Tem um texto passeando pela internet que diz, resumindo, que nesse Natal a gente compre os presentes de pequenas empresas e autônomos. Da vizinha que vende por catálogo, de artesãosque fazem boa arte, da amiga que tem uma loja no bairro, do confeiteiro que faz doces artesanais, do rapaz que tem uma banca no mercado… Façamos o dinheiro chegar às pessoas comuns e não às grandes multinacionais.
Seguindo esse raciocínio, resolvi dar algumas ideias sobre coisas que Curitiba oferece no que se refere a artesanato. Ainda dá tempo de conhecer e encomendar algo bonito e personalizado para um presente diferente nesse Natal.
Lenços artesanais, de seda, lindos. As cores… veja aqui. Da Liane Mestrinho.
Colares e cerâmicas da Ocléris. Sucesso na certa. Conheça seu quintal e sua arte aqui.
Emerson está cheio de bons presentes: cadernos, caixas, tudo feito com papel. Conheça a cartonagem do Emerson aqui.
Por ser totalmente apaixonada por caleidoscópios. teimo em pensar que todos adorariam ganhar um. Heidi faz caleidoscópios lindos. Sugestão aqui.
Um desejo de boa sorte, tem presente melhor? Caixinhas com bulbos de trevos de 4 folhas. Veja aqui.
Magda faz peças de cerâmica decorativas e funcionais. Direto para o forno, com beleza. Veja aqui.
Minha filha Marina deixou de ser amadora e virou doceira. Panettones, brownies, bons presentes de Natal. Aqui.
A retrospectiva que fiz no início de janeiro muito me agradou. Foi ótimo para reunir posts de um ano inteiro. Resolvi juntar aqui, então, todas as visitas que fiz a espaços legais de Curitiba. Um belo passeio.
Mostrei o atelier Artemista, da Suzi, onde muitas artes acontecem.
Meu único tio (e padrinho) escolheu para casar uma pessoa que eu aprovei logo de cara, do alto dos meus 10 anos de idade: ela era a dona do cabelo mais lindo que eu já tinha visto. Todas as suas roupas combinavam e ela era tão organizada que parecia de mentira. E escrevia tudo que lhe acontecia em um diário, o que eu achava para lá de charmoso. A cereja do bolo é que ela trabalhava em uma galeria de arte em Blumenau que eu adorava visitar porque vendia pedras de rio pintadinhas. Eu devia andar atrás dela feito gato emocionado, olhos fixos querendo aproveitar tudo o que a moça linda e descolada, com seus 20 anos, podia me ensinar.
Para sermos ainda mais compatíveis, sempre foi arteira. Pinta e borda, a casa dela é cheia de detalhes mimosos. Sua fase mais produtiva e criativa foi nos muitos anos em que fez batik, pintou sedas, fez saídas de banho, lenços e uma infinidade de coisas lindas.
Os batiks que fazia:
As toalhas com aquarela que faz agora:
Como nora da minha avó blumenauense, exímia cozinheira de medidas pouco precisas (“um pouco mais ou menos de açúcar…”), Dóris teve a sorte de morar perto e aprender muitas receitas do tipo “venha ver como se faz”. Detalhista, as receitas traduzidas do alemão são de um preciosismo ímpar. O que faz com que os resultados sejam cópias perfeitas, clones culinários dos legados gastronômicos da Dona Nora. Atualmente faz um pão de grãos que está ficando famoso no eixo Blumenau – Balneário Camboriú.
Nesse fim de semana, aniversário do tio, fomos a Blumenau e, como sobremesa, Doris nos apresentou a Wiener Torte (Torta de Viena), daquelas que só quem é detalhista, ou nostálgica, ou aprecia um bolo que leva dias para ficar pronto, vai se aventurar a fazer. Mas como eu só precisei comer a delícia, adorei!
*observe as medidas…
Wiener Torte – Torta Vienense (D. Nora)
Ingredientes
7-8 ovos
265 gr. açúcar
1 colher sopa de açúcar de baunilha
45 gr. de araruta
108 gr. farinha de trigo Modo de fazer
Bater com a batedeira os ovos, o açúcar e o açúcar de baunilha até espumar e dobrar de tamanho. Bater de novo em banho-maria até amornar a massa (colocar a tigela numa panela com água fervente e ficar batendo). Por fim, o trigo peneirado.
