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Arquivo da categoria ‘Consumo consciente’

Quando volto de uma viagem tenho o hábito de resumir para mim mesma como o lugar que visitei me marcou, me surpreendeu. Os prós e contras de morar ali. Em New York é mais difícil, inicialmente, encontrar os pontos negativos porque a cidade te envolve e atordoa de forma intensa nos primeiros contatos.

Uma passadinha no Times Square à noite é suficiente para te deixar em um estado de deslumbramento que só vai passar uma meia hora depois.

A Broadway te tira o fôlego com todas aquelas atrações, espetáculos que parecem todos imperdíveis. Mas tudo tem fila, é caro, está lotado. Meu pão durismo quase nos fez não ver nada, mas acabamos assistindo o Homem Aranha por um preço excelente.

Em New York a gente caminha muito e cada bairro é uma surpresa, traz lojas, restaurantes e confeitarias que fazem o caminhar até a próxima quadra e suas delícias algo natural e desejado. Os tipos que encontramos nas ruas, as roupas esquisitas e o “não-estou-nem-aí” tanto de quem se veste quanto de quem observa é muito bacana. Ado, ado, ado, cada um no seu quadrado.

Táxis a um levantar de mão? Mito. Ônibus? Só se você andar com um saco de moedas. Metrô é a pedida, só precisa ficar atenta para acertar o lado para onde quer ir.

A comida é exagerada. Definitivamente. Não só os ingredientes embutidos nos alimentos engordam quem passa um tempo por lá, como também e principalmente o tamanho dos pratos. Tudo que se diz ser para uma pessoa, alimenta 2 e meia com folga. Mas com certeza a Marina está no lugar certo para aprender tudo sobre doces! E vai continuar recheando seu blog com delícias enquanto estiver morando lá!

Nem todo mundo é simpático. Meio cheios da quantidade industrial de turistas que aterrisa na cidade todos os dias. Só de brasileiros, segundo o motorista-estatístico da van que nos levou a um outlet, são 2500 que chegam em NY todos os dias. E por falar em outlets, outro fato que choca é a oferta e o consumo de produtos em geral. Turistas saem das lojas arrastando sacolas enormes, já de olho na vitrine da loja ao lado. Confesso que me desespera um pouco. Acredito no consumo consciente, no comprar o que preciso e aquilo tudo vai me dando uma aflição… Minha estadia foi para organizar a casa da minha filha e foi o que fiz. Deixo aqui um jogo de 7 erros da sala do apartamento antes e depois da nossa chegada.

Morando em um apartamento no Chelsea, vimos o quanto andar é bom, o quanto o metrô facilita, que supermercados, delicatessen e floristas estão em todos os cantos. As escadas de incêndio são características da cidade e Marina tem uma, é claro. A lavanderia do prédio fica no porão e de lá você sai com roupas limpas e estalando de secas em uma hora. Mas também tem muito lixo, e barata, e rato. Prós e contras, eu tinha avisado.

A vida em Nova Iorque fervilha, borbulha. Em qualquer lugar que você passa tem algo acontecendo, gente interessante para ser vista, um local que você viu em uma cena de cinema que te encanta, uma peça de teatro acontecendo em uma praça. Uma mulher cantando de calcinha, soutien e guitarra em uma esquina, um homem perdendo o tênis na porta do metrô e partindo com um pé com tênis e outro não. Um esquilo num gramado, cachorros de todos os tamanhos nos locais mais inesperados. Aquelas casas iguais da Carrie do Sex and the City, as galerias de arte descoladíssimas, os casais de todas as tendências sexuais. Hamburguer como se deve, camarão com gosto de milho, supermercados de orgânicos. É a diversidade que fascina, a gente fica o tempo inteiro como se estivesse passeando por um parque de diversões.

Como tinha planejado, fui atrás das lojas de carimbos. A Lu, do Artesanal, me deu a dica e visitei a Ink Pad umas 3 vezes. Não tinha as mandalas que eu queria, mas valeu a pena assim mesmo. Uma frustração: simplesmente não achei o mural d’Os Gêmeos que tinha visto em uma revista. Não soube procurar, com certeza, mas ficou uma tristezinha. Alguém sabe, alguém viu?

