para ser capaz de retribuir, é preciso olhar em torno e perceber que, mesmo tendo várias coisinhas sobre as quais reclamar, tivemos e temos, em maior ou menor dose, casa, comida, família, amor, apoio, abraço, estudo, dinheiro, futuro. E lembrar que uma grande parte das pessoas nesse mundo não tem, também em maior ou menor grau, casa, comida, família, amor, apoio, abraço, estudo, dinheiro, futuro.

Retribuir é ato simples. É se conscientizar das oportunidades que seus pais, seus amigos, seus professores, amigos e até seus rivais te proporcionaram.  A retribuição é um jeito de devolver para pessoas ou comunidade, o privilégio que, não se sabe bem por que, alguns têm e tantos não. Retribuindo, estamos jogando uma pedra no lago, espalhando ondas de reconhecimento. Vale.

Para todas as pessoas por aí
Se ser gentil com os outros parece loucura
Me chame de louco
Eu saúdo todo mundo
Eu pago pedágio para pessoas.
Eu doo meus presentes de aniversário.
Eu salvei um estranho de uma casa em fogo
Eu dei $1000 para simpáticos estranhos
Eu planto árvores por toda a cidade
Eu faço balanços em qualquer lugar
Eu quero parar a guerra por um dia.
Você é louco o bastante?

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Pessoa ritualística que sou, como todas segundas-feiras, fui ao supermercado. Saquei minhas sacolas descartáveis do porta-malas, minha lista e fui fazer as compras, como sempre. Tudo igual.

Mas não estava tudo igual – a lista era menor, não precisei comprar iogurte de morango, nem leite integral, nem Chocomilk de caixinha, nem peito de peru fatiado bem fininho. Nem palmito ou goiabada.  Não precisei me preocupar em escolher as maçãs mais verdes nem as bananas pouco maduras. Pude comprar rúcula, escarola e o requeijão cremoso que eu prefiro.

Aí, na frente da banca de chuchus, veio a dor. Uma lágrima boba, que engoli bem rápido, perante a óbvia dificuldade em explicar emoções na seção de hortifruti. Doeu por dentro, então. No meio de toda aquela gente me vi, jovem, escolhendo as verduras e legumes para as primeiras papinhas, a maçã para raspar, a banana para amassar, os ingredientes para os mingaus, sanduíches da merenda escolar e negas malucas sem fim. Vi um loirinho esperneando no corredor de chocolates, uma menina de olhos verdes negociando uma goiaba vermelha. Me vi escolhendo as velas de tantos aniversários, os confeitos de tantos brigadeiros…

Meus filhos saíram de casa. Um para cada lado, por motivos diferentes. Uma volta um dia, o outro foi construir seu canto, a sua vida. Olho em volta e vejo uma casa que acaba de crescer, como num passe de mágica. Silenciosa, limpa e organizada. Chata. O tal do ninho vazio se realizou.

A comida sempre foi meu melhor meio de mimar, de demonstrar meu afeto e cuidados. Era escolhendo os ingredientes que eu juntava os elementos de minhas pequenas declarações de amor diárias, serenatas de sabor. E foi na hora que percebi que parte do público para quem preparava meus bilhetes culinários não está mais aqui é que a dor apareceu. Bem na frente dos chuchus.

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Preservo e exercito o hábito de não me habituar. Vez por outra me permito achar surpreendentes coisas que, de tanto que acontecem, quase se tornam banais. Mas qual é a banalidade de algo como um ser humano pequeno e completo sair de dentro de uma mulher? Como não se assombrar com as capacidades cerebrais, com os remédios que curam, as dores que passam, a pele que cicatriza? O incrível contido em um arco-íris no céu, nas sequoias americanas, lagartas que viram borboletas, a aurora boreal, os movimentos do girassol. Em gente que nasce com talento para compor uma 9a Sinfonia, para pintar uma Capela Sistina, para escrever um Hamlet. Avião, telefone, televisão, aspirador de pó, máquina de lavar, email, skype. Gente que faz bungee jump, pula de paraquedas, escala o Everest. O quanto os filhos crescem rápido. O tempo, como ele passa.

Assombro-me. Surpreendo-me. Minha pequena homenagem diária a essa coisa incrível que é o mundo em que vivemos.

PicMonkey Collage4

E como diz uma música de Jovanotti: “ l’unico pericolo che sento veramente, è quello di non riuscire più a sentire niente” - o único perigo que sinto realmente, é o de não conseguir mais sentir nada. E as coisas que o comovem são outros bons motivos para celebrarmos cada dia: o perfume das flores, o cheiro da cidade, o som das motocicletas, o sabor da pizza. As ideias de um estudante, as batidas de um coração dentro do peito, a paixão que faz nascer um projeto, o apetite, a sede, a evolução, a energia que surge em um contato.

Il profumo dei fiori l’odore della città
il suono dei motorini il sapore della pizza
le lacrime di una mamma le idee di uno studente
il battito di un cuore dentro al petto
la passione che fa crescere un progetto
l’appetito la sete l’evoluzione in atto
l’energia che si scatena in un contatto

Fotos:
Dave Wilson Photography
Allison J. Bratt
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A gente escolhe a diferença que vai fazer: Mari fez um pomar na praça em frente a sua casa; Napoleão resolveu arborizar as margens do trilho de trem; a Freguesia do Livro espalha livros por aí, o S.Viana transformou o quartinho do lixo do seu prédio em biblioteca comunitária; meu pai alimenta toda a passarada do seu bairro… E você, faz ou conhece alguém que faça uma pequena grande diferença? Conta aqui!