Dividir a massa em 3 formas de abrir. Se os ovos não forem muito grandes, dá apenas duas camadas. Sobre cada disco assado e desenformado, despejar e espalhar açúçar queimado (1/2 xícara de açúcar com 1 colher de sopa de manteiga: derreter e dourar em uma frigideira e espalhar sobre as camadas. Repetir o processo para cada camada). Dica importante: dar uma leve batida com colher de pau em cada camada para trincar o açúcar queimado.
Creme de café
250 gr. de manteiga
150 gr. açúcar confeiteiro
1 colher sopa de açúcar de baunilha
1 gema
1 pitada de sal
1/2 xícara de café forte ou nescafé
1 xícara de água em temperatura ambiente
Bater a manteiga em creme com o açúcar, o açúcar de baunilha, a gema, o sal e aos poucos acrescentar o café (frio) e no final a água.
Cada camada da torta já coberta com o açúcar queimado receberá uma camada desse creme de café. A camada superior será enfeitada com bico de confeiteiro, com florzinhas e listas diagonais.
Para contatos sobre as toalhas: doris.kegel@googlemail.com
Marina faz um curso de panificação e confeitaria em Nova Iorque. Quem não sabe? Quis o destino que os caminhos fossem levando-a para o mundo do chocolate (chato, eu sei, mas a vida é dura…). Ela está fazendo estágio perto da Wall Street, em um expresso-bar chamado Fika (pausa para o café, em sueco) onde o Hokan, seu chefe, comete loucuras com essa delícia. O resultado é incrível, a começar pelo conceito de celebrar os 4 elementos dando às trufas nomes como Tornado (ar), Volcano (fogo), Earthquake (terremoto, terra)) e Tsunami (água).
Hokan, o alquimista do chocolate. Direto da Suécia.
E ele fala sério: tivemos a sorte de recebermos uma degustação quando fomos conhecer o Fika e fomos apresentados ao Terremoto. É um chocolatinho com ar inocente que a gente coloca na boca com uma instrução de não morder, apenas deixar que derreta. As explosões começam uns 3 minutos depois… incrível. Ao meu marido veio a vontade de dizer “Happy New Year” pela sensação dos pequenos fogos de artifício estourando em nossas bocas.
Depois vieram o de tabasco, o de queijo de cabra com chocolate amargo (queria ver a cara de vocês nesse momento…), de whisky, de caramelo com flor de sal. Um tsunami de sabores. Marina está muito bem servida e aqueles que comerem seus chocolates quando voltar ao Brasil, também.
Sara, Marina e Hokan.
Quer seguir o Hokan, o mago do chocolate no Twitter? @HakanMartensson
Esse post foi publicado originalmente no blog da minha filha, o Confissões de uma Doceira Amadora, há um ano. Resolvi resgatá-lo porque a doceira já não é amadora e acaba de se formar em uma escola de culinária em Nova Iorque com esse bolo:
E porque estou com saudades.
Começa com uma apresentação da Marina:
“Hoje, quem vai escrever vai ser minha mãe, a Jô. Ela também tem um blog, o Arte Amiga. Ela tem porque me copiou. Sim, essa é a mais pura verdade. Feio, eu sei. Mas eu amo ela mesmo assim. E devo admitir que o blog dela… bom, pode ser que seja mais legal que o meu. Mas, vou deixar vocês serem os juízes. Já falei que vocês estão lindos hoje? Mais magros e interessantes? Bom, só comentando! Mas voltando ao assunto, minha mãe foi viajar por Roma, pra visitar meu irmão que está morando por lá. Eu sei, pobrezinho. Mas agora ela vai contar um pouco das doçuras de Roma!”
“Estive em Roma e como mãe de uma doceira, prestei muita atenção aos doces romanos. Na verdade, nem precisa prestar muita atenção, pois a gente tropeça em confeitarias e sorveterias a cada 5 passos. Tudo é apetitoso e delicioso, mas eu tenho a sorte de enjoar fácil de doces, por isso preferi fotografar.
O povo italiano é movido a café. O capuccino é o preferido e qualquer hora é hora. Foi lá que nasceu o café espresso ristreto, fortíssimo. Nas cafeterias que estão a cada esquina, tem uma quantidade industrial de docinhos e cornetos, que estão ali para acompanhar o café. Ou seja, italiano passa o dia tomando café e comendo doce. No intervalo, uma pizza, é claro.
A confeitaria que achei mais formidável foi a Cristalli di Zucchero. E nessa viagem descobri que tem uma filial bem pertinho de um ponto turístico que muita gente adora visitar, apesar de eu não ver a menor graça nele: a Boca della Veritá. A história é que o povo vai lá para colocar a mão dentro da boca – se falar a verdade, nada acontece, mas se estiver mentindo, a boca decepa a sua mão. Programão, não?