Sou fã do Sex and the City e a city do título é… New York. E achei esse vídeo que mostra as amigas e homenageia a cidade, na voz de Frank Sinatra cantando New York, New York. Sob encomenda.

O resumo? Nova Iorque é fascinante. Cansa, de tão intensa. Aí você vai embora. E não vê a hora de voltar.

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Sempre gostei de ler. Desde pequena, com uma luzinha de abajur, lia brigando com o sono. Consegui fazer de meus filhos, apesar da luta injusta com computador, televisão e twitter, bons leitores de livros de papel.

E sempre fui muito ciumenta com meus livros. Escrevia meu nome dentro, mês e ano em que os tinha ganho ou comprado, algum comentário sobre o que tinha achado deles. Carimbo ex-libris, número do meu telefone na frente e na última página, caso o emprestador chegasse ao final da história esquecendo que eu esperava a devolução, tudo anotado em uma ficha, tipo bibliotecária zelosa e guardadora. Olhava a minha estante com orgulho, livros que representavam meu modo de ser de acordo com a idade: os filosóficos da adolescência, os romances de quando os filhos eram pequenos, os suspenses que hoje me mantêm acordada.

Eu sei exatamente o momento em que tudo isso se quebrou: um dia, emprestando um livro de uma amiga, abri na primeira página e observei que ela tinha (oh, céus!) esquecido de colocar seu nome ali. Ao que me respondeu simplesmente: “não coloco nome nos livros. Eles não precisam ser só meus, devem passear por aí”.  O famoso clic, sabem como é? Desde então tenho praticado o desapego.

O primeiro movimento foi eliminar a ficha de empréstimo. Quer devolver, devolva. Se não, tudo bem também. Em seguida percebi que tirar livros de minha estante (que não é um coração de mãe, portanto tem seus limites de espaço), abre lugar para novos. Para o desejo de novas leituras. E permite que os livros sejam reutilizados, usados por outras pessoas. E me ajuda a manter uma certa ordem, que é impossível quando temos demais.

O passo seguinte foi começar com minha amiga Ângela a Freguesia do Livro, amplamente divulgada aqui, que despertou um fluxo de livros de diversas fontes e com variados destinos. Com os livros que nos chegaram e que não eram infanto-juvenis nem revistas em quadrinhos, já pudemos ajudar uma biblioteca em Pinhalão/PR, a Biblioteca Sítio Vanessa em Morretes e uma iniciativa muito simpática na Padaria Pote de Mel, aqui em Curitiba, impulsionada por uma ideia do Alessandro Martins, do blog Livros e Afins. Momento propício, leituras voltando a ser valorizadas, enquanto observamos, sob nova direção, a revitalização  de nossa Biblioteca Pública do Paraná.

E tem ainda uma ideia meio antiga, que compartilho aqui na esperança de pescar um adepto. É  o “Perca um livro”, projeto internacional de incentivo à leitura. A ideia é “perder” um livro em um local público onde poderá ser achado e lido por outra pessoa que por sua vez deverá fazer o mesmo. Através do site http://www.livr.us/ você cadastra o livro, coloca nele uma ficha com seu comentário, uma explicação sobre a campanha e a recomendação para que a pessoa o passe adiante após ler, além de um código que poderá digitar para “rastrear” o livro. Se achar tudo isso muito empenho, simplesmente perca um livro. Ele certamente vai chegar a algum lugar.

Tudo isso não é tão fácil quanto parece, não se deixe enganar por minhas levianas palavras. Os livros queridos são difíceis de libertar. Mas é um exercício que podemos tentar. Coloco aqui o meu preferido antigo e um recente que tenha apreciado. Te convido a fazer o mesmo.

Meu livro antigo preferido:

Um que li e gostei recentemente.

Desafios:

1. dasapegue-se de seus livros. Olhe-os como algo que já cumpriu o seu papel e que está na hora de levar sua história para outro lugar, outro olhar, outra pessoa. Como mostramos, você pode doar ou pode simplesmente esquecê-lo por aí.

2.espalhe essa ideia. Uma amiga, quando soube da necessidade de revistas em quadrinhos para nossa biblioteca, pegou uma caixa de papelão, escreveu “Precisamos de gibis. Obrigada” e colocou no vestiário de sua bela academia de ginástica. Encheu a caixa em poucos dias e nossas crianças adoraram!

