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Arquivo da categoria ‘Escolhas’

Depois da bronca, vem o afago. Agora que já desabafei minha indignação com quem não usa sacolas retornáveis, vou falar  daqueles que as produzem, com os que já as usam ou estão resolvendo usá-las também. Cada vez mais lindas, fashion e carregadas de um sentimento de responsabilidade social, mais as ecobags são vistas por aí.

Eu uso várias. Algumas feitas pela Ângela, umas compradas em supermercados, outras que ganhei de presente. E economizo, certeza, umas 20 a 30 sacolas plásticas em minhas compras semanais.

No Museu Oscar Niemeyer, bolsas e sacolas muito bacanas estão à venda.

Essa não é para compras, mas é tão linda que merece ser mostrada aqui, afinal é feita com lona de caminhão reciclada. Da JRJ.

E aí chegamos ao que mais nos interessa. A Freguesia do Livro faz sacolas retornáveis com lonas publicitárias doadas por quem as usa. São sacolas bem bacanas para compras, feitas em uma facção que fica num lugar muito-muito distante, só alcançável com o GPS e um pouco de coragem. Um mundo de moldes em um galpão em que você pensa que as pessoas podem se perder para sempre.

Interessou? Elas estão à venda e o lucro é totalmente revertido para nossa iniciativa que coloca livros em movimento. Pense nesses dois assuntos: proteger a natureza e ajudar a Freguesia do Livro.

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Quem faz e frequenta blogs, como eu, sabe que são baseados, essencialmente, em replicar imagens e textos em uma ciranda sem fim. Mesmo os blogueiros mais autorais, que escrevem suas próprias impressões, buscam ideias e ilustrações nesse mundo amplo que é a internet. Ou seja, a gente copia, a gente se influencia.

Estendendo esse conceito para a vida que levamos fora do computador, percebo que tudo o que se faz e como se faz pode servir de modelo para alguém. Qualquer um arrisca ser um exemplo, desavisado e distraído, para aqueles com quem convive. Espelhos, seguimos refletindo atitudes e posturas de alguns e inspirando comportamentos e conceitos para outros, sem nem perceber que podemos influenciar positiva ou negativamente quem está por perto.

Precisamos pensar em duas coisas: o poder que temos de dar bons exemplos no nosso cotidiano, ao lidar com o lixo, ao economizar água, ao cumprimentar quem não te cumprimenta, ao dar a vez a um pedestre, ao comer salada diante dos filhos. A outra coisa, tão importante quanto a primeira, é procurar dar os créditos àqueles que nos inspiram.  Ao se apropriar de uma ideia, de um conselho, de um projeto, conte de onde ou de quem ele veio. É justo, certo?

Posso fazer uma pequena lista com algumas das influências que recebo:

- minha mãe, naturalmente, sempre foi e continua sendo referência para quase tudo. A última, agora que estou vivendo período de problemas de coluna, foi: minha filha, temos a mesma genética. Pare de sofrer e use o único remédio que realmente faz efeito para mim (para o  mesmo problema de coluna, diga-se de passagem).

- minha amiga Ângela está sempre me dando dicas (juntas, estamos fundando a Cia. do Palpite)  sobre o que fazer com o lixo reciclável. Na hora, nem pareço prestar atenção, mas acabo aplicando tudo. Aproveito para agradecer, Ângela.

- um dia, uma amiga me emprestou um livro sem o nome dela dentro. Fiquei chocada, como assim? Me explicou que livros não têm donos, têm leitores, que devem ser múltiplos. Ela estava mudando minha vida e não sabia. Ali estava sendo plantada a semente da Freguesia do Livro.

- depois de mais de 30 anos cozinhando, há apenas dois dias aprendi, no programa da Rita Lobo no GNT, que não se quebra ovo em cantos, mas sim em superfícies planas. Fica tudo mais fácil. Thanks, Rita.

Veja o vídeo e aproveite a receita: Cozinha na Prática/ GNT.

- hoje é o Dia do Professor e uma excelente oportunidade para agradecer a alguém que não sei onde está e que portanto não poderá ler o que aqui escrevo: minha professora de português no Sion – Regina, muito alta, com cabelos loiríssimos, brincos que lhe chegavam aos ombros e esmaltes que fascinavam meninas adolescentes num balé de gestos. Ela desenhou meu jeito de ler, de escrever, de analisar e construir um texto. À professora Regina, meu obrigado, 35 anos depois.

Foto inicial daqui.