Sorvete é outra delícia essencialmente italiana. Os sabores são os mais variados, a textura perfeita e eles são totalmente contra usar aquela colher para fazer bolas de sorvete. O negócio é espalmar artesanalmente quantidades generosas sobre o corneto e ainda coroar com uma dose de panna (chantilly quase sem açúcar, só para calibrar calorias). E eles têm um sabor que adoro e que ainda não vi aqui no Brasil: o Fior di Latte.
Nutella é italiana, quem não sabe? Isso significa que crianças italianas têm a mesma relação com a Nutella que nós aqui temos com a margarina ou o requeijão cremoso: servem para passar no pão. Só isso para mim já era meio estranho, mas comemos um sanduiche de Nutella, com óleo de oliva e grãos de sal. Bizarro? Mas delicioso!
Quer ir visitar um amigo? Não apareça sem levar uma torta. A sorte é que em todo canto tem uma geladeira bem recheada como essa para você não aparecer de mãos abanando.
E resolvi testar e mostrar a receita do meu doce italiano preferido, sempre prontinho nas geladeiras das confeitarias, os Profiteroli al Cioccolato.
Se você, como eu, gosta de cozinhar mas acredita que dá para fazer isso de modo prático, compre profiteroles prontos em alguma confeitaria perto da sua casa. São também chamadas de Carolinas, devem ser pequenas e sem recheios. Para essa torta usei apenas 12, mas você vai definir a quantidade de acordo com a “pirâmide” que você quer fazer.
Profiteroli al Cioccolato
Ingredientes:
12 carolinas pequenas
150 gr. de creme de mesa fresco
10 ml de leite
170 gr. chocolate meio amargo em pedaços
Coloque o creme de leite e o leite em uma panela. Quando estiver perto de começar a ferver, adicione o chocolate, desligue o fogo e mexa até dissolver os pedaços do chocolate e formar uma calda lisa e homogênea. Coloque na geladeira para atingir o ponto ideal. Enquanto isso, bata o chantilly.
Chantilly para o recheio: bater 250 gr. de creme de mesa fresco com 1 colher de sopa de açúcar e uma colher de chá de açúcar de baunilha. Se quiser um chantilly mais leve, adicione uma clara batida em neve.
Montando a delícia: faça um furo pequeno com o cabo de uma colher na parte debaixo do profiterole, coloque o chantilly em um saco de confeiteiro.
Recheie os profiteroles e depois mergulhe-os na calda de chocolate. Dá um banho de chocolate, pesca a delícia toda enchocolatada e vai montando a pirâmide. Pronto e lindo!
E se você quiser assistir uma italiana ensinando a fazer esse doce, fique à vontade. Ela é bem mais disposta do que eu, ensina até a fazer a massa dos profiteroles:
As fadas continuam voando por aqui e dessa vez, ao invés de pousar em banquinhos, pousaram na caixa da Anna. Ideia da avó, que queria ter em sua casa uma caixa de criações, para as visitas da neta arteira em potencial, recheada de papeis coloridos, lápis de cor, cola, glitter, tesourinha, carimbos, adesivos e canetinhas (não sei vocês, mas eu também quero!). Foi presente de Natal, mas não deu bem certo… Anna decidiu confiscar a caixa e levar para a própria casa, nada de ver aquilo só de vez em quando. Resultado: avó Tânia viu a sua ideia para distrair a neta bater asas…
Amoras? Combinam com fadas? Vamos imaginar que sim. Então, aqui vai uma receita de Panna Cotta com Calda de Amoras (trazidas pela minha irmã da casa do meu cunhado). Panna Cotta é um pudinzinho bem simples e típico da Itália.
Panna Cotta
Ingredientes
500 ml de creme de mesa fresco (nata) líquida – acho que também deve dar para fazer com a cremosa, mas fiz com a líquida.
150 gr. açúcar
1 fava de baunilha (ou 1 colher de chá de essência de baunilha – melhor a fava, mas se não houver…)
3 colheres de chá de gelatina em pó incolor (se preferir menos firme, reduza um pouco a quantidade de gelatina).