3. pense em qual é seu livro preferido. E qual é o livro que leu recentemente que mais te agradou. Entre esses dois extremos garanto que existem muitos títulos descansando abandonados em suas estantes…

* Se quiser mandar para nós, entre em contato através dos comentários. Ficamos craques em encaminhar o livro que você não quer para um lugar que muito o deseja.

Imagens: Pinterest e Weheartit

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Vir para a Grécia produz alguns efeitos colaterais, não todos positivos, mas sem dúvida poderosos, marcas de um tempo passado nesse lugar formidável.

1. O olhar para o mar. Vamos explicar assim: imagine uma piscina gigante e bem cuidada – aquela água transparente e azul… O mar aqui é assim, transparente, de um azul estupendo que passeia entre o profundo e o esverdeado, simplesmente fresco, limpo e com um aroma de mar. Só de mar, dá para entender? Aliás, até os peixes que compramos e limpamos (eu falei que tinha efeitos negativos – pela primeira vez tive que estripar algo que ia comer) têm um ar saudável. Será a famosa dieta mediterrânea?

2. Secura máxima. O ar aqui é seco. Mega seco, como diria minha filha Marina. E tem um vento que às vezes é tão forte que dá vontade de andar segurando uma âncora. Resultado bem-vindo: a gente nunca se sente pegajosa. Efeito negativo: cabelo palha e pele craquelada. Da sola do pé nem vou falar…

3. A dieta mediterrânea pode ser mundialmente famosa por ser saudável e indicada em dietas, mas vamos ser honestos: o povo aqui fica em forma não só por causa do que come. Caminhando feito camelos, sob um sol escaldante, ladeiras sem fim (nada de calçadões, minha gente) e movido a salada grega, não há quilos que resistam (assim espero. Oremos).

4. Que bom, desacostumamos. Para nós brasileiros ficou difícil conviver com gente fumando em qualquer lugar. E aqui eles fumam em qualquer lugar.

5. Os mosquitos aqui são fortes, saudáveis e inflamáveis. Não consegui ver nenhum até agora, mas tenho provas por todo o corpo de que eles me viram, e como.

Minha linda sobrinha Benedetta.

6. Crianças européias. Elas passam o dia inteiro na praia, não se torram, não reclamam se não tem onda, comem comidinhas saudáveis e nutritivas trazidas de casa em potes, ficam na sombra quando orientadas e caminham 20 minutos para ir e 20 minutos para voltar da praia. Tranquilos. Tenho dito.

7. Como na Itália, é triste descobrir que, mesmo tendo teoricamente todos os ingredientes básicos no Brasil, para fazer uma salada grega (tomates, pepinos, pimentões, cebola, azeitona preta, queijo feta), simplesmente não fica igual. Culpo os tomates. Aqui são divinos e no Brasil tendem ao gosto de nada… Fazer um Moussaká com nossas beringelas também é meio frustrante. Conhecer os originais tem suas desvantagens.

8. Reciclagem de lixo: na ilha, o único lixo reciclável separado são as garrafas de água. Ponto. O resto, tudo misturado, me deu o maior nervoso. E em uma ilha pequena, o que faz pensar para onde vai tudo isso. E faz valorizar ainda mais a separação que fazemos no Brasil, em especial em Curitiba. Mas ponto para eles porque usam muita energia solar e eólica.

8. The Weather Channel. Inútil aqui. Não há a menor dúvida sobre como será o dia seguinte: sol, nenhuma nuvem no céu, chuva nem em sonhos. E calor. A única coisa que vai variar é o vento: pouco, muito ou nenhum. Essa certeza de bom tempo é um bálsamo para quem passa férias de verão em Santa Catarina ou no Paraná e vê seus dias na praia se escoando pelo ralo com chuvas sem fim.

9. Família: registros na parede de uma bela coleção de filhos, noras, genro e netos, netos, netos. A avó grega teve uma bela surpresa!

10. Nunca mais serás inteiro. Chegadas e partidas. Famílias espalhadas. Saudades do que não está perto. Essa temporada foi particularmente complexa pela grande vontade de estar perto de uma das pessoas mais importantes da minha vida. Mas sabia que a família estava unida cuidando de quem precisava. Estou feliz em voltar para casa. Com pena de ir embora. Complicado? Nunca mais serás inteiro.

