
Quem faz e frequenta blogs, como eu, sabe que são baseados, essencialmente, em replicar imagens e textos em uma ciranda sem fim. Mesmo os blogueiros mais autorais, que escrevem suas próprias impressões, buscam ideias e ilustrações nesse mundo amplo que é a internet. Ou seja, a gente copia, a gente se influencia.
Estendendo esse conceito para a vida que levamos fora do computador, percebo que tudo o que se faz e como se faz pode servir de modelo para alguém. Qualquer um arrisca ser um exemplo, desavisado e distraído, para aqueles com quem convive. Espelhos, seguimos refletindo atitudes e posturas de alguns e inspirando comportamentos e conceitos para outros, sem nem perceber que podemos influenciar positiva ou negativamente quem está por perto.
Precisamos pensar em duas coisas: o poder que temos de dar bons exemplos no nosso cotidiano, ao lidar com o lixo, ao economizar água, ao cumprimentar quem não te cumprimenta, ao dar a vez a um pedestre, ao comer salada diante dos filhos. A outra coisa, tão importante quanto a primeira, é procurar dar os créditos àqueles que nos inspiram. Ao se apropriar de uma ideia, de um conselho, de um projeto, conte de onde ou de quem ele veio. É justo, certo?
Posso fazer uma pequena lista com algumas das influências que recebo:
- minha mãe, naturalmente, sempre foi e continua sendo referência para quase tudo. A última, agora que estou vivendo período de problemas de coluna, foi: minha filha, temos a mesma genética. Pare de sofrer e use o único remédio que realmente faz efeito para mim (para o mesmo problema de coluna, diga-se de passagem).
- minha amiga Ângela está sempre me dando dicas (juntas, estamos fundando a Cia. do Palpite) sobre o que fazer com o lixo reciclável. Na hora, nem pareço prestar atenção, mas acabo aplicando tudo. Aproveito para agradecer, Ângela.
- um dia, uma amiga me emprestou um livro sem o nome dela dentro. Fiquei chocada, como assim? Me explicou que livros não têm donos, têm leitores, que devem ser múltiplos. Ela estava mudando minha vida e não sabia. Ali estava sendo plantada a semente da Freguesia do Livro.
- depois de mais de 30 anos cozinhando, há apenas dois dias aprendi, no programa da Rita Lobo no GNT, que não se quebra ovo em cantos, mas sim em superfícies planas. Fica tudo mais fácil. Thanks, Rita.
Veja o vídeo e aproveite a receita: Cozinha na Prática/ GNT.
- hoje é o Dia do Professor e uma excelente oportunidade para agradecer a alguém que não sei onde está e que portanto não poderá ler o que aqui escrevo: minha professora de português no Sion – Regina, muito alta, com cabelos loiríssimos, brincos que lhe chegavam aos ombros e esmaltes que fascinavam meninas adolescentes num balé de gestos. Ela desenhou meu jeito de ler, de escrever, de analisar e construir um texto. À professora Regina, meu obrigado, 35 anos depois.

Foto inicial daqui.
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