Modo de fazer: abra delicadamente a fava de baunilha no sentido do comprimento. Umedeça a gelatina em pó com 2 colheres de sopa de água. Leve ao fogo uma panela com o creme, o açúcar e a baunilha e deixe chegar perto de ferver. Desligue o fogo e adicione a gelatina umedecida e mexa até dissolver bem. Se preferir, passe em peneira fina para prevenir pequenos grumos. Coloque em forminhas (usei as de cupcake da Marina – 6 forminhas) e deixe na geladeira por pelo menos 6 horas. Desenforme no prato em que vai servir passando uma faquinha nas laterais e cubra com a calda de amoras (ou outra de frutas vermelhas, como morango, framboesa, etc.). Uma receita de calda de morango está aqui.
Calda de Amora
Ingredientes
1/2 kg de amoras lavadas
1/2 xícara de açúcar
1/4 de xícara de água.
Modo de fazer: leve o açúcar e a água em uma panela para o fogo, até chegar quase em ponto de fio. Adicione as amoras e deixe levantar fervura. Se preferir as frutinhas mais macias, deixe cozinhar mais um pouco. Pronto.
Há muitos anos, na festa de confirmação do meu afilhado Andreas no Tabajara, em Blumenau, conheci um doce delicioso, feito pela minha tia Dóris. Pisquei meus olhinhos azuis e encantadores e ganhei a receita. Que virou símbolo de festas de fim de ano na família. Ainda dá tempo. Recomendo.
Gelado de Nozes
Ingredientes
6 ovos (6 claras – 3 gemas)
1 pacote de bolacha Maria
150 gr. de nozes picadas grosseiramente
1 lata (350 gr) de doce de leite cremoso ou em ponto de corte
400 gr. creme de leite fresco
7 colheres de sopa de açúcar
Modo de fazer
Caramelize as nozes (explicação aqui).
Triture as bolachas em um liquidificador ou processador até ficar um pó fino e liso. Melhor bater aos poucos, pequenas porções de bolachas.
Bater as claras em neve, adicionando 2 colheres de açúcar no final.
Em outra tigela, bater o creme de leite para chantilly, com as 5 colheres de açúcar restantes e uma pitada de açúcar de baunilha.
Em uma terceira tigela, bater o doce de leite com as gemas, formando um creme homogêneo.
Unir o chantilly e as claras batidas, formando um creme branco.
Montar as camadas:
1. metade do creme branco (chantilly + claras)
2. pó de bolacha Maria
3. nozes caramelizadas
4. creme de doce de leite
5. creme branco
6. termina com o pó de bolacha Maria.
* Enfeitar com nozes inteiras ou um pouco das nozes caramelizadas.
Coloque no congelador e retire um pouco antes de servir. Pode ser feito dias antes da festa, o que facilita a trabalheira do dia.
* Se preferir, pode substituir as nozes por amêndoas caramelizadas. Vai virar um Gelado de Amêndoas, mas tudo bem.
Natal já passou, mas é sempre bom ver que presentes têm diferentes significados.
Para quem não sabe, minha filha está fazendo um longo curso em Nova Iorque. Dito isso, é natural imaginar que a distância gera muita saudade, no nosso caso semi-solucionada por frequentes conversas no skype.
Já para minha mãe, avó da Marina e sempre muito presente na vida da neta, a saudade é mais complicada. Mesmo sendo uma mulher que não se rendeu à evolução avassaladora da tecnologia – opera e-mails com agilidade, edita fotos no computador, grava filmes na Tv a cabo – skype e facebook são o seu limite. Para esses dois, não tem jeito, faz bico e birra. Assim, falar com Marina só através do velho e combalido telefone. Confeiteiras de primeira, trocas de receitas são frequentes entre avó e neta que têm os doces em comum. Dia desses, Marina queria notícias sobre um Apffelstrudel, já que passaria o dia colhendo maçãs em um… (como se chama uma reunião de macieiras? – não vou entrar no Google, exercitemos nossos neurônios).
Longa introdução para chegar ao ponto: ambos, avô e avó, ao começar a conversa internacional com a neta longínqua, fizeram a mesma pergunta: “Marina, você tá feliz?” Ela achou uma graça e me contou. E eu fiquei pensando nisso, o quanto estar feliz é algo instável, condição flutuante que, dependendo da frequência em que acontece em uma situação, um dia, um ano, te dá a medida da tal felicidade. Você está feliz lendo esse texto? Esteve feliz enquanto cozinhava o almoço, buscava os filhos na escola, esperava o ônibus, conversava com um amigo? Ou a alegria tomou conta de você quando sentiu aquele perfume de framboesa que lembrou da sua bisavó, ou quando pensou que sua filha está construindo o futuro dela, quando lembrou do seu filho, ainda pequeno, olhando preocupado para um besouro esmagado e dizendo “quem matô-lo?”. Pequenos tijolos de felicidade que a gente vai empilhando vida afora.