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Aproveitando o comentário ao post anterior feito pela amiga R.:

Quando falamos em consumo consciente, a ordem dos fatores é importante: primeiro Reduzir, depois Reutilizar e só depois Reciclar.

Reciclar só é muito legal se a única outra opção para um determinado objeto for jogar no lixo. Reciclar, apesar de poupar matérias-primas,  é mais caro e gasta mais produtos químicos do que fazer novo porque é preciso recolher o velho, transportar, higienizar, destruir, reconstruir o novo, transportar e distribuir novamente. O grande lance é evitar ao máximo chegar a esse ponto,  primeiro reduzindo e depois reutilizando.

Eu já tinha contado que as imagens eram muitas. Então continuo com as ideias de como reusar objetos com cara de tchau, dando a eles novas funções ou aparências.

Uma guirlanda seca e restos de papel colorido e jornal…

Apreciadores de vinho rendem bons carimbos.

Fundinhos de garrafas pet. Delicado.

Mudas em rolos de papel higiênico.

Do vinho ao vinho.

O vidro tem uma longa viagem antes de chegar ao lixo. Bons tempos dos engradados de garrafas de vidro de cerveja e refrigerante. Menos cômodo, mas quanto plástico a menos em forma de garrafas pet….

E resto de lã? Pompons! Sou fã, sabia fazer quando pequena porque aprendi no Tesouro da Juventude. E definitivamente esqueci, fato comprovado quando há pouco tempo tentei fazer um, cheia de sabedoria, sob os olhares desconfiados de marido e filha… Um fiasco. Acabei com fiapos de por todo lado e ainda tendo que encarar os “eu bem que falei” dos familiares… Como não me rendo fácil e quero marcar minhas malas com pompons para a viagem que se aproxima, vou tentar novamente.

Para fazer pomponzinhos.

Como fazer pompons. Confesso que ainda não testei. Boa sorte!

* Todas as imagens utilizadas neste post são do http://www.pinterest.com.

No blog Doces Abobrinhas você pode ver ideias para garrafas de Coca-Cola.

Esse vídeo é do Governo Federal. Campanhas no sentido de rever a produção e destino do lixo são sempre bem-vindas.

E para finalizar esse post longuíssimo (o assunto me empolga), uma homenagem a Curitiba.

Imagens colhidas no Pinterest e We Heart It.

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Micos Ecológicos

Na Ponta da Agulha

Questão de atitude

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Discursos ecológicos são meio frequentes nesse blog. Mas não se esgotam, principalmente agora que achei uma mina de imagens que dão muitas ideias  sobre transformações que podemos fazer com o que poderia ser descartado.

Em reciclagem somos craques em Curitiba. Há tempos separamos o lixo que é reprocessado e resulta em matéria prima para a produção de novas coisas.

redução? Simples: é adquirir apenas o que realmente precisamos. Simples no conceito, complexo na prática.

E o reusar? Palavra que nem existe em português, significa qualquer atividade que estenda a vida útil de alguma coisa. Quando reusamos um objeto, estamos deixando de comprar um outro, certo? E de produzir lixo, concorda? É essa a ideia.

E aqui algumas ideias encontradas no site http://www.pinterest.com sobre o reuso. Não sou muito fã de colocar imagens alheias no blog, mas já que o assunto é reusar…

Uma moldura que não emoldurava mais…

Aqueles infinitos potes de vidro. Mais que geleia...

Copos viram coloridos porta-velas. Luz e cor em um copo que era sem graça...

Ikebana de lápis e afins.

Eu reusei um banco da Magda. Vou mostrar o antes e depois. Como não tive a genial ideia de fotografar o antes do banco em questão, fotografei outro, mas que tinha o mesmo acabamento inicial. Um banquinho sem graça que ficou charmoso.

E aqui, o resultado do reuso de embalagens de cigarro, realizado pelo porteiro do prédio da Ângela, o Sr. Osmar:

Mais ideias em…

Para que tudo isso?

Ideias voluntárias

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Das viagens de carro com meus filhos,  lembro do olhar desolado de meu marido, avaliando malas e cacarecos e o espaço disponível no porta-malas… Em segundos, disparava a pergunta: “Você-tem-certeza de que vai precisar de tudo isso?”. Tinha. E usava. E cabia no carro, creiam.