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A gente devia poder escolher entre ser mãe, dona de casa ou profissional. Entre cozinhar todos os dias, ou só hoje, se quiser. Entre ser frágil e delicada, uma flor de pessoa ou dura na queda, uma fortaleza inquebrável. Inteira, metade, culta e sábia ou boba e aprendiz. Uma fofa, uma fera, um colo, uma garra, uma santa, um pecado só. Egoísta ou dedicada, feliz ou deprimida, atenta ou distraída, calma ou ensandecida. Elegante ou despojada, disposta ou encorujada. Ser infantil, ser madura, ser um polvo, um gato, uma mulher.

Falei mulher? Esqueça. Mulher é tudo que puder.

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O tempo passa, o tempo voa. A nós é dado aproveitar, valorizar, compartilhar e, acima de tudo, não desperdiçar esse bem precioso.

Pare, sente e pense: o que você está fazendo com seu tempo? O tempo do seu corpo, do seu dia, da sua vida? Que marcas você está deixando no rastro da sua passagem?

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A palavra limites parece meio fora de moda ultimamente.

Limites de velocidade, por exemplo. Quem os respeita depois que passa a passo de caracol diante de um radar conhecido? Limites de convivência também são ignorados o tempo todo. É o vizinho que joga lixo pela janela, é o cara que fala alto no celular, é o carro que passa com som vibrando tímpanos inocentes. Já os limites na educação dos filhos parecem ter ido pelos ares. Pouco tempo para estar com as crianças resultou em muitos pais permissivos, criando meninos e meninas que não sabem mais até onde podem ir. E que levam essa noção indefinida de suas fronteiras pela vida afora, nem aí para regras sociais, respeito pelos mais velhos, aguardar a vez em fila. Crianças que se tornam jovens com expectativas de sucesso sem… limites.

Policiamento e multas regulam as infrações a limites de velocidade.  Leis e regras de cidadania procuram organizar o que se pode ou não pode fazer. Não ao cigarro, não à bebida, tristes tentativas de impor limites e consumo responsável àqueles jovens que não receberam normas claras em casa. A escola, coitada, trava a luta inglória de instituir alguma ordem para alunos que pensam que mandam, que não têm mais a noção da autoridade.

A educação que nossos filhos recebem dentro de casa, ainda bem, ainda é decisão de cada um, reflexo do que somos e do que queremos que sejam. Mas os valores chegam cada vez mais aguados às gerações seguintes, os limites cada vez mais frouxos. Nos resta continuar acreditando que, em nossos lares, podemos criar pessoas que entendam que o limite delas vai até onde começa a fronteira dos outros. Política de boa vizinhança, a velha e simples.  Nada complicado.

MENSAGEM DE UMA ESCOLA DA CALIFÓRNIA

Esta é a mensagem que os professores de uma escola da Califórnia decidiram gravar na secretária eletrônica.

“Olá! Para que possamos ajudá-lo, por favor, ouça todas as opções:
─ Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho – tecle 1.
─ Para dar uma desculpa por seu filho não ter feito o trabalho de casa – tecle 2.
─ Para se queixar sobre o que nós fazemos – tecle 3.
─ Para insultar os professores – tecle 4.
─ Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim do seu filho ou em diversos documentos que lhe enviamos – tecle 5.
─ Se quiser que criemos o seu filho – tecle 6.
─ Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém – tecle 7.
─ Para pedir um professor novo pela terceira vez este ano – tecle 8.
─ Para se queixar do transporte escolar – tecle 9.
─ Para se queixar da alimentação fornecida pela escola – tecle 0.
─ Mas se você já compreendeu que este é um mundo real e que seu filho deve ser responsabilizado pelo próprio comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um bom dia!”

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A caixa do post anterior acabou virando uma explosão de cores. Combiná-las é a parte divertida do negócio. Mas sujeita a acertos e erros pois o gosto por cores é absolutamente subjetivo. Não é  por nada que dizemos “O que seria do amarelo…”

E esse vídeo parece uma festa de cores!!

Marina tem uma teoria: e se aquilo que eu chamo de vermelho, na verdade, é o teu azul? Se eu vejo o céu vermelho, como vou saber que você vê outra cor, se ambos a chamamos de azul, sem saber se é a mesma para os dois? Vou deixar você pensando nisso. E eu fico aqui pensando que tenho falado muito na minha filha. Será saudade?

Mais cores em…

Cada cor no seu lugar, cada lugar com sua cor.

Klimt

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