Achei esse vídeo, simples e simpático, que mostra um jeito de espalhar uma mensagem positiva.

E para você fazer um agrado para a família, um bolo. É parecido com um que faço, mas com alguns toques diferentes. Da Rita Lobo, ficou uma delícia. A receita está aqui, no blog Panelinha.

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Toda impressão pode ser verdadeira. Ou falsa. Ou mudar o tempo todo. Porque você, que julga, também está mudando sempre.

Já te aconteceu de conhecer uma cidade, famosa por sua beleza, mas você chega em um dia de chuva e sai dela com a impressão de que “nem era tão bonita assim”? Você não conseguiu visitar os lugares que queria, se ensopou toda vez que tirou o nariz para fora do hotel, tudo tão cinza e molhado… Quer o destino que você tenha que voltar um dia para lá e calha de ser bem num dia de sol e céu-espetáculo. Que cidade! Que lugares lindos! Que gente simpática!

Vamos imaginar outra situação: o sujeito acorda de ovo virado, implicando até com o jeito que a esposa cortou o mamão. Natural que para ele a comida do restaurante recomendadíssimo onde almoça tenha uma longa lista de defeitos. Já para o casal da mesa ao lado, apaixonado e feliz, o mesmo prato entra para os preferidos da vida.

Penso muito nisso quando conheço pessoas que não me causam uma boa impressão inicial. Tanto elas podem ser mesmo chatas – mal educadas – pernósticas como aparentam, como podem estar vivendo o seu dia de chuva. Ou estar com pressa, com dor, tristes porque perderam um anel ou bateram o carro. Julgamentos precipitados descartam possibilidades, cada um de nós tem seus momentos nebulosos e seus clarões primaveris, e sorte – ou azar – de quem cruzar conosco nessas fases.

Moral da história:  julgar sem levar em conta as 700 variáveis que incidem em uma impressão é sempre precipitado. Toda flor tem seu dia de espinho, todo jardim tem seu dia de poda, todo céu azul tem seu lado trovão, todo humor tem seu dia de queda. Todo feliz tem seu dia de triste, todo certo quer ser um pouco errado, todo amor tem seu ódio guardado.

Vivo falando isso, mas arrisco em deixar a impressão de ser uma chata de galocha e repetir: a gente precisa se colocar no lugar do outro. Cada um de nós é um prisma, que vai brilhar ou não, dependendo da luz que sobre ele incide. Somos tantos em um só, diferentes a cada momento que passa. Lembrar que essa transformação constante também acontece com os outros é fundamental.

Imagem inicial daqui. Todas as outras do Pinterest.

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Quem faz e frequenta blogs, como eu, sabe que são baseados, essencialmente, em replicar imagens e textos em uma ciranda sem fim. Mesmo os blogueiros mais autorais, que escrevem suas próprias impressões, buscam ideias e ilustrações nesse mundo amplo que é a internet. Ou seja, a gente copia, a gente se influencia.

Estendendo esse conceito para a vida que levamos fora do computador, percebo que tudo o que se faz e como se faz pode servir de modelo para alguém. Qualquer um arrisca ser um exemplo, desavisado e distraído, para aqueles com quem convive. Espelhos, seguimos refletindo atitudes e posturas de alguns e inspirando comportamentos e conceitos para outros, sem nem perceber que podemos influenciar positiva ou negativamente quem está por perto.

Precisamos pensar em duas coisas: o poder que temos de dar bons exemplos no nosso cotidiano, ao lidar com o lixo, ao economizar água, ao cumprimentar quem não te cumprimenta, ao dar a vez a um pedestre, ao comer salada diante dos filhos. A outra coisa, tão importante quanto a primeira, é procurar dar os créditos àqueles que nos inspiram.  Ao se apropriar de uma ideia, de um conselho, de um projeto, conte de onde ou de quem ele veio. É justo, certo?

Posso fazer uma pequena lista com algumas das influências que recebo:

- minha mãe, naturalmente, sempre foi e continua sendo referência para quase tudo. A última, agora que estou vivendo período de problemas de coluna, foi: minha filha, temos a mesma genética. Pare de sofrer e use o único remédio que realmente faz efeito para mim (para o  mesmo problema de coluna, diga-se de passagem).

- minha amiga Ângela está sempre me dando dicas (juntas, estamos fundando a Cia. do Palpite)  sobre o que fazer com o lixo reciclável. Na hora, nem pareço prestar atenção, mas acabo aplicando tudo. Aproveito para agradecer, Ângela.

- um dia, uma amiga me emprestou um livro sem o nome dela dentro. Fiquei chocada, como assim? Me explicou que livros não têm donos, têm leitores, que devem ser múltiplos. Ela estava mudando minha vida e não sabia. Ali estava sendo plantada a semente da Freguesia do Livro.

- depois de mais de 30 anos cozinhando, há apenas dois dias aprendi, no programa da Rita Lobo no GNT, que não se quebra ovo em cantos, mas sim em superfícies planas. Fica tudo mais fácil. Thanks, Rita.

Veja o vídeo e aproveite a receita: Cozinha na Prática/ GNT.

- hoje é o Dia do Professor e uma excelente oportunidade para agradecer a alguém que não sei onde está e que portanto não poderá ler o que aqui escrevo: minha professora de português no Sion – Regina, muito alta, com cabelos loiríssimos, brincos que lhe chegavam aos ombros e esmaltes que fascinavam meninas adolescentes num balé de gestos. Ela desenhou meu jeito de ler, de escrever, de analisar e construir um texto. À professora Regina, meu obrigado, 35 anos depois.

Foto inicial daqui.

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