O “precisar de tudo isso” combina com o assunto dos últimos posts, a ordem. Para começarmos uma verdadeira organização, tudo passa pelo crivo do apego. Porque temos tantas coisas? Porque, mesmo tendo tanto, continuamos a adquirir mais e mais?

Podemos atribuir uma parcela da culpa à oferta, à velocidade das mudanças da moda e com que os aparelhos tecnológicos se tornam obsoletos. À propaganda. Ao desejo de experimentar, de ter o que os outros têm, à síndrome da formiga que acumula, acumula…

Mas estávamos falando de ordem e, para alcançá-la, é fundamental classificar. Podemos classificar tudo o que temos usando diversos critérios: novo, querido, bonito, faz-parte-da-minha-história. Mas acho que a melhor classificação para quem quer uma vida organizada e consciente é: uso/ não uso. Uso, fica. Não uso, tchau. Por tchau entendo dizer que tudo o que está sobrando na sua casa pode ser útil para alguém ou está pronto para ser reciclado e se transformar em uma outra coisa. Portanto, seguindo as ideias de Gail Blanke em “Jogue fora 50 coisas“, com tudo aquilo que está rodando pela sua casa e não é usado, encontre um destino entre:

a) vender

b) doar

c) jogar fora. Assim: puf!

E ela não fala apenas sobre objetos. Quando explica sobre a necessidade de rever prioridades em nossa vida, de organizar nosso espaço e cabeça, fala também sobre crenças, convicções, lembranças, trabalho e até pessoas. Faxina geral. Abra espaços e aplique isto de fato, de forma drástica. Não basta jogar fora coisas velhas e estragadas, você também pode se desfazer daquelas coisas novas e impecáveis que não são utilizadas. A roupa que você nunca vestiu, o livro que você comprou e nunca quis ler, o perfume que não era tão bom assim. A máquina de pão que você se recusa a usar, a toalha que é pequena para a sua mesa…Casas lotadas são casas pesadas e complicadas de arrumar.

Olhe em volta. Analise. Comece a sua organização.

E aqui um vídeo que fala da consciência, ou falta dela. Dos pequenos movimentos que podemos fazer para mudar o mundo. Dica da Badi.

Você vai ter mais ideias de organização em…

Resistências

Freguesia do Livro

Duvido que você…

Imagens: http://www.weheartit.com


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Texto de Ângela Marques Duarte, da Panos Divertidos.

Toda a discussão sobre usar ou não as sacolas plásticas acontece porque elas são fartamente distribuídas nas lojas, supermercados e comércio em geral, gratuitamente.

Nos lugares onde as pessoas estão mais atentas aos problemas com o meio ambiente, as sacolas são cobradas. Quando é preciso pagar talvez seja mais fácil mudar o hábito.

Mudança de hábito é uma dificuldade que todos conhecemos. Quando ouço as pessoas alegando impossibilidades em usar sacolas retornáveis, acho que é só a falta deste costume.

Deixo minhas sacolas no porta-malas do carro. Quando são esvaziadas em casa, já são colocadas perto da porta de saída.

Sacolas à mão e à vista.

As pessoas resistem às sacolas retornáveis principalmente por que usam as plásticas para colocar o lixo doméstico. Produzimos uma quantidade enorme de lixo orgânico que poderia ser usado para fazer adubo através da compostagem.

Dê uma olhada no You Tube sobre compostagem caseira. Aqui você pode ver um exemplo.

Na próxima ida ao supermercado sem as suas sacolas ecológicas, coloque as compras em caixas de papelão.

Conheça o site americano envirosax.com onde você pode ler sobre os perigos dos sacos plásticos.

Outra atitude positiva é ter a sua garrafa de água para fazer ginástica. Imagine quantos copinhos de plástico você estará economizando.

Mais garrafas, menos copos.

Várias pequenas mudanças na direção certa farão uma grande diferença contra o problema do volume de lixo que produzimos.

Você vai rever mais conceitos em…

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Vida nova ao livro velho

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“Quantas vezes já falei? Casca de banana é lixo or-gâ-ni-co! Não vai na lata dos recicláveis”!