Alcançar a felicidade é algo tão subjetivo quanto utópico e fugidio, estava aqui e agora não está mais. Fazer o possível para estar feliz por mais vezes em um dia, já é um bom começo. Para isso, a gente precisa se fazer essa pergunta de vez em quando, assim de supetão, pegando a si mesmo desprevenido: “Peraí, você tá feliz agora?”. As respostas vão te dar uma ideia do nível de satisfação do cliente, que no caso é você mesmo.
O passo seguinte é bem Pão de Açucar: o que faz você feliz? Vai atrás. A vida é muito curta para ficar deixando para depois. O depois vem tão rápido que… Viu, já passou!
Assim, desejo a todos um Feliz Natal.
E aqui uma receita que Marina aprendeu com sua avó. Clique para ver como se faz. Saudades, filha.
Papo de anjo: receita passada de avó para neta.
Esse post participa da Blogagem Coletiva Pequenas Felicidades, iniciativa do Botõezinhos.
Um, é uma sugestão para homens presentearem mulheres: cozinhe. Nada mais apaixonante do que um homem cozinhando pra gente. Encontrei no Manga com Pimenta.
O outro, é de mim para vocês. Um vídeo delicado e delicioso, que recebi da Abram a Boca e Fechem os Olhos, blog português cheio de ideias boas.
Ou vermelho lembra Natal? O certo é que nossa decoração natalina é verde e vermelha, herança dos Natais que acontecem no hemisfério que está vivendo o inverno nessa época. Nós, dos trópicos, deveriamos valorizar um Natal verde e azul, mas fazer o quê?
Algumas brasileiras que têm blogs lindos moram em países onde o Natal combina bem com as roupas quentíssimas do Papai Noel, com os flocos de neve que enfeitam pinheiros, com as meias penduradas em lareiras. Sorte delas, tudo faz mais sentido. Veja um pouco do Natal no Copy & Paste (Itália), Casa de Retalhos (EUA) , Craft to Inspire (Inglaterra) e Minha Casa, Meu Castelo (Dinamarca).
Por aqui, a cor vermelha aparece muito nas coisas que fazemos e essa é uma boa hora para uma revisão.
As peças de cerâmica que aparecem aqui são da Raquel.
E por falar em vermelho, nada melhor que uma receita com ameixas… vermelhas. A receita é do Simplesmente Delícia e fiz em prato de cerâmica da Magda, da Ekozinha. Apesar de não pedir na receita, adicionei açúcar mascavo nas ameixas por minha conta. Ficou azedinho, do jeito que eu gosto. Já marido e filho fizeram um pouco de caretas…
Crumble de Ameixas Vermelhas
Ingredientes
1 quilo de ameixas (pesadas com caroço)
¼ copo de amêndoas inteiras*
¾ copo de farinha de trigo
100 gramas de manteiga sem sal, temperatura ambiente
½ copo de açúcar
1pítada de sal
¼ de copo de amêndoas fatiadas (opcional)
* comprei farinha de amêndoas no Mercado Municipal
Modo de preparo
1. Unte um pirex pequeno (26 cm x 18 cm) com manteiga e reserve. Pre-aqueça o forno a 180°C. Lave as ameixas e corte as para retirar os caroços. Descarte os caroços e ponha todas as ameixas partidas no pirex espalhando-as.
2. Processe as amêndoas inteiras até formar uma farinha grossa. Cuidado para não processar demais pois a farinha começa a ficar oleosa. Ponha a farinha de amêndoas numa vasilha com a farinha de trigo, a manteiga, o açúcar e o sal. Amasse com um garfo até não haver mais traças de manteiga mas não deixa formar uma massa compacta. Queremos um farelo grosso.
3. Espalhe a farinha de amêndoas por cima das ameixas sem apertar. Termine com as amêndoas fatiadas. Se você não tiver amêndoas fatiadas pode picar amêndoas inteiras e jogar por cima. Leve ao forno por 45-50 minutos ou até ficar dourado. Se começar a queimar , cubra com papel alumínio e prossiga até a farinha estar dourada. Sirva morno. Com uma bola de sorvete…
Jô Bibas, fonoaudióloga e artesã. Aqui mostro minhas artes e ideias e de amigas de longa data. Cada uma com seu talento, seu jeito, suas cores.
Curitiba/PR.