A desilusão doméstica ao menos me consola: se não consigo conscientizar nem os que vivem comigo na mesma casa há mais de 20 anos, como posso pretender que as pessoas que abordo impulsivamente nas minhas lidas cotidianas, entendam?

Tenho feito certos papéis… Micos, diriam meus filhos.  Saio da panificadora equilibrando torres de pacote de pão francês, copo de requeijão, bandejas de frios e bolo de cenoura. Poucas probabilidades de que aterrisem em ordem no assento do carro, onde vão se misturar aos DVDs que peguei na locadora, aos sapatos que busquei do conserto e à caixa do analgésico que vai salvar minha noite. Tudo rigorosamente sem sacola, depois da repetida e repetida conversa:

- Pergunta se eu quero.

- O que, minha senhora?

- Me pergunta se preciso dessa sacola enorme para levar essa minúscula caixinha de comprimidos.

- É mesmo…

Engato o discursinho meio desgastado dos plásticos que vão acabar na boca das focas da Groenlândia e vejo que consegui trazer uma novidade para o rapaz. Saio orgulhosa da farmácia, sentindo que conscientizei um vizinho dessa minha casa chamada planeta.

Semana seguinte, a dor de cabeça volta, retorno à farmácia, procuro meu vendedor-conscientizado  e… Pimba! Sacola outra vez!

Aí chega a hora de pensar: vale a pena ser eco-chata? Ficar conhecida e ser lembrada para todo o sempre como aquela que acha o fim do mundo o clube não separar o lixo e que acaba sugerindo um latão de recicláveis no vestiário? A que insiste em recuperar, consertar, fazer ressucitação boca-a-boca em aparelhos domésticos e eletrônicos por não querer aumentar ainda mais a montanha mundial de descartes de vitrolas, televisões, toca-fitas, celulares, máquinas de escrever, Gordinis, DKVs e todas aquelas coisas projetadas para durar pouco?

Que eu tenho coragem, isso tenho. Na festa de aniversário da minha irmã, na nossa chácara, acontecia um belo churrasco. Copos descartáveis, latinhas de cerveja, garrafas pet, asinhas de frango e restos de maionese de batata atirados em vala comum, um formidável latão de lixo, ao alcance de todos. Até que me segurei… Mas não por muito tempo. Consegui outro latão que coloquei ao lado do primeiro e anunciei: “Pessoal, este é para os recicláveis!”. Um guaxinim teria despertado menos olhares perplexos, inclusive o da minha irmã, onde estava escrito: “Lá vem aquela chatice outra vez.” Em 10 minutos, tínhamos dois latões- valas comuns onde tudo coabitava. Enfiei minha viola no saco (de pano) e desisti.

Aliás, sacolas de pano são outro assunto delicado. Demora para acostumar, elas sempre estão: a) em casa quando você chega no mercado; b) no carro, quando você está passando as compras  no caixa. Agora que finalmente me acostumei, euzinha, sozinha, economizo uma média de 40 sacolas plásticas (aquelas das focas da Groenlândia, lembra?) por semana, ao carregar minhas compras de supermercado e afins em sacolas de pano das mais diversas procedências. Então o que explica o fato de hoje, uma segunda-feira, dia oficial da reposição do estoque doméstico, eu ser o único ser usando estas simpáticas sacolas retornáveis no super-mercado inteiro? Será que as pessoas não sabem? Será que esquecem? Será que acham que não fica bem? O negócio seria entrar na moda. Se fosse moda, quem sabe?

Uma coisa  aprendi: posso escolher como vou ser lembrada quando não estiver mais por aqui. Sei que já me acham assim, assim, pelas minhas manias esquisitas de voluntariado e comportamentos ecológicos, essa crença absurda de que eu posso fazer uma diferença. Mas, mesmo assim, decidi. Prefiro que me citem como alguém que travava suas pequenas batalhas diárias em nome de um ambiente mais limpo e de um futuro sustentável, do que aquela que cozinhava o melhor camarão na moranga do bairro. A receita do camarão eu posso deixar para a posteridade. Gente que vai cuidar melhor do ambiente, também.

Você pode ver mais sobre sacolas ecológicas nos Panos Divertidos. E no próximo post vai entender porque um blog de artesanato está falando de ecologia.

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